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14 fevereiro, 2025

FLAMMARION, Camillo -
CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS.
Compilação, simplificação e versões de Moraes Rosa. Bibliotheca de Educação Moderna - XXI. Lisboa, Livraria Internacional Abel d'Almeida, [191-]. In-8.º (18x11,5 cm) de 152, [8] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Curioso estudo publicado na aurora do século XX, dá-nos conta do estado da ciência cosmográfica na época.
"O conhecimento das maravilhas do Universo constitue uma sciencia muito vasta, sem duvida muito árdua para quem se lhe queira dedicar inteiramente; mas as suas noções elementares podem adquirir-se sem fadiga, e até comprazer, por méra distracção.. [...]
Durante longos séculos, a illusão criada pelas apparencias enganou os observadores sobre a realidade dos movimentos celestes, sobre a natureza dos astros, e, principalmente, sobre a posição e as condições de estabilidade do nosso planeta. Julgava-se que a Terra estava immovel no centro do Universo, que era a base e o fim de toda a Criação., que o céo e a Terra eram dois dominios absolutamente estranhos um ao outro."
(Excerto de Primeiras aspirações astronómicas)
Indice:
Primeiras aspirações astronómicas | A contemplação do céo | As constellações | As estrellas, sóes do Infinito (Viagem pela Immensidade) | Os doze movimentos da Terra | Como se mediu a Terra | Como se pesou a Terra | Como se mediram as distancias á Lua e ao Sol | Como se mede a distancia aos planetas e ás estrellas | Como se pesam os astros | A gravidade sobre os outros astros | Em que anno começou o século XX? | Curiosidades e imperfeições do calendário | Porquê não foi bissexto o anno de 1900? | Projecto de reforma do calendário | O Tempo | Um século | Podem vêr-se as estrellas em plen o dia? | A invenção do telescópio.
Camille Flammarion (1842-1925). "Denominado "Poetas das Estrelas", "Poeta da Astronomia" ou "Poeta dos Céus", Nicolas Camille Flammarion nasceu em Montigny-le-Roi, uma zona localizada a Leste, no interior de França, no dia 26 de fevereiro de 1842. Criança com aptidões excecionais, com 16 anos, depois de ter escrito uma Cosmogonia Universal de 500 páginas, foi admitido no Observatório de Paris. Mais tarde fundou e dirigiu o Observatório de Juvisy, tendo também sido o fundador da Sociedade Francesa de Astronomia. Célebre como astrónomo, pelas suas pesquisas relativas a estrelas duplas e múltiplas e a topografia de Marte, foi nomeado Comandante da Legião de Honra, uma das maiores condecorações não-militares de França. Espírita convicto e amigo próximo de Allan Kardec, conta entre as obras de que foi autor, uma considerável e rica produção espírita."
(Fonte: https://feportuguesa.pt/180-anos-sobre-o-seu-nascimento-camille-flammarion/)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a negro e branco nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Lombada apresenta pequenos orifícios de traça que não tem continuidade no miolo do livro.
Muito invulgar.
15€

20 janeiro, 2021

ANTHOLOGIA DE AMOR - COMO CAHEM AS MULHERES... Narrativas de amor e de paixão pelos mais notaveis escriptores contemporaneos.
Traducções de Ribeiro de Carvalho e Moraes Rosa
. Lisboa, Antiga Casa Bertrand : José Bastos & C.ª, 1907. In-8.º (20,5 cm) de 304, [8] p. ; E.
1.ª edição.
Colecção de textos de cariz erótico retirados das obras de alguns dos mais conhecidos vultos das letras universais - excelente exemplo de literatura licenciosa da época.
"As mulheres que cahem, rendendo-se ao amor, cahem, em verdade, moralmente? Ou elevam-se, mais e mais, na suprema glorificação da Vida, na satisfacção do mais humano de todos os direitos: o direito ao amor? [...]
Dictar leis ao Amor - é matar o Amor. Tornar obrigatoria e regulamentada a Felicidade. E assim, o livro que descreva o modo extranho, caricioso e terno, ou desesperado e impulsivo, como se deixam as mulheres arrastar na corrente impetuosa do amor, nesse rio de mysteriosas aguas, que leva ao esquecimento ou á ventura, á morte ou á illusão - esse livro é mais do que uma anthologia do amor: é o livro do coração humano. É este proprio livro.
Nada mais admiravel do que estas paginas, colhidas aqui e alli, no melhor filão de cada obra. No trecho mais insinuante de cada livro, o episodio mais vigoroso, mais soberbamente pensado e sentido, de cada auctor."
(Excerto da introdução, Palavras de abertura)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas com defeitos, sobretudo nos cantos. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Indisponível

04 abril, 2018

MARTIN, Rudolpho - A GUERRA AÉREA. De Berlim a Bagdad. Traducção do Capitão Moraes Rosa. Lisboa, Typographia de «A Editora», 1912. In-8.º (18,5cm) de 234, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso romance de ficção científica; premonitório, antecipa a guerra do futuro à escala mundial, propondo a conquista dos céus como factor decisivo para o desequilíbrio da contenda. Sobre a obra, não foi possível apurar qualquer informação bio-bibliográfica, mesmo em alemão, pelo que, é de considerar a hipótese do verdadeiro autor ser o Cap. Morais Rosa, o "tradutor".
"O livro que vae lêr-se é uma interessantissima phantasia alleman, em que o seu auctor - dispondo de uma imaginação digna de Julio Verne - e baseando-se nos assombrosos progressos da conquista dos ares, nos mostra o que será a guerra do futuro, quando os poderosos apparelhos da aéronavegação tenham definitivamente alcançado o seu completo exito. É incontestavel que a politica mundial soffrerá uma profunda modificação, quando o homem conseguir dominar em absoluto os ares como já domina os oceanos. Nêsse momento, a phantasia do auctor terá, certamente, alguns pontos verosimeis e realisaveis.
Por agora, o equilibrio europeu em nada será alterado com a publicação dêste livro, que tem tanto de interessante como de inoffensivo."
(Prefácio do tradutor)
"No primeiro dia de Janeiro de 1914, segundo o costume annual, realisou-se no palacio de Berlim a reunião dos generaes e dos almirantes vindos para apresentar ao imperador as suas felicitações pelo novo anno. Tambem, segundo o habito, a cordeal allocução do imperador aos seus officies generaes não deixou de entrar nos dominios da politica, abordando, desta vez, uma questão importante para a sua dynastia, para o Estado prussiano e para a nacionalidade alleman.
Eis o texto do seu discurso:
«Expresso-vos todo o meu reconhecimento pelos progressos reaes verificados em cada corpo do exercito, como em cada esquadra, e bem assim no dominio da navegação aérea, esse recente meio de guerra, da nossa potencia militar. Graças aos successivos aperfeiçoamentos, a navegação aérea toma, de dia para dia, um maior incremento. Pode desde já assegurar-se que ella não tardará a modificar em muitas coisas as condições de vida social dos povos; mas, durante algumas décadas ainda, a sua principal esphera de acção será no dominio militar. [...]
Encarreguei o meu chanceller de pedir ao Rheichstag o voto de um crédito extraordinario de um bilião de marcos para a nossa esquadra aérea. Trinta mil machinas voadoras extra-rápidas servirão para o transporte de trinta mil homens de infantaria; porque, no estado actual da sciencia aéronautica, não parece que os aéroestatos propriamente ditos possam antes de muito tempo attingir a velocidade das machinas mais pesadas do que o ar. Demais, Krupp está encarregado de construir mil machinas para a artilharia voadora. De maneira que, com o auxilio de quatrocentos trens-transporte do modelo Zeppelin, que estão em vias de acabamento, eu posso em uma noite - da meia noite ás três horas - despejar quatrocentos mil homens sobre a Inglaterra»."
(Excerto do Cap. I, O futuro da Allemanha reside nos ares)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
35€

12 fevereiro, 2018

MARTIN, Rudolpho - A GUERRA AÉREA. De Berlim a Bagdad. Traducção do Capitão Moraes Rosa. Lisboa, Typographia de «A Editora», 1912. In-8.º (19cm) de 234, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso romance de ficção científica; premonitório, antecipa a guerra do futuro à escala mundial, propondo a conquista dos céus como factor decisivo para o desequilíbrio da contenda. Sobre a obra, não foi possível apurar qualquer informação bio-bibliográfica, mesmo em alemão, pelo que, é de considerar a hipótese do autor ser o tradutor.
"O livro que vae lêr-se é uma interessantissima phantasia alleman, em que o seu auctor - dispondo de uma imaginação digna de Julio Verne - e baseando-se nos assombrosos progressos da conquista dos ares, nos mostra o que será a guerra do futuro, quando os poderosos apparelhos da aéronavegação tenham definitivamente alcançado o seu completo exito. É incontestavel que a politica mundial soffrerá uma profunda modificação, quando o homem conseguir dominar em absoluto os ares como já domina os oceanos. Nêsse momento, a phantasia do auctor terá, certamente, alguns pontos verosimeis e realisaveis.
Por agora, o equilibrio europeu em nada será alterado com a publicação dêste livro, que tem tanto de interessante como de inoffensivo."
(Prefácio do tradutor)
"No primeiro dia de Janeiro de 1914, segundo o costume annual, realisou-se no palacio de Berlim a reunião dos generaes e dos almirantes vindos para apresentar ao imperador as suas felicitações pelo novo anno. Tambem, segundo o habito, a cordeal allocução do imperador aos seus officies generaes não deixou de entrar nos dominios da politica, abordando, desta vez, uma questão importante para a sua dynastia, para o Estado prussiano e para a nacionalidade alleman.
Eis o texto do seu discurso:
«Expresso-vos todo o meu reconhecimento pelos progressos reaes verificados em cada corpo do exercito, como em cada esquadra, e bem assim no dominio da navegação aérea, esse recente meio de guerra, da nossa potencia militar. Graças aos successivos aperfeiçoamentos, a navegação aérea toma, de dia para dia, um maior incremento. Pode desde já assegurar-se que ella não tardará a modificar em muitas coisas as condições de vida social dos povos; mas, durante algumas décadas ainda, a sua principal esphera de acção será no dominio militar. [...]
Encarreguei o meu chanceller de pedir ao Rheichstag o voto de um crédito extraordinario de um bilião de marcos para a nossa esquadra aérea. Trinta mil machinas voadoras extra-rápidas servirão para o transporte de trinta mil homens de infantaria; porque, no estado actual da sciencia aéronautica, não parece que os aéroestatos propriamente ditos possam antes de muito tempo attingir a velocidade das machinas mais pesadas do que o ar. Demais, Krupp está encarregado de construir mil machinas para a artilharia voadora. De maneira que, com o auxilio de quatrocentos trens-transporte do modelo Zeppelin, que estão em vias de acabamento, eu posso em uma noite - da meia noite ás três horas - despejar quatrocentos mil homens sobre a Inglaterra»."
(Excerto do Cap. I, O futuro da Allemanha reside nos ares)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas e lombada frágeis com falhas de papel nos cantos. Capa alvo de restauro tosco. Pelo interesse e raridade a justificar trabalho de restauro apropriado e encadernação.
Raro.
Indisponível