29 janeiro, 2026

MERELIM, Pedro de -
MEMORIAL HISTÓRICO DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ANGRA DO HEROISMO - "Bodas de Ouro : 1929/1979
. [Angra de Heroísmo], [s.n. - Composição, impressão e gravuras nas oficinas do «Diário Insular» - Angra de Heroísmo], 1979. In-8.º (21,5x16,5 cm) de 185, [1] p. ; [21] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história dos serviços municipalizados de Angra do Heroísmo, dedicado sobretudo à realização de obras de vulto para a cidade, como a iluminação pública, águas e saneamento.
Tiragem limitada a 500 exemplares.
Obra ilustrada com inúmeras fotografias a p.b. distribuídas por 21 folhas separadas do texto.
Junta-se cartão de oferta com o cunho da edilidade assinado pelo Presidente, Leopoldino da Rocha Tavares datado de 23/7/79.
"As cidades de antanho não eram iluminadas. Deste modo se tornava, à noite, obrigatório o cessar de movimento nas ruas e nos sítios públicos. Depois de certa hora, considerava-se aventura, temeridade, estar fora de casa e, prevenindo as gentes para que a tempo se recolhessem, tocava na torre da Câmara o sino chamado de correr ou recolher.
Era obrigação imposta pela lei geral em todo o reino. As ordenações filipinas mandavam que o alcaide tocasse, por ordem do Juiz, uma hora seguida, das oito às nove nos meses de Outubro a Março, e das nove às dez no demais período do ano. Quem após isso fosse visto na rua sem armas pagava sessenta réis de multa, salvo indo a caminho de qualquer lugar, com candeia, lanterna ou outra luz."
(Excerto do preâmbulo - Quando a noite era "tabu")
Pedro de Merelim, nom de plume de Joaquim Gomes da Cunha (1913-2001). "Saiu aos 18 anos da sua terra natal, São Pedro de Merelim (Braga). Cumprido o serviço militar, fixou residência em Lisboa, mas logo é reincorporado por ocasião da II Guerra Mundial, vindo cumprir serviço na ilha Terceira, onde se fixa. Passa aos quadros do Exército, após a guerra, e dá largas à sua verdadeira vocação, que é a de jornalista, usando o pseudónimo de Pedro de Merelim. Pertenceu ao corpo redatorial do jornal A União, durante 38 anos, chegando a exercer o cargo de redator-chefe e chefiou o gabinete de notícias do Rádio Clube de Angra. Escreveu milhares de textos (artigos, reportagens, locais, crónicas de viagem) que publicou em jornais açorianos, do continente e da Guiné-Bissau. Foi correspondente entre 1953 e 1972 de O Primeiro de Janeiro (Porto) e colaborador de O Século e do Jornal do Comércio, ambos de Lisboa. O mais importante do seu trabalho é constituído por obras que versam temas de grande relevância local e regional, num total de 22 títulos, e por artigos publicados na Atlântida, revista do Instituto Açoriano de Cultura. Foi autodidata, por não ter podido beneficiar de formação de nível superior e, por isso, nem sempre manuseou da forma mais adequada as normas da investigação; Pedro de Merelim foi, no entanto, um historiógrafo exemplar, pela sua grande seriedade e probidade intelectual, no que constitui um exemplo para qualquer investigador. Legou o seu espólio, em vida, à Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro."
(Fonte: https://bparlsr.azores.gov.pt/arquivo_regional/pme-pedro-de-merelim/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
35€

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