MACHADO, José Timóteo Montalvão - DIFICULDADES DO POVOAMENTO DE TRÁS-OS-MONTES DURANTE A 1.ª DINASTIA. Pelo sócio efectivo... Separata de Arqueologia e História : 8.ª série das publicações, volume XII. Lisboa, Associação dos Arqueólogos Portugueses, MCMLXVI [1966]. In-4.º (205,5x19 cm) de 14 p. ; (139-149 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo acerca do povoamento medieval de país, e em especial na província de Trás-os-Montes.
"[...] Quando se formou a nossa nacionalidade, Portugal era quase desabitado, e a escassez de população continuou a ser o grande obstáculo, que tolhia todas as iniciativas, durante a dinastia afonsina.
O primeiro numeramento de fogos, digno de algum crédito, feito em Portugal, foi o de D. João III, de 1527 a 1532, que permitiu avaliar a população do reino em cerca de 1 300 000 almas. E havia quase 400 anos que a nacionalidade de formara!...
Isto nos leva a crer que, nos primeiros tempos, Portugal não devia contar mais de 500 000 habitantes, e, se a este número subtrairmos as mulheres, as crianças, os velhos e os enfermos, devemos admitir que os reis afonsinos não podiam contar com mais de 50 000 homens válidos para agricultar os campos, servir as artes e ofícios, defender as costas marítimas e fazer a guerra."
(Excerto do Estudo)
José Timóteo Montalvão Machado (1892–1985). "Foi um eminente médico, historiador e jornalista português, natural de Chaves. Destacou-se pela sua vasta produção intelectual que cruzava o rigor científico da medicina com a investigação histórica e a genealogia.
Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Exerceu funções como Delegado de Saúde no Distrito de Setúbal. Foi sócio efetivo de instituições prestigiadas como a Academia Portuguesa da História, a Associação dos Arqueólogos Portugueses e a Sociedade da Independência de Portugal. Foi diretor do jornal "Notícias de Trás-os-Montes"."
(Fonte: IA)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

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