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26 maio, 2020

REGIMENTO DOS OFICIAIS DAS CIDADES, VILAS E LUGARES DESTE REINO. Edição facsimilada do texto impresso por Valentim Fernandes em 1504 e neste ano de 1955 reimpresso pela Fundação da Casa de Bragança com prefácio do Professor Doutor Marcello Caetano. Lisboa, Fundação de Casa de Bragança, 1955. In-4.º (23cm) de 47, [3], [224] p. ; E.
Edição fac-símile do Regimento dos oficiais das cidades, vilas e lugares deste reino, excelente exemplo da utilização da imprensa, nos alvores do século XVI, "para publicação e divulgação das leis gerais do reino".
“A reforma que se estava procurando introduzir na justiça e administração locais exigia que as autoridades concelhias tivessem mais facilmente conhecimento das leis do que até aì, pois muitos municípios não possuiriam treslados, mesmos parciais, das Ordenações Afonsinas, e os pergaminhos existentes, guardados em arcas ou em sacos, eram de incómoda consulta, deterioravam-se e com facilidade se tornavam nalgumas partes ilegíveis. A reforma dos forais só seria, pois,  inteiramente proveitosa quando acompanhada de uma clara e precisa definição das leis gerais aplicáveis em todo o reino e da imposição da sua exacta observância. Nasceu daqui, segundo presumimos, a elaboração do regimento dos oficiais das cidades, vilas e lugares destes reinos, que deve ter sido organizado no decurso de 1502, visto em 22 de Fevereiro de 1503 já, como vimos, o rei conceder ao célebre impressor Valentim Fernandes o privilégio da impressão dos «livros dos Regimentos que ora mandámos fazer, para todo o reino, dos juízes e oficiais…». Cremos tratar-se, pois, do primeiro ensaio de utilização da imprensa em Portugal para publicação e divulgação das leis gerais do reino”
(Excerto do Prefácio)
Encadernação em meia de pele com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura. Corte superior pintado de azul.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
50€

10 fevereiro, 2020

MACHADO, J. T. Montalvão - PERFIL MORAL E MENTAL DO REI DOM MANUEL I. Separata de Arqueologia e História, 9.ª série das publicações, volume II. Lisboa, [Associação dos Arqueólogos Portugueses], 1970. In-4.º (24,5 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Estudo político-biográfico de José Timóteo Montalvão Machado (1892-1985) sobre D. Manuel I, o rei "Venturoso", que corporizou o período áureo dos Descobrimentos Portugueses.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Mário da Silva Pereira, seu conterrâneo.
"Passando no ano corrente o V Centenário do nascimento do rei D. Manuel I, não podia a Associação dos Arqueólogos Portugueses deixar de se associar à comemoração dum monarca, que assinala o fastígio das nossas descobertas e conquistas. Em Alcochete, terra da naturalidade do rei Venturoso, prestou-se já idêntica comemoração, que alcançou desusado brilhantismo, e outras homenagens tiveram também lugar sucessivamente em Alcácer do Sal, Setúbal e Lisboa. Esta Associação resolveu prestar ao mesmo soberano esta singela homenagem, escolhendo nós o tema Perfil moral e mental do rei Dom Manuel I.
Entendemos que a melhor maneira de homenagear este monarca era mostrar a injustiça, com que foi tratado por vários historiadores, nacionais e estrangeiros, que apoucaram as suas qualidades e méritos, reduzindo-o à condição duma pessoa medíocre ou mesmo nula."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. | I - D. Manuel foi na verdade um homem venturoso. II - O que disseram alguns historiadores. III - A reconstituição da Casa de Bragança. IV - A Questão dos Judeus. V - Política ultramarina. VI - Administração Pública. VII - Política internacional. VIII - Política construtiva. IX - D. Manuel e a Cultura. X - Para concluir.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

16 novembro, 2017

CÂMARA, João de Souza da - O ALCAIDE-MOR DE PORTALEGRE, GONÇALO VAZ DE CASTELBRANCO. Coimbra, [s.n. - Comp. e imp. na Tip. «Atlântida», Coimbra], 1961. In-4.º (27cm) de 9, [3] p. ; B. Separata do Arquivo de Bibliografia Portuguesa : Ano VI - N.º 23-24
1.ª edição independente.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Gonçalo Vaz de Castelbranco recebeu, por meados de Abril de 1497, um alvará de El-Rei D. Manuel com o imperativo de fazer a entrega imediata da fortaleza de Portalegre ao seu mordomo-mor, Diogo da Silva Menezes.
Semelhante ordem, patente hoje através de um traslado de 1622, coaduna-se perfeitamente com o célebre incidente que provocou, nos fins do século XV, a mais obstinada sublevação da cidade de Portalegre.
Desta forma, o presente trabalho, lembrando esse acontecimento e as causas que o determinaram, traz essencialmente um novo elemento, a que adiante nos referiremos, para a história de Portalegre."
(excerto do estudo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
10€

15 março, 2014

ARANHA, Brito - A IMPRENSA EM PORTUGAL NOS SECULOS XV E XVI. As Ordenações d'El-Rei D. Manuel : por... S. S. G. L. Lisboa, Imprensa Nacional, 1898. In-4º (25cm) de [2], 27, [5] p. ; [7] f. desd. il. ; B. Quarto Centenario do Descobrimento da India : Contribuições da Sociedade de Geographia de Lisboa
Ilustrado com 7 estampas desdobráveis em extratexto.
"Portugal no seculo XV, não foi grande só porque com as suas caravellas abriu os mares nunca d'antes navegados, mas tambem por que foi das primeiras nações que acompanharam o movimento de civilisação, recebendo e propagando a nova luz que vinha alumiar o mundo inteiro com a maravilhosa invenção da imprensa."
(excerto do texto)
Pedro Wenceslau de Brito Aranha (1833-1914). “Começou a ganhar a vida aos 16 anos, como aprendiz de tipógrafo. Foi como autodidacta que conseguiu alcançar uma sólida cultura. Quando Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias morreu (1889), recebeu o convite para o lugar de principal redactor desse jornal. Por esta altura já era conhecido pelas colaborações que ia fazendo para jornais e revistas e por ter dirigido, juntamente com Vilhena Barbosa, os últimos números do Arquivo Pitoresco. Inocêncio da Silva que confiava na sua capacidade e escrúpulo intelectual, nomeou-o seu testamentário, deixando-lhe numerosas notas que lhe permitiram continuar o Dicionário Bibliográfico Português.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem capa posterior. Capa ligeiramente oxidada com defeitos marginais.
Raro.
20€

25 fevereiro, 2012

ORDENAÇÕES MANUELINAS. Livros I a V. Reprodução em fac-símile da edição de Valentim Fernandes (Lisboa, 1512-1513). Livro Primeiro [até Quinto]. Introdução de João José Alves Dias. Lisboa, Centro de Estudos Históricos : Universidade Nova de Lisboa, 2002.
Edição: 1ª edição - 2002.
Tiragem: 530 exemplares.
Capa: Xilogravura representando D. Manuel I em audiência.
Edição fac-símile das Ordenações Manuelinas - impressas por Valentim Fernandes da Morávia entre 1512 e 1513 -, e que reproduzem o original, em cinco volumes, depositado na Biblioteca Nazionale Centrale di Roma, em Itália.
“Realizar Justiça era uma das obrigações, senão a principal, de um rei do passado. E legislar para poder governar com justiça constituía, sem dúvida, um dos princípios básicos da administração do Estado. Mas não bastava legislar; era necessário que a legislação fosse conhecida de todos e por todos usada correctamente.” (excerto da introdução)
Obra completa em cinco volumes, brochados, em bom estado de conservação.
Esgotada. Com grande interesse histórico. 
85€

04 fevereiro, 2012

FORAL DE LISBOA : 1500. Introdução, transcrição e notas: José Manuel Vargas. Lisboa, Amigos de Lisboa, 2001. In-4º grd. (29cm) de 92, [4] p. ; il. ; E.
Capa: Brasão Régio - pormenor da iluminura no incipit do Foral de Lisboa (1500).
"O foral novo de Lisboa, outorgado pelo rei «Venturoso» a 7 de Agosto de 1500, foi o primeiro de uma extensa série de diplomas, cuja publicação, desde aquela data até 1520, veio concretizar uma reforma que, junto com outras medidas, reorganizou o sistema fiscal e uniformizou a ordem jurídica do país, contribuindo para o fortalecimento e para a centralização do poder real." (excerto da introdução)
Encadernação editorial com sobrecapa policromada.
Bom exemplar.
20€

10 outubro, 2011

UM INSTRUMENTO PORTUGUÊS DE SOLIDARIEDADE SOCIAL NO SÉCULO XVI : O Compromisso da Misericórdia de Lisboa. Reedição fac-similada com Introdução, Comentários e Notas de Joaquim Verríssimo Serrão. [Lisboa], Chaves Ferreira, 1992. In-fólio (35cm) de 43, [62] p. ; il. ; E. Colecção Fundação Cidade de Lisboa.
Desta edição foram feitos 2500 exemplares numerados e assinados pelo editor. A este exemplar corresponde o número [002].
Belíssima edição de grande esmero e apuro gráfico.
A fundação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ocorreu a 15 de Agosto de 1498, devido à especial intervenção da Rainha D. Leonor. Decorria então, uma nova política da saúde e assistência em Portugal, caracterizada pela construção de hospitais, resultantes da fusão de pequenas instituições medievais. Foi no seio de uma sociedade atormentada pela fome, pela guerra e por sucessivas epidemias1 que a Rainha D. Leonor de Lencastre, viúva de D. João II, o Príncipe Perfeito, procedeu à criação da mais notável das suas obras, pela larga influência que teve no desenvolvimento das instituições de beneficência – a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia. 
"Não se conhece o original do Compromisso da Misericórdia de Lisboa, que certamente desapareceu com uma grande parte dos seus arquivos, quando do terramoto de 1 de Novembro de 1755. Guardavam-se do texto duas cópias, uma no cartório da Santa Casa e a outra no Convento da Trindade. Mas o seu conteúdo pode avaliar-se com base na edição de 1516 e das cópias manuscritas que foram objecto da publicação de Gabriel Pereira e Vítor Ribeiro. Pelo texto impresso fica-se sabendo que o Compromisso foi aprovado em Lisboa, a 15 de Novembro daquele ano, e escrito por André Pires. Não tardou o manuscrito seguir para o prelo, por ordem do rei D. Manuel I, cabendo a impressão a Valentim Fernandes e Hermão de Campos, a 21 de Dezembro seguinte. O opúsculo foi composto em caracteres góticos, contendo um total de 2 mais XVII fólios. A portada representa a Virgem Maria rodeada de reis, papas, religiosos, todos em adoração, sendo o conjunto enquadrado por tarjas e vinhetas com ornamentos de aves, insectos e flores." (da introdução)
Este livro foi editado graças ao alto patrocínio da Fundação Cidade de Lisboa, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e do Montepio Geral. O texto foi composto em caracteres Bodoni e reproduzido o fac-símile com impressão a seis cores sobre papel Galerie Art de 170 g. O acabamento foi feito em tela de seda, com ferros gravados a ouro, aplicação manual de uma gravura, estojo executado manualmente, impresso em serigrafia com o símbolo pessoal da Rainha D. Leonor.
Bom exemplar; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar, de grande interesse histórico.
80€

26 junho, 2011

LEITURA NOVA DE DOM MANUEL I. Direcção e Prefácio de Martim de Albuquerque ; Introduções de Maria José Mexia Bigotte Chorão e Sylvie Deswarte-Rosa. Lisboa, Edições Inapa, 1997. 2 vol. in-fólio (40,5X54) il. ; E. Colecção de «História da Cultura Portuguesa».

Reprodução facsimilada dos frontispícios iluminados da Leitura Nova de D. Manuel I.
"A Leitura Nova de D. Manuel I [...] conjunto maravilhoso de fólios iluminados que pertencem à Cultura Portuguesa a vários títulos - no domínio da memória e da formação da conciência nacional, da história, da construção da imagem do poder, da Arte... Desde início se entendeu necessário fazer acompanhar os fac-similes esplendorosos hoje dados a público por estudos introdutórios que permitissem aos interessados compreender-lhes o significado em toda a sua extensão, situá-los no contexto do desmesurado e grandiloquente empreendimento de D. Manuel I. Empreendimento sem par em qualquer outro país europeu e cuja dimensão e propósito são a prova da grandeza do pequeno povo extremo da Lusitânia num momento de apogeu. Como prova ainda a consciência régia de que uma Nação é um passado em comum, que se impunha valorizar e preservar." (do Prefácio) 
Encadernações editoriais em tela bordeaux, serigrafadas, com ferros a ouro nas capas e lombadas, em estojo cartonado do editor.
Monumental edição, de grande sentido estético e apuro gráfico.
Invulgar - peça de colecção.
200€