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15 setembro, 2026

LODY, George -
A RUSSIA NEGRA : romance.
Versão livre de João Amaral Júnior. Dramas da Espionagem. As aventuras dos mais célebres espiões internacionais III. Lisboa, João Romano Torres & C.ª : Livraria Editora, [193-]. In-8.º (21x14,5 cm) de 320 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Romance histórico de espionagem cuja acção decorre durante o período da Grande Guerra. Trata-se do terceiro volume (de 7) da estimada Colecção Dramas da Espionagem.
Obra da autoria de João Amaral Júnior, o 'tradutor', que assina com o pseudónimo George Lody.
Livro ilustrado com 16 desenhos e fotogravuras, incluindo um mapa e retratos de personalidades da época, sendo 9 em pagina inteira. A capa e os desenhos são de Ramos Ribeiro (1888-?).
"Do mesmo modo que em fins de 1916 - ano em que uma conjura de patriotas chefiada pelo principe russo Felix Yussopoff procurou sarar os males da Rússia, suprimeindo trágicamente o celebre taumatugo Rasputine - em fins de 1917 a França, assim como os demais païses da Entente, continuava seguindo com olhos alarmados o desencadear dos extraordinarios acontecimentos internos que na imensa patria de Nicolau III iam reflectir-se na sua acção guerreira do front... [...]
Ora o alarme despertado pelo éco de tão graves e variadas ocorrencias, determinaram naturalmente um consequente serviço de informações mais desenvolvido e, assim, o tenente Jorge Dulac, que acabava de dar firme prova da sua dedicação à patria e da sua tactica sôbre diplomacia secreta, partiu para Petrogrado, incumbido de elaborar circunstanciado relatório. Devia observar tudo quanto se referia à comparticipação da guerra por parte da Rússia e mais o que houvesse de concreto sôbre o tão apregoado defectismo que visava o tratado de uma paz em separado, a paz da Russia com a Alemanha."
(Excerto de I - A «missão» do tenente Jorge Dulac)
João dos Santos Amaral Júnior (Lisboa, 1899 - ?). "Tal como Guedes do Amorim e Rocha Martins, não concluiu qualquer curso superior, sendo exemplo de mais um autodidacta de sucesso que colaborou com a Romano Torres. Estreou-se antes dos 20 anos com o romance A ladra (1920), seguindo-se em 1923 novo romance intitulado Direito de viver com prefácio de Manuel Ribeiro. O Dicionário Universal de Literatura atribui ao bom acolhimento que teve destas primeiras obras o impulso que o levou a dedicar-se exclusivamente à literatura. Embora não tivesse sido jornalista, colaborou enquanto crítico literário com o jornal A República e dirigiu o quinzenário Novidades Literárias.
Curiosamente, o Dicionário Universal de Literatura aponta o seu pseudónimo George Lody como sendo autor da «tradução livre» de alguns escritores estrangeiros, indicando como exemplos disso mesmo as obras Legião maldita, Rússia negra, Sentinelas dos mares, Braseiro ardente, Soldado da sombra e Espiões da Paz. Há clara confusão, visto que é o próprio João Amaral Júnior que se apresenta como tradutor de um alegado autor francês de nome George Lody, afinal seu pseudónimo. Este caso foi desconstruído por Maria de Lin Sousa Moniz no seu ensaio «A case of pseudotranslation in the Portuguese literary system». No entanto, o verbete do Dicionário Universal de Literatura, publicado em 1940, serve de exemplo para a confusão que à época havia relativamente à pseudotradução (Amaral Júnior não foi o único na Romano Torres, veja-se os casos de Guedes de Amorim e José Rosado).
A colaboração de Amaral Júnior na Romano Torres foi intensa, quer como autor, quer como tradutor. Para além de ter escrito os seis romances já referidos sob o pseudónimo de George Lody, que constituíram a colecção «Dramas de espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», escreveu também sob o pseudónimo de Fernando Ralph o livro O golpe alemão (1936), e no seu próprio nome Minha mulher vai casar (s.d.), O nosso amor não é pecado (s.d.), A mulher que jurou não ser minha (1936), etc. Enquanto tradutor, dedicou-se especialmente a Max du Veuzit e Claude Jauniére. Não se conseguiu apurar a data ou o local da sua morte."
(Fonte: fcsh.unl.pt/chc/romanotorres/?page_id=63#G)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa apresenta  falhas de papel nos cantos. Lombada reforçada com fita-cola. Páginas ligeiramente oxidadas.
Muito invulgar.
20€

09 agosto, 2026

LODY, George - BRAZEIRO ARDENTE : romance. Versão livre de João Amaral Júnior. Dramas da Espionagem. As aventuras dos mais célebres espiões internacionais. Lisboa, João Romano Torres & C.ª, [193-]. In-8.º (21 cm) de 228 p. ; il. ; B. Colecção Dramas da Espionagem ,IV
1.ª edição.
Romance histórico sobre espionagem durante o período da Grande Guerra. Quarto volume (de 7) da estimada Colecção Dramas da Espionagem.
Obra da autoria de João Amaral Júnior, o 'tradutor', que assina com o pseudónimo George Lody.
Livro ilustrado ao longo do texto com 14 gravuras, sendo 8 em pagina inteira. Capa e desenhos de Ramos Ribeiro (1888-?).
"Jorge Dulac voltou a Helsingfors...
Depois da sua piedosa visita à campa de Kaluga, no pequenino cemitério da aldeia nevada, apenas lhe restava abafar o desgosto causado pelo doloroso capítulo de amor que acabava de enlutar Rampov.
A missão oficial com que partira da França para a Rússia, achava-se retardada pelo grave incidente que no anterior volume narrámos.
As circunstâncias exigiam pois toda a inergia das suas faculdades, o absoluto desprendimento de entraves, para, exclusivamente, se entregar à dupla actividade com que esperava ganhar parte do tempo perdido."
(Excerto do Cap. I, Manhã de tiroteio)
João dos Santos Amaral Júnior (Lisboa, 1899 - ?). "Tal como Guedes do Amorim e Rocha Martins, não concluiu qualquer curso superior, sendo exemplo de mais um autodidacta de sucesso que colaborou com a Romano Torres. Estreou-se antes dos 20 anos com o romance A ladra (1920), seguindo-se em 1923 novo romance intitulado Direito de viver com prefácio de Manuel Ribeiro. O Dicionário Universal de Literatura atribui ao bom acolhimento que teve destas primeiras obras o impulso que o levou a dedicar-se exclusivamente à literatura. Embora não tivesse sido jornalista, colaborou enquanto crítico literário com o jornal A República e dirigiu o quinzenário Novidades Literárias.
Curiosamente, o Dicionário Universal de Literatura aponta o seu pseudónimo George Lody como sendo autor da «tradução livre» de alguns escritores estrangeiros, indicando como exemplos disso mesmo as obras Legião maldita, Rússia negra, Sentinelas dos mares, Braseiro ardente, Soldado da sombra e Espiões da Paz. Há clara confusão, visto que é o próprio João Amaral Júnior que se apresenta como tradutor de um alegado autor francês de nome George Lody, afinal seu pseudónimo. Este caso foi desconstruído por Maria de Lin Sousa Moniz no seu ensaio «A case of pseudotranslation in the Portuguese literary system». No entanto, o verbete do Dicionário Universal de Literatura, publicado em 1940, serve de exemplo para a confusão que à época havia relativamente à pseudotradução (Amaral Júnior não foi o único na Romano Torres, veja-se os casos de Guedes de Amorim e José Rosado).
A colaboração de Amaral Júnior na Romano Torres foi intensa, quer como autor, quer como tradutor. Para além de ter escrito os seis romances já referidos sob o pseudónimo de George Lody, que constituíram a colecção «Dramas de espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», escreveu também sob o pseudónimo de Fernando Ralph o livro O golpe alemão (1936), e no seu próprio nome Minha mulher vai casar (s.d.), O nosso amor não é pecado (s.d.), A mulher que jurou não ser minha (1936), etc. Enquanto tradutor, dedicou-se especialmente a Max du Veuzit e Claude Jauniére. Não se conseguiu apurar a data ou o local da sua morte."
(Fonte: fcsh.unl.pt/chc/romanotorres/?page_id=63#G)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos. Lombada fendida. Páginas ligeiramente oxidadas.
Invulgar.
20€
Reservado

22 abril, 2026

TARNOWSKI, Dr. B. -
O INSTINCTO SEXUAL E AS SUAS MANIFESTAÇÕES MORBIDAS.
Sob o duplo ponto de vista da jurisprudencia e da psychiatria. Pelo... Traduzido da edição ingleza. Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1902. In-8.º (19x11,5 cm) de 238, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Trabalho publicado pela primeira vez na Rússia em 1885 (Inglaterra, 1898), pioneiro, e de certo modo precursor de outras tantas obras que se seguiram desde então em diferentes países, numa época em que estes assuntos principiavam a ser abordados e discutidos sob um ponto de vista metódico e científico.
"O Instincto Sexual e as suas Manifestações Mórbidas" (título original em inglês: The Sexual Instinct and its Morbid Manifestations from the Double Standpoint of Jurisprudence and Psychiatry) é uma obra de sexologia e psiquiatria forense escrita pelo Dr. Benjamin Tarnowski (1837-1906), um proeminente médico russo.
Publicado originalmente no final do século XIX, o livro aborda as perversões sexuais sob uma perspectiva médica e legal. Tarnowski investiga as causas das perversões sexuais não apenas como vícios, mas como manifestações mórbidas de um organismo degenerado, com forte ênfase na hereditariedade e no desenvolvimento interrompido. O autor estabelece uma distinção clara entre a perversão sexual e a depravação de carácter, abordando o tema sob o ponto de vista da jurisprudência e da psiquiatria." (IA)
Obra de referência sobre as taras - transtornos como a perversidade e a depravação - analisadas à luz da psiquiatria e do ponto de vista médico-legal.
"Esbocei, na presente obra, a largos traços os factos e observações, que me inspiraram a idéa de indagar a fundo as causas da perversão sexual, - e isto não sómente sob a influência da depravação e excessos licenciosos, mas de preferencia, e de facto posso dizel-o, principalmente, trato de examinar essas causas como dependentes d'uma condição morbida do organismo, quer sejam congenitas ou adquiridas depois
Fiz sobretudo toda a diligencia de lançar a maior luz possivel sobre o papel representado pela hereditariedade e pelos phenomenos de desenvolvimento imperfeito; assim como pelas varias causas morbida que dizem respeito á etiologia das perversões sexuaes, e de differenciar estas com a maior clareza da depravação de caracter provada - do vicio consciente e premeditado."
(Excerto de Prefacio da edição ingleza)
"Ha uns cinco annos, que fui chamado para dar a minha opinião como perito n'um caso de pederastia.
Recordando-me das minhas observações n'este assumpto e comparando-as com os capitulos correspondentes dos compendios mais completos de medicina forense, fiquei impressionado pela falta de concordancia entre as asserções da sciencia official de um lado e os factos clinicos do outro. Cada novo exame technico mais claramente me fazia reconhecer não só quão insufficiente era a sciencia contida nos livros ácerca da preversão da actividade genesica, mas ainda as incorrecções de muitos dos principios dirigentes aconselhados no exame do caso actual. [...]
A differença de opinião entre o medico jurista e o clinico tem-se tornado tão notavel, que parece ser altamente necessario, a fim de explicar estas contradicções, indicar os fundamentos sobre que devem ser baseadas as respostas aproximativamente correctas do medico forense, e preparar o caminho para estudos mais vastos, de mais unidade e mais fecundos sobre esta materia.
O medico jurista vê a depravação, a impudicia sobresaturada, o vicio inveterado, a immoralidade e outras coisas similhantes, onde o clinico observador reconhece sem a menor duvida os symptomas de um estado morbido com a sua evolução typica e as suas consequencias. Onde o primeiro puniria o vicio, o segundo requer pela necessidade de methodos therapeuticos."
(Excerto de Introducção)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura anterior.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
Indisponível

22 abril, 2025

RIBEIRO, Herlandér - RÚSSIA BOLCHEVISTA. Por...
Lisboa, Depositaria Livraria Moraes [selo], 1928. In-8.º (22x16 cm) de 134, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre a Rússia de Lenin saída da Revolução de Outubro (1917), a Rússia socialista que defendia a ditadura do proletariado.
Herlander Ribeiro (Lisboa, 1886-1967). "Advogado, investigador de temas jurídico-sociais, jornalista e memorialista. Iniciou-se no jornalismo, em Lisboa, no jornal A Luta e logo em 1901 via editado o seu primeiro livro, um romance que antes fora publicado em folhetins. Em 1903, foi um dos fundadores da Associacão da Imprensa Portuguesa. É também nesse ano que parte para Coimbra a fim de cursar Direito, apresentando-se na Universidade já com um estudo jurídico-social publicado: A Vadiagem em Portugal. Terminou o curso de Direito em 1908. Em 1911 é o autor de um projecto de Reforma da Polícia de Investigação Criminal. De 1916 a 1926 exerceu em Lisboa o cargo de juiz substituto, devendo-se-lhe os projectos de um Código do Trabalho e de um Código Agrário que veio a publicar mais tarde. Viajante incansável, percorreu toda a Europa e o Norte de África e fez duas vezes a volta ao Mundo. Escreveu numerosas crónicas e alguns livros com os resultados das suas observações nessas viagens. A preocupação com as condições sociais dos menos afortunados, nomeadamente dos trabalhadores, levou-o a insistir em estudos sobre a Rússia e a China, países que visitou."
(Fonte: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=9603)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas envelhecidas, algo sujas, com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto. Com falhas de papel na lombada. Interior correcto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

05 dezembro, 2024

SOLZHENITSYN, A. - CARTA DE SOLZHENITSYN AOS GOVERNANTES SOVIÉTICOS.
Apelo-denúncia feito por um homem livre. Lisboa, Editorial Resistência, S. A. R. L., 1975. In-4.º (23x16 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Carta aberta do conhecido dissidente soviético dirigida às autoridades do seu país, publicada pouco tempo após a sua expulsão.
"Tenho poucas esperanças de que os senhores se mostrem dispostos a examinar propostas não solicitadas oficialmente, embora venham de um concidadão de tipo raro. Não se encontra em posição subordinada a seu comando, não pode ser afastado de seu posto, nem demitido, nem promovido, nem premiado pelos senhores. Portanto, podem estar quase certos de que sua opinião é expressa com sinceridade, sem nenhum objectivo carreirista, o que dificilmente ouvirão, mesmo dos melhores peritos em sua burocracia.. Tenho poucas esperanças, mas tentarei dizer o que é mais importante em pouco espaço, ou seja, o que considero ser para o bem e a salvação de nosso povo, a que todos pertencemos - os senhores e eu.
Não se trata de um lapso. Desejo o bem de todos os povos e, quanto mais próximos de nós estiverem e quanto mais dependerem de nós, mais ardente é o meu desejo. Mas, acima de tudo, o que me preocupa é o destino dos povos russo e ucraniano, pois, como diz o provérbio: onde se nasceu é que se pode ser mais útil. E há uma razão mais profunda também: os incomparáveis sofrimentos e nosso povo."
(Excerto da Carta)
Alexander Issaiévich Soljenitsin (Kislovodsk, 1918 - Moscovo, 2008). "Foi um escritor, dramaturgo e historiador russo. Preso político do regime comunista soviético, as suas obras revelaram ao mundo as atrocidades cometidas nos gulags, campos de concentração de trabalhos forçados existentes na antiga União Soviética. Pela sua obra "Arquipélago de Gulag" Soljenitsine recebeu o Prémio Nobel de Literatura de 1970. Devido à censura e perseguição política sofrida na União Soviética pelo seu trabalho a respeito do esmagamento da liberdade individual pelo Estado omnipresente e totalitário, Soljenitsine foi expulso e privado da nacionalidade em 1974."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa manchada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€

21 junho, 2024

SOUSA, Hortênsia Neves de -
A MINHA VIAGEM À UNIÃO SOVIÉTICA
. [S.l.], Didáctica Editora, 1973. In-8.º (20,5x15 cm) de 76, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Relato da viagem que a autora - entusiasta do modo de vida e organização soviética - empreendeu à U.R.S.S. por motivos de estudo, pouco tempo após a concessão "marcelista" de viajar para aquele destino, e um ano antes da eclosão do 25 de Abril.
Livro ilustrado no texto com fotografias a p.b.
"Viajar foi sempre para mim muito agradável, mas, quando pensei que teria oportunidade de deslocar-me pelo imenso território da União Soviética, senti que iria realizar um desejo há muito sonhado. Isto justifica-se tanto pelo muito que havia lido sobre os costumes e progressos técnicos e científicos daqueles povos, como pelo facto de, até há pouco tempo, nos estar vedado o livre acesso àquelas repúblicas que ocupam um sexto do nosso planeta.
Após tantos anos de silêncio sobre esses povos de hábitos e características diferentes, chegou, por fim, o momento de ser permitido aos portugueses a possibilidade de não só estudar livremente o seu idioma como efectuar viagens de turismo ou científicas da mesma maneira como efectuam a quaisquer outras partes do mundo."
(Excerto de Preliminar)
Hortênsia Drago Neves de Sousa (1917-?)."Nasceu em Lisboa em 1917 e residiu em Almada. Em 1945, aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, tendo integrado a respetiva Comissão de Propaganda. Também no mesmo ano, fundou o Clube de Solidariedade Feminina. Linguista, estudou e divulgou a língua russa, tendo publicado vários trabalhos. Em 1974, fundou a Sociedade de Amizade Portugal-URSS. Em 12 de dezembro de 1976, foi eleita vereadora da Câmara Municipal de Almada. Neste mesmo ano, promoveu várias ações para organizar uma associação de apoio aos reformados em Almada que deu origem à ARPCA: Associação dos Reformados e Pensionistas do Concelho de Almada, da qual foi Presidente da direção em 1977."
(Fonte: https://apps.cm-almada.pt/arquivohistorico/details?id=99205)
Exemplar em brochura, bem conservado. Anotação e rubrica de posse na f. ante-rosto.
Invulgar.
15€

28 fevereiro, 2023

KOEHNE, Bernhard Karl von - LETTRE A MONSIEUR J. YONGE AKERMAN, secrétaire honoraire de la Societé numismatique de Londres, sur quelques médailles autonomes grecques de différentes cabinets.
(Extrait de VI Vol. des Mémoires de la Societé Impériale d'archéologie.). St. Pétersbourg, De l'Impremerie des Papiers de la Couronne, 1852. In-4.º (23 cm) de [4], 18 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa publicação a propósito de uma colecção de moedas gregas, impressa em S. Petersburgo - à época, capital do Império Russo - sendo czar Nicolau I.
Opúsculo ilustrado com uma estampa extra-texto com 10 desenhos dos exemplares em questão.
Bernhard Karl von Koehne (Berlim, 1817 - Würzburg, 1886). "Foi um arqueólogo, numismata e genealogista alemão ao serviço da Rússia Imperial. Em 1844 foi nomeado curador do departamento de numismática do Museu Hermitage, em São Petersburgo, acumulando com a consultoria científica, e de 1857 em diante director da secção de armas no departamento de heráldica do senado russo. Após cair em desgraça junto dos círculos académicos de São Petersburgo, requereu a cidadania finlandesa em 1859, que não lhe foi concedida. Foi conhecido na Rússia sob o nome de Boris Valisilivich Kene em russo: Бернгард (Борис) Васильевич Кёне."
(Fonte: Wikipédia)
John Yonge Akerman FSA (1806–1873). "Foi um antiquário inglês especializado em numismática. Escreveu sob o pseudónimo Paul Pindar. Em janeiro de 1834, Akerman foi eleito membro da Sociedade de Antiquários. No outono de 1848, tornou-se secretário adjunto de Sir Henry Ellis e, cinco anos depois, secretário único. Desempenhou a tarefa até 1860, quando problemas de saúde o obrigaram a renunciar ao cargo, bem como ao de editor da Archæologia."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Protegido por capas simples, lisas. A capa encontra-se amputada em cerca de 1/4 do papel à cabeça.
Raro.
Com interesse histórico e numismático.
Sem registo na BNP.
10€

04 julho, 2021

NOÇÕES DO ESTADO E DO DIREITO SOVIÉTICOS
. Moscovo, Edições Progresso, 1980. In-8.º (20,5 cm) de 236, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Livro impresso na União Soviética (Moscovo) em pleno período de Guerra Fria. Publicado originalmente em 1975, vertido para português em 1980, trata-se de um testemunho jurídico de outra época - da União Soviética "pura e dura" -, cerca de década e meia antes da Perestroika dar início a uma fase de desanuviamento internacional que pôs termo a cerca de sete décadas de governo comunista.
É, pois, um contributo relevante para uma melhor compreensão e conhecimento da doutrina soviética, no que à noção de Estado, organização social e aplicação do Direito diz respeito.
"Estimado leitor!
Este livro descreve:
- o Estado Soviético - o seu surgimento, desenvolvimento e funções, o seu papel como principal instrumento de edificação do socialismo e do comunismo, as formas da estrutura estatal dos povos da União Soviética e da URSS como Estado multinacional;
- a democracia socialista, o papel dirigente do Partido Comunista no sistema político da sociedade soviética, os órgãos do poder e a administração estatal que actuam no centro e na periferia;
- o direito soviético e a legalidade socialista.
Explica:
- as mais importantes leis em vigor na URSS, em particular as leis referentes às relações de propriedade, as leis que regulam os direitos residenciais dos cidadãos, as leis sobre o trabalho, as reformas, o casamento e a família, as leis referentes ao combate à criminalidade e à ordem do julgamento de uma causa-crime em tribunal, as leis sobre a responsabilidade administrativa;
Mostra:
- como se garante a observância dos direitos e legítimos interesses dos cidadãos, como se processa na prática a protecção da vida, saúde, honra e dignidade do cidadão soviético, que papel desempenham nisso os órgão do poder e da administração estatal, os órgãos do controlo popular, a justiça, a procuradoria.
Os autores procuraram ajudar o leitor a obter uma ideia justa sobre o Estado e o direito soviéticos, assim como a legalidade socialista."
(Introdução)
Índice:
I - Estado Soviético de todo o Povo e a Democracia Socialista. II - União estatal voluntária dos povos iguais em direitos. III - Como se governa o Estado Soviético. IV - Justiça e Fiscalização Procuratória na URSS. V - O Direito Soviético e a legalidade Socialista. VI - Relações Patrimoniais, Direito de Propriedade, Obrigações. VII - Trabalho. Sistema estatal de segurança social. VIII - Fundamentos jurídicos da organização e da actividade dos Kolkhozes. IX - Matrimónio e Família. X - Legislação Penal na luta contra a criminalidade. XI - Investigação das causas penais e processos-crimes. XII -Responsabilidade Administrativa. XIII - Propostas, Requerimentos e Queixas.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Sem registo na BNP, ou outras fontes bibliográficas.
Peça de colecção.
25€

28 maio, 2021

TELO, Alencastre - O MURO DA VERGONHA
. Lisboa, [Edição do Autor]. Distribuidores Gerais : Editorial Organizações, Lda., [1963]. In-8.º (20,5 cm) de 234, [2] p. ; il. : E.
1.ª edição.
Romance histórico cuja acção decorre no período que mediou entre a construção do Muro de Berlim e a época tumultuosa que se seguiu, determinando o protesto universal que viu com repulsa e indignação a atitude da liderança soviética. "Misto de ficção e realidade é bem a triste desventura de milhões de Alemães de Leste forçados a fugir para além da famigerada muralha de Berlim, vergonha de todo o mundo ocidental".
Obra duplamente invulgar: por ter tido pouca divulgação no circuito comercial livreiro, e pelo tema escolhido pelo autor (português) para tema do seu romance.
O Muro de Berlim (em alemão: Berliner Mauer) foi uma barreira física construída pela Alemanha Oriental durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental. Era parte da fronteira interna alemã. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e a República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas sob jugo do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental Socialista com ordens de atirar para matar (a célebre Schießbefehl ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a separação de dezenas de milhares de famílias berlinenses."
(Fonte: wikipédia)
Livro ilustrado com dezenas de fotogravuras a p.b. - algumas chocantes - ao longo de 17 páginas que traduzem o desespero e a vontade de inúmeros alemães de leste em passarem para o lado ocidental.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Desde 13 de Agosto de 1961 que os dirigentes da zona de ocupação soviética da Alemanha obliteraram completamente a parte oriental da cidade que dominam, separando-a de Berlim ocidental. A crise que arde surdamente desde há tempos em torno da antiga capital alemã acerca-se do seu ponto culminante."
(Excerto do preâmbulo - Ao leitor)
"Terminara a II Grande Guerra Mundial. Após 6 anos de batalhas e tragédias inenarráveis que enlutaram quase todos os lares, as tropas de Hitler acabaram por ser derrotadas pelos exércitos aliados. Feito o Armistício, as partilhas começaram. Berlim, a inconfundível  cidade alemã, foi partida qual bolo, em quatro partes e dividida pela França, Inglaterra, Estados Unidos e Rússia, as quais combinaram entre si a partilha daquele espólio que representa algo de sagrado para todos os alemães.
Escreveram-se tratados, e conferências sem fim foram levadas a efeito; mas uma das nações signatárias estava de má fé, e por isso, não hesitou em, pouco tempo depois, fazer um vergonhoso bloqueio à bela capital da Alemanha. [...]
A nossa história começa exactamente quando os russos principiaram a construção do muro que divide as zonas aliadas da soviética. Esse muro que continua a aumentar e a que os ocidentais, com muito acerto, designam por «Muro da Vergonha»."
(Excerto da Introdução)
Karl Gueche, ex-professor catedrático da Universidade de Berlim, era muito conhecido pela sua aversão ao Nazismo aquando do reinado de Hitler. Por isso e pelas suas qualidades pessoais, tanto na Faculdade como entre todos aqueles que, como ele, pressentiam a derrota do país, o ilustre homem disfrutava da maior estima e consideração. Não obstante, durante a guerra servira com patriotismo a sua pátria e, quando os russos ocuparam Berlim, foi nomeado, por estes, reitor do «Colégio da Juventude», no intuito bem evidente de levar a mocidade alemã, daquela zona, à sovietização e à doutrina marxista.
Nos primeiros anos tudo foi suportando em silêncio, mas a parede construída para separar as zonas foi o sinal de alerta que obrigou o professor a esclarecer a sua atitude.
Naquela manhã de 13 de Agosto de 1961, os seus dias ficaram contados."
(Excerto do Cap. I)
Encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados ouro na lombada. Conserva a capa de brcochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Aparado.
Muito invulgar.
Indisponível

19 maio, 2021

NORONHA, Eduardo de - NA RUSSIA : aspectos da guerra e da revolução.
Narrativa historica e anecdotica com 107 gravuras. Feita e coordenada por...
Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1906. In-8.º (18,5 cm) de [4], 384 p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
"A Guerra Russo-Japonesa foi uma guerra entre o Império do Japão e o Império Russo que disputavam em 1904 e 1905 os territórios da China e da Manchúria. A guerra ocorreu no nordeste asiático, agravou-se, e o regime político do czar Nicolau II da Rússia foi abalado por uma série de revoltas internas em 1905, envolvendo operários, camponeses, marinheiros (como a revolta no couraçado Potemkin) e soldados do exército. Greves e protestos contra o regime absolutista do czar explodiram em diversas regiões da Rússia. Os líderes socialistas procuraram organizar os trabalhadores a fim de debater as decisões políticas a serem tomadas. O Japão era um país de tradições militares, apesar de enfrentar severas crises económicas. Com navios menores, mas com grande mobilidade e poder de fogo muito superior ao dos pesados e antigos navios russos, a Marinha japonesa impôs uma derrota humilhante ao inimigo. Esta guerra marcou o reconhecimento do Japão como potência imperialista pelas diversas nações da Europa, enquanto a derrota russa, por sua vez, patenteou a fraqueza do regime czarista e iniciou a sua queda, concretizada na Revolução de 1917. A guerra também foi conhecida como a "primeira grande guerra do século XX"
(Fonte: wikipédia)
"A principal causa da sangrenta guerra entre a Russia e o Japão foi a preponderancia que os dois paizes desejavam obter no Extremo-Oriente.
Depois de varias tentativas de paz, feitas com alguma candura pelo tzar Nicolau II, as hostilidades foram rôtas inesperada e brutalmente.
Na noite de 8 para 9 de fevereiro de 1904, os torpedeiros japonezes acommettiam a esquadra russa, fundeada em Porto-Arthur, e avariavam-lhe seriamente algumas das suas principaes unidades de combate. A guerra estava declarada."
(Excerto da Introducção)
Indice:
Introducção. | Primeira Parte - Na Manchuria. | Segunda Parte - A revolução.
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

19 janeiro, 2020

AMIS, Martin - KOBA O TERRÍVEL : o riso e os vinte milhões. Tradução de: Telma Costa. Lisboa, Teorema, 2002. In-4.º (23 cm) de 312, [4] p. ; [8] p. il. ; B.
1.ª edição.
Biografia de José Estaline, o homem forte da U. R. S. S. durante três décadas, primeiro como Secretário Geral do PC soviético, e mais tarde, como chefe de estado.
Ilustrada com fotografias a p.b., algumas delas verdadeiramente chocantes, distribuídas por 8 páginas separadas do texto.
"Koba foi uma das alcunhas de Iossif Vissarionovitch Djugashvili, filho único de uma família pobre, que, em nome do povo, chegaria ao poder de uma superpotência e o mundo conheceria como Estaline, o "homem de aço". A repressão, as prisões, as torturas, os assassinatos, os gulags, a solidão de um homem perturbado e perturbante, cuja acção devastadora talvez ainda não seja conhecida na totalidade. "Koba, o Terrível", não é um livro de um historiador, mas talvez por isso mesmo chega mais fundo a tentativa de percepção de um homem e de um tempo."
(Fonte: wook)
"Em Novembro de 1915 Lenine escreveu ao seu colega Viatcheslav Karpinski a pedir um grande favor: descobre-me (pergunta ao Stepko [N. D . Kiknadze] ou ao Mikha [M. G. Tskakaia]) o nome «Koba» (é o Iossif Dj...? esquecemo-nos). É muito importante!!! [...]
Em 1915 Lenine conhecia Estaline há dez anos. Em 1912 nomeara-o pessoalmente para o Comité Central. Nesse mesmo ano Estaline atravessou duas vezes a fronteira austríaca (clandestinamente) para visitar Lenine em Cracóvia. Lenine refere-se-lhe como «o meu magnífico georgiano». E no entanto não conseguia lembrar-se do seu nome. «É muito importante!!!», observa Lenine. E é mesmo. [...]
Quando foi anunciado o novo governo, em 1917, o nome de Estaline era o décimo quinto e último. (Recordar essa posição não era aconselhável em 1937-38). Estaline era a diligente mascote rafeira de Lenine, o seu cão piolhoso. Cinco anos depois Lenine sentiu que o cão começara a ferver de raiva. Dois anos antes, pelo que toca a Lenine, o cão nem sequer tinha nome.
Melhor será tratarmos aqui da desconcertante conversa telefónica entre Estaline e a mulher de Lenine, Krupskaia, a 22 de Dezembro de 1922, em que Estaline lhe chamou, entre outras coisas (assim corria no partido), «puta sifilítica».
O momento é importante. Nesta fase, as relações Lenine-Estaline estavam no seu nível mais baixo, após a altercação da Geórgia. Por outro lado, quatro dias antes o Comité Central confiara a Estaline a responsabilidade pela assistência médica a Lenine. Treze dias depois Lenine redigiria o seu «Testamento» («Estaline é muito mal criado» e por aí fora). Mas somente em Março, na véspera do seu derradeiro ataque, contaram a Lenine o telefonema [de Estaline com a mulher]."
(Excerto de A mancha cinzenta, os olhos amarelos ["retrato" de Estaline] - II Parte)
Índice:
I Parte - O Colapso do valor da vida humana. II Parte - Iossif, o Terrível: a via curta. III Parte - Quando nós, os mortos, acordarmos.
Martin Amis (n. 1949). "É um dos autores de língua inglesa mais importantes e controversos da atualidade. Nasceu no País de Gales e é filho do escritor Kingsley Amis. A matéria-prima dos seus romances radica no absurdo da condição pós-moderna e nos excessos do capitalismo tardio das sociedades ocidentais; e o seu inconfundível estilo é compulsivo, terrivelmente vivo. Saul Bellow, Vladimir Nabokov e James Joyce são as suas grandes referências literárias. Por seu turno, influenciou uma nova geração de romancistas, como Will Self ou Zadie Smith."
(Fonte: wook)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
15€

12 janeiro, 2018

POTAPOVA, Nina - BREVE MANUAL DE LÍNGUA RUSSA. [Tradução e Adaptação ao Português de Volna Brandão Rego. Redação de Natália Kadicheva]. Moscou, Edições em Línguas Estrangeiras, 1961. In-4.º (23,5cm) de 397, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada no texto com desenhos, tabelas, mapas e fotogravuras a p.b.
"O presente "Breve Manual de Língua Russa" destina-se aos que falam português e se dedicam ao estudo de idioma russo.
O autor procurou fazer um compêndio acessível para o mais amplo círculo de estudiosos do assunto. Por isto, contém lições curtas, que podem ser estudadas numa só aula; a parte teórica está exposta, na medida do possível, de uma forma simples; as dificuldades do material exposto vão aumentando gradual e consecutivamente.
O principal objectivo do presente manual é ensinar a língua viva. Tendo assimilado, durante um ano, o curso que apresentamos, os estudantes deverão estar capacitados não só a compreender textos sôbre assuntos da vida quotidiana, ou trechos simples de jornal e literatura, mas também a exprimir suas ideias em russo, oralmente e por escrito, e a saber construir frases, cuja estrutura não seja muito complexa."
(Excerto do prefácio)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco na lombada.
Livro em bom estado de conservação. Bom exemplar de trabalho. Pastas descoradas, com pequenas imperfeições.
Invulgar e muito curioso.
15€

04 dezembro, 2016

SHERWOOD, M. - AS MENTIRAS IMPERIALISTAS : uma cruzada contra a Russia. Versão portuguesa de Sousa Martins e Artur Roriz. Porto, Edições Era Nova, 1930. In-8.º (19cm) de 68, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Foto da capa: Rapariga russa da seita dos Skoptsy, vitima da operação barbara da ablação dos seios.
Publicação apologista do regime soviético estalinista. Estes opúsculos são muito invulgares, dado terem sido rapidamente apreendidos e destruídos pela censura do Estado Novo.
Dedicatória autógrafa de Artur Roriz à redacção da "República".
"Por se tratar duma questão de grande oportunidade, actualmente ventilada em toda a imprensa mundial, iniciamos esta serie de edições com a versão portuguesa do opusculo de M. Sherwood «Mentiras imperialistas» (no original: - A Verdade sobre as «perseguições» religiosas na U. R. S. S.), em que o problema é posto com toda a clareza e a maior imparcialidade, destruindo fulminantemente as informações erroneas e tendenciosas que a tal respeito andam correndo mundo."
(excerto da introdução)
Matérias:
- A cruzada contra a U. R. S. S. - O que dizem os dignitarios eclesiasticos na U. R. S. S. sobre a situação da Igreja. - Os casos em que o Estado sovietico pune os ministros do culto. - Os agentes do estado-maior general polaco. - Que dizem os representantes do culto da sua actividade politica? - Porque combate a Igreja a edificação do socialismo. - O fanatismo religioso : Manejos que são tambem reprimidos pelo poder sovietico. - As leis sovieticas sobre liberdade de consciencia. - É preciso protestar contra as calunias odiosas dos que pretendem provocar nova guerra. - Anexo: Decreto do poder sovietico relativo á separação da Igreja e do Estado, e á separação da Escola e da Igreja. - Nota Final.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos; contracapa apresenta rasgo, sem perda de papel.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar recenseado na sua base de dados.
10€

12 abril, 2015

SUDOPLATOV, Pavel & SUDOPLATOV, Anatoli. Com Jerrold L e Leona P. Schecter - OPERAÇÕES ESPECIAIS : memórias de uma testemunha indesejada. Prefácio de Robert Conquest. Mem Martins, Publicações Europa-América, 1994. In-8º (21cm) de 540, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com fac-símiles de documentos secretos - relatórios e correspondência diversa.
Documento histórico sobre a U. R. S. S. estalinista. Interessante conjunto de entrevistas feitas a Pavel Sudoplatov durante um ano, pessoalmente e por interposta pessoa, que resultaram em 20 horas de gravações. Sudoplatov era um agente do Serviço de Informações soviético. Foi o responsável pelo assassinato de Trotsky, e teve a seu cargo durante a 2.ª Guerra Mundial toda a Informação e Contra-Informação na Alemanha e nos territórios ocupados, tendo continuado a dirigir as redes clandestinas no estrangeiro após a guerra, com o propósito de sabotar instalações americanas e da NATO. Após a morte de Estaline, foi apanhado na luta pelo poder entre Khruschov e Beria, de quem era subordinado; foi preso e acusado de conspiração e traição. A sua reclusão na "célebre" Lubyanka durou 15 anos.
"Esta é a mais sensacional, a mais devastadora e, em muitos aspectos, a mais informativa autobiografia que alguma vez emergiu do meio estalinista.
É talvez o contributo individual mais importante para a nossa informação desde o Discurso Secreto de Khrushchov.
Não é absolutamente verdadeiro que o nome de Pavel Sudoplatov fosse pouco conhecido, pelo menos pelos historiadores. O seu papel como organizador do assassinato de Trotsky já fora estabelecido, de um modo geral, há alguns anos. Porém, o conhecimento que se tinha desta operação era imperfeito e o resto da sua diversificada carreira era obscuro."
(excerto do prefácio)
"A carreira de Pavel Anatolievitch Sudoplatov no Serviço de Informações coincidiu, quase exactamente, com os trinta anos de reinado de Estaline na União Soviética. Sudoplatov trabalhou longos anos na Administração para as Operações Especiais, uma unidade de élite do Serviço de Informações soviético, tornando-se o seu director durante a guerra. Definiu o significado da palavra «especial» com sangue, veneno e terrorismo. [...]
A autobiografia de Pavel Anatolievitch Sudoplatov, contando setenta anos de manipulação e assassínio, não é um acto de contrição ou uma confissão. Ele viu-se como «um soldado em guerra» num combate justificável contra os fascistas ucranianos, Trotsky e os trotskistas, inimigos do povo, invasores germânicos, NATO e imperialistas americanos."
(excerto da introdução)
ÍNDICE:
Prefácio de Robert Conquest.
Introdução por Jerrold L. e Leona Schecter.
Evolução do Serviço de Segurança Soviético.
PRÓLOGO: Revelando um Segredo.
I - As Origens. II - Espanha: Cadinho para a Revolução e Saneamentos. III - Os Anos dos Saneamentos. IV - O Assassinato de Trotsky. V - Estaline e Hitler: Prelúdio de Guerra. VI - A Grande Guerra Patriótica: Jogos de Simulação e Guerra de Guerrilhas. VII - Espiões Atómicos. VIII - A Guerra Fria. IX - Raoul Wallenberg, LAB X e Outras Missões Especiais. X - Os Judeus: A Califórnia na Crimeia. XI - Os últimos Anos de Estaline, 1946-1953. XII - A Queda de Beria e a Minha Prisão. XIII - O Julgamento.
Apêndices:
I - Os Visitantes de Estaline em 21 e 22 de Junho de 1941. II - Documentos relativos a Espionagem Atómica., 1941-1946. III - Aspectos Técnicos do Projecto da Bomba Atómica Americana. IV - O Teste da Primeira Bomba Atómica Americana. V - Bases para o Massacre da Floresta de Katin. VI - Documentos de Reabilitação de Pavel Sudoplatov.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

08 agosto, 2012

TOLSTOI, Alexei - PEDRO O GRANDE. Versão portuguesa de Cabral do Nascimento. [Lisboa], Portugália Editora, 1965. In-8.º (21,5 cm) de 698, [6] p. ; B. Col. Os Romances Universais, XXXIII
1.ª edição.
"Pedro o Grande, reconstituição verdadeiramente épica, romance «poderoso - escreveu Marcelle Ehrhard -, estudante de vida e de cor que apresenta toda a sociedade russa nos inícios do século XVIII, boiardos, mujiques, velhos crentes, fanáticos e Alemães da Sloboda e, dominando-os a todos, a personalidades sobre-humana, a personalidade revolucionária do grande czar, antecessor dos transformadores actuais da sociedade»."
(Excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

21 agosto, 2011

LO GATTO, Etttore - HISTÓRIA DA LITERATURA RUSSA. Tradução, Prefácio e Notas de João Pedro de Andrade. Lisboa, Editorial Estúdios Cor, Lda, 1959. In-8º grd. (25cm) de 453, [10] p. ; [71] p. il. ; il. ; E.  Col. História Ilustrada das Grandes Literaturas, V.
Vinhetas desenhadas por Fernando Azevedo; Orientação Gráfica de Manuel Correia.
Ilustrada com 71 gravuras a p.b. e cores intercaladas no texto.
1ª Edição.
Obra muito completa, abrange todos os períodos da literatura russa, desde a Literatura Antiga e Medieval ao Neo-Realismo, contendo biografias dos grandes vultos da literatura russa, entre outros: Pushkine, Lermontov, Gogol, Turguenev, Dostoiévski, Tolstoi, Tchekov, Gorky.
Belíssima edição de grande qualidade gráfica muito ilustrada no texto e em extratexto.
Encadernação em sintético com lombada e cantos em pele com título e autor a ouro sobre rótulo negro; s/ guardas de brochura.
Bom exemplar.
Invulgar.
35€