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20 fevereiro, 2025

AURORA, Conde d' -
ITINERÁRIO ROMÂNTICO DO PORTO.
Desenhos de José Luís e fotos do autor extratexto
. Porto, Editorial Domingos Barreira, [1962]. In-8.º (20x13 cm) de 165, [3] p. ; [28] p. il. ; B. 
1.ª edição.
Roteiro do Porto antigo, histórico e monumental. No prefácio o autor dá conta do seu desencanto pelo desaparecimento de edifícios relevantes para a cidade e a dispersão dos seus ricos recheios.
Ilustrado com inúmeras fotografias e desenhos dispersos por 28 páginas intercaladas no texto.
Índice:
Prefação. Itinerários: I - Marcha de aproximação. II - Praça Nova. III - Rua do Loureiro - Rua Chã - Sé. IV - Rua de S.to António - S.to Ildefonso - Freixo. V - Rua das Flores. VI - Bolsa - S. Francisco - Feitoria. VII - Da Universidade ao Campo Alegre. VIII - Praça de Carlos Alberto a S.to Ovídio. IX - Clérigos - Cordoaria - Vitória. X - Infante - Foz - Matosinhos.
José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho, 2.º Conde de Aurora (Ponte de Lima, 29 de Abril de 1896 - Ponte de Lima, 3 de Maio de 1969). Escritor português. "Em 1919, por ocasião da Monarquia do Norte, partiu para o exílio tendo vivido em Espanha, no Brasil e Argentina. Em 1921, fundou o periódico “Pregão Real”. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi juiz do Tribunal do Trabalho. A sua obra reparte-se por vários géneros literários, caracterizando-se pela defesa dos valores culturais tradicionais dentro dos moldes estéticos do realismo, na senda de Eça de Queirós. Marcadamente nacionalista e claramente crítico em relação à Primeira República, o Conde d’Aurora dedicou ao Minho – aqui entendido como a região de Entre-o-Douro-e-Minho – grande parte da sua obra literária."
(Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/119202.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.

Muito invulgar.
20€

02 março, 2022

AURORA, Conde d' - O PINTO - Infância, paixões e morte de um cacique eleitoral. -
Romance
. Porto, Livraria Tavares Martins, 1935. In-8.º (19 cm) de 191, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Romance satírico sobre o caciquismo local, 
sendo esta uma das mais interessantes e apreciadas obras do autor.
"Fidaurgo - lhe chamava tôda a gente.
A princípio era o «Filho do Fidaurgo do Paço», o «Fidaurginho»; o «Fidaurgo do Paço», mais tarde.
Depois, na aldeia, até na Vila de Oliveira, todos diziam apenas : o «Fidaurgo».
«Menino esteja quieto. Menino esteja calado!» - fôra tôda a sua educação.
Disseram-lhe o que se não deve fazer: educação negativa porque nunca lhe ensinaram o que se deve fazer.
Tinha mêdo ao Pai - fazia tudo às escondidas dêle.
Não era grande o respeito pela Mãi - e o Pai sempre a dizer «que os rapazes não devem andar metidos nas saias das mulheres».
A vélha criada que o desmamou morrera anos antes.
E sabendo mal a cartilha lá chegou finalmente - sadio de fruta verde clandestina e vinho e boroa por casa dos caseiros - à terrível idade de aprender no sistema métrico a medida do estere.
A Mãi, ralada de desgôstos, vivia coacta, no receio do Marido.
Senhora doente, de boa família, descendente de Ramiro 1.º Rei de Leão, e também, e muito provàvelmente, do Brigadeiro D. João de Amorim, heróico comandante da Praça de Monção em 1640, e de todos aquêles fidalgos de boa estirpe da ilustre Casa de Piães - onde Manuel Pinto de Faria Soares a mandara pedir em casamento pelo capelão de sua casa, conhecedor das terras que a Menina possuía no Concelho de Oliveira.
Manuel Pinto enchera-a de aflições e faltas de respeito.
Nunca mais ela vira as suas jóias desde o dia do casamento.
Andavam por casa e pela quinta, sem cerimónia, as jornaleiras e as moçoilas da aldeia a quem o sanguineo e bestial Senhor acenava o lenço."
(Excerto do Cap. I e II)
José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho, 2.º Conde de Aurora (Ponte de Lima, 1896 - 1969). Escritor português. "Em 1919, por ocasião da Monarquia do Norte, partiu para o exílio tendo vivido em Espanha, no Brasil e Argentina. Em 1921, fundou o periódico "Pregão Real". Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi juiz do Tribunal do Trabalho. A sua obra reparte-se por vários géneros literários, caracterizando-se pela defesa dos valores culturais tradicionais dentro dos moldes estéticos do realismo, na senda de Eça de Queirós. Marcadamente nacionalista e claramente crítico em relação à Primeira República, o Conde d’Aurora dedicou ao Minho – aqui entendido como a região de Entre-o-Douro-e-Minho – grande parte da sua obra literária. Como ficcionista, publicou O Pinto, em 1935, trabalho que obteve o prémio de romance Eça de Queiroz e onde são desfibradas as particularidades do caciqueirismo político liberal."
(fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/119202.html)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

06 outubro, 2021

AURORA, Conde d' - REUNIÃO DO CURSO : MCMXII-MCMXVII
. [S.l.], [Edição do Autor], 1963. In-8.º (22x17 cm) de 42, [6] p. ; [1] f. desdob. ; [4] p. il. ; B.
1.ª edição.
Reunião do curso de Direito (1912-1917) da Universidade de Coimbra, encontro patrocinado pelo autor, que recebeu os colegas no seu domicílio de Ponte de Lima, na Casa de Nossa Senhora d'Aurora, tendo para o efeito, e para memória do evento, produzido e distribuído pelos convivas o presente livrinho.
Desenho, foto e arranjo da capa: do Autor.
Rara peça auroriana, com referências aos tempos de estudante em Coimbra. Livro impresso em papel encorpado, ilustrado em separado com um desdobrável (convite) desenhado pelo autor, e 3 + 1 páginas reproduzindo nove fotografias e a reprodução do "bilhete postal" para confirmação de presença na festa.
Tiragem fora de mercado de 120 exemplares em papel velino tipo featherweight (o presente não se encontra numerado nem assinado pelo autor).
Dado o seu carácter exclusivo e intimista, trata-se talvez da mais singular e pouco conhecida obra do Conde d'Aurora, livrinho muitíssimo valorizado pelo carinho e arte que este emprestou à sua integral produção.
"São cinco anos de Coimbra, gregários e sociais; comércio intelectual de repúblicas e de passeios, o formigar contínuo no pequenino burgo mondeguino... [...]
Oro a o nosso Curso - o Curso 1912-1917 - mostrou hoje também regressar à velha tradição medieval, anterior à Revolução e ao Romantismo (descansa Luciano, não é o nosso, é o mau, o germânico, o goetiano!...) - numa bela afirmação de anti-tricanismo.
Trouxemos hoje, à nossa Reunião do Curso, as nossas Mulheres, aqui, a Coimbra, Coimbra D, porque veio solo de Coimbra, terra do Jardim Botânico, e, assim, o próprio humus conimbricense nos veio sagrara e perpetuar: jus sanguinis, jus soli.
Página de inicial vermelha, a de hoje, na História do nosso Curso - ao acabarmos com a tradição da tricana, revolucionária, românticamente mórbida.
Coimbra!
Coimbra: linha de força.
E não seria com a tinta simpática de Coimbra que Deus escreveu certas linhas tortas, agora, graças à labareda do calor da Vossa amizade, tornadas legíveis?
Foi há 95 anos.
Viera meu Pai para Coimbra, a cavalo, num grupo de almocreves.
Pertenceu à Sociedade do Raio e até assinou o manifesto distanciado dos outros para tomar a responsabilidade - mas todos sabiam que era de Antero do Qeuntal.
E foi expulso após uma cena de pancadaria mais grave.
E voltou à Universidade e formou-se e foi seguir a carreira da magistratura para a nossa Índia: camiliano filho segundo pobre."
(Excerto da alocução do autor)
José de Sá Coutinho, 2.º Conde d’Aurora (1896-1969). "Escritor. Nasceu em Ponte de Lima em 19 de Abril de 1896. Em 1919, por ocasião da Monarquia do Norte, partiu para o exílio tendo vivido em Espanha, no Brasil e Argentina. Em 1921, fundou o periódico “Pregão Real”. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi juiz do Tribunal do Trabalho.
A sua obra reparte-se por vários géneros literários, caracterizando-se pela defesa dos valores culturais tradicionais dentro dos moldes estéticos do realismo, na senda de Eça de Queirós. Marcadamente nacionalista e claramente crítico em relação à Primeira República, o Conde d’Aurora dedicou ao Minho - aqui entendido como a região de Entre-o-Douro-e-Minho - grande parte da sua obra literária.
A seu respeito e do meio onde nasceu e viveu, o poeta António Manuel Couto Viana referiu o seguinte: “…é também esse ambiente que permitiu o nascimento de José de Sá Coutinho e lhe deu o dom da escrita, para que fosse fiel intérprete literário da belezas e riquezas etnográficas que o cercavam, num abraço de luz, de cor, de emoção estética, de harmonia d’alma, de tradição fértil, sentidas pela sua sensibilidade de eleição e pelo pode da sua inteligência criadora”."
(Fonte: https://realbeiralitoral.blogspot.com/2012/04/o-escritor-limiano-jose-de-sa-coutinho.html)
Exemplar em brochura, por abrir, bem conservado.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

23 dezembro, 2017

AURORA, Conde d' - BRASIL : ida e volta. Porto, Livraria Simões Lopes, [s.d.]. In-8.º (21,5cm) de 109 p. ; [22] f. il. ; B.
1.ª edição.

Ilustrada com fotogravuras intercaladas no texto.
"Esta dor e ainda a alegria, Deus louvado, de ter sentido pulsar como aquém-Atlântico, como no mais puro e recôndito e tradicional rincão da terra portuguesa, ter sentido pulsar, sincrónico, em uníssono, em todo o imenso Brasil - o coração português! Deus louvado!

(excerto do texto) 
José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho, 2.º Conde de Aurora (Ponte de Lima, 29 de Abril de 1896 - Ponte de Lima, 3 de Maio de 1969). Escritor português. "Em 1919, por ocasião da Monarquia do Norte, partiu para o exílio tendo vivido em Espanha, no Brasil e Argentina. Em 1921, fundou o periódico “Pregão Real”. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi juiz do Tribunal do Trabalho. A sua obra reparte-se por vários géneros literários, caracterizando-se pela defesa dos valores culturais tradicionais dentro dos moldes estéticos do realismo, na senda de Eça de Queirós. Marcadamente nacionalista e claramente crítico em relação à Primeira República, o Conde d’Aurora dedicou ao Minho – aqui entendido como a região de Entre-o-Douro-e-Minho – grande parte da sua obra literária."
(fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/119202.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

11 novembro, 2017

AURORA, Conde d' - ROTEIRO DA RIBEIRA-LIMA. 3.ª Edição Revista e Aumentada. Novos Figurantes, Personagens e Fantasmas. Porto, Livraria Simões Lopes, [1959]. In-8.º (19,5 cm) de 239, [1] p. ; il. ; B.
Obra muito apreciada, ilustrada com estampas em separado, e belíssimos desenhos de José Luís Brandão de Carvalho no texto. 
Inclui um novo e extenso prefácio especialmente escrito para esta terceira edição, preferível às anteriores porque muito aumentada.
José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho, 2.º Conde de Aurora (Ponte de Lima, 29 de Abril de 1896 - Ponte de Lima, 3 de Maio de 1969). Escritor português. "Em 1919, por ocasião da Monarquia do Norte, partiu para o exílio tendo vivido em Espanha, no Brasil e Argentina. Em 1921, fundou o periódico “Pregão Real”. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi juiz do Tribunal do Trabalho. A sua obra reparte-se por vários géneros literários, caracterizando-se pela defesa dos valores culturais tradicionais dentro dos moldes estéticos do realismo, na senda de Eça de Queirós. Marcadamente nacionalista e claramente crítico em relação à Primeira República, o Conde d’Aurora dedicou ao Minho – aqui entendido como a região de Entre-o-Douro-e-Minho – grande parte da sua obra literária."
(Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/119202.html)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar e muito procurado.
Indisponível