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14 novembro, 2022

LARBALETRIER, A. - A CHIMICA RECREATIVA. Por... (Traducção). Collecção Bertrand. Lisboa, Antiga Casa Bertrand - José Bastos, 1896. In-8.º (14,5 cm) de 123, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Compêndio oitocentista de química "divertida e recreativa", propõe aos mais jovens, curiosos e químicos amadores, dezenas de experiências. Raro e muito interessante.
"Todas as experiencias descriptas n'este pequeno volume são faceis de realisar por toda a gente, ainda pelo menos iniciados na sciencia; e podem ser effectuadas com os objectos usuaes que nos rodeiam, porque não precisam de grande saber nem de laboratorio. Entretanto, se a maior parte d'ellas só exige como materia prima as substancias ordinarias que estão em todas as casas, algumas necessitam de emprego de productos chimicos, aliás baratos, que se encontraram em todas as drogarias ou pharmacias.
Como a nossa obra é sobretudo popular e vulgarisadora, visámos á economia mais rigorosa: pelo que todas as experiencias mencionadas se podem fazer com a despeza maxima d'uns 3$000 réis, quantia pequena comparada com o prazer que as experiencias proporcionam. [...]
Quasi todas estas experiencias são innofensivas; só um pequeno numero exige o emprego de productos que devem ser manejados com precaução, embora não sejam perigosos."
(Excerto do preâmbulo - Ao leitor)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

18 agosto, 2020

OS CÃES. Amigos e defensores dos homens - A VIDA DOS ANIMAES. Lisboa, Alfredo David : Encadernador, [1911?]. In-8.º (17,5 cm) de 196, [4] p. ; il. ; E. Bibliotheca da Infancia, VIII
1.ª edição.
Monografia sobre o cão dirigida ao público infanto-juvenil.
Inclui interessantes histórias de cães passadas sobretudo em Lisboa.
Ilustrada com 21 magníficas estampas, sendo a maioria impressas sobre em página inteira sobre papel couché, reproduzindo desenhos e e fotogravuras dos animais.
"Defensores e guardadores dos ricos, amigos dos pobres e das creanças, e unicos seres que se dedicam até á morte - os cães são, mas ainda que os gatos, os animaes domesticos por excellencia, e teem desempenhado sempre na vida do homem e na historia social da Humanidade um papel importantissimo."
(Excerto do Cap. O cão e o homem)
"O Pardal que pertence áquella raça de cães allemães que tão bons resultados teem dado na organização das brigadas extrangeiras dos cães da policia, foi levado para a esquadra [dos Caminhos de ferro] e alli se acclimou de tal maneira que ficou fazendo parte d'aquella secção da policia de Lisboa, onde era sinceramente estimado.
Poucos dias depois de alli ter dado entrada, praticou o Pardal a sua primeira façanha.
Estava de serviço o cabo guerra, e em frente da porta da esquadra girava no passeio a sentinella. Eram cerca de 11 horas da noite.
Entrou um preso, um vadio, que, aproveitando um momento de distracção do guarda, saiu correndo, do gabinete do cabo e transpondo de um pulo a porta da rua, foi direito a um electrico que passava, saltando para a plataforma com o carro em andamento.
O Pardal vendo-o fugir, segui-o furioso, e saltando tambem para o carro, tal barafunda e gritaria alli fez que o electrico teve de parar na Fundição, onde o preso foi recapturado pelo mesmo policia, que seguira no encalço do cão.
Ensinado a intervir nas desordens e a separar os desordeiros, o Pardal não pode vêr duas pessoas agarradas uma á outra.
Aconteceu uma noite ir com o chefe rondar uns guardas que estavam de serviço no Lusitano Club; o cão tanto se incommodou ao vêr os pares dansantes, que irrompendo pelas sala de baile, poz todos em debandada, sem que os mordesse, tornando-se necessaria a rapida e energica intervenção do chefe, para que o baile, tão extraordinariamente interrompido, pudesse continuar.
Por causa d'esta mania o Pardal tem de ficar preso nas vesperas de Santo Antonio e de São João."
(Excerto do Cap. VII, O cão da policia)
Indice:
I - O cão e o homem. II - O defensor do homem. III - O cão salvador do homem. IV - O amigo das creanças. V - O cão de trabalho. VI - O cão de caça.VII - O cão da policia- VIII - Os cães na guerra. IX - Os cães actores. X - O cão de Lisboa. XI - O culto do cão.

Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a negro e ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

08 fevereiro, 2020

ALVES, Augusto Durão - RAPARIGA EMANCIPADA. Torres Novas, [Edição do Autor]. Compôsto e impresso na Tipografia de O Almonda, 1944. In-8.º (19,5 cm) de 190, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Capa de Fausto Gonçalves.
Publicação de índole moralista do clérigo torrejano Durão Alves, que procura sensibilizar o público jovem feminino para os "perigos" da vida.
"Não vou falar-te nestas páginas dos problemas que outrora tanto trabalho te deram a resolver, e tantos aborrecimentos te causaram. Êsses já lá vão; o Colégio terminou para ti. Com o teu curso acabado, ou com um curso incompleto, feito de meia dúzia de disciplinas escabeçadas ou passadas pela tangente, ou mesmo sem curso algum, eis-te em casa de teus pais, liberta finalmente de trabalhos escolares, entregue a ti mesma numa tal ou qual independência, que era, de há muito, a tua aspiração.
É precisamente agora que surgem diante de ti novos problemas, que, não sendo problemas de aritmética ou de álgebra, são todavia problemas graves, e exigem uma solução satisfatória. [...]
Diante de ti, levantam-se nêste momento duas categorias de problemas: uns que tu mesma pões, e te preocupam sobremaneira; outros em que não pensas nunca, ou pensas pouco.
Os primeiros andam-te sempre no pensamento. Trazes a cabeça cheia deles, de tal sorte que são êles que dominam a tua actividade, e ocupam a tua vida inteira.
É pena ter que dizer-te que, por via de regra, os problemas que te absorvem - os teus problemas - são precisamente os que menos importância têm, os que menos interessam à tua vida.
Em que pensas afinal?
Pensas em conquistar admiradores; brilhar pela formosura e elegância; chamar a atenção de tôda a gente; dominar no teu meio, sobrepondo-te a conhecidas e amigas, não tanto por virtudes morais como por dotes físicos; gosar a tua mocidade e coroar-te de rosas enquanto elas não murcham; respirar a plenos pulmões as auras perfumadas da tua juventude, sem as impertinentes restrições da moral ou do simples bom senso; voar sem rumo nas asas do sonho e da quimera, como ave que se escapa da gaiola.
Eis a grande preocupação, a única preocupação talvez do teu espírito moço, do teu coração volúvel e inexperiente.
Descendo a um campo mais prático, aspiras talvez a uma profissão, que te atira para fora do lar, a um emprêgo público que te envolve no torvelinho da vida mundana, a qualquer ocupação rendosa que te dê a suspirada independência."
(Excerto do Cap. I, Os teus problemas)
Índice:
Duas palavras a propósito dêste livro. | Explicação prévia. | I - Os teus problemas. II - Já estou emancipada! III - Zona de tempestades. IV - Embuscadas. V - Curiosidade. VI - Cegueira. VII - Para quem? VIII - O teu noivo. IX - Miragens. X - Lar, ou bar? XI - Ridendo... XII - Pintada... para quê? XIII - Que pensarão êles? XIV - Roseira, ou... roble? XV - Sal que não salga. XVI - Camarada... XVII - Se tu soubesses. XVIII - Reacções e sintomas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. F. rosto ostenta assinatura de posse.
Invulgar.
15€

22 janeiro, 2020

A LUA. Texto de O. Binder. Ilustrações de G. Solonevich. Tradução de Carlos Santos. Lisboa, Editorial Verbo, 1963. In-8.º (20,5 cm) de 53, [1] p. ; mto il. ; E. Col. Ver e saber : Maravilhas do Mundo e da Ciência, 4
1.ª edição.
Curiosa monografia de educação científica sobre a Lua, publicada originalmente em 1962 (versão portuguesa, 1963), sete anos antes do homem pisar solo lunar.
Ilustrada com fotografias a p.b. e bonitos desenhos a cores ao longo do texto.
"Com um diâmetro de 3473 km, a Lua tem cerca de 1/4 do tamanho da Terra. Para um satélite é bastante. De todos os satélites dos nove planetas do nosso sistema solar a Lua é o sexto em tamanho. Apesar das suas dimensões, o peso (massa) da Lua é apenas 1/80 do da Terra. A Lua compõe-se de elementos mais leves e provavelmente não terá um denso núcleo de ferro, como a Terra. Em virtude dessa massa mais leve, tem a Lua à superfície, uma baixa atracção de gravitação, 1/6 da da Terra. Um homem de 90 quilos pesaria na Lua apenas 30."
(Excerto de A Lua, mundo nosso vizinho)
"Em 11 de Outubro de 1958, a aviação americana enviou o Pioneiro I, míssil de 80 kg, a uma altura de 115 000 km, quase um terço da distância à Lua. [...]
Outros mísseis serão enviados em direcção à Lua. Todas essas experiências lunares serão baseadas nas leis imutáveis do movimento no espaço. Um míssil tem de atingir, pelo menos, uma velocidade horária de 40 000 km, a fim de se libertar da poderosa atracção gravitacional da Terra.
Depois construir-se à um míssil que não só aterre na Lua como a deixe por si próprio, para voltar à Terra. Para tanto será necessária uma reserva de combustível que lhe permita vencer a velocidade de escape da Lua (8400 km/h).
Então, depois de esse mísseis terem preparado o caminho, uma nave espacial pilotada por homens alcançará a Lua. Ninguém sabe exactamente quando chegará esse dia. As previsões variam entre 1965 e o fim do século."
(Excerto de Direcção: Lua)
Matérias:
- A Lua, mundo nosso vizinho. - A origem da Lua. - O mapa das paisagens lunares. - As crateras e os raios. - As fases da Lua. - Eclipses. - As marés. - Como nos servimos da Lua. - Direcção: Lua.
Encadernação cartonada do editor.
Exemplar em bom estado de conservação. Capas com pequenos defeitos.
Invulgar.
Indisponível

14 maio, 2014

LACERDA, D. José Maria d'Almeida e Araujo Corrêa de - NOVISSIMO DICCIONARIO DOS SYNONYMOS DA LINGUA PORTUGUEZA com reflexões criticas por... Do Concelho de Sua Magestade, Deão da Sé Patriarchal de Lisboa, Delegado da Direcção Geral dos Estudos, Reytor do Lyceu Nacional de Lisboa, Deputado ás Côrtes da Nação Portugueza, Socio effectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. etc. etc. Segunda edição correcta e augmentada. Lisboa, No escriptorio de Francisco Arthur da Silva, 1860. In-8 º (20,5 cm) de [8], 240, [8] p. ; B.
"Vamos publicar um novo Ensaio de Synonymos da Lingua portugueza, em fórma de Diccionario, porque temos para nós que fazemos nisto um bom serviço aos estudiosos. De proposito lhe chamamos Ensaio, porque Diccionario de Synonymos é obra impossivel em qualquer lingua, e mórmente na portugueza, na qual, por um sem conto de circumstancias especiaes, superabundam os Synonymos, que, a serem investigados com nimia curiosidade, não poderiam ser reduzidos a conto nem classificação. [...]
Pela nossa parte caminhamos desassombrados na estrada que nos propozemos seguir. Não preparámos este Ensaio para os sabios, e nem para os eruditos; o nosso alvo é a instrucção do maior numero dos que não presumem ser senão meramente estudiosos. Por esta razão pozémos de parte todo o apparato scientifico, toda a erudição ostentosa: é vão o que não é de provada utilidade."
(Excerto do prefácio)
José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de Lacerda (Vila Real, 1802 - Lisboa, 1877). “Em 1817 entrou na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Estudou línguas Orientais, Filosofia e Teologia na Universidade de Coimbra. Seguidamente ensinou em S. Vicente de Fora, em Lisboa. O governo miguelista prendeu-o. Evadiu-se da prisão e fugiu para o estrangeiro, onde prestou bons serviços à causa liberal. Chegou a merecer a estima pessoal de D. Pedro IV, de D. Maria Il, D. Pedro V e de D. Luís. Depois foi cónego e deão da Sé de Lisboa. Escreveu as seguintes obras: A. B. da Costa Cabral (1844-1845) em 2 volumes; Portuguese African Territories. Reply to Dr. Livingstone, Accusations and Representations (1851); Novíssimo Dicionário de Sinónimos (1860); e A New Dictionary of the Portuguese and English Language (1871).”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

07 fevereiro, 2013

CORTESÃO, Jaime - CANTIGAS DO POVO PARA AS ESCOLAS : seleccionadas por... Porto, Renascença Portuguesa, 1914. In-8º (15,5cm) de 85, [3] p. ; E. Biblioteca Popular e Infantil. 1.ª série.
"Ás Crianças:
Nem só os grandes Poetas, cujo nome a Fama espalha por todo o mundo, podem criar os belos poemas. O mais pobre e esfarrapado cavador, numa hora de enternecimento ou alegria generosa, pode compôr, para cantar, versos tão belos como os dos Poetas mais gloriosos. [...] Aqui, neste pequenino livro de cantigas, vereis como o povo português, que ainda não sabe lêr, sabe todavia cantar a beleza do Céu e da Terra, a bondade das árvores, a virtude do trabalho, a ternura e a grandeza do Amor. [...] Vós, que sereis o povo trabalhadôr de amanhã, sêde sempre bons e esforçados, generosos e alegres, trabalhai e amai e melhor ganhareis o sentido destes versos e o desejo de os cantar."
Matérias:
Ás Crianças
I - O céu, a terra, as estrelas e as árvores.
II - Os que trabalham em terra e sobre as águas do mar.
III - Cantigas ao Sol, à Virgem Maria, ao Menino Jesus e a S. João.
IV - Maximas e pensamentos morais.
V - Cantigas de embalar.
VI - Amor e saudade.
Histórias infantis:
Casamento da Franga.
A Galinheira.
A Formiga e a Neve.
História da Carochinha.
Adivinhas.
Decifração das Adivinhas.
Encadernação simples em meia de percalina.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas apresentam esfoladelas marginais. Rasgão marginal na f. rosto (sem perda de papel). 
Muito invulgar.
Com interesse histórico e pedagógico.
15€

19 janeiro, 2012

GUIMARÃES, Acacio e MESQUITA, Marcellino - PRIMEIRAS LIÇÕES DA HISTORIA DE PORTUGAL : Ensino Primário : por... approvadas para o ensino primario. Lisboa, M. Gomes, Editor,  : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, MCMIII (1903). In-8º (19cm) de 50, [4] p. ; il. ; E.
1ª edição.
Curiosíssima História de Portugal focada nos reis de Portugal e nas figuras e episódios mais marcantes de cada reinado, muito ilustrada no texto (50 gravuras).
Matérias:  I - Origem de Portugal; II - A Monarchia Affonsina; III - A Dynastia d'Aviz; IV - Dominação Hespanhola; V - A Casa de Bragança.
Encadernação simples cartonada com ferros a ouro na lombada; s/ guardas de brochura.
Bom exemplar; nota manuscrita na guada anterior; escritos a lápis ao longo do texto.
Invulgar e muito apreciado.
20€

12 agosto, 2011

SIMÕES, Augusto Filippe - EDUCAÇÃO PHYSICA : Pelo Doutor… : Lente substituto da Faculdade de Medicina de Coimbra : Segunda edição muito augmentada. Lisboa, Livraria de Ferreira Lisboa & C.a, 1874. In-8º 409, [1] p. ; E.
"Aos paes, mestres, directores de collegios, áquelles todos a quem incumbe a educação physica da infancia, faltava um livro, escripto em portuguez e para Portugal, que na sua espinhosa missão lhes servisse de guia, e indicasse as practicas perniciosas que a rotina perpetúa; que lhes ensinasse os preceitos racionaes da hygiene, e patenteasse, enfim, bem claramente o poder que a sciencia tem de tornar validas e robustas as gerações que os erros e preconceitos vulgares deixam fracas e imprefeitas." (do prefácio do autor)
Encadernação meia-inglesa, com lombada em pele e ferros a ouro, algo desgastada; s/ guardas de brochura.
Exemplar razoável; miolo firme, páginas com manchas de oxidação; selo de biblioteca na parte inferior da lombada; dedicatória autografa (não do autor) no anterrosto.
Invulgar.
15€

29 abril, 2011

SILVA, António Carlos Leal de - E FEZ-SE PORTUGAL... Colaboração de Francisco G. Santana. Lisboa, Ministério da Educação Nacional : Direcção Geral da Educação Permanente, 1972. In-8º de 298, [3] ; [4] mapas ; il. ; B. Col. Educativa, Série D, Nº 11.
Bom exemplar.
10€

11 dezembro, 2010

A CRUZ VERMELHA E O MEU PAÍS - COMITÉ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA. Genebra, C.I.C.V., 1975. In-8.º (22 cm) de 79 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Bonito opúsculo ilustrado ao longo do texto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€