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30 maio, 2025

NABAIS, António J. C. Maia - MOINHOS DE MARÉ : património industrial. 
História do Concelho do Seixal
. [Seixal], Câmara Municipal do Seixal, 1986. In-8.º (21 cm) de 155, [1] p. ; [XVIII] f. il. ; [5] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história dos moinhos de maré situados na Margem Sul do estuário do Tejo.
Livro ilustrado com 28 estampas extra-texto - impressas sobre papel couché - que reproduzem esboços, mapas, desenhos e fotografias relacionadas com o assunto, bem como 5 folhas desdobráveis referentes a dois moinhos de maré: Planta do Moinho do Castelo - Corroios (1); Desenhos do auto de levantamento do Moinho Velho dos Paulistas - Seixal - realizado em 1981/82 (4).
"O presente estudo subordinado aos moinhos de maré pretende apenas divulgar alguns aspectos gerais deste tipo de actividade industrial que, desde a Idade Média até ao século XX, ocupou um espaço importante  entre a indústria alimentar da Margem Sul do Estuário do Tejo, não só para servir as populações locais e os Fornos do Biscoito de Vale de Zebro, mas, especialmente, para abastecer a cidade de Lisboa, que recebia a maior parte de farinha através dos barcos dos moinhos que, ao mesmo tempo, garantiam o transporte do cereal. [...]
O estudo não se reduziu aos moinhos de maré da área do território do concelho do Seixal. Houve, antes de tudo, a necessidade de os integrar no conjunto moageiro que se ergueu na Margem Sul do Estuário do Rio Tejo e de estabelecer a sua relação com a cidade de Lisboa, a fim de compará-los, e, ao mesmo tempo, recolher dados que ajudassem a compreender os aspectos técnicos e arquitectónicos. Por outro lado, tentámos fazer um levantamento geral dos moinhos de maré portugueses, a fim de obter informações quanto à sua localização e quanto às características gerais  destas construções industriais populares, não só para as podermos comparar, como também para melhor situarmos, no tempo, a antiguidade deste tipo de moagem."
(Excerto da Introdução)
Índice geral:
Nota de abertura. | Introdução. | Abreviaturas. | Cronologia. | Os moinhos de maré: situação geográfica. | Moinhos de maré do estuário do rio Tejo. | Barcos dos Moinhos. | Moinhos de maré do concelho do Seixal. | Arqueologia do moinho de maré: - Funcionamento e equipamento; - Mecanismo da moagem; - morfologia do edifício; - materiais, processos e elementos de construção. | O moinho e o moleiro. | O projecto Jorge Higgs: o motor hidráulico «Seixal». | Apêndice documental: [8 documentos]. | Glossário. | Fontes e bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
25€

02 março, 2025

MOREIRA, Dr. Eurico Tavares -
TRANSPORTES ENTRE AS DUAS MARGENS DO TEJO E NO CONCELHO DE ALMADA.
Tése apresentada ao 1.º Congresso Nacional de Transportes. Relator:... Almada - Fevereiro de 1939. Camara Municipal de Almada. [Lisboa], A Rápida : Papelaria, Tipografia e Encadernação, 1939. In-8.º (22x16 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho apresentado ao I Congresso Nacional dos Transportes, evento promovido por iniciativa do jornal Diário de Notícias e da Câmara Sindical dos Agentes e Importadores de Automóveis do Porto.
Com interesse para a região conhecida por "Margem Sul", tantas são as referências a zonas, vilas e cidades que a compõem, e em particular para o concelho de Almada.
Opúsculo curioso e muito invulgar, não mencionado na base de dados da Biblioteca Nacional.
"No pequeno âmbito que uma notícia pode comportar, quando destinada a um Congresso onde certamente se vão debater com amplitude grandes problemas sôbre transportes, nos seus mais variados aspectos, não cabem explanações sôbre um ponto restrito, que, embora à primeira vista pareça só interessar a um reduzido sector do nosso paiz, respeita a quasi todo o sul e mesmo a uma parte da Espanha.
Antes, porém, de abordar o assunto, embora superficialmente como dissemos, permitam V. Ex.ªs que lhes recorde alguns dos clássicos princípios que os tratadistas apresentam ainda hoje, como aqueles em que se pode e deve assentar um consciente estudo sôbre transportes: Tais são:
Velocidade
Preço
Regularidade
Segurança
Comodidade"
(Excerto de I - Condições gerais)
"Demorando um pouco a vista no mapa de Portugal, e raciocinando sôbre êle, sem esfôrço se verifica a excepcional importância da sua situação. E o Concelho testa de uma importante rêde de estradas que, de ligação em ligação, convergem no pontal de Cacilhas, vindas dos confins da Andaluzia, do Algarve, do Baixo e parte do Alto Alentejo. Não se tornaria necessário mais nada, para lhe determinar a importância.
Porém, quizeram as circunstâncias que, além da sua situação, as belezas naturais viessem avolumar ainda as suas já excepcionais condições.
As importantes indústrias tradicionais do Concelho, subsidiárias da sua principal riqueza agrícola - vinha - tais como as tanoarias e os armazens de vinhos para exportação, juntam-se as fábricas de cortiça, juntam-se as fábricas de cortiça, moagem, conservas, cerâmica, ólios, cal, dinamite, explorações florestais e seus derivados, com os gigantescos depósitos de gazolina e petróleo das Emprezas "Shell" e "Sonap", mostram, em rápidos traços, o panorama da grande importância industrial do Concelho. [...]
As belezas naturais do nosso Concelho, com as suas extensas praias da Costa de Caparica e da Trafaria, entre as quais se estende um formoso pinhal do Estado, o castelo de Almada, miradouro natural sôbre Lisboa, dominando o estuário do Tejo... [...]
A língua de areia que une, nas marés baixas, a Tôrre do Bugio à terra firme, permitiu o milágre, talvez único no mundo, da existência de uma praia fluvial - a Cova do Vapor - a poucas dezenas de metros de uma praia oceânica, a Lisboa-praia."
(Excerto de II - Situação especial do Concelho de Almada)
Índice:
I - Condições gerais. II - Situação especial do Concelho de Almada. III - Vias de comunicação do Concelho: a) Terrestres; b) Aquática. IV - Os meios de transporte colectivos que servem o Concelho. V - Consequências - Aumento populacional - Turismo. VI - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com vincos.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

31 dezembro, 2024

VIEIRA, Eugénio -
O FILHO.
Original de... Novela Portuguesa Ilustrada N.º 1. Desenhos de Cunha Barros. Gravuras de Bordalo Pinheiro. [Lisboa], Edição e propriedade de Adolpho de Mendonça, Ltd., [1925]. In-8.º (16,5x13 cm) de 36 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante novela realista, verídica de acordo com o autor, sobre a vida e faina dos Avieiros, os pescadores do Tejo.
Ilustrada com dois bonitos desenhos em página inteira de Cunha Barros (1878-1972), ilustrador e publicitário, que também assina a capa.
"Um pouco acima da, ainda agora tão senhorial, e por isso mesmo tão profundamente adormecida, que parece morta, vila de Muge, quem, pelo olhar, tirar uma recta de oitocentos metros a partir da esquina norte da fachada do palacio dos duques de Cadaval, encontrará, por certo, atravessando as vinhas, e um pouco abaixo do chamado Caes do Sabugueiro, uma reintrancia, onde o rio se divide em dois pequenos braços, por meio de uma linguasinha de terra. [...]
A historia que vai proseguir podia, se não fôsse veridica, dar-se em qualquer ponto do pitoresco scenário paisagistico, que vai de Valada a Muge, subindo o Tejo, faxa ribeirinha onde abundam os pescadores de tôldo, mas colocou-se exactamente onde se passou, não tanto por uma questão de amor á côr local como de culto á verdade."
(Excerto a Novela)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
15€

09 setembro, 2022

SOARES, Maria Micaela - VARINOS.
O Tejo. Pesca e Pescado : Pescadores e Peixeiras
. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita Lda - Lisboa], 1989. In-4.º (26,5 cm) de 67, [5] p. ; [25] p. ; B.
Separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, III Série N.º 90 - 1984/1988.
1.ª edição independente.
Importante trabalho sobre os pescadores do rio Tejo, sob o ponto de vista histórico, sociológico e etnográfico.
Livro ilustrado no final com 56 fotogravuras distribuídas por vinte e cinco páginas separadas do texto.
"A considerável amplidão, a jusante, da bacia hidrográfica do Tagus romano e a amenidade dos terrenos marginais propiciaram singulares condições para a exploração industrial das suas águas, pródigas em espécies, tanto adventícias como sedentárias.
Daí que a pesca tenha atingido neste rio grande desenvoltura, de modo pertinaz na sazão da fauna que o tornou famoso - o sável."
(Excerto de Pesca e Pescado)
"Verificou Baldaque da Silva que o número e a categoria das embarcações pesqueiras que, à volta de 1880, trabalhavam, durante a safra, no baixo Tejo e seu estuário, era de «quarenta barcos varinos, denominados batis-batis, tripulados por oitenta homens, número médio destas embarcações que, do distrito de Aveiro, emigram para o Tejo; trinta barcos ílhavos tripulados por quatrocentos e cinquenta homens que, depois da pesca costeira à tarrafa, vão pelo rio acima para a pesca do sável», além dos barcos do Barreiro e Seixal, das canoas da Trafaria e doutros pontos marginais.
Quem eram, então, estes pescadores que tão afanosamente se empenhavam na pescaria desta tira aquosa que enfaixa Portugal?"
(Excerto de Pescadores e Peixeiras)
Índice:
Varinos - O Tejo. Pesca e Pescado. Pescadores e Peixeiras. | Tejo. | O Tejo. | Pescadores e Peixeiras. | A Descarga do Peixe. Venda. | Barcos. | Vestuário. | Habitação. | Varinas. | Varina. | A Varina e a Literatura Popular. | Poesia Profana. | O Amor. | Encanto. | Desencanto. | Desgarrada. | Fado do Caminho-de-Ferro. | O Mar e a Ria. | A Borda d'Água e demais Estremadura. | A Alegrete. | O Senhor da Boa Morte. | A Senhora de Alcamé. | Alhandra. | Azambuja. | Senhor da Serra. | Evocação de Lisboa. | Musa Satírica. | Vária. | O casaco de rotina. | O canairo. | Carnavalesca. | Musa Dramática. | A órfã. | Poesia Religiosa. | Orações. | A barca nova. | Padre-nosso pequenino. | O Presépio. | Ao entrar na igreja. | Quando o sacerdote sobe ao altar. | Ao receber a hóstia. | Depois de comer. | Ao deitar. | Oração a São Jerónimo. | Benzeduras. | Talhar o sol. | Benzer da lua. | Talhar a inzipla. | Curar a linha torcida. | Benzer o quebranto. | Benzer o ógamento. | Informantes. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
30€

02 novembro, 2021

BRITO, José de - AS OSTRAS : na saúde e na cozinha.
Compilação de...
Lisboa, [s.n.], 1957. In-8.º (20,5 cm) de 12 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Folheto de propaganda para divulgação da indústria ostreira organizado por José de Brito, distribuidor das ostras do Tejo.
Livrinho com interesse para a história da produção e comércio do bivalve, bem como do Posto de Depuração de Ostras do Tejo (Rosário, Moita).
Ilustrado com tabelas, um gráfico e uma fotografia do Posto de depuração visto do lado do rio.
"Correspondendo aos desejos manifestados pelas autoridades intervenientes de fomentar o consumo de ostras no mercado interno, não só pelas vantagens económicas que daí resultam, como pelo facto de constituir este molusco um alimento valioso e de agradabilíssimo paladar, os concessionários ostreícolas resolveram, de comum acordo, dedicar todos os seus esforços e sem olhar a lucros, à tarefa de apresentar no mercado ostras escolhidas, tratadas, em tudo dignas de corresponder à merecida fama de que gozam as ostras portuguesas nos mercados estrangeiros, para onde são exportadas em quantidades consideráveis.
Por outro lado, a sanidade bacteriológica das ostras é garantida por uma depuração prévia a a que são obrigatòriamente sujeitas, não sendo permitida a sua venda senão em embalagens originais, seladas e com a etiqueta do Posto de Depuração que indica a data até à qual podem ser adquiridas."
(Excerto de A distribuição ao público de ostras depuradas).
Matérias: A distribuição ao público de ostras depuradas. | Como se devem comer as ostras. Ostras vivas, ao natural. | Algumas receitas saborosas. [Seguem-se 24 receitas]. | Como se guardam as ostras. | Modo de abrir as ostras. | Modo de guardar as ostras abertas. | As ostras na alimentação humana. | Como é feita a depuração das ostras e a garantia que ela representa de imunidade bacteriológica.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional (BNP).
15€

07 abril, 2021

VILELA, H. - AS OSTRAS NO CONSUMO E NA ECONOMIA NACIONAL. Por... Publicação n.º 18 : Separata do «Boletim da Pesca» N.º 43
. Lisboa, Gabinete de Estudos das Pescas, 1954. In-4.º (24,5 cm) de 29, [3] p. ; [1] mapa desdob. ; mto il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história da indústria ostreira localizada na margem sul do Tejo. Trabalho alicerçado sobretudo na promoção e descrição técnica do Posto de Depuração de Ostras do Tejo - unidade recém inaugurada, situada junto à praia fluvial do Rosário (Moita) -, realçando a sua importância para o desenvolvimento desta actividade. Este projecto, inovador na época, sobreviveria apenas duas décadas (1954-1972).
Contém a planta do Posto em página inteira. Inclui ainda uma "secção gourmet" com várias receitas para degustação do bivalve.
Livro muito ilustrado ao longo do texto com gráficos, quadros estatísticos e fotogravuras, bem como uma Planta, e um mapa desdobrável da zona de implementação dos viveiros (24,5x34,5 cm): Localização das Ostreiras e do Posto de Depuração das Ostras do Tejo. Esboço extraído do Plano n.º 73 (M. H. C. P.) : Escala 1/56.300.
"As ostras são inegàvelmente, entre os diversos moluscos bivalves, comestíveis, os mais valiosos e afamados em todo o mundo.
Nos países banhados pelo mar, onde é importante a sua ocorrência, participam largamente na alimentação humana e, em muitos deles, constituem até uma notável e bem organizada fonte de riqueza.
Em Portugal, não obstante a sua abundância, a insalubridade de grande parte dos bancos naturais, e a suspeição que se levantou relativamente a alguns, do mesmo passo que determinou a interdição do aproveitamento das oriundas do Tejo e do Sado, gerou uma atmosfera de desconfiança quanto à totalidade. Assim se deixou de explorar regularmente, e com continuidade, um produto com muitas probabilidades de se converter em importante recurso da economia nacional.
Com a criação do «Posto de Depuração de Ostras do Tejo», que ora começa a funcionar, resolve-se o problema da sua insalubridade, e as ostras poderão ser consumidas com toda a segurança, sem prejuízo das suas propriedades nutritivas e do seu delicado e apreciado sabor. [...]
No presente folheto salientam-se resumidamente as qualidades que as recomendam como alimento humano; faz-se sumária descrição do Posto de Depuração de Ostras, e do seu funcionamento; e, indicam-se algumas maneiras de apreciarmos a excelência do seu paladar."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias: [Preâmbulo]. | As ostras como alimento humano. | Posto de Depuração de Ostras do Tejo: Instalações do Posto; Fundamentos da Depuração; Fases do tratamento; Disposições e normas administrativas. | Como preparar e comer as ostras: Ostras vivas, ao natural; Salmoura de ostras; Sopa-creme de ostras; Sopa de ostras; Ostras-cocktail; Ostras estufadas na concha; Ostras no espêto; Ostras grelhadas; Ostras fritas; Saladas de ostras; Ostras de cebolada; Ostras recheadas. | Summary and Explanation. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequeno rasgão lateral (sem perda de papel) que apanha as primeiras folhas.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dá notícia do obra, sem no entanto indicar referência de recensão.
45€

25 julho, 2020

ANDRADE, Eng. Abel de Noronha e - O PROBLEMA DO TEJO. Melhoramento das suas condições de navigabilidade e de defesa dos seus campos marginais. Conferência realizada na séde da Ordem dos Engenheiros em 9 de Junho de 1939. Separata do Boletim da Ordem dos Engenheiros : N.os 38 a 41 - 1940. [Por]... Director da Hidráulica do Tejo. Lisboa, Gráfica Santelmo, 1940. In-4.º (25 cm) de 59, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante trabalho sobre a navegabilidade do Tejo e as cíclicas cheias do rio, com especial ênfase para os diques que o regulam, valas e canais.
Ilustrado com tabelas, planta e cortes transversais do Tejo, e desenhos esquemáticos dos diques ao longo das páginas de texto.

Livro muito valorizado pela dedicatória do autor ao Ministro da Justiça, Dr. Manuel Rodrigues Júnior.
"O problema do Tejo é um problema de vastidão e complexidade tais, dados os numerosos e importantes aspectos sob os quais pode ser encarado, que nem mesmo ao de leve é possível tratar ùtilmente, e na to, numa só palestra.
É incontestàvelmente um dos problemas hidráulicos de mais transcendente resolução no nosso País, tal a importância do rio e grandeza da sua bacia hidrográfica, a diversidade de características das regiões atravessadas pelo Tejo, pròpriamente, ou pelos seus numerosos afluentes, alguns dos quais importantíssimos por sua vez, e o carácter extremamente irregular e turbulento do seu regime. [...]
Na verdade, desde 1880 até pouco depois de 1930 pode dizer-se que as obras de defesa dos campos do Tejo estiveram pràticamente abandonadas, tão minguadas ou exíguas eram as verbas que, nos orçamentos do Estado, se destinavam à sua conservação e reparação.
E se se atender a que justamente neste longo período houve algumas cheias de violência extraordinária que nas obras causaram avarias gravíssimas e por vezes a sua ruína quási total, far-se á uma pálida idea do estado a que o conjunto chegou quando o Govêrno do Estado Novo pôde, uma vez restabelecido o equilíbrio financeiro, dedicar a sua atenção a êste e outros problemas semelhantes."
(Excerto de Consideração gerais)
Matérias: Considerações gerais. | Descrição sumária do Tejo e do seu regime. | As cheias do Tejo. | Obras de defesa e enxugo  existentes: O dique da Malã; O dique da Labruja; O dique dos Vinte; O dique de S. João; O dique da Boa Vista ou do Rebentão; O dique das O'nias; O dique de Valada; O dique do Arrepiado; O dique do Pinheiro; O dique Senhora das Dores; Diques longitudinais insubmersíveis [Tapadinha; Alverca; Cabido; Junceira; Caldeira; Gagos ou do Hospital; Torrinha ou do Migadalho]; O dique de Reguengo; O dique da Courela; O dique do Escaropim; O dique de Bilrete. | Propagação das cheias. | O estudo actual do Tejo - Siuas causas e conseqüências. | Resolução do problema. | Zona de Abrantes. | Zona de Constância. | Zona do Arrepiado à Chamusca. |  Zona de Tancos à foz do Almonda. | Zona da Chamusca ao Pôrto do Patacão. | Zona da foz do Almonda à foz do Alviela. | Zona do Pôrto do Patacão ao pôrto da Courela do Marquez. | Zona da foz do Alviela à Ribeira de Santarém. | Zona do pôrto da Courela do Marquez à foz do Sabugueiro. | Zona da Ribeira de Santarém à foz do canal de Azambuja. | Zona da foz do Sabugueiro à Ponta da Erva. | Zona da foz do canal de Azambuja até Vila Franca de Xira. | [Estimativa do custo de execução de obras: a( Criação do leito de estiagem; b) Construção de novos diques; c) Construção de esporões, barragens, defesas marginais, enrocamentos e plantações; d) Limpeza e regulação de afluentes; e) Refôrço de obras existentes. | Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta picos de acidez e mancha desvanecida de humidade à cabeça.
Raro.
Com interesse histórico e técnico.
40€

21 agosto, 2019

FESTA DO TEJO. Domingo, 29 de Junho de 1947, dia de S. Pedro : Segunda-feira, 30 de Junho. Preço deste programa: 2$50 - VIII Centenário da Tomada de Lisboa. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso nas oficinas da Papelaria Luso-Brasileira, Lisboa], 1947. In-4.º (23 cm) de [40] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Programa das festividades marítimas associadas às comemorações do 8.º Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros.
Livro ilustrado com bonitos desenhos, fotogravuras e publicidade associada à indústria do mar.
"Informa o Calendário das Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa que no Domingo, 28 de Junho de 1947, se efectuará a «Festa do Tejo». É dia de São Pedro, padroeiro dos que andam sobre as águas do Mar e, para o povo português, o terceiro dos Santos Populares, que enchem de poesia o mês de Junho.
Assim, nesta comemoração, havia que juntar toda a grandeza do Rio Imperial - razão de ser da própria Lisboa, segundo a história e a lenda - sem a afastar da simplicidade ingénua com que o povo celebra esta data e o Santo porteiro do Céu; de acordo também - diremos - com a proverbial rudeza dos marítimos e pescadores, e da gente humilde que vive no bucólico encanto da paisagem, à beira dos rios, onde águas cantantes regam e fertilizam as terras e dão ao povo o pão de cada dia.
A este duplo motivo obedeceu o plano da «Festa do Tejo», nas Comemorações do VIII Centenário: Ter grandeza compatível com a soberana magestade do estuário maravilhoso; manter a característica essencialmente popular do padroeiro dos pescadores, da gente para quem São Pedro é amparo, esperança, guia e refúgio na tormenta, simples motivo para uma procissão e benção das barcas, ou para uma quadra, que o povo, eterno poeta, fez nascer e poz, como um beijo de amor, nos lábios rubros duma rapariga, e ainda na quadra de pé quebrado de um cravo de papel.
Tratava-se de prestar homenagem ao Tejo e à Cidade capital - indissociaveis pelos seculos dos seculos."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar em brochura bem conservado.
Raro.
Com interesse olisiponense.
35

13 agosto, 2019

NOBRE, Antero - O HOMEM QUE VENCEU O MAR (Patrão Joaquim Lopes). [S.l.], [s.n. - Tipografia União Faro], 1951. In-4.º (23 cm) de 56, [4] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Com um retrato do biografado em extratexto.
Biografia do Patrão Lopes, talvez a mais importante que se publicou sobre o famoso nadador-salvador (Olhão, 1800 - Paço de Arcos, 1890), pescador e patrão de salva-vidas, benemérito heróico reconhecido em Portugal e no estrangeiro pelas vidas que salvou do mar. 'O produto da venda dêste livro destina-se á construção do monumento ao Patrão Lopes na vila de Olhão'.
Livro valorizado pelos autógrafos de três personalidades olhanenses, incluindo o autor.
Juntam-se 2 postais:
- Retrato do Patrão Joaquim Lopes;
- Maqueta do Ante-Projecto do Monumento ao Patrão Joaquim Lopes a erigir em Olhão (Escultor Anjos Teixeira-Filho).
"Em volta da figura do Patrão Joaquim Lopes teceu-se há muito um nimbo de lenda, que o decorrer dos anos parece avolumar cada vez mais; a tal ponto que, hoje em dia, na memória dos seus compatriotas, o patrão do salva-vidas da barra do Tejo não é já apenas um bravo e arrojado «lobo do mar» que, em rasgos de heroísmo, arrancou centenas de vidas à fúria das águas revoltas, e sim - o «Homem que venceu o Mar», heroi semi-lendário e quàsi sobrenatural de uma gesta que o povo ribeirinho canta como dos mais belos poemas da sua grei e todos os velhos marítimos sentem vibrar na alma, em sonoridades épicas, nas horas altas de emoção em que o evocam. Talvez por isso, até, o grande ministro que foi o algarvio Duarte Pacheco, ao contemplar o monumento que Paço d'Arcos erigiu ao heroi e o representa envergando luzido mas trivialíssimo uniforme de tenente da Marinha, dizia não compreender nem «sentir» aquele Patrão Joaquim Lopes de aspecto tão vulgarmente humano, "onde nada há do emocionante, do sugestivo, do quàsi irreal que foi a sua vida"..."
(Excerto do Introito)
Índice: Introito. | Um jovem «lobo do mar». | O «esbôço» de um heroi. | O começo da glória. | A caminho da «Legenda». | A consagração de um heroi. | Altruísmo e Patriotismo. | A morte de um heroi. NOTAS: O monumento de Olhão. | O monumento de Paço d'Arcos. | Data do nascimento de Joaquim Lopes. | A casa onde nasceu Joaquim Lopes. | A lápida de Olhão. | Olhão na História. | Joaquim Lopes em Paço d'Arcos. | O patrão da falua do Bugio. | A religiosidade de Joaquim Lopes. | Os socorros na Barra do Tejo. | A mulher de Joaquim Lopes. | A descendência de Joaquim Lopes. | Documentos nobilitantes. | Os pretensos salvadores dos ingleses.| Joaquim Lopes e a política. | Joaquim Lopes oficial da Armada. | Tomaz Ribeiro e Joaquim Lopes. | Última morada de Joaquim Lopes. | «Salvadores de tradições». | Nota final.
Antero Nobre (Moncarapacho, 1910 - Olhão, 1997). "Foi um dos intelectuais olhanenses mais produtivos, pertencente à tríade intelectual de ouro da segunda metade do séc. XX (onde também incluo Francisco Fernandes Lopes e Alberto Iria). Desde cedo apresentou grande interesse pelas letras e pela cidadania empenhada em Olhão e no Algarve. Embora tendo frequentado a Faculdade de Letras, não concluiu o curso. Foi, durante anos, funcionário do Instituto Nacional das Actividades Económicas, tendo-se aposentado por motivos de saúde, passando então a exercer o magistério."

(Fonte: http://www.olhaocubista.pt/personalidades/antero_nobre.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
40€

10 fevereiro, 2019

SANT'ANA, António H. de - APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS PILOTOS DA BARRA DE LISBOA. [S.l], [s.n. - Casa Mendonça, Lisboa], 1957. In-4.º (23,5cm) de 105, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história dos pilotos da Barra de Lisboa.
Ilustrado com fotografias a p.b. no texto e em página inteira.
"Os pilotos da barra são, como se sabe, uma das várias resultantes do desenvolvimento das relações dos povos com o mar.
Oriundos da classe dos pescadores que desde tempos remotíssimos exerciam o mister da pesca do alto nas costas dos continentes e, nomeadamente, nas de Portugal e Lisboa, no parecer do distinto escritor Ramalho Ortigão, expendido nas «As Farpas», onde diz: «Para ter marinha é primeira condição ter marinheiros. Para criar marinheiros é preciso criar pescadores», vimos encontrar relacionadas a tempos bastante remotos da nossa história, as tradições dos homens que em dada altura das nossas relações com o mar fundaram um serviço, o da pilotagem das barras e portos, cujo valor adiante se referirá segundo o relato de códices e outros elementos de informação que permitem se faça uma ideia da origem e evolução desse serviço até aos nossos dias.
As inúmeras razões que promoveram o progresso da construção naval e que transformaram as primitivas embarcações que primeiramente o homem houve mister de construir para sua condução e sustento e depois para as suas relações com os outros povos e combate em navios de maior calado e, por último, nos grandes navios transoceânicos, depressa promoveram a necessidade de assistência de um prático ou auxiliar de navegação que em determinados locais, nas proximidades dos portos e estuário das barras assegurasse, capazmente, o livre acesso desses locais, protegendo, assim, a navegação contra os inúmeros perigos a que se expunha navegando neles desprevenidamente.
Poderá ajuizar-se, talvez, de exagerado o parecer de que a verificação de uma série de desastres no mar, pesando sobre a economia dos povos, acabou por tornar indispensável a assistência desses auxiliares de navegação, desde que os navios, é claro, excedessem um determinado calado de água."
(Excerto de Origens)
Índice: Da etimologia da palavra «piloto». Regulamento do piloto da barra. Pilotos da barra - Colecção de Leis: Pilotos da barra - Colecção de leis de Setembro de 1720 a Outubro de 1956. Notas e impressão do Inquérito: Origens. Primeiras notícias oficiais - Lisboa, Porto e Aveiro, movimento de comércio marítimo no século XVI; Lisboa, Porto e Aveiro, condições de acesso das respectivas barras. Duas épocas - A consolidação de alicerces e o primeiro Regulamento de Pilotagem. Do século XIX para o século XX. Última etapa. Outros subsídios: Relatório - Breve Notícia do período 1925-1956. Episódio histórico que revela o carácter de uma Rainha. Difícil tarefa. Pessoal. Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

04 maio, 2016

APARÍCIO, Victor - TONECAS : a tragédia que enlutou Almada. Edição evocativa do cinquentenário da tragédia : 1938-1988. [Prefácio de Romeu Correia]. [Almada], Câmara Municipal de Almada, 1988. In-8.º (21 cm) de 125, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
História da tragédia do Tonecas, cacilheiro naufragado no Tejo em Dezembro de 1938, e tudo o que se seguiu.
Ilustrada com desenhos e fotogravuras nas páginas do texto.
"Lembro-me como se fosse hoje, e já lá vão 50 anos. Nesse dia 19 de Dezembro de 1938 a manhã nascera limpa de nuvens, mas fria e triste. Eu vivia na pujança dos vinte anos, depois de cumprir a recruta na vila do Entroncamento. Saíra livre ao número, beneficiado pelo sorteio, e regressara à condição de cidadão desempregado, tão frequente nos jovens desse tempo. [...]
Eu entretinha-me a praticar desporto, a tentar as primeiras peças teatrais, a ler e a ir ao cinema, quando a magra bolsa me permitia.
Nessa tarde, atravessei o rio e encafuei-me no Chiado Terrasse. Acabado o filme dei uma volta pela baixa lisboeta e dirigi-me ao Terreiro do Paço. Vejo que um cacilheiro vai partir e decido-me a correr e a pular para a amurada. Apanhei o barco por um triz...
Chegado a Cacilhas, venho a pé para a vila. Quando batia à minha porta - Avenida Heliodoro Salgado, 13 - oiço gritos de um vizinho, dizendo que o cacilheiro seguinte ao nosso fora abalroado por uma draga, indo ao fundo com todos os passageiros. Uma desgraça nunca vista!"
(Excerto do prefácio)
Matérias:
Prefácio. 1 - O "Ville de Victoria e "D. Elisa". 2 - O naufrágio. 3 - Seis Retratos dos Bastidores. 4 - Almada vestiu-se de luto. 5 - Peripécias da Emersão. 6 - Funerais. 7 - Os Vivos e os Mortos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo da Biblioteca Municipal de Almada na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

30 março, 2016

ALVES, José do Nascimento - NOTAS E MEMÓRIAS DE UM ESTIVADOR. Centenário dos Estivadores. [S.l.], Sindicato dos Estivadores do Porto de Lisboa e Centro de Portugal, 1996. In-8.º (22 cm) de [2], 169, [1] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Capa de Gentil Oliveira.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Memórias de um estivador do Porto de Lisboa. Importante subsídio e pioneiro trabalho sobre a estiva, salvo melhor opinião, o único que sobre o tema se publicou entre nós. Muito ilustrado a p.b. nas páginas do texto com reproduções de gravuras, fotografias, fac-símiles, tabelas e desenhos esquemáticos. Inclui ainda em página inteira, fotografia com respectiva ficha técnica de alguns navios emblemáticos da nossa frota mercante, de transporte de carga e de passageiros: S. Thomé; Saudades; Sofala; Bata Novo (iate); Outão; Amisil (lugre); Anfitrite Primeiro (lugre); Mello; Lima; Pero de Alenquer; Vera Cruz; Santa Maria; Pátria; Império; Moçambique; Angola; Niassa; Uíge; Timor; Índia; Quanza.
"A homenagear a iniciativa promovida por uma Comissão do Sindicato dos Estivadores do Porto de Lisboa e Centro de Portugal do qual sou reformado e com cerca de quarenta anos de serviço a seu pedido, entendi extrair de alguns alfarrábios elementos de boa valia que bem identifica esta cidade de Lisboa, o seu Porto e os Estivadores.
A cidade de Lisboa não era tão linda, não era tão bela e não era tão rica se não tivesse a acompanhar o rio Tejo que lhe serve como porto comercial assim como faz dele um dos portos mais bonitos do Mundo que, por sua vez e para seu desenvolvimento uma das principais alavancas eram os homens da Estiva.
É destas três imponências que devo destacar para melhor recordar e homenagear o seu centenário.
Começo por dizer que em cada passo que se dá na zona ribeirinha lisboeta logo o estudioso atacado pela paixão encontra um motivo de investigação ou uma sombra da vida passada da cidade e do seu Porto.
O Cais da Areia, o Cais dos Soldados, o Cais do Tojo, a Rua dos Remolares, o Terreiro do Trigo, a Travessa da Galé, a Travessa da Praia, a Travessa das Galeotas, a Travessa dos Escaleres, a Travessa do Cais da Alfândega Velha são outras tantas recordações do passado a épocas e usos distantes.
O Cais do Sodré sempre pleno de evocações continua a ser o forum da gente do mar e hoje como dantes lá continuam a reunir-se nos cafés e nos bares, os homens da Estiva, agentes de navegação e os embarcadiços. A moderna Avenida da Ribeira das Naus com o seu nome e sítio, nos evoca a floresta dos mastros dos navios outrora ali construídos para engrandecimento e expansão do nosso país."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
Preâmbulo. - O Centenário dos Estivadores : 1896 a 1996. - Evolução no tempo. - Associação de Classe dos Estivadores do Porto de Lisboa : Organização, Disciplina e Trabalho. - Origens. - Escala de Trabalho. - Direitos dos Sócios. - Deveres dos Sócios. - Penalidades dos Sócios. - Disposições Gerais. - Salários e Horários de Trabalho. - Termos de Greve. - O Chafariz de Dentro. - Resumos retrospectivos (de 1907 a 1981): I - Navios entrados. II - Mercadorias : Carga Marítima. III - Passageiros : Navegação Marítima. - [Navios e respectivas fichas técnicas]. - Da Associação de Classe a Sindicato dos Estivadores. - O Ciclone. - Nevoeiros. - O Cais do Sodré. - [Projecto da Casa dos Trabalhadores do Porto de Lisboa : Casa do Conto, Edifício da União, dos Sindicatos e da Caixa Sindical de Previdência]. - Regulamento Interno. - Regulamentação do Serviço de Colocação "O Conto". - Organização Sindical. - Novas Instalações Locais. - A Coomapor. - A Caveira da Coomapor. - Figueira da Foz. - A Vida dos Estivadores. - 25 de Abril. - Passeios Fluviais (piqueniques). - Convívios em Cascais : Parque Marechal Carmona. - Noites de Fado na Casa do Conto. - Riqueza Maior (poesia). - Recrutamento e Trabalhos ao Largo. - Serviço de Colocação de Trabalhadores Portuários. - O Documento: Políticas Legislativa e Sindical: Onde está a "Luta" Sindical Portuária? - Realidades Ocultas. - As Contas da Caixa Auxiliar dos Estivadores. - Reformas e Licenciamentos : Portarias N.º 614 - B/84 de 20 de Agosto. - "Oh Abreu, dá cá o meu.". - Políticas Legislativa e Sindical: Onde está a "Luta Sindical Portuária?". - Continuação de  Novas Estruturas e Obras no Porto de Lisboa. - "Nunca me Convenci" : "Nem me Convenço". - Ingresso no Sector. - A Maior Pedrada de Sempre. - O Estivador mais velho. - O Estivador mais novo. - Os Presidentes.
José do Nascimento Alves. Nasceu em Alfama na antiga Calçada de S. João da Praça, actual Rua Norberto de Araújo, em Lisboa, a 17 de Fevereiro de 1927. Frequentou o 2.º ano na Escola Industrial Afonso Domingos.
Com a morte do seu pai em 1939 teve de abandonar a escola indo trabalhar nas oficinas e a bordo dos navios como aprendiz de "Caldeireiro". Em 1941 tira com boas provas prestadas os certificados de natação e remo. Em 1943 é inscrito Marítimo na Capitania do Porto de Lisboa sendo tripulante de Batelões e Rebocadores da Companhia Nacional de Navegação.
Em 1950 tirocinou na A.G.P.L. o curso de Maquinista de Guindaste apesar de inicialmente não ter profundos conhecimentos de Mecânica e Electricidade, a informação dos Monitores foi ter revelado grande vontade e capacidade de aprender, dignas de apreço.
Em 1952 é admitido como Estivador "Suplente".
Sempre teve gosto de escrever, em Maio de 1981 escreveu um Opúsculo "Alfama onde nasce" que distribuiu quando foi convidado pela C. B. - Banda do Cidadão, Estação-Jagudi, como "guia" de uma visita ao Bairro de Alfama.
Encadernação cartonada revestida por sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível

26 março, 2016

FERREIRA, Agro - TURISMO E O TEJO. A Avenida da Margem Sul. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa], 1933. In-8.º (20,5cm) de 53, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela extensa dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Miguel Homem de Sampaio e Melo.
Conferência proferida por Agro Ferreira, a convite da Comissão de Iniciativa da Costa da Caparica - «Praia do Sol», na Sociedade Propaganda de Portugal na noite de 15 de Maio de 1933.
"Em 1933, aproveitando a "política de realizações" do Estado Novo e o investimento então feito na construção rodoviária, Agro Ferreira propôs a construção de uma estrada marginal ao Tejo, que ligasse Cacilhas à Costa da Caparica, à semelhança da Marginal entre Lisboa e Cascais que seria inaugurada no contexto dos centenários.
Agro Ferreira defendia que Lisboa deveria ter acompanhado o Tejo no seu desenvolvimento urbanístico, ao invés de se ter desenvolvido para o interior, pois a sua vocação natural e histórica era desenvolver-se em duas margens.
Para isso, era necessário tornar a margem sul um núcleo importante de actividades industriais, comerciais e turísticas, criando uma avenida marginal que impulsionasse este desenvolvimento.
Esta proposta suscitou o interesse do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, presidido por Duarte Pacheco, que na mesma altura lançava um concurso público para a concessão da ponte sobre o Tejo, que viria depois a ser cancelado, mas que serviria de mote para os anos 50-60."
(GRANADEIRO, Rui (2015), "Indevidamente chamada de Caparica", in almada-virtual-museum.blogspot.pt)
Matérias:
- «Prólogo desnecessário» do Ex.mo Sr. Eng.º Fernando de Sousa.
- Turismo e o Tejo:
- Introito. - Lisbôa e o Tejo. - O Pôrto de Lisbôa. - A Avenida da Margem Sul. - Os Distritos de Lisbôa e Setúbal. - Transportes do Tejo. - Ilações. - Organização Oficial de Turismo. - Moção Aclamada.
- Almada - Bairro de Lisbôa.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

07 março, 2016

NASCIMENTO, Alfredo Ferreira do – A TORRE DO BUGIO. Lisboa, [s.n. – imp. Ramos, Afonso & Moita, Lda.], 1958. In-4.º (24,5cm) de 22, [2] p. ; il. ; B. Separata de «Olisipo» - Ano XXI – N.º 81, Janeiro de 1958
1.ª edição independente.
Curiosa monografia sobre a Torre do Bugio. Ilustrada no texto e em página inteira com desenhos e esboços, e uma fotografia da Torre.
Anda nos olhos de todos nós, porque ela se integra sem esforço no complexo paisagístico de Lisboa, a silhueta bem característica, e de certo modo airosa, da velha Torre do Bugio. Emparceirada com S. Julião da Barra coube-lhe, durante pouco mais de um século, a missão de montar a guarda vigilante do passo da barra. Depois, e cumulativamente com aquele encargo, recebeu, o de servir de guia a mareantes, o único que ainda hoje se mantém. Prisão de Estado em épocas agitadas da nossa história, alvitra-se agora que nela se erga um monumento aos homens dos descobrimentos, enquanto que, por outro lado, há quem sugira a sua adaptação a fins turísticos, um e outro aproveitamento sem menosprezo da sua função primacial de farolagem.
Primitivamente conhecida por Torre da Cabeça Seca, outras designações lhe são atribuídas em numerosos documentos a ela referentes. Assim, chamaram-lhe também Torre de S. Lourenço, de S. Lourenço da Barra e, ainda, de S. Lourenço da Cabeça Seca. Mas a partir de uma determinada altura passou a ser concorrentemente designada por Torre do Bugio. [...]
Mas, do Bugio porquê?...”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

02 março, 2015

VEIGA, José Manuel da - OS ATTERROS DA BOA-VISTA E O DOMINIO DOS CONFINANTES. Pelo advogado... Lisboa, Imprensa União Typographica, 1858. In-4º (22cm) de V, [1], 29 p. ; B.
1.ª edição.
Polémica jurídica sobre a posse de terras junto ao rio Tejo - o domínio público e o privado. A peça contempla uma dissertação histórica sobre a distribuição das terras ribeirinhas pelo povo. Após uma pequena incursão aos procedimentos adoptados pelos romanos nestas matérias, o autor discorre sobre o Direito Português antigo, desde os primeiros reinados da monarquia até à época da publicação do presente opúsculo.
"Já tinhamos tençam de publicar estes apontamentos, para excitar os homens de Lei a estudar a questam dos proprietarios dos predios marginaes do Tejo, com os invasores dos seus limites, e julgar della pelos principios do Direito respectivo, quando, no Tribunal da Boa-hora, entre nós, o nosso colega, o Sr. Luiz Carlos Pereira, e outros, se travou practica sobre o ponto; e, manifestando nós a nossa convicçam pelo dominio e direitos dos proprietarios marginaes do Tejo, o referido nosso colega manifestou a sua convicçam nos seguintes termos: - que os terrenos das margens do Tejo são insusceptiveis de dominio particular.
Convidei-o então a debater a questam..."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Com evidente interesse olisiponense.
Indisponível

12 abril, 2013

COSTA, A. Ramos da – RESUMO DO NOVO ROTEIRO DA BARRA E PORTO DE LISBOA. Contendo: A descripção de todos os pontos principaes desde o cabo da Roca ao do Espichel - Indicações para entrar no rio Tejo pela Barra Grande e Corredor - Navegação e ancouradoros no rio - Obras do porto - Hora oficial - Bases para a medição da velocidade dos navios - Indicação para a regulação de agulhas e chronometros - Elementos magnéticos - Dados climatéricos – Ventos - Correntes, etc. : por… Official de marinha e engenheiro hydrographo. Lisboa, Composto e Impresso na Imprensa de Manuel Lucas Torres, 1920. In-8.º (21cm) de [2], 36, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Augusto Ramos da Costa (1865-1939). “Vice-almirante engenheiro hidrógrafo. Executou diversos trabalhos relacionados com os serviços de faróis e balizagem, tendo publicado diversas obras sobre temas de hidrografia, oceanografia, astronomia, magnetismo, balizagem e meteorologia."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

10 abril, 2013

SANTOS, Reynaldo dos – A TORRE DE BELEM : 1514-1520. Estudo histórico e arqueológico. Desenhos de Maria de Lourdes. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1922. In-4º (27cm) 131, [3] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
Ilustrado no texto e em separado.
“A tôrre, construída a partir de 1514, estava certamente terminada cêrca de 1519, mas só em 1521, D. Manuel, nomeou o seu primeiro alcaide e capitão-mór – Gaspar de Paiva – irmão do amo do príncipe, herói da Índia sob Afonso de Albuquerque e mais tarde de Mamora, em Marrocos, de cujo desastre conseguiu sair coroado de glória! E é a partir desta nomeação, que o baluarte do Restelo passa a ser designado – Tôrre de S. Vicente a par de Belêm.
Mas não é apenas a época da sua construção e a biografia do mestre que a dirigiu, o que através dos documentos procuraremos precisar; o problema da filiação artística da Tôrre, põe-nos diante dum dos aspectos mais interessantes da arte manuelina – o das suas reminiscências orientais.” (excerto do antelóquio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sobrecapa apresenta falha de papel, junto ao canto inferior direito. Dedicatória (não do autor) a lápis na folha de guarda. Assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
25€

21 novembro, 2012

REIS, A. Estácio dos Reis – O DIQUE DA RIBEIRA DAS NAUS. Lisboa, Academia de Marinha, 1988. In-8º grd. (23cm) de 277, [3] p. ; [44] f. il. ; il. ; B.
Muito ilustrado em separado, a p.b. e a cores.
Inclui reprodução em fac-símile do Livro de Registo de Entradas e Saídas de Navios do Dique, desde 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939 (p. 96-218).
Matérias:
1. Introdução.
2. As docas secas na Europa até 1800.
3. Os antecedentes do Dique em Portugal.
4. O Dique da Ribeira das Naus.
5. Os acontecimentos mais importantes na história do Dique da Ribeira das Naus.
6. Outras docas secas e planos inclinados.
7. Docas flutuantes.
8. O Livro de Registo.
9. Reprodução em fac-símile do Livro de Registo de Entradas e Saídas de Navios do Dique desde 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939.
10. Lista alfabética, não só dos navios que utilizaram o Dique, entre 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939, como também entre 10 de Novembro de 1852 e 4 de Maio de 1861 (com excepção dos navios de Marinha de Guerra e do Estado) e ainda durante os anos de 1863, 1865, 1877 e 1878.
11. Fontes consultadas.
12. Agradecimentos.
13. Notas.
António Estácio dos Reis, “é oficial de Marinha e interessa-se pela História da Ciência, dedicando-se, em especial, à pesquisa e estudo de instrumentos científicos e náuticos. É membro da Comissão Portuguesa de História Militar, da Scientific Instrument Society e da Coronelli Society, cujo âmbito é o estudo de globos antigos. Participou na organização de numerosas exposições realizadas no Museu de Marinha, da qual é membro. Fez parte da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses e foi comissário da exposição Portugal-Brazil, The Age of Atlantic Discoveries, que teve lugar na Public Library de New York, em 1990 e foi repetida, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. É membro da Comissão que está a proceder à reedição das obras de Pedro Nunes. É autor de numerosos artigos em revistas portuguesas e estrangeiras e das seguintes obras: O Dique da Ribeira das Naus (1988), Uma oficina de Instrumentos de Matemática e Náuticos, 1800-1865 (1991), Medir Estrelas (1997), Os Navios d’O Occidente (2001), Astrolábios Náuticos em Portugal (2002), Gaspar José Marques e a Introdução da Máquina a Vapor em Portugal e no Brasil (2006) e Observatório Real da Marinha (2009).” (in chcul.fc.ul.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
25€

24 abril, 2012

FOTOGRAFIA a p.b. do Vapor de Pilotos “Comandante Milheiro”.
[s.d.] 

Dim: 24x30cm

O vapor "Comandante Milheiro" foi fabricado na Escócia, nos estaleiros da Bow, McLachlan & C., e entregue em 1928 para serviço da Corporação de Pilotos do Rio e da Barra de Lisboa. 

Carcterísticas técnicas:
Nº Oficial: 382-F > Iic.: C.S.F.T. > Registo: Lisboa
Construtor: Bow, McLachlan & Co., Paisley, Escócia, 1928
Tonelagens: Tab 399,90 to > Tal 138,02 to
Cpmts.: Pp 37,24 m > Boca 7,72 m > Pontal 4,00 m
Máq.: Bow. McLachlan & Co. > 1:Te > 960 Ihp


Exemplar apresenta defeitos.
Muito invulgar
30€ 

24 março, 2012

PONTE MARECHAL CARMONA : sobre o rio Tejo em Vila Franca de Xira, E.N. N.º 1. Lisboa, Ministério das Obras Públicas : Junta Autónoma de Estradas-Direcção dos Serviços de Pontes, 1951. In-4.º (23 cm) de 22 p., [1] v. cc. ; todo il. ; B.
Contém reprodução do baixo-relevo do Marechal António Óscar de Fragoso Carmona, colocado nas entradas da ponte, da autoria do escultor Francisco Franco.
Brochura exemplar da propaganda do Estado Novo, em edição muito ilustrada com fotografias a p.b. que acompanham texto explicativo das diversas fases da obra - com os "elementos numéricos da ponte" -, até à sua conclusão; inclui ainda, registo fotográfico da visita de altas individualidades - o Presidente da República, General Craveiro Lopes e o Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar.
Bom exemplar.
Invulgar.
Indisponível