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14 outubro, 2021

CARTA A RESPEITO DA HEROINA DE ALJUBARROTA BRITES DE ALMEIDA, QUE COM A PÁ DO SEU FORNO matou sete soldados do Exercito inimigo no dia 14 de Agosto de 1385. LISBOA. NA OFFICINA DE FILIPPE DA SILVA E AZEVEDO. Anno de 1776. Com licença da Real Meza Censoria. Segunda edição. Lisboa, Imprensa Academica, 1880. In-8.º (19,5 cm) de 8 p. ; E.
O opúsculo está assinado no final com as iniciais "F. M. F.". A Biblioteca Nacional atribui a sua autoria a Fr. Manoel de Figueiredo, "chronista dos Cistercienses", do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
"Continuou-se a devoção deste voto  até o anno de 1581, no qual estando em Lisboa ElRei D. Filippe II. de Castella com a possessão deste Reino, tendo noticia das festas, e alegria, com que esta solemnidade se celebrava; e particularmente de como nella renovava o Povo a memoria das antigas guerras entre Portuguezes, e Castelhanos, taõ funestas para aquella briosa Naçaõ; e como até do Pulpito se nomeava em villipendio seu aquella varonil Forneira, que com huma pá matára sete Castelhanos; mandou que tal solemnidade se não fizesse dahi por diante."
Forão acautelados os Aljubarrotenses, que, avisados pela supressão das gratulatorias acções do combate, que tomou o nome da mesma Villa, ou prevenidos pela sua temorosa desconfiança, em huma parede da casa Camararia occultárão a pá; e quando aquelle Monarca, sumidor de homens, e monumentos Portuguezes, a mandou buscar, respondêraõ já naõ existia o mesmo instrumento de forno; que manejado pelo debil braço de huma mulher, fez effeitos de espada na mão de hum Portuguez muito valente."
(Excerto da Carta)
Fr. Manuel de Figueiredo (1729-1793). "(3.º), Monge Cisterciense da congregação de Sancta Maria de Alcobaça, Chronista da mesma congregação, etc. - Têem sido até agora infructuosas as minhas diligencias para alcançar noticias exactas da naturalidade, nascimento, obito, etc., d'este laborioso e benemerito escriptor; collijo apenas por inducção bem fundada, que morrêra em edade provecta entre os annos de [Maio? 1793]. «Homem de luzes e fadigas, digno por certo de mais larga vida e melhor fortuna, pela imparcialidade de seu caracter» lhe chama Fr. Joaquim de Sancto Agostinho nas Memorias de Litt. da Academia R. das Sciencias, tomo V, pag. 301. - E. 585)."
(Inocêncio T. V, pp. 429)
Encadernação recente, inteira de pele, com rótulo carmim na pasta frontal contendo título e data a ouro.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Alvo de restauros; falha de papel relevante na f. rosto, com prejuízo da mancha tipográfica, sobretudo no verso da mesma folha.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

04 março, 2015

TAVARES, Jorge Campos - ALJUBARROTA : A Batalha Real (14-VIII-1385). [Porto], Lello & Irmão-Editores, 1985. In-fólio (31cm) de 142, [2] p. ; mto il. ; E.
Nota de Abertura de Joaquim Veríssimo Serrão.
1.ª edição.
Edição de 3 000 exemplares, comemorativa do VI Centenário da Batalha de Aljubarrota, numerada de 1 a 3 000. [O presente exemplar leva o N.º 330].
Contém quadro-esquema da relação familiar entre as várias personalidades que intervieram directa ou indirectamente na Batalha de Aljubarrota, focando também alguns aspectos da sua descendência.
Apreciada edição comemorativa, impressa em papel de qualidade, primorosa e profusamente ilustrada com belíssimos desenhos e esquemas da batalha.
"No dia 14 de Agosto de 1385, na estrada que ligava Leiria a Lisboa, a 12 quilómetros a norte da povoação de Aljubarrota e a cerca de 136 quilómetros de Lisboa, desferiu-se uma batalha envolvendo portugueses e castelhanos, e ainda ingleses e outros estrangeiros.
Batalha curta, durou a sua parte violenta talvez uma meia hora. Nela se decidiram os destinos de Portugal. Esse encontro militar foi, pois, decisivo na contenda que opunha duas facções que disputavam o Poder, as quais defendiam ideais e conceitos de vida política e social de orientação divergente, quase antagónicos.
Na realidade, Aljubarrota, para lá de ser uma batalha pela absoluta independência de Portugal, é o desfecho duma espécie de guerra civil, que dividia o País, pois tanto dum lado como do outro combatiam portugueses defendendo interesses e princípios que consideravam legítimos e justos - havendo por tal em ambas as hostes bandeiras com «quinas» e portugueses de lei, batendo-se todos eles pelo que julgavam ser a «justa causa»."
(excerto da introdução)
Matérias: Os Antecedentes da Batalha. A Mentalidade Medieval. Os Antagonistas - D. Juan I de Castela. - D. João I de Portugal, sua hoste e Nun'Álvares. Xeque ao rei de Castela - A Invasão de Portugal. - O Conselho. - Os dados estão lançados. - Os homens na batalha. Frente a Frente - As posições. - A segunda posição de batalha dos Portugueses. A Batalha Real - Deu sinal a trombeta castelhana. - A hora decisiva. - O rescaldo da Batalha Real. - O infeliz vencido. O Fim dos Heróis. O que adveio da Vitória.
Encadernação editorial em tela com desenho e letras gravadas a seco e a ouro e branco nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Vestígios ténues de humidade no verso da f. guarda e na f. anterrosto; essas folhas e as duas seguintes, apresentam o papel ligeiramente enrugado.
Invulgar.
Com interesse histórico.

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