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01 janeiro, 2026

CHAVES, Luís -
O AMOR PORTUGUÊS. O namoro - o casamento - a familia.
(Estudo ethnographico). Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira, 1922. In-8.º (19x12,5 cm) de 166, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo etnográfico sobre o amor e a vida familiar entre nós.
"Falla-se de amores, evoca-se o nacionalismo e com elle a familia.
A familia é a forma vincular da adaptação do homem ao tempo e ao espaço. Onde quer que o homem viva e aonde chegue, elle procura por tendencia natural constituir familia, e só a má fortuna, ou o mau conselho, que tudo espedaça e perverte, a pode afastar do seu ambiente e fundamento basilar, desmanchando-a na essencia instintiva e logica.
A grandêsa superior da familia está na estabilidade moral da sua instituição. Tanto maior será o seu valor moral, quanto melhor fôr a natureza intima do espirito orientador e da formula realizadora. O culto da familia é o culto da solidariedade no espirito e no sangue de todos os componentes della.
De todo o tempo, o homem procurou na mulher não só a companheira de alma e corpo, mas sobre tudo a agente do lar, na intimidade domestica da familia. O sentimento do sexo é idealizado na poesia, com que o homem cobre de imaginação o decorrer da vida. A dedicação espiritualiza e o instinto embelleza-se nella. [...]
O instinto da familia assentou no culto da mulher. É por ella que o homem soffre o imperio das paixões, e sente essa lucta secreta, que o humilha nos seus intentos ou o encanta na aspiração do espirito. Quantas vezes por elle se obceca e vae para o crime loucamente!"
(Excerto do Preâmbulo)
Indice:
1.ª Parte - O Namoro: I - O "Derrêtte». II - Os Santos Casamenteiros. II - Symbolismo Amoroso.
2.ª Parte - O Casamento: I - Preliminares. II - A noiva. III - A Casar. IV - Depois.
3.ª Parte - O Lar da Familia: I - A Casa. II - Em Familia. III - Os Filhos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
25€

29 dezembro, 2025

CHAVES, Luís -
BIBLIOGRAFIA ARTÍSTICA DE D. ISABEL DE PORTUGAL A RAINHA SANTA : subsídios. Por...
Lisboa, Academia das Sciências de Lisboa, 1916. In-4.º (25x16,5 cm) de 22, [2] p. ; [2] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Subsídio histórico para a bibliografia da Rainha Santa Isabel. Interessante estudo, anteriormente publicado no «Boletim Bibliográfico da Academia das Sciências de Lisboa», 1.ª série, vol. II, fascículo I.
Ilustrado em separado com duas estampas: Painel do Infante (Trípticos de S. Vicente), de Nuno Gonçalves; A Rainha Santa Isabel, de Teixeira Lopes.
Tiragem limitada a 102 exemplares.
"Da meia duzia de personagens reaes da história portuguêsa, que o povo fixou na sua essencial tradição longínqua, e as crianças na escola depressa fixam também, sobreleva a esposa de D. Denis - o lavrador. É a Rainha Santa, a Rainha Isabel da lenda perfumada e caritativa das rosas esmoleres, dos passarinhos que lhe levavam, no Paço Real de Extremoz, o fuso santo, que os seus dedos patrícios deixavam cair de alto balcão, virado ao Noroeste sobre a campina imensa."
(Excerto do Preâmbulo)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e bibliográfico.
10€

25 agosto, 2016

CHAVES, Luís - O AMOR PORTUGUÊS. O namôro : O casamento : A familia (estudo ethnografico). Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira, 1922. In-8.º (19cm) de 166, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo sobre o amor e a família. Com interesse para o cancioneiro popular português. Referências a Camilo e outros.
"Fala-se de amores, evoca-se o nacionalismo e com elle a familia.
A familia é a forma vincular da adaptação do homem ao tempo e ao espaço. Onde quer que o homem viva e aonde chegue, elle procura por tendencia natural constituir familia, e só a má fortuna, ou o mau conselho, que tudo espedaça e perverte, a pode afastar do seu ambiente e fundamento basilar, desmanchando-a na essencia instintiva e logica. [...]
A familia nacional é assim. Simples em seu viver, serena em tanta singelêsa e admiravel no pittoresco do lar, ella principia e annuncia-se sempre a cantar.
[...]
Tudo assim bello e delicado na sentida e natural expressão da familia portuguêsa, que as proprias boccas portuguêsas proclamam á eternidade, é bem digna de notar-se a lição de nacionalismo, que ellas nos fazem ouvir."
(excerto da introdução)
Matérias:
1ª Parte - O NAMORO: I - O "Derrêtte". II - Os Santos Casamenteiros. III - Simbolismo Amoroso.
2ª Parte - O CASAMENTO: I - Preliminares. II - A Noiva. III - A Casar. IV - Depois.
3ª Parte - O LAR DA FAMILIA: I - A Casa. II - Em Familia. III - Os Filhos.
Luís Rufino Lopes Chaves (1889-1965). "Nasceu em Chaves, em 9 de Maio de 1889 e faleceu em Abril de 1965. Formou-se em Matemática pela Universidade de Coimbra e também em Arqueologia e Etnologia, para além de ter frequentado as Faculdades de Direito e de Letras. Foi professor do ensino secundário e particular, e também leccionou a oitava Cadeira (História de Arte e Iluminura). Ficou conhecido, principalmente, como etnólogo, graças à quantidade de artigos em jornais e revistas e também aos livros que escreveu. Foi sócio de muitas associações de grande nível cultural, quer nacionais quer estrangeiras. Colaborou em: O Arqueólogo Português, Revista Lusitana, Arqueologia e História, Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Revista de Guimarães, Brotéria, Portucale, Alma Nova, Portugália, a Língua Portuguesa etc.. Publicou muitíssimos trabalhos literários, científicos e profissionais, destacando se O Amor Português : estudo etnográfico, em 1922."(fonte: www.dodouropress.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos. Vestígios de humidade nas primeiras páginas, junto ao corte inferior do livro.
Invulgar.

15€

10 junho, 2012

CHAVES, Luís – OS PELOURINHOS PORTUGUESES. Gaia, Edições Apolino, MCMXXX [1930]. In-4º (25cm) de 67, [1] p. ; il. ; B. Estudos Nacionais sob a égide do Instituto de Coimbra
Capa: Vila do Conde (aguarela do pintor e professor Joaquim Lopes).
Edição muito ilustrada com colagens de desenhos de diversos pelourinhos existentes no território nacional.
“Os pelourinhos, primitivamente picotas, balisam no território português o caminho da história dos concelhos. São restos de moreias, que a geleira alastrante do municipalismo foi construindo Portugal fóra através dos séculos.” (excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar. 
Indisponível

16 março, 2012

CHAVES, Luiz - ALFÂMA DE ÔNTEM & ALFAMA DE HOJE : Aspectos históricos e etnográficos. Conferência ao ar livre realizada no Largo de S. Miguel, em Alfama, no dia 25 de Outubro de 1935, pelo Ex.mo Sr. Luiz Chaves, Conservador do Museu Etnológico. Lisboa, Publicações dos Anais das Bibliotecas, Museus e Arquivo Histórico Municipais, 1936. In-8º grd. (24,5cm) de 23 p. ; B.
"Bairro de Lisboa, bem caracterizado, Alfama provém de passado remoto com história própria, e apresenta hoje aspectos etnográficos de feição definida. Se repararmos na carta topográfica de Lisboa, logo verificaremos que Alfama representa desde o príncipio a descida do «Castelo» para o Tejo, pela vertente virada ao Sul, o seja no caminho natural do primitivo ópido para o rio. Esta observação indica-nos a primeira lei etnográfica, para se formar populacionalmente o que chamaram Alfama."
Bom exemplar.
Invulgar.
10€

17 agosto, 2011

CHAVES, Luís - RAÚL XAVIER : ESCULTOR ESTATUÁRIO. Lisboa, Bertrand Irmãos, Lda, 1946. In-fólio (38,5cm) de 31, [69] p. il. ; B.
Com um retrato de Raúl Xavier.
Valorizado por dedicatória autógrafa do autor ao "Exmº. Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa" [M. Gonçalves Cerejeira].
Raúl Xavier (1894-1964) foi um escultor português. Nascido em Macau, Raúl Maria Xavier foi discípulo do escultor Costa Mota (sobrinho). Desenvolveu uma obra escultórica de feição clássica, marcada pela serenidade e pela depuração das formas, tendo dedicado-se especialmente ao retrato em estátuas ou bustos." (wikipedia.com)
"É serena a Arte de Raúl Xavier. Impressiona sôbre tudo pela serenidade. [...] A impressão de calma, sugerida pelo artista, mantém-se nas almas, as nossas e a dêle, como pluma no vácuo. Há na obra de Raúl Xavier a alucinação da Arte, que se sublimou na serenidade contemplativa. A alucinação do movimento opõe-se, embora não distruindo a essêencia, a alucinação estática. A vertigem do movimento tem paralelo na tontura do sossêgo." (da obra)
Capas flexíveis plastificadas.
Exemplar em bom estado de conservação; pequena mancha de humidade no canto direito do pé da página, nas últimas folhas do livro.
Invulgar.
20€
Reservado