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03 março, 2022

GONÇALVES, Tenente - H. de Assis - CHAMA DA PÁTRIA. Esforço de Portugal na Grande=Guerra.
Separata do "Correio de Coimbra"
. Coimbra, Tip. da Gráfica Conimbricense, L.ᵈᵃ, 1924. In-8.º (22 cm) de 47, [1] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante e raro subsídio para a história da Grande Guerra pela pena de um dos mais ilustres participantes no conflito - Assis Gonçalves -, bem como para a homenagem ao Soldado Desconhecido através do Lampadário "Chama a Pátria".
Livro ilustrado no texto com fotogravura do Mosteiro da Batalha e um esboço das linhas portuguesas e alemãs na Batalha de La Lys, e em separado, com duas estampas impressas sobre papel couché: Ultimo e definitivo projecto do Lampadário "Chama da Pátria" tal como se encontra no Mosteiro da Batalha velando os restos simbólicos dos Heróis portugueses na Grande Guerra; Primeiro projecto do Lampadário "Chama da Pátria".
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor, datada de 7-VI-924 ao "excelente amigo e ilustre camarada Tenente Antonio Henriques da Silva, com afectuosa estima ofereço para o seu museu de inutilidades".
"No 6.º aniversário da Batalha do Lys, símbolo do sacrifício heróico de Portugal na Grande Guerra, lembremos com saudade, com gratidão e com amor, êsses 200.000 bravos portugueses mobilisados, dos quais 54.976 foram à Flandres oferecer generosamente os seus peitos de combatentes...
Numa préce religiosa, invoquemos êsses 10.0000 mártires formosos que suas vidas imolaram nos campos da Batalha, engrandecendo o glorioso nome da Pátria...
Não esqueçâmos êsses 7.000 bravos que regressaram a Portugal absolutamente incapazes do serviço militar! [...]
Acarinhemos essa multidão de órfãos, filhos dos Heróis que pela Pátria suas vidas deixaram nos sertões da África, nos plainos da Flandres, e nas profundezas do Oceano, palpitando momentos de glória em convulsões de amôr!"
(Excerto de Glória aos Mortos da Pátria! Honra aos seus Heróis!)
"Seis divisões alemãs investem contra dois terços de um divisão portuguesa, restos, relíquias já carcomidas pela acção desgastadora de um longo ano a batalhar... Nunca, durante esta longa guerra, os soldados dos exércitos aliados aturaram, por tanto tempo e com tanta resistência, nas frentes de batalha, os sacrifícios dos combates e os exaurimentos da vigília!
Os soldados franceses, os soldados ingleses, são de carne, osso e músculo resistente, mas vão, passados 2 mêses de frente, refazer-se para campos de repouso, muito à rectaguarda situados, de onde partem, de quando em quando, a visitar os seus Lares para se retemperarem com os carinhos da família... Mas os nossos, os soldados de Portugal, são feitos de ferro e bronze... Não teem êsses campos de repouso, não teem êsses Lares de conforto... e vivem, e resistem, durante um ano inteiro, ao trágico pavor dessas duras primeiras linhas!..."
(Excerto de A Batalha do Lys (9 de Abril de 1918), II - Estado do C. E. P. ao começar esta batalha)
Matérias:
Esforço de Portugal na Grande-Guerra : Glória aos Mortos da Pátria! Honra aos seus Heróis! | Homenagem da 5.ª Divisão de Coimbra aos Mortos da Grande Guerra. | A Batalha do Lys (9 de Abril de 1918): I - As margens do Lys e as arenas do Kibir: II - Estado do C. E. P. ao começar esta batalha; III - Primeira fase da batalha. Tenaz resistência das nossas 1.ªs linhas; IV - No auge do combate; V - Ruptura da frente de batalha; VI - Segunda fase da batalha. Denodado esforço das nossas reservas e apoios; VII - Provas de valentia dos portugueses no Lys. | O Monumento de S.ta Maria da Vitória. | Para a história do Lampadário "Chama d Pátria": - Interpretação histórica das três figuras do lampadário; - Estilo do lampadário e dificuldades na sua construção; - Tempo gasto na cinzelação do lampadário; - Auto de inauguração e entrega do lampadário no Mosteiro da Batalha; - Inscrição no mármore em que se ergue o Lampadário "Chama da Pátria" (1.ª Fase - 2.ª Fase - 3.ª Fase).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.Capas frágeis, oxidadas, com pequena falha de papel no canto superior dto da capa frontal.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

07 maio, 2021

PEREGRINAÇÃO AO TUMULO DO SOLDADO DESCONHECIDO. Catalogo das oferendas : tributo de homenagem dos peregrinos - Mosteiro da Batalha : Templo da Patria. [S.l.], [Comissão dos Padrões da Grande Guerra], [1924]. In-8.º (21 cm) de 64 p. ; [3] f. il. ; B.
1.ª edição.
Livrinho ilustrado com três fotogravuras, impressas sobre papel couché.
Inclui a lista das oferendas dos peregrinos aos Soldados Desconhecidos, em número de 355, com as respectivas descrições.
"No dia 9 de Abril de 1921 foram conduzidos para o Mosteiro da Batalha, Templo da Patria, os Dois Soldados Desconhecidos, vindos da Flandres Francesa, e da Africa Portuguesa (Angola e Moçambique) representando os Gloriosos Mortos das expedições enviadas aos referidos teatros das operações e simbolizando o sacrifício heroico do Povo Português.
Em cortejo de Apoteóse foram trazidos por numerosa Peregrinação presidida pelo venerando Cidadão Doutor Antonio José de Almeida, Presidente da República Portuguesa; Govêrno; Congresso; altos representantes da Magistratura; Enviados Extraordinários e Missões Militares das Nações Amigas e Aliadas, onde se encontravam os nomes prestigiosos do Marechal Joffre, do Generalissimo Armando Diaz e do General Smith Dorrien; Generais, Almirantes e mais oficiais de Portugal; Contingentes de diferentes Unidades; Corporações Administrativas; Academias, Comércio, Indústria e Agricultura.
Todo o País se emocionou perante a solemnidade dêsse Cortejo, que do Palácio do Congresso da República foi à Estação do Rossio e depois de Leiria veio até à Batalha, voando sôbre o Mosteiro as nossas esquadrilhas de aeroplanos."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem a capa de brochura frontal. Muito curioso. Pelo interesse e raridade a justificar encadernação.
Raro.
Indisponível

19 março, 2021

COSTA, Cunha e - AS PEDRAS DA BATALHA.
Conferencia pronunciada na noite de sabbado 12 de Fevereiro de 1916, em casa dos senhores drs. Alfredo Arthur de Carvalho e Arthur Euler de Carvalho
. Lisboa, Livrarias Ferreira : Ferreira, L.da, Editores, 1916. In-8.º (22 cm) de 19, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"A sessenta milhas, mais milha menos milha, ao norte de Lisboa, entre collinas sombreadas de pinheiros maritimos, pinheiros mansos e grupos de eucalyptus globulus, levanta-se o mosteiro da Batalha, de quem todos fallam, mas que poucos viram e pouquissimos estudaram. O que devêra ser logar de romaria de todos os portuguezes, é apenas a furtiva curiosidade de alguns touristes em transito, nas poucas horas que medeiam entre a meridiana e as Aves Marias. E. comtudo, não ha em Portugal, que eu saiba, affirmação mais solemne de soberania, nem expressão mais vehemente da certeza de um destino."
(Excerto da Conferencia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos, rasgões e falhas de papel nos cantos.
Raro.
A BNP dá notícia de apenas um exemplar.
Com interesse histórico.
15€