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04 setembro, 2026

COSTA, Fernandes -
ELOGIO ACADEMICO DO DR. TEIXEIRA DE QUEIROZ, Socio effectivo da Academia das Sciencias de Lisboa.
Lido na sessão ordinaria de "Classe de Letras" da mesma Academia, em 24 de julho de 1919. Pelo Socio Effectivo... O auctor e o editores d'esta publicação destinam-a exclusivamente a offerecimentos. Nenhum exemplar é posto á venda. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1919. In-8.º (19,5x12,5 cm) de [2], 79, [1] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Homenagem a Teixeira de Queiroz, insigne escritor naturalista, contista e romancista, sobretudo conhecido pela sua obra de fôlego em vários volumes distribuídos por duas séries - a Comédia do Campo e a Comédia da Burgueza - onde se propõe retratar as vivências "do natural" no campo e na cidade.
Elogio proferido e publicado por ocasião da morte da morte do escritor ocorrida poucas semanas antes.
Peça indispensável da bibliografia do homenageado, ilustrada com o seu retrato em folha separada do texto.
"Em 23 de julhgo de 1919, quarta feira, soubemos, pelos jornaes da manhã, que n'esse dia se sepultava Teixeira de Queiroz, fallecido, na vespera, em Cintra. [...]
Tivemos a boa fortuna de acompanhar, passo a passo, desde o primeiro, toda a vida litteraria d'este modelar artista, d'este homem n o mais recto e inquebrantavel caracter, d'este escriptor de mais pura e elegante correcção. E n'ssa boa fortuna, e em tão especiaes condições, nos escudámos, para que nos seja revalada a amplitude que vâmos dar a este simples voto de condolencia..."
(Excerto da Nota explicativa)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lom,bada. Conserva a capa anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

28 abril, 2025

PALÁCIO, Maria Pédra -
O MISTÉRIO DO PAÇO DE GIELA OU BABI-GARB : romance
. Arcos-de-Valdevez, 1945. In-8.º (20x13 cm) de 128 p. ; B.
1.ª edição.
Romance moralista; a acção desenrola-se entre Arcos de Valdevez e Lisboa. Os acontecimentos descritos terão ocorrido na realidade.
Maria Pedra Palácio é o pseudónimo literário de Ignacia Maria de Queiroz Vaz Guedes.
"O Paço de Giela é um exemplar notável de arquitetura civil privada medieval e moderna, considerado um dos mais importantes Monumentos Nacionais. A sua origem está profundamente ligada à formação da importante “Terra de Valdevez”. Atualmente é visível a torre medieval bem como o corpo residencial, com janelas “manuelinas” e entrada fortificada, maioritariamente edificado no século XVI. A torre foi construída em meados do século XIV, substituindo uma outra existente já no século XI. Apresenta-se agora totalmente recuperado."
(Fonte: https://www.visitarcos.pt/o-melhor/encontre-se-com-a-historia-no-paco-de-giela)
Obra rara e muito curiosa. A BNP não menciona.
"O Morgado do Pinhal casava uma das quatro filhas que tinha. Era a segunda, uma linda morena, de olhos aveludados, que deixava vários pretendentes a suspirar de pena, por não terem sido preferidos. O Morgado tinha, por esta filha, uma amizade muito particular de que êle se desculpava muito, perante a outras filhas, que se riam e protestavam, dizendo ao pai: Então o paizinho julga-nos invejosas da Raquel? Já se sabe que ela esteve doente, e precisa de muitos carinhos e cuidados.
Mas não era só a doença passada da Raquel que a tornava um ai Jesus do pai. - Além de ser parecidíssima com êle, que era um belo homem, a Raquel compreendia-o muito bem e ajudava-o nos seus trabalhos de lavoura, e na administração da casa. Quantas vezes o morgado ia para as suas enormes propriedades em Ponte do Lima, e a Raquel ficava no Pinhal, em Cardielos, vigiando as vindimas, e de ali ia à quinta de S. João em Deucriste (aldeia Vianense ao lado de Darque), fazer as de lá também. E recebia as pensões dos caseiros, assentando tudo, e ficava com o dinheiro da casa para ir dando a suas irmãs para o govêrno da mesma. O Morgado tinha ficado viúvo aos 34 anos, e dedicava tôda a sua vida às filhas, que êle estremecia, e à administração dos seus bens."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos e pequena falha de papel à cabeça.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

18 fevereiro, 2025

BARROS, João de -
TEIXEIRA DE QUEIROZ (Bento Moreno).
Por... Lisboa, Sera Nova, 1946. In-8.º (19,5x12 cm) de 37, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apontamento biográfico de Teixeira Queiroz (1848-1919), escritor minhoto, natural de Arcos de Valdevez, associado à escola literária do Realismo, conhecido sobretudo pela sua obra de cunho analítico sobre os costumes rurais e citadinos, distribuídos por duas séries de romances/contos - Comédia do Campo e Comédia Burguesa. Trata-se de um ensaio sobre a vida e obra do ilustre romancista lido no Instituto Minhoto de Braga, em Fevereiro de 1945.
Ilustrado com o retrato do biografado - por António Carneiro - em página inteira.
"Aceitei com alegria o honroso convite do Instituto Minhoto para falar do romancista, do novelista e do contista que, segundo creio, melhor do que ninguém revelou e interpretou na sua obra literária a alma encantadora do Minho e de sua gente - porque nesta cidade, de Braga, de tão minhoto sabor, creio existir o ambiente mais adequado para essa, aliás breve e imperfeita, ressurreição literária.
Foi também Teixeira de Queiroz um intérprete de agudíssima sensibilidade, perante os fenómenos complexos da existência citadina pois as suas aspirações literárias não se acomodavam dentro de qualquer espécie de doutrina ou de intuito regionalista. Pelo contrário... E seja-me permitido afirmar que estava e ficava assim na atitude que mais fàcilmente e mais plenamente o levaria a evocar figuras, tipos e aspectos da província onde nascera e que tanto amara."
(Excerto do Ensaio)
João de Barros (1881-1960). “Foi um dos mais prestigiados pedagogos republicanos e, pode dizer-se, o principal ideólogo da escola republicana. Com uma vida inteira dedicada à causa pedagógica sempre pugnou por uma educação anti-dogmática e anti-autoritária e pela laicização da escola, combatendo a tradição jesuítica que influenciara, durante séculos, educação portuguesa. Ministro dos Negócios Estrangeiros, no governo de José Domingos dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925. Autor de «A República e a Escola» (1913) e «Educação Republicana» (1916).
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

20 janeiro, 2024

ARAÚJO, António Lopes de -
CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO PE. MANUEL ANTÓNIO GOMES HIMALAIA
. [S.l.], Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, 1972. In-8.º (22x16,5 cm) de 38, [2] p. ; il. B.
1.ª edição.
Conferência realizada nos Paços do Concelho de Arcos de Valdevez em homenagem a um filho da terra - o "padre cientista" Manuel Himalaia - por ocasião do centenário do seu nascimento.
Livro ilustrado em página inteira com fotografia do busto do Pe. Himalaia, colocado na Av. Marginal, em Arcos de Valdevez.
Com interesse histórico e biográfico.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O Padre Manuel António Gomes, quando estudante no Seminário Conciliar de Braga, devido à sua grande estatura, foi alcunhado de Himalaia, nome duma montanha altíssima lá nos confins da Ásia.
O Padre Himalaia era de facto alto como uma torre e esguio como um choupo. Indiferente aos epigramas e motejas que a sua altura despertava, e simpatizando com o nome, que o individualizava, passou a adotá-lo como pseudónimo nas letras, e mais tarde até como apelido que, mesmo na vida civil e oficial, passou a usar.
A sua projecção, principalmente científica, foi de tal ordem que até seu próprio irmão, o venerando arcipreste dos Arcos, o usou como apelido: Gaspar Himalaia da Rocha Fernandes."
(O nome)
Índice:
[Preâmbulo] | Local de nascimento | Igreja de Cendufe | O nome | A sua vida | A sua cultura | Os inventos | O Pirhelióforo | Os fins do Pirhelióforo | A Himalaite | O Padre Himalaia e o vegetarianismo | O seu carácter | A sua morte | Bibliografia: Bibliografia do Padre Himalaia (Incompleta) - a) As suas obras; b) Obras sobre o P. Himalaia ou os seus inventos; c) Artigos insertos em jornais, enciclopédias, etc.
Manuel António Gomes 'Himalaia' (Santiago de Cendufe, Arcos de Valdevez, 9 de dezembro de 1868 - Viana do Castelo, 21 de dezembro de 1933). "Mais conhecido como Padre Himalaia, foi um sacerdote católico, cientista e inventor, pioneiro do aproveitamento da energia solar e introdutor em Portugal do interesse pelas energias renováveis. Foi vegetariano e defensor da naturopatia, em particular da fitoterapia e da hidroterapia.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Rasgão na capa (com restauro) e na f. seguinte.
Muito invulgar.
15€

19 abril, 2021

TERRA, José - CANTO DA AVE PRISIONEIRA.
Poemas
. [S.l.], Edição do Autor, 1949. In-4.º (25 cm) de 44 p. ; B.
1.ª edição.
Edição original da primeira obra do autor, rara e muito apreciada, publicada quando o poeta tinha apenas 21 anos. Proibida de circular pela censura do Estado Novo.

"Eu sou o benjamim
Dos poetas portugueses.
Pobre benjamim
Nos vaivéns da miséria e dos revezes!

Eu sou o benjamim
Dos que ouviram a voz da liberdade
E preferem ficar eternamente mudos
A cantar loas à impiedade!

Eu sou o benjamim
Dos poetas do meu povo.
Povo!
Eu te dou meu corpo e minha alma,
Meu coração, meu sangue novo!

Eu sou o benjamim
Dos cantores da nova primavera
Em nossas mãos florida, em nossas mãos,
No coração que espera!...
[...]
Eu sou o benjamim
Dos poetas portugueses.

E não sei cantar de outra maneira..."

(Excerto de Pórtico)

José Terra (pseudónimo literário de José Fernandes da Silva) (Prozelo, Arcos de Valdevez, 1928 - Paris, 2014). "Poeta, foi, ao longo da vida, professor universitário (regente das Cátedras de Português das Universidades de Paris 8 / Saint-Denis e da Sorbonne Paris IV), filólogo, historiador, ensaísta, crítico e tradutor. Co-fundador e co-editor das revistas Árvore (1951-53) e Cassiopeia (1955), que tiveram um papel fundamental na renovação da poesia portuguesa dos anos 50, distinguiu-se, nesse campo, com a publicação de quatro livros há muito esgotados, balizados entre 1949 e 1959. Colaborou em várias revistas, e os seus poemas foram incluídos em diversas antologias do género.
A obra em livro começou em 1949, quando o poeta tinha só 21 anos, com a edição de autor do Canto da Ave Prisioneira, que inclui poemas escritos entre 1945 e 1949 (o livro, objecto de apenas duas recensões críticas, de Mário Dionísio na Vértice e de Alfredo Guisado na República, foi logo apreendido pela censura). Além do apelo de liberdade que percorre todos os poemas, o título e a sugestiva capa com um desenho de José Viana Dionísio (o futuro actor José Viana), na qual se vê uma ave batendo as asas para escapar das malhas de arame farpado, não podiam iludir os censores."
(Fonte: Esteves, José Manuel da Costa - A poesia de José Terra: o acto criador como acto libertador, 2013)
Exemplar em brochura bem conservado. Rasgão na capa, sem perda de papel.
Raro.
Indisponível

16 abril, 2021

PINTO, Mário G. L. Barros - O CANTO DAS CRUZES NO SOAJO
. [S.l.], Grupo de Estudos do Património Arcuense (G. E. P. A.), [1985?]. In-4.º (23 cm) de 23, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso trabalho sobre os cantares religiosos do Soajo, Arcos de Valdevez. Com interesse antropolológico e etnográfico.
Livro ilustrado com fotogravuras no texto (1) e em página inteira (3). Inclui ainda a letra dos cantos, bem como as respectivas partituras.
"Soajo estende-se por larga área a nascente das Terras de Val e Vez, à ilharga do rio Lima, separado da Galiza, a quem dá os bons dias, pelo rio Laboreiro, integrado numa zona de grande interesse antropológico e natural, - o Parque Nacional Peneda-Gerês.
Cabeça de montaria e senhora de privilégios reais antiquíssimos («não só são isentos seus moradores de todos os tributos, salvo Siza & Usual mas nunca pagárão palha, nem derão alojamento, nem Soldados no tempo da guerra, a que não são obrigados ir senão com ElRey, quando elle pelo mesmo Concelho a faça»), os seus habitantes apresentam traços característicos muito marcados que lhes conferem um lugar especial na geografia humana da região.
Dali era o homem rude mas cheio de sabedoria e orgulho, influência certamente dos grandes espaços e das imensas moles de granito que o dominam, - o Juiz de Soajo, cuja sentença foi lição para os «juízes de senhoria»: - «cadeira em que se sentou jamais a levantou». [...]
Foi nesta freguesia dos sete cemitérios, cheia de lenda e tradições, que fomos colher o
«Canto das Cruzes».
De facto, uma das tradições mais antigas de Soajo é a comemoração da Paixão de Cristo vulgarmente conhecida pelo Canto das Cruzes.
Celebrava-se em cada ano, com início na 4.ª feira de Cinzas e durava até às endoenças da 5.ª feira Santa.
Os homens reuniam-se, ao toque do sino, depois da ceia, no adro da Igreja, e dividiam-se em dois grupos separados aí coisa de uns quarenta passos, mas que podiam variar conforme as distâncias entre os cruzeiros de pedra. [...]
O Canto das Cruzes principiava e acabava na Igreja, e tudo de realizava às escuras, com um grupo a cantar os primeiros versos junto de uma cruz, e o outro, colocado na cruz anterior, a responder."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

15 abril, 2019

GONÇALVES, José - DESCOBERTAS E INVENTOS DO PADRE MANUEL A. G. HIMALAIA. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas gráficas Augusto Costa & C.a L.da - Braga], [1968?]. In-8.º (22cm) de 36 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem ao Padre inventor "Himalaia" por ocasião do centenário do seu nascimento.
Livro ilustrado a p.b. ao longo do texto.
"Manuel António Gomes "Himalaia" (1868-1933). Nasceu a 9 de Dezembro de 1868, de uma família de lavradores, na freguesia de Cendufe, Arcos de Valdevez, foi aluno do Seminário de Braga, onde os condiscípulos, devido à sua grande altura, lhe puseram a alcunha de Himalaia, nome que veio a oficializar-se. Concluído o curso teológico com distinção, em 1890, e recebida a ordenação sacerdotal no ano seguinte, exerceu durante anos o magistério como professor de Religião, de Ciências Naturais e de Física e Química em Coimbra e depois no Porto, no Colégio da Formiga e no da Visitação, futuro Seminário de Vilar, que ele remodelou. Foi aqui que a sua paixão pelas ciências, revelada já no seminário, e o seu espírito inventivo o levaram a esboçar os futuros inventos. Para os poder realizar, foi completar a sua formação científica em Paris, onde seguiu as lições de Berthelot e doutros ilustres professores, especializando-se em astronomia, matemática, física e química."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Ostenta rubrica de posse na capa.
Raro e muito curioso.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Indisponível