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24 outubro, 2025

SANTA RITTA, José -
O PSITACISMO E O ENSINO.
Por... Sócio da Sociedade de Estudos Pedagógicos, Professor do Liceu Pedro Nunes. Lisboa, Composto e impresso da Casa Portuguêsa : Papelaria e Tipografia, [1913]. In-8.º (22x15 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo pioneiro sobre o psitacismo publicado em separata da Revista de Educação - Geral e Técnica., tendo como tema principal o "decoranço", expediente utilizado por muitos alunos das escolas básicas e secundárias.
Definição de psitacismo: "Aprendizagem por repetição mecânica de palavras e frases, sem intervenção do raciocínio". (Infopédia)
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Joaquim Fontes (1892-1960, conhecido pedagogo, médico e professor catedrático.
"O psitacismo desenvolve-se tanto mais fácilmente quanto é certo que a imitação e o automatismo teem um papel importante na linguagem e se cada um de nós tem o seu vocabulário próprio, a mesma palavra evoca em cada um de nós imagens diferentes; isso ainda se agrava na criança, que tem uma mentalidade especial, vê as coisas por prismas diferentes do nosso e dá às palavras significações que nós não conhecemos, procedendo como se elas tivessem para a criança a significação precisa que nós lhes supomos. A criança repete muitas vezes a palavra sem lhe ligar sentido e nós, desde que ela a diga, satisfazemo-nos sem procurar verificar ao que a palavra corresponde. [...]
A vaidade das famílias exige dos seus filhos «boas notas», estasia-se perante a criança que papagueia lições e que, aos dez ou doze anos, deixa de brincar e correr para estudar e «fazer exercícios». A tendência do professor e da família é toda para a cultura livresca, fácil de transmitir e de adquirir e que, alêm disto, faz o pequeno estar quieto; para a aprendizagem do que vem no livro pode contar-se com a família, que ela faz o aluno estudar; para a cultura física e moral nada há a esperar dela. [...]
É uma lástima ver o estado em que os rapazes chegam aos liceus - e por que não dizê-lo? - o estado em que se conservam nos liceus. Só quem nunca interrogou um rapaz que vá fazer o seu exame de instrução primária ignora a forma porque êle sabe as coisas, jogando com palavras cuja significação desconhece."
(Excerto de Conseqùências no ensino)
Índice:
O Psitacismo [I-II] | Conseqùencias no ensino | Conseqùências sociais.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

02 outubro, 2024

GOMES, Joaquim Ferreira -
A ESTRUTURA DA INTELIGÊNCIA E A CRIATIVIDADE : segundo J. P. Guilford.
Exposição para concurso para professor catedrático do 7.º grupo, 3.ª Secção (Ciências Pedagógicas) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coimbra, [s.n.], 1973. In-4.º (28,5x20 cm) de [1], 45 f. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho académico do Prof. Joaquim Ferreira Gomes, iminente professor catedrático da Universidade de Coimbra, sobre Inteligência e Criatividade.
Trabalho policopiado, sendo o texto impresso na frente das folhas, ilustrado com uma tabela e um desenho esquemático, ambos colados no texto.
"O problema das aptidões humanas e o problema da criatividade são temas centrais na Psicologia e na Pedagogia dos nossos dias. O presente estudo proõe-se expor e analisar algumas das investigações que, nesses domínios, foram realizadas pelo psicólogo americano J. P. Guilford.
Professor de Psicologia na Universidade da Califórnia do Sul, J. P. Guilford dirigiu, de 1949 a 1969, o "Aptitudes Research Project" (ARP), cujo objectivo fundamental era explorar algumas egiões menos conhecidas da inteligência, como "the areas of reasoning, problem solving, creative thinking, planning, and judgment or evaluation".
Ao longo dos 20 anos em que se desenrolou o "Aptitudes Research Project", Guilford elaborou, de colaboração com alguns membros da sua equipa, 41 relatórios técnicos. Além desses relatórios, e resumindo os resultados das investigações, publicou vários livros e artigos. É com bases nessas obras (citadas, adiante, na Bibliografia) que exporemos o modelo tridimensional e multifactorial da inteligência a que as investigações levaram Guilford. De entre essas investigações, interessar-nos-ão, de modo especial, os que dizem respeito à criatividade. [...]
A partir de 1950 e, sem dúvida, por influência das investigações de Guilford, são extremamente numerosos os estudos sobre criatividade."
(Excerto da Introdução)
Índice:
I - Introdução. II - O modelo da estrutura da Inteligência (SI). III - A Criatividade. IV - Os testes tradicionais de inteligência e a estrutura da inteligência. V - Como desenvolver a criatividade: programas, métodos educativos e exames. | Bibliografia.
Joaquim Ferreira Gomes (Olival, 18 de outubro de 1928 - Vila Nova de Gaia, 27 de janeiro de 2002). "Foi professor catedrático da Universidade de Coimbra e fundador da sua Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. Considerado o «pai fundador» das Ciências da Educação em Portugal, dedicou-se à História da Educação e à formação de professores. Publicou uma vasta bibliografia no domínio da Filosofia, da História e da Pedagogia. Após completar o Curso Teológico no Seminário de Coimbra, em 1951, seguiu para Roma, tendo-se licenciado em Filosofia na Universidade Gregoriana, em 1953. Regressado a Portugal, ingressou na Universidade de Coimbra, tendo-se licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas na sua Faculdade de Letras, em 1960 e doutorado, em 1965, em Filosofia, na mesma Universidade. Fez as suas provas de agregação em 1970 e concurso para professor catedrático da Secção de Ciências Pedagógicas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em março de 1974. Dedicou toda a sua vida à Universidade de Coimbra, enquanto docente e investigador e nos seus órgãos de gestão. Foi particularmente determinante na criação dos Cursos Superiores de Psicologia, em 1977, que vieram a dar lugar à criação, em 1980, das Faculdades de Psicologia e de Ciências da Educação."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta oxidação.
Raro.
25€

02 junho, 2024

BARATA, Antonio Francisco - RESUMO DA HISTORIA DE PORTUGAL.
Para uso das Escolas. Composto em mappas. Por... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1867. In-4.º (24 cm) de 39, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosíssimo método desenvolvido pelo autor, através da utilização de quadros-resumo, - 'mappas' -, para o ensino primário da História de Portugal.
Obra rara, muito interessante e inovadora, dedicada por AF Barata à "Associação dos Artistas de Coimbra e nomeadamente a seu fundador Olympio Nicolau Ruy Fernandes".
Com uma dedicatória manuscrita na capa (do autor?).
"Não é por ser grande a falta de resumos de Historia, para uso das escolas de instrucção primaria que, eu, obscuro e incompetente me abalanço a dar ao prelo este. É sim, por julgar que talvez sobreleve vantagens a outros, no methodo apropriado ao ingresso nas memorias infantís, nas minuciosidades sem diffusão e nas datas correspondentes aos acontecimentos."
(Excerto de Advertencia)
António Francisco Barata (Góis, 1836 - Évora, 1910). "Erudito, publicista, escritor, historiador e grande observador dos costumes nacionais. Órfão e sem recursos, iniciou-se na vida profissional como aprendiz de barbeiro em Coimbra. Espírito curioso e amante da leitura, o contacto com os lentes da Universidade, que frequentavam a barbearia onde trabalhava, determinaram a sua formação de autodidacta. Aos 24 anos publicou a primeira obra, sob o título, Lucubrações de Um Artista (1860), que reunia algumas composições poéticas. No ano seguinte (1861) dava à estampa a Breve memória histórica acerca da velha Coimbra, arrasada por Ataces e Remismurado, e da fundação ou edificação da actual Coimbra; em 1862 um drama em quatro actos, A Conquista de Coimbra; e em 1863, as Novas Lucubrações de Um artista. Trabalhador infatigável e polemista vigoroso, é extensíssima a sua obra dividida em vários géneros literários, tendo firmado alguns dos seus escritos com os pseudónimos de D. Bruno da Silva e Bonifaciano Tranca Ratos, este adoptado em polémicas e em assuntos que se prestavam à ironia. Colaborou com os vários periódicos existentes em Évora, Elvas, Estremoz, Barcelos e Coimbra. A sua bibliografia é bastante vasta, pois era profundo conhecedor dos costumes e história da região de Évora, dedicando à cidade a sua vida e erudição, através de ensaios de história e arqueologia. Escreveu romances históricos como O Manuelinho de Évora (1873), fez recolha de composições para o Cancioneiro Quinhentista (1902), que se pretendia a continuação do de Garcia de Resende. Colaborou também no Dicionário Heráldico e no Dicionário Espanhol-Português e Português-Espanhol de Figanière (1879). Espírito empreendedor, foi fundador da «Typographia Minerva», inicialmente situada na Praça de Giraldo, nº 40 e 41. Nos primeiros anos do século XX, já velho e doente, ainda produziu algumas obras: Évora e seus arredores (1904), Évora Antiga (1909), e Homenagem de Évora a Alexandre Herculano (1910). Nos últimos anos da sua vida, procurou deixar uma bibliografia de toda a sua produção, Escritos e Publicações de António Francisco Barata - 1866-1908. Personalidade controversa para muitos seus contemporâneos, a verdade é que foi um homem singular."
(Fonte: http://bdalentejo.net/conteudo_a.php?id=103)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo. Pequeno restauro na última página do livro.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
75€

10 março, 2024

FERREIRA, Dr. Ardisson -
OS QUATRO GRANDES FLAGELLOS DO SECULO XX.
Tuberculose, Avarigenese, Alcoolismo, Mortalidade infantil. 1.º Milhar. Lisboa, Proprietario e editor - O auctor, 1908. In-4.º (23,5x16,5 cm) de22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida na Sociedade de Geografia de Lisboa, organizada com o intuito de chamar a atenção para os comportamentos individuais desviantes, responsáveis por doenças causadoras de morte.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória manuscrita do autor "Ao velho amigo e colega" Manuel Rosado Fernandes Gião.
"Antes de entrar na descripção dos quatro grandes flagellos que, de dia para dia, mais estão abastardando a nossa raça, ameaçando destruil-a, devo dizer que não me atreveria a vir occupar este logar, se não visse que é necessario, que é indispensavel, pôr-vos de sobreaviso, elucidar-vos e - dirijo-me principalmente ás senhoras que me escutam - recrutar soldados leaes, obedientes e conhecedores do seu papel.
Com effeito, a alliança offensiva constituida pela reunião das diversas causas a que eu chamo avariantes, é tanto mais temivel, quanto é certo que bastava um só dos seus elementos para produzir a degeneração e o aniquilamento da especie humana.
Assim, se observarmos o quadro obituario, quer dizer, o quadro da motalidade, relatico ao triennio de 1902 a 1904, vemos que, em Portugal, em 1902, só a «gastro-enterite» ou diarrhéa e a «tuberculose pulmonar» mataram 18.252 individuos, ao passo que a febre tiphoide, a variola, o sarampo, a escarlatina, a diphteria, a coqueluche (ou tosse convulsa), a meningite, o cancro, a grippe e a pneumonia, todas juntas, produziram 12.103 victimas!
(Excerto do preâmbulo)
Augusto Ardisson Ferreira (Lisboa, 1873-1932). "Foi um médico e cirurgião que se dedicou também à escrita, sendo ainda uma artista plástico curioso. Foi um divulgador da cultura física, tendo traduzido as obras de J. P. Müller para português. Mais tarde, causou polémica ao criticar Müller, que considerou um plagiador. Escreveu diversos livros de grande sucesso e colaborou em revistas como O Vegetariano e Vida e Saúde, e participou em vários congressos em Portugal e no estrangeiro. Encontra-se colaboração da sua autoria na revista Tiro e Sport (1904-1913)."
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa e duas primeiras folhas apresentam falha de papel no canto inferior direito, sem contudo afectar a leitura.
Raro.
Indisponível

19 fevereiro, 2024

COELHO, F. Adolpho -
OS EXERCICIOS MILITARES NA ESCOLA.
Questões Pedagogicas I. Separata de «O Instituto», vol. 58.º. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1911. In-4.º (24,5x16 cm) de 16 p. ; B
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história da educação física nas escolas, e a perspectiva de introdução dos exercícios militares na instituição.
Ensaio raro e muito curioso.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "A seu primo e amigo João Coelho".
"A orientação militar da ginástica escolar e, num certo sentido, o despropósito de uma instrução militar como um fim em si mesma - é-nos dada pela pena de Adolfo Coelho. É, ao mesmo tempo, um retrato impressivo sobre a forma como a instrução militar configurou o quotidiano escolar; a crítica de Adolfo Coelho resulta do conhecimento que tem da orientação dada à educação física em vários países europeus, particularmente na Alemanha.
Eu reconhecera que esses exercícios imbecilizavam os rapazinhos. Assisti à instrução militar naquelas escolas, e visitei por 1883 (e ainda depois) as aulas de quase todas as centrais já então criadas em Lisboa, e vi ali muitos alunos hirtos, sorumbáticos, mecanizados, por efeito dessa instrução, e conversando com alguns colhi a confissão suficientemente clara de que os instrutores lhes inspiravam receio de algum castigo, sem que os levassem a tomar a sério os exercícios, e a respeitar quem os instruía." (Coelho, 1911, p. 29)
"O soldado, segundo o justo pensamento do commandante Legros, educa-se para a morte; a creança, o adolescente, até á entrada do serviço militar, educa-se para a vida.
Da não intelligencia do que seja a creança, do que seja o adolescente, do que seja a vida num e noutro, de como nessa vida se hão de lançar as bases para a vida ulterior, nos seus aspectos, intimamente ligados, individual e social, resultam os erros dos planos de ensino primario e secundario e de methodo desse ensino, resulta a insistencia que resurge agora, no regime republicano, como surgira no monarchico, em começar na escola geral a educação especial do soldado.
Parte-se da ideia da defesa da patria, de que é necessario ter o maior numero possivel de homens aptos para essa defesa e chega-se a julgar boa a traça de começar cedo a instrucção militar e sem mais tende-se para decretar ou vae-se até decretar que essa instrucção faça parte do plano das escolas de ensino geral e ainda das de ensino especial frequentadas antes dos dezoito annos. Do mesmo modo ha a mania de introduzir elementos de ensino profissional de diversas naturezas na escola primaria e secundaria."
(Excerto do Cap. III)
Francisco Adolfo Coelho (1847-1919). "Membro destacado da chamada Geração de 70, Francisco Adolfo Coelho nasceu em Coimbra, em 1847, e morreu em Carcavelos, em 1919. Autor de A Língua Portuguesa, obra de 1868, onde procedeu ao estudo comparativo das línguas românicas, foi também filólogo, pedagogo, etnógrafo, historiador, crítico literário e introdutor dos estudos de Filologia Comparada em Portugal, cadeira que lecionou no Curso Superior de Letras desde 1878. Em 1871, participou nas Conferências Democráticas do Casino, proferindo a última conferência, "O ensino" (texto que viria a ser publicado em 1872 sob o título A questão do ensino), onde propôs uma reforma do ensino baseada na separação do Estado e da Igreja e no princípio da liberdade de consciência; estes pressupostos viriam a fazer escândalo entre os jornais conservadores da época. Para além de uma vasta bibliografia relacionada com as áreas da Filologia e da História da Língua, em que foi especialista, publicou de 1873 a 1875 a revista Bibliografia Crítica de História e Literatura, onde apreciava a produção intelectual portuguesa e estrangeira nos mais diversos domínios. Colaborou igualmente em periódicos como O Cenáculo e O Positivismo."
(Fonte: https://www.portoeditora.pt/autor/adolfo-coelho/9209)
Exemplar brochado - protegido por capas lisas - em bom estado geral de conservação. Conserva as capas originais que se encontram manchadas, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
25€
Reservado

26 agosto, 2023

COSTA SACADURA, S. C. da -
ATTITUDES VICIOSAS NAS ESCOLAS. (Escripta direita e escripta inclinada).
Por... 2.ª edição. Hygiene Escolar. Lisboa, Typ. da Cooperativa Militar, 1910. In-4.º (23x15 cm) de 32 p. ; il. ; B.
Curioso ensaio escolar sobre o tipo de caligrafia a utilizar pelos alunos da Instrução Primária e os "defeitos" a corrigir, sendo o autor adepto da escrita "direita". Trabalho visionário nalguns aspectos, como as questões da iluminação e do mobiliário escolar, já relativamente à "imposição" do tipo de escrita, aos olhos de hoje, parece um tanto ou quanto desfasado. Opúsculo raro e muito interessante.
Livrinho ilustrado no texto com desenhos exemplificativos.
Indiscutivelmente a instrucção primaria tem despertado servido interesse em todos os povos civilisados, interesse de que resulta o progresso scientifico e economico, que só um ensino bem orientado póde impulsionar. [...]
Não sei se os nossos legisladores mediram bem alguma vez a sua responsabilidade ao decretarem a instrucção obrigatoria, sem ao mesmo tempo cuidarem na construcção de material de ensino, porque sem isto é impossivel o aperfeiçoamento dos methodos de instrucção e educação. [...]
Pela minha parte, como medico escolar e como cidadão portuguez, é meu desejo contribuir dentro das minhas debeis forças para que alguma coisa de proveito se faça a favor da hygiene escolar e do robustecimento organico dos que frequentam a escola primaria; por isso venho hoje chamar a attenção para as principaes causas das doenças escolares mais frequentes - a myopia e as deformações vertebraes - destacando como mais importante, o uso da escripta inclinada, além da deficiencia da illuminação e o mau mobiliario."
(Excerto do Cap. I)
Sebastião Cabral da Costa Sacadura (1872?-1966). "Foi professor catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa. Nasceu no concelho de Mangualde, a 17 de Julho de 1872. Formou-se na antiga Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1898. Desempenhou vários cargos de chefia em diferentes clínicas e hospitais. Foi também professor catedrático até 1943. Fez parte de numerosas comissões de reforma do ensino de obstetrícia, puericultura e enfermagem, sanidade escolar e educação física. Em 1902, instituiu a primeira consulta pré-natal portuguesa. Promoveu, participou e distinguiu-se em vários congressos e seminários e recebeu várias condecorações, entre outras, as de oficial e comendador da Ordem de Santiago de Espada e comendador da Ordem de Instrução Pública. Chefiou, ainda, a direcção do Arquivo de Obstetrícia e Ginecologia e foi redactor no Jornal das Sociedades Médicas, no Portugal Médico e na Imprensa Médica."
(Fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/sacadura-c-1945)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e falha de papel no canto superior esq. contracapa.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
20€

16 dezembro, 2022

ENNES, Guilherme José - OS AMIGOS DAS CREANÇAS.
Por... Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (19 cm) de 128, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio pedagógico para acompanhamento e educação dos mais jovens.
Estudo completo e visionário do Conselheiro Guilherme Enes, académico e médico militar (1839-1920), promove e desenvolve conceitos ainda hoje actuais.
Obra rara e muito curiosa, revestida por capa belíssima, não assinada.
"São muitos os inimigos das creanças. O abandono moral, intellectual e physico, a que são votadas muitas d'ellas, exigem, como intrumentos do bem, leis salvadoras dirigidas á questão e ao estado social das creanças. Por ellas, gemem todos os que proclamam a prioridade de educação sobre a instrucção, e a necessidade de manter em toda a sua pureza a alma e as faculdades das creanças.
Terreno novo, é preciso semeal-o todo do bem; só assim não ficara logar para a herva damninha.
Mas, contra os inimigos das creanças, combatem os «amigos das creanças». São todos os que teem uma vida sollicitude pela condição dos innocentes de mui tenra edade, todos os que cuidam incessantemente em os defender, confortar, e querer-lhes bem."
(Excerto de 1.ª Parte - Parentes e Professores)
Indice:
1.ª Parte - Parentes e Professores: I - as mães. II - A avósinha. III - As mulheres estereis e as tias que não casam. IV - A religiosa. V - O professor.
2.ª Parte - A Escola: VI - A escola. VII - Meio salubre. VIII - Hygiene pedagogica. IX - Ensino moral - Duração do trabalho intellectual diario. X - A edade das sensações - A gradação no ensino. XI - Lições curtas - Explicações breves. XII - Férias - Gymnastica. XIII - Poucos livros ou mesmo nada de livros. XIV - Livros infectados - A agua, amigo dilecto das creanças. XV - O somno no periodo escolar - Um collegio modelo - Temperatura das aulas. XVI - O sobrado das escolas - A côr azul ou verde das paredes - Resistencia das paredes á cultura de microbios. XVII - Creanças difficeis - creanças rebeldes - creanças depravadas. XVIII - Nascer direito e tornar-se torto - As atittudes escolares viciosas - O tronco e o caderno da escrita. XIX - A mão canhota - O espartilho e o banco escolar - Doenças infeciosas intistinaes - Modo de se evitar a sua diffusão na escola. XX - Encerramento da escola. XXI - As rezas que se dizem e se aprendem na escola. XXII - A recreação. XXIII - Jardins de infancia. XXIV - Ainda os jardins de infancia. XXV - O cabello comprido ou curto - Os livros e a myopia escolar. XXVI - Illuminação natural e artificial - Ventillação - Aquecimento - Mobilia escolar. XXVII - Excellencias do nosso regime escolar - A hygiene na escola primaria. XVIII - Regulamentação hygienica das escolas.
3.ª Parte - Colonias de férias: XXXIX - Colonias de creanças em férias. XXX - Estudo da questão em Portugal - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Manuseado. Capas cansadas com pequenas manchas.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

04 junho, 2021

COSTA, Maria Irene Leite da - APLICAÇÃO DOS MÉTODOS PSICO-PEDAGÓGICOS NO ESTUDO DAS FUGAS INFANTIS.
(Separata do Vol. III de «A Criança Portuguesa», Lisboa 1944)
. [Lisboa], Tipografia da Emprêsa Nacional de Publicidade, 1945. In-4.º (23,5 cm) de 20 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante subsídio para o estudo das fugas das crianças de casa, lugares ou instituições, e os fenómenos associados às mesmas. Ilustrado com gráficos no texto.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
"O estudo das fugas infantis assume, dentro da orientação moderna dos problemas educativos da criança, carácter de alto interêsse, não só debaixo do aspecto estrictamente psicológico, como no campo da pedagogia (ou, mais pròpriamente da médico-pedagogia) e da sociologia.
Assim se justifica a atenção que lhe tem sido dedicada pelos psicólogos e pelos médicos, esforçando-se uns e outros por caracterizar os diversos tipos de fugas, diagnosticar as causas, estabelecer a terapêutica adequada a cada caso.
Designa-se fuga infantil o abandôno mais ou menos voluntário e impulsivo do domicílio familiar, da escola ou mesmo da oficina, isto é, do lugar ou do meio onde a criança vive ou em que habitualmente deve permanecer.
Êste abandono, quási sempre irresistível e relacionado com um movimento impulsivo, pode durar apenas horas, mas prolonga-se, muitas vezes, por vários dias, tendendo a repetir-se. O acto de fugir do meio em que o indivíduo se encontra, está relacionado com alterações psíquicas de natureza diversa."
(Excerto da primeira parte do estudo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e psico-sociológico.
15€

14 junho, 2018

LEITÃO, C. A. Marques - TRABALHOS MANUAIS EDUCATIVOS : instrução secundária. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Papelaria e Tipografia Fernandes & C.ª, Ld.ª, Lisboa], [191-]. In-8.º (20cm) de 141, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a introdução da disciplina de trabalhos manuais no programa de ensino escolar oficial, obra precursora, a primeira que sobre o assunto se publicou entre nós.
Ilustrada com os retratos de pedagogos/filosofos internacionais, e bonitos desenhos e fotogravuras a p.b. nas páginas de texto.
"Os trabalhos manuais não constituem um simples factos da educação fisica, e assim como muitas vezes os isolam, outras tantas se esquece, que a educação fisica preside sempre á acção das forças morais. [...]
Os trabalhos manuais agora estabelecidos nos programas do ensino secundario, representam, a meu ver, uma profunda remodelação nos nossos processos educativos, e, tendo realisado algumas tentativas, procurando integrar este ensino em toda a acção da escola secundaria, dispuz-me a coordenar este simples trabalho, em traços muito gerais, concluindo por expôr alguns factos, que julgo chegarem a proposito no momento em que se procura pôr em pratica a disposição da nova lei. Pertencem esses factos a uma escola portuguêsa, e tanto basta para que possam merecer alguma atenção, pondo de parte por alguns instantes, o que sabemos do que se passa lá por fóra, procurando saber o que se passa cá dentro.
E isto exposto, seguindo a ordem dos meus apontamentos, assim os trago á publicidade, tratados por uma forma mais cuidada, mas sem pomposos atavios."
(excerto do Cap. I)
Carlos Adolfo Marques Leitão (1855-1938). "Professor pedagogista e oficial do Exército. Assentando praça em 15-IX-1873, foi promovido a alferes em 5-1-1876, a tenente em 8-X1­-1882, a capitão em 21-XII-1887 e a major em 20-X-1898. Foi professor de Desenho e Geografia do príncipe real D. Luís Filipe e do infante D. Manuel. Figura de ele­vado prestígio no Exército e na Instrução, dedicou a cada um daqueles ramos a sua notável inteligência. Ofi­cial do Estado Maior, foi também director do Colégio Militar, cargo que desempenhou até à proclamação da República. Foi deputado, vogal do Conselho Tutelar de Terra e Mar, vice-presidente do Conselho Superior de Ensino Industrial e Comercial e presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Lisboa, durante a ditadura franquista. Nomeado director da Escola Industrial Marques de Pombal, tão dis­tinta se tornou a sua actividade, que fez daquele estabe­lecimento uma escola modelar. Em 1930 foi-lhe pres­tada, nessa escola, uma calorosa homenagem, com a assistência do Chefe do Es­tado. O coronel Marques Leitão era condecorado com as ordens de S. Bento de Avis, de Santiago, de N. Sra da Conceição e grã-cruz da Ordem da Instrução."
(fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)
Exemplar em razoável estado de conservação. Capas bastante atingidas pela humidade, bem com as primeiras e derradeiras páginas do livro, no pé, junto ao corte inferior das folhas. Pelo interesse e raridade, a justificar trabalho de restauro.
Raro.
15€

21 abril, 2016

FERREIRA, A. Aurélio da Costa - HISTÓRIA NATURAL DA CRIANÇA. Publicado pelo Instituto Médico-Pedagógico da Casa Pia de Lisboa. Lisboa, Aula-Oficina do Instituto Médico Pedagógico, 1922. In-8.º (16,5cm) de 46, [2] p. ; B.
1.ª edição.
"As sciências naturais, duma maneira geral, e particularmente as sciências biológicas, na orientação de hoje, devem constituir o núcleo central da organização dos estudos das escolas normais e em relação íntima com elas devem estar tôdas as outras sciências que nestas escolas se professem.
Dentre as sciências biológicas a Pedologia, nestas escolas, deve ter o principal lugar, não devendo esquecer-se tanto no ensino teórico, como no prático, que esta sciência nova é uma sciência da Natureza, um ramo da Antropologia, em que, pelos métodos desta, se estudam os caracteres físicos e psíquicos do ser humano em período de crescimento."
(excerto da introdução)
Matérias:
Do uso das estampas em psico-diagnóstico.
Da forma do corpo da criança : sua evolução e significado.
António Aurélio da Costa Ferreira (1879-1922). “Nasceu no Funchal a 18 de Janeiro de 1879. Formou-se na Faculdade de Filosofia em 1899 e na Faculdade de Medicina em 1905, ambas na Universidade de Coimbra. Foi vereador na Câmara Municipal de Lisboa entre 1908 e 1911, deputado por Setúbal nas eleições legislativas de 28 de Agosto de 1910, e director da Casa Pia em 1911. Sobraçou a pasta do Fomento de 16 de Junho de 1912 a 4 de Janeiro 1913. Em 1914, criou, em Santa Isabel, o primeiro Instituto Médico-Pedagógico destinado ao ensino de deficientes mentais. Foi responsável pela organização de um serviço de assistência aos mutilados portugueses (selecção e orientação profissional e uma secção de reeducação, fisioterapia e próteses) que funcionava no Instituto de Reeducação dos Mutilados de Guerra, em Arroios. Leccionou na Escola Normal de Lisboa entre 1915 e 1918; em 1917 foi assistente voluntário de Anatomia na Faculdade de Medicina de Lisboa e naturalista do Museu Bocage. Foi sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia. Partiu para Moçambique, para realizar estudos antropológicos e, sob influência de uma grave depressão nervosa, suicidou-se, em Lourenço Marques a 15 de Julho de 1922.”
(fonte: www.fmsoares.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Invulgar.
10€

23 agosto, 2014

[BASTOS, José Joaquim Rodrigues de] - COLLECÇÃO DE PENSAMENTOS E MAXIMAS. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1845. In-4º (24cm) de VIII, 335, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Raríssima edição original da Colecção de Pensamentos e Máximas, à época, a obra mais notável no seu género. Foi muito divulgada em Portugal e no Brasil, contando-se inúmeras edições ao longo do século XIX. Esta 1.ª edição tem a particularidade de ter sido publicada sem o nome do autor. A partir da segunda edição (1847), o título foi aumentado, alcançando o nome definitivo - Colecção de Pensamentos, Máximas e Provérbios.
"As maximas são como os numeros, que comprehendem grandes valores em poucos algarismos. Uma collecção dellas, ou de pensamentos que se lhes assemelhem, se corresponde ao fim moral e civilisador, a que devem dirigir-se collecções de tal natureza, é um deposito da sabedoria dos seculos; uma preciosissima mina, que cada um póde explorar, e que a todos póde enriquecer.
Aquelles, que não têem tempo para extensas leituras, acham ahi a unica leitura que lhes convem: e os que gostam de ler pouco, e reflectir muito, acham ahi os summarios dos mais apropriados capitulos que se podem, para os encher, propôr á sua reflexão.
A mocidade principalmente encontra um alimento sadio e solido que vai converter-se n'um excellente chylo; e o chylo n'um purissimo sangue, de que hade resultar a saude e o vigor de toda a sua vida. [...]
A maneira de ensinar por meio de sentenças curtas, destacadas, cheias de senso e de razão, é a mais antiga e a mais util, que se conhece. Era assim que os homens dos primeiros secilos se doutrinavam uns aos outros; e transmittiam á posteridade as regras de viver, e a sciencia dos costumes."
(excerto do prefácio)
José Joaquim Rodrigues de Bastos (1777-1862). Advogado e magistrado. Nasceu no lugar do Moutedo, Valongo do Vouga, Águeda, no dia 8 de Novembro de 1777 e faleceu a 4 de Outubro de 1862 na sua casa no Porto. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi uma notável figura política e literária. Adere à Revolta da Martinhada (11 de Novembro de 1820). Deputado em 1821-1822, sendo secretário das Cortes. Membro da junta incumbida de reformar a Constituição de 1822. Em 1827 foi nomeado Intendente Geral de Polícia pela Infanta D. Isabel Maria, aderindo assim à nova política. Teve funções de Juiz do Tombo da comarca de Barcelos. Serviu D. Miguel I em vários cargos, sendo afastado pela nova ordem governativa em 1833.
Encadernação recente inteira de skyvertex a imitar carneira, com ferros a ouro gravados na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa manchada, alvo de restauro nos cantos.
Raro.
50€

07 fevereiro, 2013

CORTESÃO, Jaime - CANTIGAS DO POVO PARA AS ESCOLAS : seleccionadas por... Porto, Renascença Portuguesa, 1914. In-8º (15,5cm) de 85, [3] p. ; E. Biblioteca Popular e Infantil. 1.ª série.
"Ás Crianças:
Nem só os grandes Poetas, cujo nome a Fama espalha por todo o mundo, podem criar os belos poemas. O mais pobre e esfarrapado cavador, numa hora de enternecimento ou alegria generosa, pode compôr, para cantar, versos tão belos como os dos Poetas mais gloriosos. [...] Aqui, neste pequenino livro de cantigas, vereis como o povo português, que ainda não sabe lêr, sabe todavia cantar a beleza do Céu e da Terra, a bondade das árvores, a virtude do trabalho, a ternura e a grandeza do Amor. [...] Vós, que sereis o povo trabalhadôr de amanhã, sêde sempre bons e esforçados, generosos e alegres, trabalhai e amai e melhor ganhareis o sentido destes versos e o desejo de os cantar."
Matérias:
Ás Crianças
I - O céu, a terra, as estrelas e as árvores.
II - Os que trabalham em terra e sobre as águas do mar.
III - Cantigas ao Sol, à Virgem Maria, ao Menino Jesus e a S. João.
IV - Maximas e pensamentos morais.
V - Cantigas de embalar.
VI - Amor e saudade.
Histórias infantis:
Casamento da Franga.
A Galinheira.
A Formiga e a Neve.
História da Carochinha.
Adivinhas.
Decifração das Adivinhas.
Encadernação simples em meia de percalina.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas apresentam esfoladelas marginais. Rasgão marginal na f. rosto (sem perda de papel). 
Muito invulgar.
Com interesse histórico e pedagógico.
15€

31 outubro, 2012

VASCONCELOS, Faria de - POR TERRAS DALÉM MAR (Viagens na América). Lisboa, Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1922. In-8.º (20,5cm) de 230, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante livro de viagens com incursões nas áreas da pedagogia e etnografia. Ilustrado com reproduções fotográficas em página inteira.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
10€