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24 maio, 2026

REUTER, Dr.ª Abiah Elisabeth - 
DOCUMENTOS DA CHANCELARIA DE AFONSO HENRIQUES. (Obra subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura). Chancelarias Medievais Portuguesas : Volume I. Coimbra, Publicações do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra, 1938. In-4.º (26x17,5 cm) de XXIII, [1], 420, [2] p. ; B.
1.ª edição.
A capa dêste livro foi desenhada por Hans Steinberg.
Importante contributo para a história da fundação da nacionalidade, e da documentação de chancela real produzida durante o reinado de D. Afonso Henriques, sendo alguns manuscritos de data ainda anterior. Trata-se da transcrição de documentos do Arquivo Nacional Torre do Tombo: Doações, Gavetas, Mosteiro de Refoios, Forais Antigos, Mosteiro de Vairão, Chancelarias, Colecção Especial (Mosteiros vários), Livro Preto da Sé de Coimbra, Cartório da Pendorada, Sé de Lamego, Mosteiro do Lorvão. Na sua maioria, Cartas de Doação, de Couto e Forais.
Obra muito invulgar, com indubitável interesse para a História de Portugal, traz a lume documentos referentes ao reinado do primeiro rei português. Este volume I foi tudo quanto se publicou sobre este assunto.
Exemplar de trabalho valorizado pela assinatura possessória de José Timóteo Montalvão Machado. Este encontra-se pejado de notas, comentários e interrogações a lápis, com partes do texto sublinhado (do punho do ilustre médico e historiador flaviense?).
"Aos estudos históricos em Portugal acaba de prestar relevantíssimo serviço uma ilustre senhora alemã, a Dr.ª Abiah Eliabeth Reuter.
Está impresso, e vai aparecer em público, o seu livro Documentos da Chancelaria de Afonso Henriques, de 420 páginas, não compreendidas as preliminares. Abrange 286 diplomas do primeiro monarca português, em regra saídos da sua chancelaria, antes e depois de principiar a denominar-se Rex Portucalensium. O mais antigo dos documentos publicados tem a data de 4 de dezembro de 1127, portanto anterior alguns meses à batalha decisiva do campo de S. Mamede; o mais recente é de novembro de 1185. A 6 de dezembro dêste ano exalava o último alento do grande fundador da nacionalidade portuguesa.
É pois uma vasta colecção. Os documentos, que ainda eram inéditos, aparecem transcritos na íntegra; igualmente o são os que já haviam sido publicados, quer mediante incorrecta leitura dos originais, quer em face de cópias defeituosas, tendo agora a coleccionadora corrigido aquela leitura, ou descoberto e transcrito cópias mais fiéis e autorizadas: quando porém a publicação era exacta, foram apenas sumariados. [...]
Cada diploma é precedido de preciosas notas elucidativas e críticas, de grande utilidade para os que manuseiam o livro."
(Excerto de Duo simplicia verba)
"O presente volume é a primeira parte das Chancelarias medievais portuguesas, série que abrangerá todos os documentos emanados do poder real desde 1128 a 1245. Neste período, Portugal desprendeu-se da monarquia leonesa, defendeu a sua independência, conquistou o seu território, formou-se em nação e constituíu-se em estado.
É, pois, esta, uma das épocas mais interessantes da história portuguesa. [...]
Vemos no meado do século XIII um reino já formado, conhecemos nas suas linhas gerais, as fases e lutas do período de formação dêsse reino, admiramos um resultado, mas queremos mais: saber como se consolidou o novo estado. Ora esta consolidação revela-se nos documentos da época e é a êles que devemos recorrer para adquirir conhecimento mais profundo.
Entre os documentos são de importância preponderante os públicos, os que, emanados do poder central, organizaram o país, distribuíram as terras, privilegiando-as e orientando a sua colonização material e moral. Estes documentos atraíram, pois, em primeiro logar, a atenção de quem desejava estudar a génese da nação portuguesa.
Para poder analisar no seu justo valor os documentos régios, era necessário conhecer as regras e os usos da chancelaria que os fêz. O estudo da chancelaria régia e a reünião de todos os documentos dela saídos era, portanto, tarefa que se impunha, tanto mais que alguns problemas históricos só poderão resolver-se depois de obtido o esclarecimento de certos problemas diplomáticos."
(Excerto da Introdução)
Tábua de matérias:
Dedicatória | Duo simplicia verba, pelo Professor Doutor António Garcia Ribeiro de Vasconcelos | Introdução | Textos e sumários | Lista de documentos particulares em que houve intervenção ou confirmação de Afonso Henriques | Erratas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas, frágeis, com defeitos. Lombada destituída de papel. Interior correcto. Deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
85€

12 março, 2026

MACHADO, José Timóteo Montalvão -
COMO LI HISTÓRIA DE PORTUGAL NOS HOMENS, MONUMENTOS E PAISAGENS DO BRASIL.
Pelo sócio efectivo... Separata de Arqueologia e História : 8.º série das publicações, volume XII. Lisboa, Associação dos Arqueólogos Portugueses, 1966. In-4.º (25,5x19 cm) de [2], 11, [3] p. (351-361 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Interessante comunicação do autor a propósito de uma viagem empreendida ao Brasil, e dos locais e monumentos históricos da era colonial que teve oportunidade de visitar.
"Duma viagem, que recentemente fiz ao Brasil, trouxe inolvidáveis recordações, que aqui quero traduzir, uma vez que levei representação da Associação dos Arqueólogos Portugueses.
Quero acentuar desde já que muito me entusiasmaram as belezas naturais, a flora pujantíssima, os edifícios gigantescos. Mas, para além dessas grandezas, naturais ou humanas, o que mais chamou a minha atenção, obrigando-me a meditar e a venerar, foi um vasto conjunto de lugares, monumentos e memórias, que representavam o folhear de muitas páginas da nossa História gloriosa."
(Excerto do Preâmbulo)
José Timóteo Montalvão Machado (1892–1985). "Foi um eminente médico, historiador e jornalista português, natural de Chaves. Destacou-se pela sua vasta produção intelectual que cruzava o rigor científico da medicina com a investigação histórica e a genealogia.
Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Exerceu funções como Delegado de Saúde no Distrito de Setúbal. Foi sócio efetivo de instituições prestigiadas como a Academia Portuguesa da História, a Associação dos Arqueólogos Portugueses e a Sociedade da Independência de Portugal. Foi diretor do jornal "Notícias de Trás-os-Montes"."
(Fonte: IA)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

08 março, 2026

MACHADO, José Timóteo Montalvão -
DIFICULDADES DO POVOAMENTO DE TRÁS-OS-MONTES DURANTE A 1.ª DINASTIA.
Pelo sócio efectivo... Separata de Arqueologia e História : 8.ª série das publicações, volume XII. Lisboa, Associação dos Arqueólogos Portugueses, MCMLXVI [1966]. In-4.º (205,5x19 cm) de 14 p. ; (139-149 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo acerca do povoamento medieval de país, e em especial na província de Trás-os-Montes.
"[...] Quando se formou a nossa nacionalidade, Portugal era quase desabitado, e a escassez de população continuou a ser o grande obstáculo, que tolhia todas as iniciativas, durante a dinastia afonsina.
O primeiro numeramento de fogos, digno de algum crédito, feito em Portugal, foi o de D. João III, de 1527 a 1532, que permitiu avaliar a população do reino em cerca de 1 300 000 almas. E havia quase 400 anos que a nacionalidade de formara!...
Isto nos leva a crer que, nos primeiros tempos, Portugal não devia contar mais de 500 000 habitantes, e, se a este número subtrairmos as mulheres, as crianças, os velhos e os enfermos, devemos admitir que os reis afonsinos não podiam contar com mais de 50 000 homens válidos para agricultar os campos, servir as artes e ofícios, defender as costas marítimas e fazer a guerra."
(Excerto do Estudo) 
José Timóteo Montalvão Machado (1892–1985). "Foi um eminente médico, historiador e jornalista português, natural de Chaves. Destacou-se pela sua vasta produção intelectual que cruzava o rigor científico da medicina com a investigação histórica e a genealogia.
Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Exerceu funções como Delegado de Saúde no Distrito de Setúbal. Foi sócio efetivo de instituições prestigiadas como a Academia Portuguesa da História, a Associação dos Arqueólogos Portugueses e a Sociedade da Independência de Portugal. Foi diretor do jornal "Notícias de Trás-os-Montes"."
(Fonte: IA)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

20 agosto, 2025

MACHADO, J. T. Montalvão -
COMO E PORQUÊ SE IMPRIMIU EM CHAVES O PRIMEIRO LIVRO DE LÍNGUA PORTUGUESA.
Pelo académico correspondente... Separata dos «Anais» - II Série, Vol. 24, Tomo I. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 1977. In-4.º (26x19,5 cm) de [4], 59, [1] p. ; (41-99 pp.) ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história do livro e da tipografia em Portugal, centrado sobretudo na circunstância da impressão do «Tratado de Confissom» em Chaves, na época vila, durante décadas considerado o primeiro livro impresso entre nós.
Estudo invulgar e muito interessante, sem menção na BNP.
Ilustrado com 6 estampas distribuídas por 3 folhas separadas do texto reproduzindo desenhos esquemáticos (marcas de água do papel), mapa do norte de Portugal e Galiza e fotografias de vistas e paisagens da cidade de Chaves, outra do Castelo de Monterrei (Espanha) e de costumes galegos.
"Visto que nos apareceu um livro, impresso em Chaves, no ano de 1489, é pela impressão que nós começaremos.
Desde o aparecimento do incunábulo foi revelado ao público, pelo artigo do Diário de Notícias, de 25 de Maio de 1965, um dos motivos de surpresa resultou do facto de a obra se dizer impressa na vila de Chaves. Como e porquê tal impressão foi ocorrer na afastada vila da nossa raia setentrional?"
(Excerto de E - A hipótese Zamora)
Índice:
A - O aparecimento do incunábulo. B - Críticas ao incunábulo recém-chegado. C - Edição fac-similada com leitura diplomática. D - Incunábulos impressos em Portugal. E - A hipótese Zamora. F - A hipótese israelita. G - A hipótese de Monterrei. H - A imprensa em Monterrei.I - Monges de Chaves. J - Frei João de Chaves. L - Quem escreveu o «Tratado de Confison»? M- Livros de autores anónimos. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada no canto inferior direito.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

12 maio, 2023

MACHADO, J. T. Montalvão - HOUVE ENVENENAMENTOS NA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA?
Lisboa, [s.n.], 1974. In-4.º (23,5 cm) de 27, [1] p. (47-73 pp.) ; B. Separata do Tomo IV - n.º 1 da Revista «Língua e Cultura» : Sociedade de Língua Portuguesa
1.ª edição independente.
Interessante ensaio sobre os casos de morte suspeita por envenenamento na Família Real Portuguesa.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao General Tassara Machado.
"O envenenamento, ou seja a morte por ingestão de substâncias tóxicas, pode verificar-se em condições muito diversas. Por inadvertência ou ignorância, pode um indivíduo ingerir uma substância tóxica e mortal, sem que o facto revele um propósito de morte. [...]
Com o propósito de suicídio, várias pessoas ingerem substâncias altamente tóxicas, precisamente porque desejam pôr termo à vida.
É todavia com o propósito de matar que se observa o maior número de envenenamentos, confiando-se na impunidade e fazendo-se crer na morte natural.
Há ainda uma 4.ª forma de envenenamento, hoje desaparecida nos países cultos, empregada outrora como execução duma sentença, como se diz ter acontecido com Sócrates, condenado a beber cicuta, pelos adversários das suas teorias filosóficas.
É apenas a 3.ª variedade de envenenamento, isto é, dos envenenamentos criminosos, que desejamos aqui tratar. Mais particularmente, nos queremos deter sobre os casos de envenenamento, verdadeiros ou supostos, que surgiram, em épocas várias, em pessoas da Família Real Portuguesa."
(Excerto do Preâmbulo)
Índice:
A - Preâmbulo. B - Rainha D. Leonor, viúva do Rei D. Duarte. C - Filhos do Infante D. Pedro. D - D. João II. E - Príncipe D. José. F - D. João VI. G - Príncipe D. Augusto de Leuchtenberg. H - D. Pedro V e seus irmãos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e forense.
25€

30 julho, 2021

MACHADO, J. T. Montalvão - GRANDEZAS E FRAQUEZAS DEMOGRÁFICAS DA PROVÍNCIA DE TRÁS-OS-MONTES.
[Por]... Delegado de Saúde
. [S.l.], Edição da Comissão Regional de Chaves da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro : por amável deferência do Autor, [1959]. In-4.º (23,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Palestra realizada na «Casa de Trás-os-Montes», em Lisboa, em 26-2-1958.
Importante ensaio/palestra sobre a demografia transmontana no final da década de 50 do século passado.
"Debatem-se problemas políticos, à roda de ideologias, as mais antagónicas; discutem-se problemas económicos, subordinados às mais tirânicas influências da natureza; encaram-se as necessidades de educar e instruir a mocidade, de salvaguardar a saúde pública, de velar pela defesa nacional, mas, sempre e em todos os casos, ao enfrentar cada um dêsses problemas, é ao homnm que temos de referir cada monómio da nossa equação e é para o homem e a favor do homem que devemos orientar o estudo de cada questão. De nada nos valerão as vinhas das nossas encostas, nem as hortas dos nosso vales, os extensos olivais e os pomares de deliciosas frutas, as searas douradas, os minérios da Borralha, Jales e Reboredo, se o homem, são e robusto, não aparecer a secundar, com trabalho e inteligência, os favores e oportunidades da Natureza.
Quantas pessoas habitam a Província de Trás-os-Montes? Quantos nascem e quantas morrem em cada ano? Quantas se casam? Quantas emigram e quantas regressam? Quantos são os activos e os inactivos? Quais são os seus índices de saúde e doença?
Eis aqui uma série de perguntas, sempre oportunas, jámais indiscretas, cujas respostas precisas devem constituir a segura base informadora do estudo e solução dos problemas económicos e sociais, educacionais e sanitários, fiscais e militares."
(Excerto de Importância da Demografia)
Sumário:
a) Importância da Demografia; b) Densidade Populacional; c) Formas de povoamento e actividades profissionais; d) Natalidade Geral; e) Nascimentos legítimo e ilegítimos; f) Casamentos e divórcios; g) Emigração; h) Mortalidade geral; i) Mortalidade por doenças evitáveis e curáveis; j) Duração média de vida; l) Atrozes deficiências; m) Urge incrementar a assistência médica rural; n) Para finalizar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

10 fevereiro, 2020

MACHADO, J. T. Montalvão - PERFIL MORAL E MENTAL DO REI DOM MANUEL I. Separata de Arqueologia e História, 9.ª série das publicações, volume II. Lisboa, [Associação dos Arqueólogos Portugueses], 1970. In-4.º (24,5 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Estudo político-biográfico de José Timóteo Montalvão Machado (1892-1985) sobre D. Manuel I, o rei "Venturoso", que corporizou o período áureo dos Descobrimentos Portugueses.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Mário da Silva Pereira, seu conterrâneo.
"Passando no ano corrente o V Centenário do nascimento do rei D. Manuel I, não podia a Associação dos Arqueólogos Portugueses deixar de se associar à comemoração dum monarca, que assinala o fastígio das nossas descobertas e conquistas. Em Alcochete, terra da naturalidade do rei Venturoso, prestou-se já idêntica comemoração, que alcançou desusado brilhantismo, e outras homenagens tiveram também lugar sucessivamente em Alcácer do Sal, Setúbal e Lisboa. Esta Associação resolveu prestar ao mesmo soberano esta singela homenagem, escolhendo nós o tema Perfil moral e mental do rei Dom Manuel I.
Entendemos que a melhor maneira de homenagear este monarca era mostrar a injustiça, com que foi tratado por vários historiadores, nacionais e estrangeiros, que apoucaram as suas qualidades e méritos, reduzindo-o à condição duma pessoa medíocre ou mesmo nula."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. | I - D. Manuel foi na verdade um homem venturoso. II - O que disseram alguns historiadores. III - A reconstituição da Casa de Bragança. IV - A Questão dos Judeus. V - Política ultramarina. VI - Administração Pública. VII - Política internacional. VIII - Política construtiva. IX - D. Manuel e a Cultura. X - Para concluir.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€