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25 novembro, 2024

O COISO : o semanário de maior penetração no país.
4 - 28 Março 75 - 5 escudos. Diretor: Ruy Lemos. Chefe de Redacção: Mário-Henrique Leiria. Lisboa, Editorial «República», 1975. In-fólio (42,5x30 cm) de 16 p. ; mto il. ; B
1.ª edição.
Jornal humorístico, exemplo da imprensa "ligeira" pós-25 de Abril, anunciando na capa, "em rigoroso exclusivo": «A vida amorosa do Dr. Salazar». Publicação efémera, como aliás a maioria dos jornais congéneres na época, saíram 13 números em 1975/76. Este número foi distribuído em pleno PREC.
Muito ilustrado no interior com fotografias, fotomontagens, desenhos e cartoons.
"A 7 de Março de 1975 saía o primeiro número de "O Coiso", o "semanário de maior penetração no país".
"O Coiso" nasceu dependente do diário "República", custava 5 escudos cada exemplar e, na sua "Declaração de Princípios", dizia "que as pessoas, já de si chatas, estão agora muito chatas, e levam-se cada vez mais a sério".
Estávamos em pleno "PREC", toda a gente era revolucionária e o riso poderia ser considerado uma cedência à reacção. Embora, finalmente, tivesse terminado a censura, graças ao "glorioso 25", havia coisas de que se não falava, por pudor revolucionário."
(Fonte: https://www.coiso.net/velhocoiso/causas.html)
Muito invulgar.
20€

05 janeiro, 2023

JOHN SPEED em O Investigador Espacial
. Lisboa, Aguiar & Dias, Ldª, 1972. In-8.º (17 cm) de 63, [1] p. ; B. Col. Condor - N.º 36
1.ª edição.
Banda Desenhada. História de aventuras/ficção científica publicada na icónica colecção Condor.
"Nunca cheguei a saber como John Speed obtinha aquelas informações secretas. Eu apenas as recebia e classificava para que ele pudesse estudá-las. Mas a que acabava de receber não podia ser arquivada."
(Preâmbulo de John Speed...)
A colecção Condor foi a primeira aposta da Agência Portuguesa de Revistas (APR) no campo das histórias completas. Foi, também, a primeira colecção portuguesa de mini-álbuns de BD já que todas as revistas anteriores publicavam histórias de continuação."
(Fonte: http://tralhasvarias.blogspot.com/2012/05/condor-todos-os-numeros.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

25 março, 2022

MOERS, Walter - O CARA DE CU.
Tradução de Luís Filipe Coelho. 1
. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1994. In-fólio (30,5 cm) de 48 p. ; todo il. ; C. Col. Humor com humor se paga, 37
1.ª edição.
Álbum de banda desenhada composto por 14 histórias protagonizadas por um personagem abjecto e safado, sendo a primeira o momento do seu nascimento. Curioso e muito engraçado. Cremos que, sobre este "herói", apenas se terá publicado o n.º 1 nesta conhecida colecção.
Walter Moers (n. 1957). "Nasceu em 1957 e vive em Monchengladbach. Os seus trabalhos aparecem regularmente nas revistas satíricas Titanic e Kowalski. É autor e desenhador de livros para crianças e de livros para adultos, de filmes de animação para televisão e autor de séries radiofónicas. É o pai das figuras Kapt' n Blaubar e de Kleines Arschloch (O Cara de Cu). Este seu personagem de B. D. tem sido um enorme êxito na Alemanha (Kleines Arschloch), em França (Le Petit Connard) e na Grâ Bretanha (Little Asshole). Na Alemanha foram já vendidos 300.000 exemplares deste álbum e existem disponíveis no mercado muitos e diversificados produtos de merchandising."
(Retirado do verso da f. rosto)
Exemplar cartonado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

27 fevereiro, 2017

LA VIE PASSIONNANTE ET PASSIONNÉE DE CAMÕES. Texte de Michel Gérac. Illustrations de José Baptista. Lisbonne, S. E. I. T, 1973. In-8.º (21x21 cm) de 104 p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Biografia do grande vate português - Luís de Camões - em banda desenhada, com texto em francês, no original. Ilustrada com belíssimos desenhos a p.b.
"Le soleil déclinant fit scintiller un vitrail. Luiz Vaz sursauta, arraché à sa rêverie. Il s'était attardé, et sa pensée, vagabonde, s'était égarée loin du propos qui l'avait amené à rechercher la solitude du vieux cloître. Pourtant, la tâche était facile, il l'avait acceptée, flatré d'être désigné pour composer la pièce que les étudiants devaient jouer devant le très docte corps enseignant de Santa Cruz."
(Excerto da história)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

20 março, 2016

GONÇALVES, António Jorge - SUBWAY LIFE : VIDA SUBTERRÂNEA. Londres - Lisboa - Berlim - Estocolmo - Nova Iorque - São Paulo - Tóquio - Atenas - Moscovo - Cairo. Lisboa, Assírio & Alvim, 2010. Oblongo (21x30,5 cm) de [250] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Bilíngue (português/inglês)
Tiragem declarada de 1000 exemplares rubricada pelo autor (314/1000).
"Em 1997 comecei a praticar um exercício no metro de Londres que consistia em desenhar a pessoa que se sentasse à minha frente ou no meu mais imediato ângulo de visão. Era um método que pretendia obrigar-me a desenhar aquilo que não podia escolher.
Decidi estender este jogo a outras 9 cidades: no total foram cerca de 800 horas de trabalho repartidas pelas 3 a 4 semanas que permaneci em cada cidade, numa rotina de 2 sessões por dia, percorrendo linhas diferentes e abrangendo o total do horário de funcionamento.
Nunca pedi autorização a ninguém, mas também não fingi estar a fazer outra coisa: durante os 5 a 8 minutos que cada desenho levou a construir comecei como observador e acabei como observado.
Este livro compila, de forma cronológica, uma seleção desses desenhos elaborados entre 1997 e 2003."
(Introdução)
"Subway Life" reúne uma selecção feita a partir de três mil desenhos feitos em 10 cidades e é a última paragem de um projecto de vários anos. António Jorge Gonçalves quis dar a volta ao mundo assim: sentando-se no metro e desenhando a primeira pessoa que se sentasse à sua frente.
De 1997 a 2003. Cairo, Moscovo, Atenas, Tóquio, São Paulo, Nova Iorque, Estocolmo, Berlim. Eram tudo cidades que não tinha visitado antes. Assim que aterrava no aeroporto, procurava o sinal do metro. "Quando entrava no metro, sentia-me em casa."

Depois de seis anos a desenhar, foram precisos outros seis para chegar a este livro, publicado pela Assírio & Alvim."
(MARQUES, Susana Moreira (2010)," Quando entrava no metro, sentia-me em casa", www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/quando-entrava-no-metro-sentia-me-em-casa-264753)
"Subway Life (Vida Subterrânea) é um projecto que levou António Jorge Gonçalves a desenhar pessoas sentadas em carruagens do Metro em 10 cidades, nos 5 continentes.
Tudo começou em Londres - onde o artista residiu durante três anos - comum exercício que consistia em desenhar a pessoa que se sentasse à sua frente no Metro. Era um método aleatório de escolha de modelos que pretendia obrigá-lo a desenhar aquilo que não podia escolher. Ao regressar a Lisboa, decidiu estender o jogo a outras 9 cidades: Lisboa, Berlim, Estocolmo, Nova Iorque, São Paulo, Tóquio, Atenas, Moscovo, e Cairo.
800 horas de trabalho depois, constatou que entre os mais de 3000 desenhos registados nos seus cadernos era rara a repetição de postura. Apesar dos seus retratados se encontrarem numa mesma situação (sentados num comboio subterrâneo) a individualidade sobressaía sempre numa posição de mão ou no jeito de cruzar a perna. E se, por um lado, podia encontrar estereótipos dos habitantes de cada uma das cidades, por outro, existiam também indivíduos que poderiam encaixar em qualquer uma delas.
Em 2002, numa colaboração com os webdesigners Silikonski, foi criado o site www.subwaylife.com, que conheceu uma atenção muito particular, tendo sido premiado no FLASH FILM FESTIVAL 2002 SAN FRANCISCO e sido recomendado em dezenas de sites entre os quais USA TODAY ou YAHOO PICK OF THE DAY. Este site já recebeu, até hoje, mais de 5 milhões de visitas. O projecto mereceu ainda divulgação e entrevistas na imprensa em Portugal, EUA, México, Brasil, Rússia, França, Ucrânia, Austrália, China ou Japão. O livro reune um conjunto significativo dos desenhos, complementado por apontamentos sobre cada cidade. Juntando no mesmo comboio passageiros de todo o mundo somos convidados a viajar pela mão do desenhador."
(Fonte. www.fnac.pt)
Encadernação cartonada do editor azul com desenhos e letras a negro e branco.
Exemplar em bom estado de conservação.
Esgotado.
25€

03 agosto, 2015

VILHENA, J. - A GRANDE GAITA. Compilação noticiosa, científica, literária e artística. Profusamente ilustrada & indecentemente plagiada de jornais diários, hebdomadários, revistas, loletins, pasquins, diários das sessões, folhas de couve e outras publicações nacionais e estrangeiras de todas as tendências ideológicas, políticas, religiosas e morais. Tomo I. [S.l.], [s.n. - imp. nas Oficinas Gráficas de Imprimarte, S. A. R. L., Queluz de Baixo], 1973. In-fólio (30 cm) de 158, [2] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Edição original de A Grande Gaita, revista humorística. Muito ilustrada com desenhos e reproduções de gravuras de diversas proveniências.
Índice:  - O casal Burton. - O enforcamento de Sassoeiros. - O tirano de Alcabideche. - O Bolshoi de Moscovo. - Ana of England. - Um drama no nordeste transmontano. - Honra ao mérito. - Paraíso sem Adão. - Será a guerra tão má como a pintam? - Um drama no mar. - A agitação social na Suécia. - O problema da habitação. - O Basófias. - O regresso do Pachá. - A Gata Borralheira.
José Vilhena (n. 1927). "Nasceu a 7 de Julho de 1927, em Figueira de Castelo Rodrigo, filho de um pequeno proprietário agrícola e de uma professora primária. Passou a infância na aldeia de Freixedas, perto da Guarda. Aos dez anos, foi para Lisboa estudar. Depois da tropa, foi para a Escola de Belas Artes, no Porto, e cursou arquitectura. Porém, tinha começado a fazer desenhos para jornais e abandona o curso a meio. “Diário de Lisboa”, “Cara Alegre” e “O Mundo Ri” são algumas das publicações onde trabalha nos anos 50. Na década seguinte, desenvolve a actividade de escritor satírico.
Os seus livros são apreendidos pela PIDE e é preso por três ocasiões. Até ao 25 de Abril de 1974, escreve cerca de 70 livros. Nesse ano, sai o primeiro número da sua revista, “Gaiola Aberta”. Volta à carga com “O Fala Barato”. “O Cavaco” seria a publicação seguinte, mas a experiência acabou quando Cavaco Silva saiu de São Bento, em 1994. O seu projecto mais recente é “O Moralista”, onde adopta métodos de comunicação mais modernos. Independentemente das críticas ao seu trabalho, Vilhena é hoje considerado um dos maiores ilustradores, caricaturistas e humoristas da Nação."
(Fonte: www.cmjornal.xl.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Invulgar.
10€

30 janeiro, 2012

ECOS DA SEMANA DE BOTELHO : 1928-1950. Apresentado por José-Augusto França. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna, 1989. In-fólio (30 cm) de [230] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo publicado por ocasião da exposição "Ecos da Semana de Botelho 1928-1950”, realizada no CAM de 20 de Julho a 3 de Setembro de 1989. Contém uma selecção dos «Ecos da Semana», publicados no Sempre Fixe entre 1928 e 1950.
"Durante vinte e dois anos e meio, de 17 de Maio de 1928 ao fim do ano de 1950, Carlos Botelho publicou os seus «Ecos da Semana» na oitava (salvo algumas excepções) página d’«O Sempre Fixe» que viera à luz em meados de 26, justamente no fim da I República. […] «Ecos da Semana» são um duplo, e triplo, diário - do autor, entre os seus 29 e 51 anos de idade, e dum país (ou dum mundo), ao longo dum regime político firmando-se, firmado e abalado já, ao fim dos «Ecos», e duma história universal cortada por guerras, do Japão, a Etiópia, de Espanha, a nova Grande Guerra. Mas também, e sobretudo, um diário no não-dito. Menos pelo que as tesouras da Censura cortam do que pelo que o autor não desenha, no seu discurso tácito - que é o discurso nacional possível, para além de oficial, sempre, por natureza historiográfica, falso, e ainda para mais obrigações de totalitarismo instituído."
(Excerto de prefácio) 
Exemplar estimado, em brochura, com as capas plastificadas. Assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível