1.ª edição.
27 novembro, 2023
1.ª edição.
18 outubro, 2023
PORTUGAL MILITAR. Da Regeneração à Paz de Versalhes. XII Colóquio de História Militar : Actas - COMISSÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA MILITAR. Lisboa, Comissão Portuguesa de História Militar, 2004. In-4.º (24 cm) de 557, [3] p. ; il. ; B.1.ª edição.
Ilustrado nas páginas do texto com fotografias a p.b. e a cores, gráficos, tabelas e desenhos esquemáticos.
Tiragem: 300 exemplares.
"Em 1885 ocorreu o Congresso de Berlim, que fez desencadear a corrida a África e, ao definir novos critérios de posse, obrigou Portugal a um ingente esforço por ver denegados os seus direitos históricos. O Ultimato inglês relaciona-se com esta viragem e provocou efeitos contraditórios internos: a revolta de 31 de Janeiro no Porto, iniciando e incentivando movimentos políticos de tendências republicanas, contestando a figura e a acção do Rei D. Carlos, com o seu clímax no Regícidio; e a reacção patriótica de um grupo de notáveis militares, que pelo seu valor sacrificado e, dada a escassez de recursos do País, permitiram resultados notáveis em prol de Portugal nas Campanhas de Ocupação da Guiné, Angola, Moçambique, na Índia e em Timor.
Depois veio a implantação da República, devido a um golpe militar influenciado pela Maçonaria e pela Carbonária e dando origem a profundas reformas militares e à continuação das Campanhas de Ocupação. Outro acontecimento da maior relevância foi a Grande Guerra de 1914-18 na Flandres e no Ultramar e o aceso debate interno a que deu origem sobre a neutralidade ou a intervenção. O esforço militar desenvolvido e a apreciação dos respectivos méritos e deméritos nos aspectos políticos, organizacionais, operacionais e logísticos constituem mais um motivo de interesse, bem como as deliberações da Conferência de Versalhes que ainda hoje alimentam debates não consensuais sobre a participação portuguesa no conflito e seus resultados."
(Excerto da Nota prévia do Coronel Carlos Gomes Bessa)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
17 março, 2022
A Capital do Mondego está sempre presente nos seus livros, mesmo nos que tratam das Descobertas e Expansão.
Fundou em Moçambique o primeiro Jornal que houve ao longo do rio Zambeze («Leão do Zambeze»), editado na cidade de Tete."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
20€
11 janeiro, 2022
ROÇADAS, José Augusto Alves - RELATORIO DA VISITA OFFICIAL AO DISTRICTO DO CONGO. Feita pelo Governador geral... Governo Geral da Provincia de Angola : Repartição do Gabinete. Loanda, Imprensa Nacional, 1910. In-4.º (24 cm) de 15, [1] p. ; B.1.ª edição.
Relatório do General Alves Roçadas, à época tenente-coronel, Governador-Geral de Angola, cargo de que se demitiria passado pouco tempo, após a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910.
30 março, 2021
1.ª edição.
Tiragem: 700 exemplares.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do filho do autor - Júlio Gonçalves Magno - ao Coronel França Dória.
Bonita edição, impressa sobre papel couché, ilustrada com fotogravuras ao longo do texto.
A glória que o destino negou a tantos, estava reservada para David Magno."
(Excerto de O «Mutu-ua 'Nguzu»...)
"A acção de Les Lobes constitui o maior combate formal e a mais longa e dramática resistência, comprovada pelos documentos e pela maior percentagem de baixas por metralhadoras. Cercados pelo fogo cruzado de mil rajadas e sob uma terrífica chuva de morteiros que os vão esfacelar ingloriamente, tentam a retirada sobre uma trave suspensa num dreno largo e profundo, por onde rastejam um a um. Aqui ficaram os últimos mortos e feridos pela infantaria alemã na Flandres. Miguel Marta, morto quando disparava, é o derradeiro. Tinham cinquenta e seis horas de fogo."
(Excerto de Les Lobes : última resistência da Batalha do Lys no sector português)
Raro.
Com interesse histórico.
08 fevereiro, 2021
CERQUEIRA, Afonso de - A MARINHA MILITAR NA OCUPAÇÃO DE ÁFRICA. Por... Contra-Almirante Q. R. I Congresso de História da Expansão Portuguesa no Mundo : 4.ª Secção. Lisboa, [s.n. - Sociedade Nacional de Tipografia - Lisboa], 1938. In-4.º (24,5 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da presença militar portuguesa em África. Resumo da acção da Armada portuguesa no Ultramar - Angola, Moçambique e Guiné - por ordem cronológica - inventariando os eventos exploratórios e episódios militares mais relevantes.
Matérias:
[Preâmbulo]. | I. Angola. II. Moçambique: Campanha contra o Gungunhana; Campanha dos Namarrais (1896-97); Campanha de Gaza (1897); Campanha da Maganja (1898); Campanha do Mataca (1899); Campanha do Barué (1902). III. Guiné. | [Outros episódios e Louvores].
Afonso Júlio de Cerqueira (Viseu, 1872 - Lisboa, 1957). "Após a frequência dos estudos preparatórios na Escola Politécnica de Lisboa, assentou praça como Aspirante de Marinha em 5 de Novembro de 1888, sendo promovido a Guarda-Marinha três anos e meio depois.
De 1893 (ano em que foi promovido a Segundo-Tenente) a 1894 serviu a bordo da corveta “Mindelo”, tendo participado na força naval enviada ao Brasil para proteger cidadãos e bens nacionais por ocasião da “Revolta dos Almirantes”.
Personalidade multifacetada, especializou-se em diversas áreas técnicas e operacionais, consoante as funções que ia sendo chamado a desempenhar. Tirou, assim, os cursos de Meteorologia; Metralhadoras Pesadas e Ligeiras; Gases de Combate; Artilharia; Torpedos, Minas e Electricidade; Radiotelegrafia, Sinais e Comunicações; e Aeronáutica (observador).
No período conturbado da 1ª República viu-se envolvido nas diversas lutas civis resultantes: em 1911 comandou as forças de Marinha que combateram a incursão monárquica no Norte do país, em 1917 bateu-se contra o movimento revolucionário de Sidónio Pais e em 1919 combateu as tropas monárquicas instaladas na Serra de Monsanto.
Seria, porém, no âmbito do envolvimento português na Grande Guerra que viria a ganhar nome, mais concretamente no teatro de operações do Sul de Angola. Para lá seguiu, em 1915, integrado no Batalhão de Marinha, que, juntamente com forças do Exército, sob o comando do General Pereira D’Eça, constituiu uma respostas às incursões alemãs nos nossos territórios africanos (ainda o estado de guerra entre Portugal e a Alemanha não fora formalmente declarado) e à sublevação dos nativos por elas conduzida.
No seu relatório, entre outras referências elogiosas ao Batalhão de Marinha, o General Pereira D’Eça, escrevia:
"Devo destacar neste brilhante feito de armas o capitão-tenente Cerqueira, que carregou à frente dos seus pelotões, sem que tivesse obrigação de o fazer, dando, mais uma vez, prova da sua têmpera inexcedivelmente militar, que o fez mostrar sempre aos seus subordinados ser o primeiro em todos os momentos críticos da guerra, quer derivados aos combates, quer das privações que à guerra são inerentes."
Mas o grande conflito mundial estava longe do seu termo, e eis o valoroso Comandante Cerqueira chamado a desempenhar nova missão, desta vez no Mar: entre 1916 e 1917, no comando do contra-torpedeiro “Guadiana”, escoltou, com sucesso, vários comboios que cruzavam as perigosas águas do Atlântico, infestadas de submarinos alemães.
Afonso Cerqueira passou à reserva a 1 de Fevereiro de 1934, como Capitão-de-Mar-e-Guerra, tendo, três meses mais tarde, sido promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.
Entre várias distinções, possuía o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, os graus de Cavaleiro e de Comendador da Ordem Militar de Aviz, uma Cruz de Guerra de 1ª Classe, a Medalha da Vitória (dos Aliados na Grande Guerra), Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar e 3 Medalhas de Ouro das Campanhas do Exército Português. Além dos navios atrás mencionados, comandara, ainda, as canhoneiras “Faro” e “Lagos”; o rebocador “Bérrio”; os vapores “Funchal” e “Cabo Verde”; o caça-
minas “Azevedo Gomes”; e o cruzador “S. Gabriel”.
Faleceu em Lisboa a 31 de Março de 1957."
(Fonte: https://www.facebook.com/marinhaescolanaval/posts/841532129215464/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas não muito limpas.
Muito invulgar.
Indisponível
15 maio, 2020
VIDEIRA, A. - "TALVEZ..." Quatro dias à sêde no deserto do Kalahari. [Luanda], Aero Club de Angola, 1938. In-8.º (19 cm) de 189, [3] p. ; [6] f. il. ; [1] mapa desdob. ; B.1.ª edição.
Capa: A. Casinhas
Narrativa de uma aventura atribulada, em condições extremas de sobrevivência, após dois acidentes aéreos: um sofrido pelo autor e o seu companheiro de viagem, que seguiam a bordo do monomotor «Talvez...» no regresso a Luanda (vindos de Moçâmedes), e o outro, pelo avião que procedia ao resgate dos acidentados. Os três homens vaguearam durante 4 dias pelo Kalahari, um dos mais severos e áridos desertos do mundo. Apesar da situação precária, o autor relata a sua experiência com algum humor e ironia.
Livro ilustrado com fotogravuras em folhas separadas do texto. Contém mapa desdobrável do percurso do avião do autor - Lisboa-Moçâmedes-"acidente" (escala 1: 3.000.000).
"«Talvez...» lhe chamei eu. E parece que esta incerteza, esta desconfiança o magoa. O meu pobre avião (nosso, que meu e do meu amigo Amaral é) fala e entende. Conversa com êle o mecânico que o trata e alimenta. E, se lhe não faz uma festa, antes de o pôr em marcha, se lhe não segreda não sei que graça ou brèjeiriçe, amua e só pega depois de o ralar. De resto, é obediente e de tal passividade que doi fazê-lo aborrecer. [...]
Aos 48 anos, fatigado de trabalho e de desilusões, má vista, torrado pelo sol inclemente dos trópicos de duas longas e deprimentes décadas, rico, apenas, de encargos e dissabores, porquê esta serôdia, diria ridícula e gágá mania da aviação?
Sei lá!
Uns entram nisto por espírito de elegante aventura; outros, por natural tendência e habilidade; outros por conveniência ou profissão; outros pela volúpia do risco; outros, muitos, por simples desporto ou presunção de endinheirados.
Eu? - Sei, lá! Por desgosto, talvez; por enfado; por aborrecimento."
(Excerto do Cap. I, Ida)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
45€
18 fevereiro, 2020
MAIA, Carlos Roma Machado de Faria e – RECORDAÇÕES DE
ÁFRICA. Verídicas
narrativas de viagens, caçadas, combates e costume indígenas, marchas
pelo interior e navegação dos rios. Por… [Prólogo do Almirante Ernesto
de Vasconcelos]. Lisboa, Tipog. e Papel. Carmona, 1929. In-8.º (21,5 cm) de 396,
[4] p. ; il. ; B.04 abril, 2019
OLIVEIRA, Maurício de - LEOTTE DO REGO. No primeiro
centenário do nascimento de um marinheiro ilustre : reportagem de uma vida.
Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, 1967. In-4.º (24,5cm) de 167, [5] p. ;
XXXV p. il. ; [2] p. il. ; il. ; B.Biografia do Contra-Almirante Leotte do Rego (1867-1923), distinto marinheiro e prestigiada figura da República.
"Foi um homem honrado que não fez fortuna, mas deixou a lição da sua vida a filhos, netos e bisnetos. Serviu com honradez a Monarquia e a República, não se aproveitando de nenhum dos regimes."
Com interesse histórico.
09 dezembro, 2018
Encadernação em tela com ferros gravados a seco e a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta frontal manchada à cabeça.
Invulgar.
10€
18 novembro, 2018
1.ª edição independente.
Histórico diploma legislativo que põe cobro ao estatuto dos «assimilados» nos domínios ultramarinos portugueses.
Livro ilustrado com uma vinheta tipográfica e o desenho de um indígena no final do texto.
"A Constituição Política consagra o princípio da igualdade dos cidadãos perante a Lei, o que envolve nos precisos termos do parágrafo único do seu artigo 5.º a negação de qualquer privilégio, de nascimento, nobreza, título nobiliárquico, sexo ou condição social.
É certo que o considerar ou chamar assimilados àqueles indivíduos que do indigenato ascenderam à cidadania não importa o estabelecimento de uma distinção ou diferenciação entre cidadãos para o efeito de se lhes negar igualdade aos demais cidadãos perante a Lei.
Não obstante, implicava uma descriminação inconveniente como todas as descriminações.
Criara-se pelo Diploma chamado «dos assimilados» uma categoria de novos cidadãos a quem constantemente se fazia recordar a sua recente desintegração do indigenato, a sua recente emancipação de usos e costumes próprios próprios da sua raça.
Mais ainda, como pelo mesmo Diploma os filhos dos assimilados, assimilados eram, tal descriminação ir-se-ia sucedendo indefinidamente.
Ora nenhum objectivo útil se vislumbrava com tal descriminação e tudo depunha contra ela.
Foi a essa indesejável designação jurídica de assimilado que veio pôr temo o Diploma Legislativo n.º 1.364, de 7 de Outubro de 1946, já conhecido por «Diploma dos cidadãos».
E no relatório justifica-se ainda a orientação seguida na elaboração do diploma com estas judiciosas considerações:
«Sendo da essência orgânica da Nação Portuguesa civilizar as populações indígenas dos domínios ultramarinos, deve, por esta superior razão, encarar-se com verdadeiro júbilo o reconhecimento de todos os progressos - honestos, graduais e seguros - verificados nesse campo. Por cada novo cidadão responsável que se desprenda do indigenato, é mais um esforço civilizador, que se preenche».
«No entanto, para não sermos levados por fáceis triunfos - e não menos falsos benefícios de resultados espectaculares, mas de fundamentos precários e duração transitória; e para não aviltar, concedendo-o imerecidamente, um direito que deve ser apenas legítima aspiração de todo o homem que ascendeu, deve rodear-se o processo de todas as cautelas e instruir-se com todas as garantias».
Que não se cultivem ilusões, nem se limitem regalias. Fiel ao espírito das leis basilares, este diploma garante a concessão de direitos a todos aqueles que os merecem, dentro da razão, da verdade e da justiça - às quais há sempre que juntar a inegualável humanidade do domínio português.»"
(Excerto do texto)
[Descriminam-se de seguida os 5 artigos que compõem o Diploma n.º 1.364, devidamente justificados e explicados].
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
31 janeiro, 2018
1.ª edição.
Capa de H. Martins.
Episódios da Grande Guerra em África vivenciados pelo autor, expedicionário em Moçambique.
Fez reviver, em mim, o livro «Expedicionários» dolorosos transes.
Não estavamos em 1914 preparados, como povo, para nos defendermos das cobiças de estrangeiros; como exército, para combatermos, fôsse onde fôsse, fôrças de nações civilizadas; como Estado, para ràpidamente visionarmos a nossa missão e aproveitarmos a victória, não sòmente para a conservação do que possuiamos, mas também para reivindicar parte do que tinha sido nosso.
As energias nacionais superaram, em grande parte, a falta de preparação do povo e do Exército; - fizeram-se os milagres do costume, o muito com pouco da toda a nossa História."
(excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio. Conversação prévia. I - O regresso. II - Quem parte leva saudades. III - Escola de Herois. IV - O busilis da questão. V - A autoridade moral. VI - Tragédias de hospital. VII - Prisioneiros de guerra. VIII - A loucura colectiva. IX - O cigarro do soldado. X - Notícias de longe. XI - O Armistício. XII - Tudo como dantes. XIII - Natal em campanha. XIV - O desmanchar da feira. XV - A moeda com que se paga aos vassalos. XVI - Um problema complicado. XVII - Uma pausa. XVIII - O respeito popular. XIX - O sr. Prudêncio. XX - Mortos eternos. XXI - Recordar... é morrer. XXII - Cegos da guerra. XXIII - Tenhâmos fé. XXIV - Um monumento aos vivos. XXV - O grande capitão. XVI - Espiões. XXVII - A grande parada. XXVIII - Nacionalisemos a África. XXIX - O nosso orgulho. XXX - Definição oportuna. XXXI - Uma reunião singular. XXXII - A hora própria. XXXIII - Fala do soldado desconhecido.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa e f. rosto. Dedicatória (não do autor) igualmente na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
15 dezembro, 2017
GUSMÃO, Lapas de - A GUERRA NO SERTÃO (Sul de Angola). 2.ª edição. [S.l.], Tipografia da Emprêsa Nacional de Publicidade, 1935. In-8.º (19cm) de 252, [4] p. ; B.Episódios da Grande Guerra na frente africana. Impressões pessoais do autor, combatente em Angola. Obra publicada no mesmo ano que a 1.ª edição.
"Nas páginas que vão seguir-se, mais do que a minha impressão pessoal, eu pretendi antes dar uma pálida imagem das agruras e durezas das campanhas africanas, mormente, como é óbvio, daquela que conheci pelo meu esfôrço individual - a campanha do Sul de Angola, em 1915. [...]
É preciso ter por lá calcurriado centenas, senão milhares de quilómetros, de mochila às costas e espingarda ao ombro, como o autor, exausto de fome, de sêde, de fadigas e de canseiras de tôda a ordem, debilitado pelas febres e mordido pelo Sol, para poder avaliar quão grande é tal sacrifício."
(excerto da introdução)
Matérias:
Muito invulgar.
12 outubro, 2017
Livro ilustrado com desenhos no texto e fotogravuras em separado.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Indisponível
20 setembro, 2017
CATÁLOGO BIBLIOGRÁFICO DA AGÊNCIA GERAL DAS COLÓNIAS. Lisboa, Agência Geral das Colónias, MCMXLIII [1943]. In-8.º (22cm) de 302, [2] p. ; B.1.ª edição.
18 setembro, 2017
1.ª edição.
Obra de referência, e umas das mais estimadas da bibliografia ultramarina portuguesa, sendo um verdadeiro roteiro paisagístico e etnográfico moçambicano, onde cabem episódios de caça grossa e da convivência com os indígenas.
15 setembro, 2017
1.ª edição.
Bonita edição de propaganda ao café português produzido no Ultramar.
Nenhum dos meios mais modernos se poupou para estas campanhas, desde a publicidade gráfica à televisão, passando pelo teatro, pela rádio, pelo cinema e pela comparência em feiras nacionais e internacionais com representações adequadas [...]
A presente brochura pretende dar um resumo do muito que se fez na propaganda do café e não deixar que se percam algumas belas gravuras que foram utilizadas, «maquettes» de pavilhões, passagens de filmes de cinema, etc. Artistas plásticos dos mais categorizados do nosso meio, mas já com projecção internacional, deram-nos a sua colaboração preciosa, principalmente em matéria de propaganda gráfica."
(excerto da Introdução)
14 setembro, 2017
DOCUMENTOS RELATIVOS AO APRESAMENTO, JULGAMENTO E ENTREGA DA
BARCA FRANCEZA CHARLES ET GEORGES E EM GERAL AO ENGAJAMENTO DE NEGROS, DEBAIXO
DA DENOMINAÇÃO DE TRABALHADORES LIVRES NAS POSSESSÕES DA COROA DE PORTUGAL NA
COSTA ORIENTAL, E OCCIDENTAL DE AFRICA PARA AS COLONIAS FRANCEZAS APRESENTADOS
ÁS CORTES NA SESSÃO LEGISLATIVA DE 1858. Lisboa, Imprensa Nacional, 1858. In-fólio
(30,5cm) de [4], 249, 16, XVIII, [2] p. ; B.1.ª edição.
22 julho, 2017
1.ª edição.
Dedicatória (impressa) "a Sua Excelencia o Ministro das Finanças, Dr. Antonio de Oliveira Salazar, cuja acção inteligente, como Ministro das Colonias, interino, se fez sentir nos acontecimentos de Angola, de 20 de Março".
Narrativa referente aos conflitos entre militares em Angola nos primeiros anos da Ditadura, mais tarde conhecida por Estado Novo, que culminaria no assassinato do Tenente Morais Sarmento, na madrugada de 20 de Março de 1930. O sucedido teve grande repercussão na vida política e militar da colónia, que se estendeu à metrópole.
"Nessa noite deitei-me mais tarde; eram perto das duas horas quando recolhi a casa. [...] E, ou porque estivesse muito calôr, ou ainda porque tencionasse levantar-me cedo, o que é certo é que deixei nessa noite as janelas abertas de par em par.
Cêrca das 3 horas acordei sobressaltado: ia jurar que ouvira tiros, que ouvira uma descarga de fuzilaria para os lados do Palácio do Governo.
Mas, poderia lá ser, em Loanda, numa cidade pacata, e aquela hora, semelhante coisa?!
Não, com certeza, que sonhara.
Quando, porém me dispunha a recomeçar o sono, ouvi distintamente tiroteio. Levantei-me de um pulo da cama, muito surpreendido, muito intrigado.
O que haveria?!
Estava quasi vestido quando novamente, soou uma nova descarga, ouvindo, por essa ocasião, gritos lancinantes de mulher; e, tão nitidamente, que supuz que, o que se estava passando, não era muito distante de minha casa..."
(excerto de Tragédia, A Rebelião)
Índice:
Prefácio. «Mea-culpa». Biografias dos 3 aulicos mais chegados do Alto Comissário: João Ferreira Martins; Henrique Augusto da Silva Viola; Alfredo de Morais Sarmento. Antecedentes: A acção política do Alto Comissário; O jornal «Portugal» e a sua orientação; Os inquéritos; Associação Comercial de Loanda; Os assaltos ás lojas maçonicas; Inauguração do Conselho do Governo e a sua segunda sessão; De quem será a triunfo? A Rebelião: Tragédia; Conselho do Governo convocado, pelo Vice-Presidente, Chefe de Rebelião. A Marcha dos Acontecimentos: Do dia 20 de Março a 14 de Abril. Resposta ao livro do Sr. Cunha Leal: Destruindo afirmações. Os ultimos acontecimentos e a bomba.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manuseadas, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
16 abril, 2017
CALVÃO, G. Alpoim & PEREIRA, Sérgio A. - CONTOS DE GUERRA. Lisboa, [s.n. - imp. A. Gutenberg, Chaves], 1994. In-8.º (21cm) de 159, [1] p. ; B.1.ª edição.
Relatos da Guerra Colonial pelo comandante Alpoim Calvão.
"Parece-me pois, oportuno relatar, ainda que de forma muito incompleta e pontual, o que foi a guerra para a grande maioria das unidades combatentes, a nível de Companhia do Exército ou de Paraquedistas e de Destacamento de Fuzileiros.
Por isso, o relato não trata das grandes linhas políticas e estratégicas, de complicados planos militares e de desenvolvimento económico, de vedetas parlamentares e combatentes antifascistas. Fala apenas de Marinheiros e de Soldados e dos sargentos e oficiais que directamente os comandaram. Creio que a esmagadora maioria do milhão de homens que passou pelas fileiras, no antigo Ultramar Português, se pode reconhecer nas palavras deste livro. [...]
Aos que, desertores na frente de combate ou refractários às incorporações - ínfima percentagem e lamentável excepção, graças a Deus! - durante anos, nas emissoras estrangeiras, insultaram e procuraram desmoralizar o Povo Português representado pelos seus Soldados, manifesto a expressão da minha pena, tanto mais profunda quanto mais alto tenham subido nas novas estruturas sociais e políticas surgidas a seguir ao 25 de Abril de 1974."
(excerto da introdução)
Guilherme Almor de Alpoim Calvão (1937-2014). "Foi um dos oficiais mais condecorados das Forças Armadas, nasceu a 6 de janeiro de 1937, em Chaves, viveu em Moçambique, frequentou a Escola Naval e esteve várias vezes na frente de combate na guerra colonial. De fuzileiro a capitão de mar-e-guerra, fez várias comissões no Ultramar, recebeu, por exemplo, duas Cruzes de Guerra. Depois da guerra, Alpoim Calvão iniciou outra cruzada, de oposição ao regime democrático pós-25 de Abril de 74. Alpoim Calvão recusou-se a participar no movimento militar que levou à revolução de 25 de Abril de 1974, apesar de ter sido convidado. Calvão foi, aliás, fundador do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), responsável por uma série de assaltos e atentados bombistas a sedes do PCP no Verão Quente de 1975. O comandante participou no falhado golpe de Estado de 11 de março de 1975, sobre o qual escreveu um livro, editado em 1995, «O 11 de Março - peças de um processo». Na sequência da participação neste golpe, Alpoim Calvão foi expulso das Forças Armadas, com outros 18 militares, entre os quais o general António de Spínola. Foram reintegrados três anos mais tarde. Continuou, contudo, com uma forte lealdade ao general Spínola e acompanhou-o no exílio. Passou por Espanha e Brasil até regressar a Portugal. [...] Mas, esse não foi o único momento polémico da carreira de Alpoim Calvão. Em 1970, comandou a «operação Mar Verde» que consistiu numa invasão da Guiné-Conacri, uma operação que, segundo descreveu o próprio em entrevista à Lusa, em 1998, teve duas vertentes: libertar os prisioneiros de guerra portugueses e «destruir os meios navais do PAIGC e da República da Guiné».
(in www.tvi24.iol.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
































