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19 janeiro, 2023

ALVES, Jorge Fernandes & VILELA, José Luís - JOSÉ VITORINO DAMÁSIO E A TELEGRAFIA ELÉCTRICA EM PORTUGAL.
Texto:...
[Lisboa], Portugal Telecom, 1995. In-fólio (30,5 cm) de 91, [5] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Homenagem a José Vitorino Damásio (1806-1875), "personagem e um actor ímpar no processo desenvolvimentista" do século XIX, cuja divisa era: "trabalhar muito e falar pouco".
Livro primoroso, integralmente impresso sobre papel couché, profusamente ilustrado ao longo do texto com estampas a p.b. e a cores. Inclui retrato do biografado em página inteira.
"José Vitorino Damásio foi o segundo director-geral da telegrafia eléctrica, muito tendo contribuído, nessa qualidade, para o nascimento em Portugal do sector que hoje se apresenta como vital para o desenvolvimento económico e social dos países - o das Telecomunicações.
Na verdade é de 1864 a 1867, enquanto desempenhava aquelas funções que a rede telegráfica passa a cobrir a quase totalidade do território nacional e se procede à unificação tarifária, medidas que constituem a base do serviço público telegráfico, embrião das telecomunicações portuguesas. [...]
Figura ímpar de liberal convicto, lutou por estes ideais e pela sua implantação em Portugal, tendo tomado parte como oficial em várias operações militares com risco da própria vida."
(Excerto do Prefácio - Luís Todo Bom)
José Vitorino Damásio CvTE (Vila da Feira, 2 de Novembro de 1806 - Lisboa, 19 de Outubro de 1875). "Foi engenheiro, professor da Academia Politécnica do Porto, director do Instituto Industrial de Lisboa e fundador da Associação Industrial Portuense, hoje Associação Empresarial de Portugal, em Portugal.
Nasceu em 2 de Novembro de 1806, na vila de Santa Maria da Feira. Depois de fazer os estudos primários e secundários, inscreveu-se na Universidade do Porto no ano lectivo de 1826 para 1827, em matemática e filosofia.
Quando estava no segundo ano da universidade, em 1828, alistou-se no Batalhão dos Voluntários Académicos, que combateu pela causa liberal durante a Guerra Civil Portuguesa. No entanto, as forças liberais foram derrotadas na Belfastada, levando ao exílio de D. Pedro para o Arquipélago dos Açores, enquanto que José Vitorino Damásio fugiu primeiro para a Galiza e Plymouth, acabando por ir também para os Açores, [Terceira]. Participou nas operações de ocupação das ilhas do Pico, São Jorge e São Miguel.
Em 1832, participou no Desembarque do Mindelo como 2.º tenente de Artilharia, durante o Cerco do Porto. Quando terminou a guerra, José Damásio voltou para a universidade para concluir o curso..."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação em tela revestida de tecido com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada, coberta por sobrecapa de cartão a duas cores.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

27 dezembro, 2017

ROGERS, Francis M. - A HORTA DOS CABOS SUBMARINOS. Pelo Professor... da Universidade de Harvard. Horta, Delegação de Turismo da Horta, [1983]. In-8.º (20,5 cm) de [2], 45, [1] p. ; [1] mapa ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia publicada por ocasião do 150.º Aniversário da Elevação da Horta a cidade.
Ilustrada no texto com inúmeras fotogravuras a p.b., e um mapa desdobrável em separado - "Mapa do Roteiro dos Cabos".
Com o aproximar do final do século XIX e com os progressos alcançados na tecnologia das comunicações por cabo submarino, a Horta, onde amarrou o primeiro cabo em 1893, transformou-se no espaço de poucos anos num verdadeiro centro de telecomunicações à escala mundial, ali se fixando companhias de nacionalidade inglesa, americana, alemã, francesa e italiana cuja presença, até final da década de Cinquenta do século XX, perdura nos conjuntos arquitectónicos por elas construídos para instalações técnicas e residenciais e que constituem verdadeiros marcos na paisagem urbana da Horta."
(Fonte: http://www.fcsh.unl.pt/cham/eve/content.php?printconceito=997)
"Há centenas de anos que a Horta é conhecida pelo seu abrigado porto que, de todos os existentes nas ilhas do Atlântico, é o que mais próximo se encontra do meio caminho entre a Europa e a América do Norte. A 32º32'N E 28º32'W. [...]
Os antigos cabos telegráficos eram estendidos entre estações intermédias relativamente próximas umas das outras visto os cabos, tal como os aviões e barcos a vapor da altura, serem, em termos relativos, de curto alcance. A Horta, graças à sua localização favorável, foi aproveitada no início de 1900 não só como estação intermédia, mas também como ponto de permuta de cabogramas transatlânticos.
A primeira companhia de cabos a actuar na ilha foi a companhia inglesa Europe & Azores Telegraph Co., fundada em 1893 para operar o cabo instalado nesse ano entre os Açores e Portugal Continental e proprietária da concessão original outorgada pelo Governo português."
(Excerto de A Horta e Apogeu dos cabos submarinos)
Matérias:
 - A Horta. - Apogeu dos cabos submarinos. - A Família Dabney. - Os Hickling e os Websters. - O Dabney deixam o Faial. - Declínio dos cabos e início do correio aéreo. - As ilhas do Atlântico e as telecomunicações modernas. - Roteiro dos cabos. - Notas. - Ao leitor.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com vinco no canto inferior dto.
Invulgar e muito interessante.
Com interesse regional e para a história das telecomunicações.
Indisponível

04 julho, 2016

THE ANGLO-PORTUGUESE TELEPHONE COMPANY LIMITED. Inaugura em 1930 o serviço telefonico automatico em Lisboa - Como Usar o Telefone Automatico. [S.l.], A. P. T. C.º L.td [imp. no Centro Tip. Colonial], [1930]. In-8.º (11x18cm) de 26, [4] p. ; [1] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Brochura informativa (e "educativa") para a boa utilização dos aparelhos telefónicos, na sequência da instalação do serviço automático em Lisboa.
Ilustrada com desenhos exemplificativos no texto e um com desdobrável, também ilustrado, de generosas dimensões (25,5x50cm) - Demonstração da maneira como se efectua uma ligação entre dois Assinantes da Rêde Automatica.
"A Companhia dos Telefones inaugurou os seus serviços em Portugal no ano de 1881, e antes de ter completado as suas bodas de ouro, vai dotar a cidade de Lisboa do mais moderno sistema usado no mundo: a Telefonia Automatica.
O telefone chegou a Portugal 5 anos depois da sua invenção, e o telefone automatico dois anos depois da França e da propria Inglaterra o terem adoptado.
Mas, o que é preciso frizar ao publico, é o que representa de interesse pelos seus Assinantes, a transformação que a Companhia vai executar nas suas belas e modernas estações da «Trindade» e depois «Norte», onde o material para serviço manual era do mais recente fabrico e instalado sob a perfetibilidade tecnica admirada por todos os tecnicos de Telefonia estrangeira que nos teem visitado.
Pois a Companhia, só no desejo de cumprir com os seus deveres de bem servir o publico, vai pôr de parte esse excelente material e substitui-lo por material automatico, obra que lhe importará em cerca de 250.000 libras. Mas era uma obra de civilisação e por isso a Companhia julgou indispensavel realisa-la. [...]
Na telefonia automatica, o Assinante tem uma parte activa e que tem de ser inteligente, na realisação da sua chamada.
Se o Assinante não proceder rigorosamente segundo as instrucções que a Companhia lhe vai fornecer escusa de increpar... o mau serviço das telefonistas, as faltas de atenção, etc., etc.
É o sistema ideal para a Companhia, que ao suprimir a parte manual, liberta de si a grande maioria das responsabilidades que lhe são assacadas de mau serviço.
O publico que falar ao telefone tem de saber o que está fazendo. Nem atrapalhações nem precipitações nem faltas de atenção. O aparelho é mecanico e não corresponderá senão á marcação exacta. [...]
Este folheto vem dar-vos algumas instrucções. Cumpri-las estritamente é a unica maneira de colher do telefone automatico aquele valor de utilidade que torna superior este sistema a qualquer outro, e cujas caracteristicas para bom funcionamento se resumem em duas:
Material: perfeição
Utilização: inteligente"
(excerto da introdução)
Matérias:
- Maneira de utilizar o telefone automatico. - O «Marcador».
I - Para fazer uma chamada para outro telefone automatico. II - Para chamar os Bombeiros. III - Reclamações. IV - Informações. V - Escritorios da Companhia. VI - Troncas. VII - Assinantes de tarifa por chamadas. XVIII -  Erros de marcação. XIX - Aviso importante. X - Para responder a uma chamada. XI - Para desligar.
- Chamadas para telefones de sistema não automatico. - Quem quiser utilizar-se do telefone automatico com exito não deve esquecer o seguinte: [16 itens]. - Generalidades que interessam os assinantes de telefones não automaticos. - O que tem de se esquecer [Entre outras preciosidades], O habito de bater com o descanso do auscultador; O habito de perguntar «Que horas são?»; O habito de perguntar «Onde é o fogo?»; O habito de esperar que nos digam que o numero desejado «Está a falar» ou «Não responde».
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a história das telecomunicações em Portugal.
Peça de colecção.
20€