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01 agosto, 2025

REBOCHO, Nuno - A COMPANHIA BRAÇAL DO BACALHAU. Comunitarismo transladado para o Porto de Lisboa. Lisboa, Edição da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, 1984. In-8.º (20,5 cm) de 136 p. ; [8] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da descarga do bacalhau no porto de Lisboa. Primeiro (e único) trabalho que sobre este assunto se publicou entre nós, com evidente interesse sociológico e bibliográfico para o tema do "fiel amigo".
Ilustrado no texto com desenhos esquemáticos, e em separado, com fotografias a p.b. e a cores.
"No porto de Lisboa, um conjunto de homens forma uma "companhia"; é a "Braçal do Bacalhau", companhia de nome, sem estatuto legal. A tradição refere que se constitui há quinhentos anos, facto todavia não comprovável, embora se constate ser ela de origem bastante remota. Trata-se de uma companhia moldada pelas sociedades comunitárias, onde acha raízes. Está hoje "adscrita" à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, CRCB, para quem trabalha; nos últimos anos, particularmente nas últimas quatro décadas, sofreu profunda evolução, sem contudo perder os seus traços característicos.
A "Braçal" reveste-se, por conseguinte, de interesse para o estudioso dos fenómenos históricos e sociológicos. [...]
Se algum mérito tem este livro, tem o de ser o primeiro que se escreve sobre tal matéria. E o de fixar, em letra de forma, aspectos da "Companhia", retidos na memória dos actuais braçais, que o tempo não deixará perdurar."
(Excerto da nota prévia)
Índice:
I Parte. I - Os "braçais". II - A organização do trabalho: Os "supremos". III - A organização do trabalho: Os "picaretos". IV - A organização do trabalho: Os "encarregados". V - Usanças e costumes. VI - O "Livro das Penas". VII - A contabilidade. VIII - O lar comum. IX - A reforma da "Braçal".
II Parte. I - Quando os preconceitos têm que ficar à porta. II - Um transplante do comunitarismo agro-pastoril. III - Uma questão de história. IV - À maneira das corporações de mesteres.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
30€

17 outubro, 2022

REGULAMENTO PARA O SERVIÇO DA COMPANHIA BRAÇAL DA ALFANDEGA DE LISBOA.
Approvado pelo decreto de 25 de novembro de 1874 acompanhado do decreto de 5 do mesmo mez regulando a administração do cofre dos reformados e pensões da mesma companhia
. Lisboa, Imprensa Nacional, 1874. In-4.º (23 cm) de [2], 20, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante documento com interesse para a história da estiva. Decreto que regulariza o trabalho da Companhia Braçal da Alfândega de Lisboa, ofício pesado, feito à força de braços, utilizado sobretudo nas cargas e descargas de navios.
"Hei por bem approvar o regulamento da companhia dos trabalhos braçaes da alfandega maritima de 1.ª classe em Lisboa, que baixa assignado pelo conselheiro ministro e secretario d'estado dos negocios da fazenda, para ser observado pela referida companhia e pelas das outras alfandegas, ás quaes for applicado pelo governo.
O mesmo conselheiro, ministro e secretario d'estado dos negocios da fazenda, assim o tenha entendido e faça executar. Paço, em 25 de novembro de 1874. == REI. == Antonio de Serpa Pimentel."
(Decreto - preâmbulo)
"Artigo 1.º A companhia de trabalhos braçaes da alfandega maritima de 1.ª classe em Lisboa é composta de:
1 Fiscal, chefe da compnhia;
7 Ajudantes fiscaes;
4 Escripturarios;
25 Artifices;
100 Trabalhadores da classe geral, d'entre os quaes serão escolhidos os que tiverem de servir de fieis de deposito e pesagem.
[...]
Artigo 5.º Para ser admittido a trabalhador de numero é necessario:
1.º Ser cidadão portuguez;
2.º Não ter menos de vinte, nem mais de trinta e cinco annos de idade, o que comprovará por meio de certidão.
3.º Saber ler e escrever; e para a classe geral, pelo menos, o bastante para conhecer numeros e marcas;
4.º Possuir robustez, e não padecer de molestia que o inhiba de trabalhar, o que será comprovado por exame de facultativo da escolha do director da respectiva alfandega.;
5.º Ter por espaço de dez dias, pelos menos, praticado em todos os serviços da classe geral e sido approvado pelo fiscal, e os dois mais antigos ajudantes do fiscal da companhia."
(Do pessoal - Artigo 1.º e excerto do Artigo 5.º)
Exemplar em brochura, protegido por capas simples, lisas, em bom estado de conservação.
Raro.
25€

09 janeiro, 2022

MENDES, José de Espregueira - MONOGRAFIA SOBRE A COSTA MARÍTIMA PORTUGUESA. Lisboa, [s.n. - comp. e impresso na Tip. Emílio Braga, Lisboa], 1958. In-4.º (24 cm) de 32, [2] p. ; [8] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre os principais portos de Portugal continental. Livro ilustrado em folhas separadas do texto com 8 mapas dos portos que integram o trabalho: Caminha; Viana do Castelo (antiga baía); Viana do Castelo; Douro e Leixões; Peniche; Estuário do Rio Tejo; Setúbal; Faro.
Tiragem: 500 exemplares.
"Nos nossos portos de mar, que ficam situados nas embocaduras ou fozes de rios, foi quase sempre preocupação dominante dos técnicos que têm de resolver os problemas adstritos a esses portos, dirigir as correntes de vazantes contra os cabedelos que se formam nas margens Sul das entradas das barras, no intuito e com a finalidade de evitar a formação dos mesmos cabedelos e conservar, assim, as barras desimpedidas. [...]
Na realidade, para o estudo dos portos de mar situados na zona costeira ocidental, que, com excepção do do rio Douro são gravemente prejudicados pelos assoreamentos de origem marginal ou marítima, haverá que atender, em primeiro lugar, às proveniências e causas que provocam esses assoreamentos, o que não tem sido seguido, através dos séculos, com exemplar acerto em grande parte dos casos.
Vamos seguidamente passar uma rápida revista por alguns dos portos de mar portugueses, apontando apenas a resolução técnica de diversos problemas que julgamos ser de primordial importância para os mesmos portos."
(Excerto de Diversos elementos referentes aos nossos portos de mar)
MatériasIntrodução : algumas observações sobre problemas de hidráulica marítima existentes em Portugal. a - A formação geral das areias; b - O seu transporte e acumulação ao longo da costa.
Diversos elementos referentes aos nossos portos de mar. A - Porto de Caminha; B - Porto de Viana do Castelo; C - Porto de Leixões; D - Barra do Rio Douro; E - Porto de Aveiro; F - Porto de Peniche; G - Baía de Cascais; H - Estuário do Rio Tejo;  I - Porto de Setúbal; J - Ria de Faro.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Muito invulgar.
25€

10 agosto, 2020

DAUPIÁS (Alcochete), Nuno - A EXPORTAÇÃO DE SAL PELO PORTO DE LISBOA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XVIII. (Subsídios para a história do comércio do sal e do movimento do porto de Lisboa). Lisboa, [s.n. - Imprensa Formosa, Porto], 1957. In-4.º (23,5 cm) de [4], 175 p. [179-353 pp.] ; [7] p. il. ; [3] mapas estat. ; B. Separata do Boletim Clínico - Vol. 21 - N.º 1 - 1957
1.ª edição independente.
Importante contributo para a história do comércio e exportação de sal, bem como a sua ligação ao Porto de Lisboa, porta de saída do produto para os mercados exteriores.
Livro ilustrado em separado com 7 estampas distribuídas por 4 folhas papel couché. Inclui ainda 3 mapas estatísticos, dois deles desdobráveis.
Foram tirados 50 exemplares, numerados de 1 a 50 e rubricados pelo autor. O presente leva o n.º 44.
"Sobre o movimento e comércio de exportação do sal através do porto de Lisboa, pouca coisa há de escrito. Diga-se também que, à parte meia dúzia de autores modernos, a questão salineira não preocupou demasiadamente os nossos historiadores. [...]
Apresentar toda uma documentação relativa à exportação do sal, através do porto de Lisboa, nos primeiros anos do século XVIII, é o fim da presente publicação. Com a introdução pretendo, não fazer a história do sal, mas sim salientar determinados factores da economia portuguesa dos séculos que passaram, de modo a que o valor documental destes monótonos três livros de assentos de entradas de navios e saídas de cloreto de sódio para terras estrangeiras, províncias portuguesas e Brasil, fique bem claro e presente ao leitor menos familiarizado com problemas desta natureza."
(Excerto do Prólogo)
"São dos séculos abrangidos pelos chamados ciclos do Comércio da Costa da Mina, do açúcar e do oouro do Brasil os testemunhos mais numerosos acerca do valor económico do nosso sal.
Os estrangeiros precisavam dele para as suas indústrias de peixe e de carne. Para isso, as grandes casas comerciais neerlandesas, hanseáticas e, possivelmente, inglesas, mantinham os seus agentes em Portugal, os quais se ocupavam em fornecer e carregar os navios que iam chegando ao Tejo e ao Sado."
(Excerto do Cap. I, Considerações gerais sobre a importância do sal na economia portuguesa)
Matérias:
Prólogo. | I - Considerações gerais sobre a importância do sal na economia portuguesa. | II - Três livros do Arquivo Histórico do Hospital São José. | Livros de assentos de entradas de navios e saídas de sal [pormenor]. | Alfabeto dos fiadores. | Alfabeto dos capitães e mestres. | Alfabeto dos navios que ao Porto de Lisboa vieram carregar sal. | Resumé. | Summary.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

30 março, 2016

ALVES, José do Nascimento - NOTAS E MEMÓRIAS DE UM ESTIVADOR. Centenário dos Estivadores. [S.l.], Sindicato dos Estivadores do Porto de Lisboa e Centro de Portugal, 1996. In-8.º (22 cm) de [2], 169, [1] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Capa de Gentil Oliveira.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Memórias de um estivador do Porto de Lisboa. Importante subsídio e pioneiro trabalho sobre a estiva, salvo melhor opinião, o único que sobre o tema se publicou entre nós. Muito ilustrado a p.b. nas páginas do texto com reproduções de gravuras, fotografias, fac-símiles, tabelas e desenhos esquemáticos. Inclui ainda em página inteira, fotografia com respectiva ficha técnica de alguns navios emblemáticos da nossa frota mercante, de transporte de carga e de passageiros: S. Thomé; Saudades; Sofala; Bata Novo (iate); Outão; Amisil (lugre); Anfitrite Primeiro (lugre); Mello; Lima; Pero de Alenquer; Vera Cruz; Santa Maria; Pátria; Império; Moçambique; Angola; Niassa; Uíge; Timor; Índia; Quanza.
"A homenagear a iniciativa promovida por uma Comissão do Sindicato dos Estivadores do Porto de Lisboa e Centro de Portugal do qual sou reformado e com cerca de quarenta anos de serviço a seu pedido, entendi extrair de alguns alfarrábios elementos de boa valia que bem identifica esta cidade de Lisboa, o seu Porto e os Estivadores.
A cidade de Lisboa não era tão linda, não era tão bela e não era tão rica se não tivesse a acompanhar o rio Tejo que lhe serve como porto comercial assim como faz dele um dos portos mais bonitos do Mundo que, por sua vez e para seu desenvolvimento uma das principais alavancas eram os homens da Estiva.
É destas três imponências que devo destacar para melhor recordar e homenagear o seu centenário.
Começo por dizer que em cada passo que se dá na zona ribeirinha lisboeta logo o estudioso atacado pela paixão encontra um motivo de investigação ou uma sombra da vida passada da cidade e do seu Porto.
O Cais da Areia, o Cais dos Soldados, o Cais do Tojo, a Rua dos Remolares, o Terreiro do Trigo, a Travessa da Galé, a Travessa da Praia, a Travessa das Galeotas, a Travessa dos Escaleres, a Travessa do Cais da Alfândega Velha são outras tantas recordações do passado a épocas e usos distantes.
O Cais do Sodré sempre pleno de evocações continua a ser o forum da gente do mar e hoje como dantes lá continuam a reunir-se nos cafés e nos bares, os homens da Estiva, agentes de navegação e os embarcadiços. A moderna Avenida da Ribeira das Naus com o seu nome e sítio, nos evoca a floresta dos mastros dos navios outrora ali construídos para engrandecimento e expansão do nosso país."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
Preâmbulo. - O Centenário dos Estivadores : 1896 a 1996. - Evolução no tempo. - Associação de Classe dos Estivadores do Porto de Lisboa : Organização, Disciplina e Trabalho. - Origens. - Escala de Trabalho. - Direitos dos Sócios. - Deveres dos Sócios. - Penalidades dos Sócios. - Disposições Gerais. - Salários e Horários de Trabalho. - Termos de Greve. - O Chafariz de Dentro. - Resumos retrospectivos (de 1907 a 1981): I - Navios entrados. II - Mercadorias : Carga Marítima. III - Passageiros : Navegação Marítima. - [Navios e respectivas fichas técnicas]. - Da Associação de Classe a Sindicato dos Estivadores. - O Ciclone. - Nevoeiros. - O Cais do Sodré. - [Projecto da Casa dos Trabalhadores do Porto de Lisboa : Casa do Conto, Edifício da União, dos Sindicatos e da Caixa Sindical de Previdência]. - Regulamento Interno. - Regulamentação do Serviço de Colocação "O Conto". - Organização Sindical. - Novas Instalações Locais. - A Coomapor. - A Caveira da Coomapor. - Figueira da Foz. - A Vida dos Estivadores. - 25 de Abril. - Passeios Fluviais (piqueniques). - Convívios em Cascais : Parque Marechal Carmona. - Noites de Fado na Casa do Conto. - Riqueza Maior (poesia). - Recrutamento e Trabalhos ao Largo. - Serviço de Colocação de Trabalhadores Portuários. - O Documento: Políticas Legislativa e Sindical: Onde está a "Luta" Sindical Portuária? - Realidades Ocultas. - As Contas da Caixa Auxiliar dos Estivadores. - Reformas e Licenciamentos : Portarias N.º 614 - B/84 de 20 de Agosto. - "Oh Abreu, dá cá o meu.". - Políticas Legislativa e Sindical: Onde está a "Luta Sindical Portuária?". - Continuação de  Novas Estruturas e Obras no Porto de Lisboa. - "Nunca me Convenci" : "Nem me Convenço". - Ingresso no Sector. - A Maior Pedrada de Sempre. - O Estivador mais velho. - O Estivador mais novo. - Os Presidentes.
José do Nascimento Alves. Nasceu em Alfama na antiga Calçada de S. João da Praça, actual Rua Norberto de Araújo, em Lisboa, a 17 de Fevereiro de 1927. Frequentou o 2.º ano na Escola Industrial Afonso Domingos.
Com a morte do seu pai em 1939 teve de abandonar a escola indo trabalhar nas oficinas e a bordo dos navios como aprendiz de "Caldeireiro". Em 1941 tira com boas provas prestadas os certificados de natação e remo. Em 1943 é inscrito Marítimo na Capitania do Porto de Lisboa sendo tripulante de Batelões e Rebocadores da Companhia Nacional de Navegação.
Em 1950 tirocinou na A.G.P.L. o curso de Maquinista de Guindaste apesar de inicialmente não ter profundos conhecimentos de Mecânica e Electricidade, a informação dos Monitores foi ter revelado grande vontade e capacidade de aprender, dignas de apreço.
Em 1952 é admitido como Estivador "Suplente".
Sempre teve gosto de escrever, em Maio de 1981 escreveu um Opúsculo "Alfama onde nasce" que distribuiu quando foi convidado pela C. B. - Banda do Cidadão, Estação-Jagudi, como "guia" de uma visita ao Bairro de Alfama.
Encadernação cartonada revestida por sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível

26 março, 2016

FERREIRA, Agro - TURISMO E O TEJO. A Avenida da Margem Sul. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa], 1933. In-8.º (20,5cm) de 53, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela extensa dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Miguel Homem de Sampaio e Melo.
Conferência proferida por Agro Ferreira, a convite da Comissão de Iniciativa da Costa da Caparica - «Praia do Sol», na Sociedade Propaganda de Portugal na noite de 15 de Maio de 1933.
"Em 1933, aproveitando a "política de realizações" do Estado Novo e o investimento então feito na construção rodoviária, Agro Ferreira propôs a construção de uma estrada marginal ao Tejo, que ligasse Cacilhas à Costa da Caparica, à semelhança da Marginal entre Lisboa e Cascais que seria inaugurada no contexto dos centenários.
Agro Ferreira defendia que Lisboa deveria ter acompanhado o Tejo no seu desenvolvimento urbanístico, ao invés de se ter desenvolvido para o interior, pois a sua vocação natural e histórica era desenvolver-se em duas margens.
Para isso, era necessário tornar a margem sul um núcleo importante de actividades industriais, comerciais e turísticas, criando uma avenida marginal que impulsionasse este desenvolvimento.
Esta proposta suscitou o interesse do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, presidido por Duarte Pacheco, que na mesma altura lançava um concurso público para a concessão da ponte sobre o Tejo, que viria depois a ser cancelado, mas que serviria de mote para os anos 50-60."
(GRANADEIRO, Rui (2015), "Indevidamente chamada de Caparica", in almada-virtual-museum.blogspot.pt)
Matérias:
- «Prólogo desnecessário» do Ex.mo Sr. Eng.º Fernando de Sousa.
- Turismo e o Tejo:
- Introito. - Lisbôa e o Tejo. - O Pôrto de Lisbôa. - A Avenida da Margem Sul. - Os Distritos de Lisbôa e Setúbal. - Transportes do Tejo. - Ilações. - Organização Oficial de Turismo. - Moção Aclamada.
- Almada - Bairro de Lisbôa.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

07 março, 2016

NASCIMENTO, Alfredo Ferreira do – A TORRE DO BUGIO. Lisboa, [s.n. – imp. Ramos, Afonso & Moita, Lda.], 1958. In-4.º (24,5cm) de 22, [2] p. ; il. ; B. Separata de «Olisipo» - Ano XXI – N.º 81, Janeiro de 1958
1.ª edição independente.
Curiosa monografia sobre a Torre do Bugio. Ilustrada no texto e em página inteira com desenhos e esboços, e uma fotografia da Torre.
Anda nos olhos de todos nós, porque ela se integra sem esforço no complexo paisagístico de Lisboa, a silhueta bem característica, e de certo modo airosa, da velha Torre do Bugio. Emparceirada com S. Julião da Barra coube-lhe, durante pouco mais de um século, a missão de montar a guarda vigilante do passo da barra. Depois, e cumulativamente com aquele encargo, recebeu, o de servir de guia a mareantes, o único que ainda hoje se mantém. Prisão de Estado em épocas agitadas da nossa história, alvitra-se agora que nela se erga um monumento aos homens dos descobrimentos, enquanto que, por outro lado, há quem sugira a sua adaptação a fins turísticos, um e outro aproveitamento sem menosprezo da sua função primacial de farolagem.
Primitivamente conhecida por Torre da Cabeça Seca, outras designações lhe são atribuídas em numerosos documentos a ela referentes. Assim, chamaram-lhe também Torre de S. Lourenço, de S. Lourenço da Barra e, ainda, de S. Lourenço da Cabeça Seca. Mas a partir de uma determinada altura passou a ser concorrentemente designada por Torre do Bugio. [...]
Mas, do Bugio porquê?...”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

27 novembro, 2015

CIDADES, PORTOS E FRENTE DE ÁGUA - MEDITERRÂNEO. Revista de Estudos Pluridisciplinares sobre as Sociedades Mediterrânicas. N.os 10/11. Semestral. 1997. [Director: Moisés Espírito Santo]. Lisboa, Instituto Mediterrânico : Universidade Nova de Lisboa,[1998]. In-4º (24cm) de 242, [14] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com fotografias, desenhos, quadros, mapas e plantas a p.b.  nas folhas de texto e em página inteira.
Capa: Carlos Miguel. Porto de Lisboa. Fotografia cedida pela Administração do Porto de Lisboa.
Duplo número da revista Mediterrâneo, especialmente dedicado a Lisboa e à requalificação da frente ribeirinha da capital. Contém no final do livro três artigos de divulgação, não assinados: Lisbon – A modern port for a competitive region (texto em inglês); Porto de Setúbal – um porto com futuro; Sines. Encontram-se todos ilustrados com fotografias a p. b.
                                    ....................................
“As cidades portuárias constituem, provavelmente, o exemplo mais característico de cidades localizadas à “borda d’água”. É aqui que a água atinge toda a sua expressão, ao justificar a localização e existência do porto. […]
A história destas cidades está repleta de exemplos de maior afastamento ou aproximação em relação às sua frentes de água, embora os portos não sejam os únicos responsáveis por estas situações. Elas foram, também, influenciadas pela própria evolução do papel atribuído à água nas cidades e, não raras vezes, foram as próprias cidades que viraram as costas ao rio ou ao mar. […]
É esta importância da água como elemento de estruturação e de valorização urbana e dos espaços portuários como espaços privilegiados de mediação entre as cidades e a água que justifica a importância dada à reconversão dos antigos espaços portuários desafectados. […]
Foi a riqueza e a diversidade destas intervenções e a sua actualidade em Portugal, onde o exemplo digno de mais realce é a requalificação da frente ribeirinha de Lisboa e o interesse que esta temática tem suscitado entre investigadores técnicos e o próprio cidadão comum, que nos levou a dedicar este número da revista Mediterrâneo ao tema «Cidades, Portos e Frentes de Água».”
(excerto da Apresentação)
Índice.
Apresentação – João Figueira de Sousa.
Cidades, Portos e Frente de Água
- Contexto, cenário e impacto das operações de reconversão urbana em “frentes de água” – Luís Viegas, Miguel Branco, Nuno Grande.
- La reconquête des waterfronts: logiques et enjeux de la régnération urbaine – Claude Chaline e Teresa Vilan.
- Los Waterfronts de nuevo una prioridade urbanística – Joan Busquets.
- Breve síntese da Política Urbanística Municipal da zona ribeirinha de Lisboa, 1900-1995 – Teresa Craveiro.
- Uma estratégia para a gestão das Frentes Ribeirinhas do Porto de Lisboa – Natércia Rêgo Cabral.
- As “novas descobertas” marítimas da Metrópole de Lisboa – Alexandra Castro.
- A reconversão da Frente Urbano-Portuária de Setúbal – Processos, objectivos e soluções – João Figueira de Sousa e Ernesto Carneiro.
- La relazioni tra città e porto in Italia, nel quadro delle transformazioni delle aree di waterfront. I casi de Genova e Venezia – Rinio Bruttomesso.
- Waterfront revitalization in pos-industrial port cities of North America: a cultural approach – R. Timothy Sieber.
 - The New Waterfront: principles, perceptions and practice in the UK and Canada – Brian Hoyle.
- O projecto de Rive Seine Gauche: uma oportunidade perdida de uma zona ribeirinha em profunda reconversão urbana – Pedro Janarra.
- Kopes – Um porto e uma cidade no Mar Adriático – João Figueira de Sousa.
Notas/Opiniões
- História de uma campanha feliz (A luta contra o POZOR) – Miguel Sousa Tavares.
- Lisboa antes e depois do POZOR. A minha experiência ribeirinha – Miguel Correia.
- A reabilitação da Frente Ribeirinha de Lisboa – Alcino Soutinho.
- Cidades de água. A u-topia de Lisboa? – Vítor Matias Ferreira.
Exemplar com capas flexíveis em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

12 abril, 2013

COSTA, A. Ramos da – RESUMO DO NOVO ROTEIRO DA BARRA E PORTO DE LISBOA. Contendo: A descripção de todos os pontos principaes desde o cabo da Roca ao do Espichel - Indicações para entrar no rio Tejo pela Barra Grande e Corredor - Navegação e ancouradoros no rio - Obras do porto - Hora oficial - Bases para a medição da velocidade dos navios - Indicação para a regulação de agulhas e chronometros - Elementos magnéticos - Dados climatéricos – Ventos - Correntes, etc. : por… Official de marinha e engenheiro hydrographo. Lisboa, Composto e Impresso na Imprensa de Manuel Lucas Torres, 1920. In-8.º (21cm) de [2], 36, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Augusto Ramos da Costa (1865-1939). “Vice-almirante engenheiro hidrógrafo. Executou diversos trabalhos relacionados com os serviços de faróis e balizagem, tendo publicado diversas obras sobre temas de hidrografia, oceanografia, astronomia, magnetismo, balizagem e meteorologia."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

21 novembro, 2012

REIS, A. Estácio dos Reis – O DIQUE DA RIBEIRA DAS NAUS. Lisboa, Academia de Marinha, 1988. In-8º grd. (23cm) de 277, [3] p. ; [44] f. il. ; il. ; B.
Muito ilustrado em separado, a p.b. e a cores.
Inclui reprodução em fac-símile do Livro de Registo de Entradas e Saídas de Navios do Dique, desde 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939 (p. 96-218).
Matérias:
1. Introdução.
2. As docas secas na Europa até 1800.
3. Os antecedentes do Dique em Portugal.
4. O Dique da Ribeira das Naus.
5. Os acontecimentos mais importantes na história do Dique da Ribeira das Naus.
6. Outras docas secas e planos inclinados.
7. Docas flutuantes.
8. O Livro de Registo.
9. Reprodução em fac-símile do Livro de Registo de Entradas e Saídas de Navios do Dique desde 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939.
10. Lista alfabética, não só dos navios que utilizaram o Dique, entre 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939, como também entre 10 de Novembro de 1852 e 4 de Maio de 1861 (com excepção dos navios de Marinha de Guerra e do Estado) e ainda durante os anos de 1863, 1865, 1877 e 1878.
11. Fontes consultadas.
12. Agradecimentos.
13. Notas.
António Estácio dos Reis, “é oficial de Marinha e interessa-se pela História da Ciência, dedicando-se, em especial, à pesquisa e estudo de instrumentos científicos e náuticos. É membro da Comissão Portuguesa de História Militar, da Scientific Instrument Society e da Coronelli Society, cujo âmbito é o estudo de globos antigos. Participou na organização de numerosas exposições realizadas no Museu de Marinha, da qual é membro. Fez parte da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses e foi comissário da exposição Portugal-Brazil, The Age of Atlantic Discoveries, que teve lugar na Public Library de New York, em 1990 e foi repetida, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. É membro da Comissão que está a proceder à reedição das obras de Pedro Nunes. É autor de numerosos artigos em revistas portuguesas e estrangeiras e das seguintes obras: O Dique da Ribeira das Naus (1988), Uma oficina de Instrumentos de Matemática e Náuticos, 1800-1865 (1991), Medir Estrelas (1997), Os Navios d’O Occidente (2001), Astrolábios Náuticos em Portugal (2002), Gaspar José Marques e a Introdução da Máquina a Vapor em Portugal e no Brasil (2006) e Observatório Real da Marinha (2009).” (in chcul.fc.ul.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
25€

14 junho, 2012

NABAIS, António José Castanheira Maia & RAMOS, Paulo Oliveira - 100 ANOS DO PORTO DE LISBOA. Investigação histórica de... Lisboa, Administração do Porto de Lisboa, 1987. In-4.º (23x21 cm) de 179, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Contém desdobrável policromado (29,5x42cm) acondicionado em bolsa localizada no verso da contracapa, com reproduções das pinturas murais das Estações Marítimas da Rocha e de Alcântara.

Edição muito ilustrada a p.b. e a cores, com fotografias, mapas, desenhos, etc., publicada no ano em que se celebra o Centenário do Início das Grandes Obras do Porto de Lisboa e em que começa o Ciclo das Comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos Portugueses.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

24 abril, 2012

FOTOGRAFIA a p.b. do Vapor de Pilotos “Comandante Milheiro”.
[s.d.] 

Dim: 24x30cm

O vapor "Comandante Milheiro" foi fabricado na Escócia, nos estaleiros da Bow, McLachlan & C., e entregue em 1928 para serviço da Corporação de Pilotos do Rio e da Barra de Lisboa. 

Carcterísticas técnicas:
Nº Oficial: 382-F > Iic.: C.S.F.T. > Registo: Lisboa
Construtor: Bow, McLachlan & Co., Paisley, Escócia, 1928
Tonelagens: Tab 399,90 to > Tal 138,02 to
Cpmts.: Pp 37,24 m > Boca 7,72 m > Pontal 4,00 m
Máq.: Bow. McLachlan & Co. > 1:Te > 960 Ihp


Exemplar apresenta defeitos.
Muito invulgar
30€ 

05 março, 2012

CORREIA, Luís Miguel - CAIS E NAVIOS DE LISBOA : LISBON DOCKS AND SHIPS. Lisboa, Edições Iniciativas Nauticas, 1996. In-fólio (30,5cm) de 93, [3] p. ; todo il. ; E.
Bonita edição, totalmente impressa em papel couché, e profusamente ilustrada com fotografias a cores de cenas marinhas, tendo como pano de fundo Lisboa e o seu porto.
"CAIS E NAVIOS DE LISBOA é uma incursão pelos cais e navios do Tejo, através da objectiva de Luís Miguel Correia, ao longo de 21 anos de fotografia, num período de mudanças significativas no meio marítimo e portuário. 
Lisboa é desde sempre nome de Cidade e de Porto. Causa e efeito desta dualidade emoldurada pelo Tejo, os Navios são parte de Lisboa, da sua história e poesia. As fotografias apresentadas neste livro  foram escolhidas entre sessenta mil diapositivos inéditos, obtidos desde 1975. Procuram retratar o ambiente marítimo que caracterizou a Lisboa Ribeirinha durante as últimas décadas, e que se está a perder agora, fruto da racionalização do transporte marítimo." (apresentação)
Encadernação cartonada do editor com sobrecapa policromada.
Bom exemplar.
20€

06 julho, 2011

LE PORT DE LISBONNE : PUBLIÉ PAR L’ADMINISTRATION DU PORT DE LISBONNE. Lisbonne, [imp. «A Editora Limitada»], [S.d. – 1914?]. In-8º de 102, [1], [7] p. desdobráveis ; il. Gráf., tab., mapas ; mto il. fotos ; B.
Exemplar valorizado por dedicatória datada (1914) e assinada pelo autor.
Curiosa publicação sobre o Porto de Lisboa traduzida para o francês, não se limita a "visitar" o porto e os seus aspectos económico-sociais, antes alarga o estudo à cidade e a alguns dos seus locais emblemáticos - as praças e monumentos mais importantes -, sempre ilustrado com belíssimas fotos da época.  
Edição cuidada, profusamente ilustrada com fotos e gravuras a p.b., bem como mapas desdobráveis (de grd. dimensões) a cores.
Bom estado geral de conservação.
Raro.
35€