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25 novembro, 2019

SENTENÇA. Lisboa: Na Impressaõ de Joaõ Nunes Esteves e Filho, [1833]. In-4.º (29,5 cm) de [4] p.
1.ª edição.
Peça jurídica de cunho liberal, com interesse para a história da Guerra Civil portuguesa. Acusação e sentença proferida contra um juiz desembargador acusado de crimes no desempenho do cargo, na Madeira, para onde fora enviado com Carta Régia de plenos poderes por D. Miguel, para julgar crimes de "Lesa Magestade de primeira cabeça", na sequência das rebeliões ocorridas nas ilhas, em 1828, após o regresso do monarca a Portugal. Foi passada Carta Régia com as mesmas disposições ao Desembargador José Monteiro Torres, "para ir devassar os acontecimentos revolucionários ocorridos na ilha Terceira", assunto que não é tratado nesta Sentença.
"MANOEL FIRMINO DE ABREU FERRAÕ CASTEL-BRANCO, Escrivão do Tribunal de Segunda Instancia da Relação de Lisboa, por Sua Magestade Imperial o Duque de Bragança, Regente em Nome da Rainha a Senhora Dona Maria Segunda, que Deos Guarde, etc.
Certifico que sou Escrivão dos Autos dos Crimes de Summario, ordenado em cumprimento da Portaria de trinta de Julho ultimo, expedida pela Secretaria de Estado dos Negocios Ecclesiasticos, e de Justiça, no Juizo Criminal do Bairro de Santa Izabel, contra o Réo Francisco Antonio Maciel Monteiro, Desembargador que foi da extincta Casa da Supplicação; e que nos mesmos foi proferida no Tribunal de Segunda Instancia da Relação de Lisboa, a Sentença, cujo theor é o seguinte:
Accordão em Relação, etc. O crime contra a Sua Legitima Rainha, servindo ao uzurpador em todo o emprego, em que o occupou, principalmente na sanguinaria Alçada, creada nesta Cidade pelo Decreto de vinte e trez de Março de mil oitocentos e trinta e hum, prorogado, declarado, e ampliado pelo Decreto de vinte e trez de Março de mil oitocentos e trinta e dous; e continuando com escandalo da humanidade n'esse horroroso serviço, depois do benéfico Decreto de Sua Magestade Imperial, o Regente, de dezasete de Julho de mil oitocentos trinta e dous, porque he accusado o Réo Francisco Antonio Maciel Monteiro, natural de Pernambuco, casado, de sessenta e dous annos de idade, Desembragador que foi da extincta Casa da Supplicação, acha-se provado nos termos seguintes."
[Segue-se a acusação, as respostas do acusado e a sentença.]
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico, e para a ilha da Madeira em particular.
Indisponível

09 março, 2014

A D. PEDRO IV OS PORTUGUEZES. Memoria historica e artistica do monumento inaugurado em Lisboa a 29 de Abril de 1870 na praça já denominada de D. Pedro IV, seguida do programma e auto da inauguração, descripção dos festejos publicos e noticias do dia, dignas de menção, que a imprensa registou. Lisboa, Livraria de A. M. Pereira, 1870. In-4º (22,5cm) de 40 p. ; [1] f. il. ; B.
Publicação anónima; sabe-se que o seu autor foi o Marquês de Sousa Holstein. Ilustrada com uma bonita gravura da estátua em extratexto.
Em Lisboa, no centro da praça D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio, “ergue-se a estátua de D. Pedro IV, vigésimo-oitavo rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil independente, inaugurada em 1870, sendo a estátua de bronze de Elias Robert, o pedestal executado por Germano José Salles, e o risco arquitectónico de Jean Davioud. O monumento tem 27,5 metros de altura e é composto de envasamento, pedestal, coluna e estátua, sendo o pedestal de mármore de Montes Claros, a coluna de pedra lioz de Pêro Pinheiro e a estátua de bronze. Na base do pedestal, as quatro figuras femininas são alegorias à Justiça, Prudência, Fortaleza e Moderação, qualidades atribuídas ao Rei-Soldado, entrelaçadas por festões e os escudos das 16 principais cidades do país. A parte inferior da coluna adorna-se com quatro figuras da Fama em baixo-relevo. A coluna coríntia, canelada e a estátua representa D. Pedro IV em uniforme de general, coberto com o manto da realeza, a cabeça coroada de louros, ostentando na mão direita a Carta Constitucional que ele outorgara.”
“A concorrencia de povo foi indizivel. A cidade despovoou-se para se agglomerar na praça de D. Pedro e suas immediações.
No espaço que na praça não estava vedado, nas ruas lateraes, no primeiro lanço da calçada do Duque, no largo de S. Domingos, tudo estava apinhado de povo.
Nas janellas dos predios que circundam a praça, e nas de todas as casas, onde se chegava a descobrir o monumento ou parte d’elle, sobre os telhados, nas ruinas do Carmo, em todos os pontos enfim d’onde pelo menos se visse mover as bandeiras que cobriam a estatua, nada estava desaproveitado. Havia gente por toda a parte, e innumeravel.
Calculava-se em vinte mil o numero de pessoas de fóra de Lisboa que vieram, quer pela via ferrea, quer por outros meios de conducção, assistir á inauguração do monumento.”
(excerto do Cap. V, Noticias e episodios diversos)
Matérias:
I. Descripção do monumento. II. Programma da inauguração. III. Auto solemne da inauguração. IV. Discripção dos festejos. V. Noticias e episodios diversos.
D. Francisco de Borja Pedro Maria António de Sousa Holstein (Paris, 1838 – Lisboa, Carnide, 1878). “1.º Marquês de Sousa Holstein, foi um diplomata, político, jurista, académico, publicista e historiador de arte português.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

08 junho, 2011

TAVARES, Silva - VIDA AMOROSA DE D. PEDRO IV (Inês de Castro e a Marqueza de Santos). Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1934. In-8º (19cm) de 190, [2] p. ; [13] p. il. ; B.
Ilustrado com 13 gravuras a p.b.
João da Silva Tavares (1893-1964) foi um dramaturgo, poeta e escritor português. A sua vida literária virou-se predominantemente para a poesia, mais de quatro dezenas de obras poéticas publicadas. Mas também dedicou muito do seu tempo e imaginação ao teatro. Escreveu mais de nove dezenas de peças, entre dramas, comédias e farsas. Mas foi no teatro ligeiro (opereta e revista) onde melhor se encontra, pelo tom popular que empresta a quase tudo o que escreve. Na sua vasta obra assinalamos ainda duas novelas, algumas crónicas, estudos históricos e biografias.(lisboanoguiness.blogs.sapo.pt)
Exemplar brochado, com sobrecapa em papel vegetal, em bom estado de conservação; capas cansadas com algumas falhas.
Invulgar.
15€