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24 julho, 2026

CASTEL-BRANCO, José Emilio de Sant'Anna da Cunha -
RELATORIO ÁCERCA DOS SYSTEMAS MODERNOS DE CANALISAÇÃO EMPREGADOS NA EUROPA PARA ESGOTO DAS CIDADES APRESENTADO AO MINISTERIO DAS OBRAS PUBLICAS, COMMERCIO E INUDSTRIA EM 29 DE JANEIRO DE 1879.
Por... Capitão de engenheria ao serviço do mesmo ministerio. Publicação Officil. Texto. Lisboa, Imprensa Nacional, 1880. In-fólio (30x21,5 cm) de 397, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho acerca dos diversos sistemas de esgotos existentes nas principais cidades europeias, e outras, resultado do périplo de estudo empreendido pela autor, numa época em que as autoridades de Lisboa procuravam uma solução satisfatória para a cidade.
"O escoamento dos resíduos industriais foi frequentemente articulado com a implantação do sistema de esgotos. Grande parte das propostas de criação de redes urbanas de esgotos que surgiram na segunda metade do século XIX, previam que os resíduos líquidos dos estabelecimentos fabris fossem escoados por estas redes, que em muitos casos desembocavam nos rios. Em 1874 as propostas apresentadas para Lisboa pelos engenheiros João Fagundo da Silva, João Evangelista de Abreu e José Emílio de Santana da Cunha Castel Branco defendiam que os esgotos da cidade desembocassem no rio Tejo. O engenheiro Castel-Branco tinha inclusive realizado uma viagem de estudo ao estrangeiro que lhe tinha permitido estudar o sistema de esgotos de várias cidades."
(Matos, Ana Cardoso de - A Utopia do Conhecimento Químico e da Engenharia Urbana para a solução dos problemas das Cidades do século XIX: o caso de Lisboa, Universidade de Évora - Cidehus, 2016)
Obra ilustrada com quadros e tabelas, sendo um deles desdobrável de grandes dimensões (30x65 cm): "Cidades que praticam a irrigação com as aguas de esgoto".
"O presente trabalho foi elaborado para satisfazer á portaria de 16 de junho de 1877, que me incumbiu de visitar e estudas as canalisações nas principaes cidades da Europa onde modernamente se têem estabelecido para esgoto e saneamento das mesmas cidades, fazendo relatorio detalhado sobre o modo por que funccionam.
Para dar cumprimento a estas ordens saí de Lisboa no dia 10 de setembro de 1877, regressando em 20 de junho seguinte, depois de ter visitado, por conselho das pessoas competentes no assumpto, as cidades a que se refere este relatorio, entre as quaes figuram, julgo, as mais importantes que na Europa, nos ultimos tempos, têem realisado desenvolvidamente trabalhos de canalisação de esgoto.
Tambem n'este trabalho se trata de obras feitas em algumas cidades que não têem direito a serem classificadas entre as principaes da Europa, por acontecer actualmente que nem sempre os mais interessantes, completos ou cvaracteristicos trabalhos de esgoto se encontram exemplificados nas cidades mais populosas ou importantes; e tambem porque, tendo sido a questão do saneamento de Lisboa a causa da portaria ha pouco mencionada, julguei da maxima conveniencia obeter o conhecimento e fazer o estudo das obras de canalisação de algumas cidades que apresentam condições de situação, orographicas ou outras, comparaveis á da nossa capital. [...]
Consta o relatorio da serie de monographias dos differentes trabalhos de esgoto por mim estudados, monographias mais ou menos desenvolvidas segundo a importancia, o caracter d'essas obtrs e a somma das informações obtidas. Quasi sempre ao systema de esgoto empregado em cada cidade é reservado um capitulo especial, que se subdivide em secções, em cada uma das quaes se analysa algum orgão, ou grupo de orgãos importante do systema, ou se considera este ultimo sob um determinado ponto de vista."
(Excerto de Observações preliminares)
José Emílio de Santana da Cunha Castelo Branco (1849-1920). "Estudou na Escola do Exército em Lisboa. Em 1875, trabalhou para o Ministério das Obras Públicas nos estudos do Caminho-de-Ferro da Beira Alta. Depois de uma missão pelo estrangeiro foi encarregue de estudar o problema do saneamento e limpeza da cidade de Lisboa. Foi também docente da Escola do Exército. Trabalhou em Angola na Missão chefiada por Rafael Gorjão. Foi enviado para a Índia por ser especialista em Hidráulica Agrícola, chegou a Goa em Janeiro de 1904. Em 1905, fez uma viagem de inspecção ás Obras Públicas e Militares de Macau, onde trabalhou nos projectos do Porto de Macau; saiu da Índia a 31 de Março de 1906, rumo à Birmânia, e em Outubro de 1906 foi oficialmente transferido para Timor. Foi Governador Interino de Macau. Termina as suas comissões nas colónias em 1908."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, com falha de papel relevante na capa anterior. Interior correcto.
Raro.
25€

29 janeiro, 2026

MERELIM, Pedro de -
MEMORIAL HISTÓRICO DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ANGRA DO HEROISMO - "Bodas de Ouro : 1929/1979
. [Angra de Heroísmo], [s.n. - Composição, impressão e gravuras nas oficinas do «Diário Insular» - Angra de Heroísmo], 1979. In-8.º (21,5x16,5 cm) de 185, [1] p. ; [21] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história dos serviços municipalizados de Angra do Heroísmo, dedicado sobretudo à realização de obras de vulto para a cidade, como a iluminação pública, águas e saneamento.
Tiragem limitada a 500 exemplares.
Obra ilustrada com inúmeras fotografias a p.b. distribuídas por 21 folhas separadas do texto.
Junta-se cartão de oferta com o cunho da edilidade assinado pelo Presidente, Leopoldino da Rocha Tavares datado de 23/7/79.
"As cidades de antanho não eram iluminadas. Deste modo se tornava, à noite, obrigatório o cessar de movimento nas ruas e nos sítios públicos. Depois de certa hora, considerava-se aventura, temeridade, estar fora de casa e, prevenindo as gentes para que a tempo se recolhessem, tocava na torre da Câmara o sino chamado de correr ou recolher.
Era obrigação imposta pela lei geral em todo o reino. As ordenações filipinas mandavam que o alcaide tocasse, por ordem do Juiz, uma hora seguida, das oito às nove nos meses de Outubro a Março, e das nove às dez no demais período do ano. Quem após isso fosse visto na rua sem armas pagava sessenta réis de multa, salvo indo a caminho de qualquer lugar, com candeia, lanterna ou outra luz."
(Excerto do preâmbulo - Quando a noite era "tabu")
Pedro de Merelim, nom de plume de Joaquim Gomes da Cunha (1913-2001). "Saiu aos 18 anos da sua terra natal, São Pedro de Merelim (Braga). Cumprido o serviço militar, fixou residência em Lisboa, mas logo é reincorporado por ocasião da II Guerra Mundial, vindo cumprir serviço na ilha Terceira, onde se fixa. Passa aos quadros do Exército, após a guerra, e dá largas à sua verdadeira vocação, que é a de jornalista, usando o pseudónimo de Pedro de Merelim. Pertenceu ao corpo redatorial do jornal A União, durante 38 anos, chegando a exercer o cargo de redator-chefe e chefiou o gabinete de notícias do Rádio Clube de Angra. Escreveu milhares de textos (artigos, reportagens, locais, crónicas de viagem) que publicou em jornais açorianos, do continente e da Guiné-Bissau. Foi correspondente entre 1953 e 1972 de O Primeiro de Janeiro (Porto) e colaborador de O Século e do Jornal do Comércio, ambos de Lisboa. O mais importante do seu trabalho é constituído por obras que versam temas de grande relevância local e regional, num total de 22 títulos, e por artigos publicados na Atlântida, revista do Instituto Açoriano de Cultura. Foi autodidata, por não ter podido beneficiar de formação de nível superior e, por isso, nem sempre manuseou da forma mais adequada as normas da investigação; Pedro de Merelim foi, no entanto, um historiógrafo exemplar, pela sua grande seriedade e probidade intelectual, no que constitui um exemplo para qualquer investigador. Legou o seu espólio, em vida, à Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro."
(Fonte: https://bparlsr.azores.gov.pt/arquivo_regional/pme-pedro-de-merelim/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
35€

05 agosto, 2024

SÁ, Adriano de -
O NOVO SYSTEMA DE EXGOTTOS DO PORTO.
Por... Capitão de engenharia. 3.ª edição. [S.l.], Typographia do «Porto Medico», 1907. In-4.º (24,5x16 cm) de 24 p. ; il. ; B.
Importante contributo para a história da implementação da rede de esgotos da cidade do Porto, um dos estudos técnicos publicados e discutidos na época.
Ilustrado com desenhos esquemáticos no texto e uma estampa em página inteira.
"Todos nós ahi temos visto, pela cidade, operarios abrindo trincheiras, minando o sub-solo granitico do Porto, assentando aqui tubos de grès, além amassando beton, que mais longe é vasado em moldes de forma estranha, por entre taboados, rough-looking, que parecem desconjunctados.
- É o Saneamento; dizem todos, visto que, no Porto, se assentou em denominar assim, tout court, a execução do projecto de exgottos, que é afinal, apenas uma parte, bem que das mais importantes, do saneamento da cidade.[...]
Todos dizem que as obras que ahi se estão realisando com tanta actividade são as do saneamento, mas a grande maioria nada conhece do systema de exgottos adoptado e do seu funccionamento, ou conhece d'elles tanto pela rama, que melhor fôra que se persuadisse de que os desconhecia por inteiro. [...]
Não darei novidade a muita gente dizendo que podem reduzir-se a dois os typos de exgottos urbanos.
Um requer duas canalisações: uma sómente para dejectos, aguas caseiras e ainda aguas industriaes, em determinadas circumstancias; outra para as aguas pluviaes: é o systema separado, o separate system dos inglezes, o Trennsystem allemão.
O outro admitte em uma mesma canalisação todos os residuos acima mencionados e mais a agua das regas das ruas, as vertentes das fontes, etc., e as aguas pluviaes..."
(Excerto da exposição)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, ligeiramente oxidadas.
Raro.
15€