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18 novembro, 2024

ALVES, Padre Gonçalo -
O FIM DOS TEMPOS OU O FIM PROXIMO DO MUNDO.
A Segunda Vinda de Christo, ás Portas. Porto, Imprensa Nacional de Jayme Vasconcellos, [19--]. In-8.º (19x13,5 cm) de 124, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ensaio complexo e algo insólito de um padre católico que interpreta fenómenos inexplicáveis à luz da Bíblia.
Ilustrado com dois desenhos em página inteira.
Estudo raro e muito curioso, publicado, julgamos, na primeira/segunda década do século XX. Nada foi possível apurar acerca desta obra ou do seu autor por total ausência de referências biobibliográficas. A Biblioteca Nacional não menciona.
"Os estudos feitos, n'este livrinho sobre assumptos tão momentosos e de tão difficil comprehensão e interpretação, eu os declaro inteiramente pessoaes, por mim investigados sobre a Sagrada Escriptura e doutrina dos Santos Padres e Doutores da Igreja."
(Excerto do preâmbulo - Protestação)
"O obscuro sacerdote que elaborou as humildes paginas d'este livrinho, tem colhido já da vida as mais duras desillusões. Tendo viajado assaz atravez de terras e mares, tem aprendido a conhecer o mundo, os seus enganos, todas as suas protervias, toda a immensa degradação moral a que tem baixado a especie humana. A sua educação religiosa bebida com o leite maternal, lapidada mais tarde atravez da leitura, da meditação e do estudo, alicerçou-lhe bem fundo n'alma conclusões seguras e inabalaveis sobre o futuro do homem, post mortem, sobre a origem celeste e immortalidade do espirito humano, sobre, emfim, todas as doutrinas da Biblia, que considera, após todas provas e contra-provas, a que a tem sugeitado, como sendo um livro d'inspiração divina, a autentica palavra de Deus ensinada aos homens, o unico codigo as verdades eternas e irrefragaveis que devem illuminar e guiar as intelligencias e os corações de todas as almas que na terra caminham para o incognoscivel infinito."
(Excerto de Palavras prévias)
Index:
[Protestação] | Palavras prévias | I - Signaes dos tempos. II - A Prophecia. III - A Tradição. IV - A Historia e a Mystica. V - A Razão. VI - O Anticristo. VII - A Ressurreição dos mortos. VIII - O Millenio. IX - O Renovamento do Ceu e da Terra. X - O numero dos Eleitos. XI - Ultimas palavras.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com sublinhados e notas a tinta nas últimas páginas do livro.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

10 julho, 2023

RODRIGUES, Manuel Augusto -
GRAMÁTICA ELEMENTAR DE HEBRAICO. Com Textos Bíblicos e Léxico Hebraico-Português. [Por]... Professor de História do Cristianismo e de Árabe na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra]. Coimbra, [s.n. - Imprensa de Coimbra, Limitada, Coimbra], 1967. In-4.º (23,5 cm) de XIX, [3], 174, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Edição original desta importante gramática hebraica, obra pioneira no nosso país. Em 1993 foi reeditada em fac-símile.
Ilustrada com portadas de livros históricos relacionados com o assunto.
"A presença de grande número de Judeus, pelo menos desde o século III, muito veio contribuir para a divulgação do Hebraico em Portugal. As primeiras Tipografias existentes no nosso país eram judaicas, o que certamente tinha de constituir um elemento de extraordinária importância para a difusão de obras hebraicas e, desse modo, para a expansão da Língua."
(Excerto de Prefácio)
Para suprir uma grande lacuna que existia entre nós, pensámos há já bastante tempo na preparação dum manual de Hebraico. [...]
Dividimos o nosso trabalho em três partes: Elementos da língua e escrita, Morfologia e Sintaxe. Ao fim, apresentamos alguns exercícios que podem ajudar a compreender melhor as explicações teóricas fornecidas no decorrer daquelas partes."
(Excerto de Apresentação)
"O hebraico pertence ao ramo das línguas semíticas, designação que se começou a usar de 1781 em diante (o primeiro a fazê-lo foi Luís Schlözer).
Não se conhece a primitiva língua semítica da qual provieram as outras línguas derivadas e seus dialectos, a maior parte das quais já hoje não são faladas. [...]
O hebraico é o resultado da evolução da língua cananeia depois da entrada do povo hebreu. Ao entrar na Terra Prometida herdaram, como era natural, o idioma que ali era falado, o cananeu. Porém, antes que que fosse escrito qualquer dos livros bíblicos naquela língua tomou nova fisionomia e características fonéticas e sintáticas especiais. O vocabulário foi enriquecido com novos termos e alguns dos já existentes assumiram assumiram outro significado. [...]
Depois do século III d.C. dava-se a decadência do hebraico médio. O aramaico impusera-se definitivamente e mantinha-se agora como o idioma falado por todos os judeus até que no século VII o árabe lhe tirava o primeiro posto. Este período fulgurante da cultura islâmica marca todavia, porém, o início de um ressurgimento literário e gramatical que conduzia anos depois à fixação definitiva do texto masotérico.
Depois do século III o hebraico caía no abandono quase absoluto. Foi no século passado que, sob o impulso do movimento sionista, o hebraico voltou a florescer e difundiu-se bastante, sendo hoje em dia o idioma oficial do estado de Israel."
(Excerto de Introdução)
Manuel Augusto Rodrigues (1936-2016). "Formado em Teologia e Ciências Bíblicas e Línguas Semíticas, respectivamente pela Pontifícia Universidade Gregoriana e pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (1955-1962). Frequentou ainda a École Biblique et d’Archéologie Française de Jerusalém (1962-1963). Em 1963, foi convidado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra como professor extraordinário além do quadro para reger a cadeira de História do Cristianismo. Doutorou-se em 1975 em História da Cultura Medieval e Moderna com a defesa da tese "A Cátedra de Sagrada Escritura na Universidade de Coimbra (1537-1640)". Prestou provas para professor extraordinário em 1978 e para professor catedrático em 1980.
Teve a seu cargo diversas disciplinas como História da Cultura Moderna, Antiguidade Oriental, História da Península Hispânica, História da Universidade de Coimbra, História das Religiões e Línguas e Culturas Árabe e Hebraica. Dirigiu várias teses de mestrado e de doutoramento. É autor de mais de duas centenas de estudos sobre Exegese Bíblica, História da Teologia e da Igreja, Línguas Semíticas, Humanismo e História da Universidade de Coimbra, áreas em que tem desenvolvido as suas investigações em arquivos e bibliotecas nacionais e estrangeiros. Entre os cargos exercidos contam-se o de Pró-Reitor para as comemorações dos 700 anos da Universidade de Coimbra (1990-1994) e o de Director do Arquivo desta Universidade (1980-2003)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

21 janeiro, 2022

RODRIGUES, Manuel Augusto - GRAMÁTICA ELEMENTAR DE HEBRAICO.
Com Textos Bíblicos e Léxico Hebraico-Português. [Reprodução fac-similada da Gramática editada em 1967]. Coimbra, 1967. [Aliás, Maia, Castoliva : editora, 1993]. In-4.º (23,5 cm) de XIX, [3], 172, [4] p. ; il. ; B.
Interessante gramática hebraica.
Ilustrada no interior, em página inteira, com reprodução de diversas portadas de livros históricos relacionados com o assunto.
"Os estudos hebraicos têm-se desenvolvido de forma extraordinária um pouco por toda a parte, e pena é que Portugal, com uma tradição muito rica neste domínio do saber e com ligações singulares à história e a cultura judaicas ao longo dos tempos, continue a não prestar a atenção merecida às línguas e culturas semíticas, com referência especial ao árabe e ao hebraico."
(Excerto da Introdução - Nota prévia)
Exemplar em brochura, bem conservado. Levemente descorado por acção da luz na margem lateral.
Muito invulgar.
Indisponível

04 fevereiro, 2021

VIEIRA, P.ᴱ Conceição -  O APOCALYPSE E A MAGIA. Pelo... Lisboa, Typographia Mattos Moreira, 1886. In-8.º (17cm) de 224 p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio sobre o "Bem" e o "Mal": o Apocalipse - livro sagrado do cristianismo - vs. a Magia de Satanás e seus esbirros. Livro raro e muito curioso. Ilustrado com inúmeros episódios de bruxaria e ritos satânicos, aparições, fenómenos telepáticos, etc. Com referências à Besta - o Anticristo - e à sua designação e composição numérica - o 666.
"Se a apparição do Spiritismo, entre nós, me despertou os desejos d'escrever alguma cousa, tendente a prevenir os incautos, d'esta nova phase da velha magia, tambem a apparição do Menino virtuoso da Vendas Novas e o bruxedo, que ainda fervilha em nossos campos, e aqui, na capital, me leva hoje á presente publicação, em que dilligenciarei, leitor, dar-te uma breve noticia das differentes phases, que essa maldita seducção deabolica apresentou nos seculos passados.
Se esses factos, a que tenho de me referir, se passaram, ou não, com uma realidade perfeitamente material, não serei eu que o affirme ou negue, - o hodierno spiritismo autorisa tudo - o que sei é que elles causaram graves transtornos na familia christã, preparando as heresias, e que a egreja, embora nos seus principios, em concilios particulares, combatesse a crença sobre a possibilidade de taes factos, por ultimo, creando a inquisição, confiou-lhe o cuidado de instaurar processos, e de entregar ao braço secular os delinquentes; os quaes - cousa notavel! - em vez de se abrigarem na margem, que os proprios juizes lhes offereciam e lembravam de ser tudo devido a imaginações escandecidas, teimavam em que eram verdadeiros e reaes taes factos; essas accusações extraordinarias, que lhe eram imputadas.
Ora, toda a gente sabe que só Deus é quem tudo pode, é quem pode fazer milagres e maravilhas; mas toda a gente tambem sabe que as creaturas, apezar de limitadas, com a permissão de Deus, (e nunca sem ella) tambem podem operar muita cousa, para nós extraordinaria, especialmente se ellas, as creaturas, são d'ordem superior; e se os demonios, ou seus representantes na terra, o Senhor inculca que lhe será isso permittido, razão ha para averiguar, e não para absolutamente regeitar tal possibilidade."
(Excerto de Os motivos d'esta publicação)
José António da Conceição Vieira (1831-?). "Nasceu na vila de Alcoutim aos 13 de Dezembro de 1831. Seguiu para Faro onde a família se instalou devido à mudança política ocorrida em 1833. Aqui vive até aos vinte e quatro anos, possuindo já as ordens sacras. É nomeado coadjutor para a freguesia de Alcantarilha (Silves), aí se mantendo até 1855. No ano seguinte já se encontrava na sua terra natal, no exercício das mesmas funções, acumulando, como era regra, a Capelania da Capela Real de N.ª S.ª da Conceição mas por muito pouco tempo pois em 1857 e 1858 encontrava-se na freguesia de Conceição de Tavira, onde coadjuvou o pároco da Encarnação (?) durante os anos de 1860 e 1861. Vai depois para a Colegiada dos Mártires onde se conservou até 1873. É convidado então pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para exercer em departamento daquela instituição, o lugar de tesoureiro, o que veio a aceitar. Dedicado à escrita, colaborou nos periódicos “A Nação” (órgão monárquico dos legitimistas, partidários de D. Miguel e fundado em 1847), “Bem Público” e outros de carácter político-religioso. O Padre Conceição Vieira declarava abertamente que as suas ideias eram pelas tradições da pátria e pelas formas dos governos transactos, numa alusão ao rei D. Miguel. Escreveu: Memória sobre a frase cristã do grande Condestável D. Nuno Álvares Pereira, Lisboa, 1871; Recordação da minha romaria ao Vaticano em 1877; Spiritismo - Ilha encoberta e o sebastianismo."
(Fonte: http://alcoutimlivre.blogspot.com/2008/06/jos-antnio-conceio-vieira.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequena falha de papel à cabeça.
Muito raro.
A BNP tem apenas um exemplar registado na sua base de dados.
75€

20 dezembro, 2020

CABREIRA, António - DETERMINAÇÃO EXACTA DA DATA DA MORTE DE CRISTO : ilustrada com a mais antiga iconografia da crucificação.
Por... Conde de Lagos
. Lisboa, Edição do Autor, 1933. In-4.º (26 cm) de [2], 28, [6] p. ; [2] f. il. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho histórico sobre a determinação temporal da morte de Jesus Cristo.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com duas estampas extratexto, sendo uma delas o retrato do autor, e a outra, A mais antiga iconografia da Crucificação (Século VI). Inclui ainda em folha separada do texto um desdobrável: Plano-esquêma dedutivo da solução.
"Os primeiros três Evangelhos conduzem, literalmente, à data 7 de Abril de 30. O Evangelho, segundo S. Mateus, diz que a Ceia se efectuou «no primeiro dia da festa dos pães asmos» chegada a «tarde». Ambas as afirmações estão reproduzidas, quasi textualmente, no Evangelho, segundo S. Marcos, vendo-se, também, a primeira, em substância, no Evangelho, segundo S. Lucas, que, em vez de «tarde», emprega «hora». E como o dia hebraico se antecipa seis horas ao dia civil, e se depreende de todos os textos que Cristo foi crucificado em sexta feira, a data a deduzir será aquela em que o dia 15 de Nissan tiver sido sexta feira, durante os anos de 28 a 36, no decorrer dos quais, se sabe, Pilatos governou a Judea."
(Excerto do Cap. I, Dualidade aparente de solução)
Matérias:
I - Dualidade aparente de solução. II - Determinação indirecta. III - Determinação directa. IV - Hipóteses de diversos autores. V - A mais antiga iconografia da Crucificação.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

14 novembro, 2020

A. P. S. - ALEM-TUMULO.
Por...
Porto, Casa Editora de Antonio Figueirinhas, [191-]. In-8.º (18,5 cm) de 91, [1] p. ; B. Col. Sciencia, Arte, Religião e Pedagogia, IV
1.ª edição.
Ensaio sobre o Inferno - dogma proclamado pela Igreja Católica - numa obra interessante e muito curiosa. O autor assina com as iniciais "APS", não tendo sido possível apurar a sua identidade; julgamos no entanto tratar-se de um cidadão nacional. Os três primeiros volumes desta colecção - de índole filosófico-religiosa - são da autoria de José Agostinho [de Oliveira]. Não sabemos se terá sido publicado mais algum volume nesta colecção.
"Nas raras horas d'ocio que nos deixa o nosso humilde curato d'aldeia, muitas vezes nos tem ferido o scepticismo álgido das cidades, como uma féra crua e má que vem cravarnos a garra no relicario de crenças que albergamos no peito; como um punhado de neve desoladora sobre um modesto, mas balsamico jardim; como uma blasphemia, torva e audaz, que chega aos pés da luz de Deus em redemoinhos de infamissima espuma.
É, posto o contraste entre a vida remansosa e pura da nossa aldeia, onde a Fé é tão radiosa como o Sol, e a febre satanica dos grandes povoados, onde o proprio Firmamento parece mais escuro e turvo, não sei de impressão mias pungente do que a que resulta da approximação ideal de espiritos tão antimonicos, como os que dum lado, nos representam o povo de Deus, e do outro, o povo dos homens, na phrase biblica. [...]
Escolhemos o dogma do Inferno por ser elle dos mais desrespeitados e contestados, embora daquelles que mais deveriam de estar, sem duvidas, na consciencia de todos, e ainda porque já no nosso curato se nos vae deparando quem delle, sob as deleterias influencias das cidades, descreia e quase zombe."
(Excerto do Antiloquio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível

02 novembro, 2020

RAPOSO, A. F. - É A ALMA IMORTAL?
A imortalidade à luz do Texto Sagrado Original
. Lisboa, Publicadora Atlântico, Lda, [1963]. In-8.º (17,5 cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico-religioso sobre a imortalidade da alma.
"Lemos nas Escrituras Sagradas, que Deus é «Aquele que tem, Ele só, a imortalidade» (1 Tim. 6:16). Portanto só unidas ao Criador, as Suas criaturas poderão ter a existência eterna, ou possuir a imortalidade.
Quanto ao homem, sua natureza, condição actual e destino, podemos dividir o assunto em três partes:
1. O homem na criação
2. O homem na morte
3. O homem na ressurreição"
(Excerto da 1.ª parte do estudo)
Matérias:
Nota do Autor. | A Imortalidade. O homem na criação. O homem na morte. O homem na ressurreição. | A sorte dos Ímpios. | O exame das principais objecções. | As objecções. | Testemunhos dos teólogos. Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas levemente manchadas.
Invulgar.
10€