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24 junho, 2026

SOBRINO DE CIMARRA -
Sastre de SS. AA. RR. Los Infantes.
Madrid, Peligros, 18. Madrid, Imprenta y Litografia Artísticas A. de Noel Alcoy, [189?]. In-8.º (21x15,5 cm) de [8] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Curioso catálogo de roupa infanto-juvenil da Casa Sobrino de Cimarra, na época justamente considerada uma das mais importantes e afamadas de Espanha, fornecedora da Casa Real Espanhola. 
Pela sua consulta, permite adivinhar como a elite burguesa espanhola vestia as suas crianças (que não diferia muito da portuguesa), e as modas então "na berra", entre outros, o vestuário de corte "Norfolk", "Stafford", "Fauntelroy" ou o clássico "Marinheiro".
Opúsculo todo ilustrado com 23 modelos em desenho e fotogravura, com breve texto a acompanhar cada um dos trajes.
Exemplar em brochura, bem conservado. Com vinco no meio.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

10 março, 2025

BOAVENTURA, Jorge - ÓCULOS E LUNETAS. Alguns dados colhidos para a história da sua introdução e desenvolvimento na Europa e nos Estados Unidos da América. Prefácio do Ex.mo Sr. Dr. Costa Santos
. Lisboa, Livraria Central, Editora, 1925. In-8.º (21,5 cm) de 23, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante contributo para a história do fabrico e uso de óculos no nosso país e além fronteiras.
Livrinho ilustrado com desenhos no texto.
"De tudo quanto hoje a humanidade disfruta de bem estar, os investigadores têm procurado descortinar a história e origem, sendo de estranhar que entre nós, ninguém (que nos conste), se tenha ado ao trabalho de pesquizar, com mais ou menos profundidade, como e quando em Portugal se principiou  fazer uso dos óculos e lunetas. [...]
Há oitenta anos pode garantir-se que eram pouco vulgares os óculos em Portugal, usando-os apenas os estrangeiros.
Falando nós há algumas dezenas de anos com um ancião, que nasceu e viveu em Braço de Prata, êsse nosso amigo nos dizia, lembrar-se de na sua mocidade, ter conhecido nêsses sítios, um francês, o qual comprara aí por 1830, uma quinta, sita em Vale Formozo de Baixo, (hoje rua do mesmo nome), e que fôra o primeiro homem que êle conhecera, usando óculos, pelo que foi por largos anos conhecido, como o francês dos 4 olhos, legando êsse título à quinta que comprara, a qual existe e cujas habitações se acham actualmente servindo de quartel."
(Excerto do Preâmbulo)
Índice:
[Dedicatória]. | Duas palavras. | Preâmbulo. | I - Óculos e lunetas. II - Interessantes subsídios para a história dos óculos e lunetas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

30 julho, 2016

JOSEPH, Cathy - OUTDOOR LIGHTING: FASHION & GLAMOUR. Crans-près-Céligny, Ava Publishing SA, 2003. In-4.º (23x26cm) de 159, [1] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Edição totalmente ilustrada ao longo das páginas com belíssimas fotografias executadas no exterior, em ambiente descontraído, contrariando a encenação e formalidade dos trabalhos produzidos em estúdio.
"During recent years, fashion and glamour photography has increasingly shifted away from the false and formal setting of the studio towards grater use of real-life locations and outdoor lighting.
This book explores the skills required to get the very best results from daylight - the most versatile and challenging resource at the photographer's disposal.
Using high quality images from around the world, it looks at the whole process of conducting a fashion shoot, from the client's brief to the choice of location, the time of day and techniques employed. With tips and explanations from the photographers and clear diagrams of the set-up, it shows a wealth of different ways in which natural light can be controlled, manipulated and artificially enhanced to create a mood, flatter the subject and catch the eye.
Including a broad range of contemporary styles drawn from editorial, commercial and personal work, this practical and inspirational title will be invaluable for both aspiring and professional photographers."
(apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

02 agosto, 2014

VIEIRA, José Augusto - OS NOSSOS VESTIDOS. Porto, Joaquim Antunes Leitão, 1880. In-4.º (22,5cm) de [4], IV, 72 p. ; B.
1.ª (e única) edição publicada.
Curioso estudo oitocentista sobre o vestuário em Portugal e o uso que os portugueses lhe dão.
"Os trabalhos dos grandes pensadores são como as estrellas - centros de constellações, em volta de que gravitam numerosos asteroides. Estes tem como funcção, pela multiplicidade reflectora das suas superficies, disseminar e luz que d'aquelles vem.
Essa funcção dispersiva, disseminadora, que illumina um maior espaço, é exactamente o nosso papel n'este momento. [...]
Em harmonia com este pensar escolhemos o assumpto que serve de epigraphe a este modesto trabalho; não tem de certo os rendilhados altivos e coruscantes das grandiosas concepções theoricas; mas tem a vantagem, eminentemente fecunda, d'um trabalho de vulgarisação n'um paiz sobretudo onde esses trabalhos escasseiam, e onde, como em tantos outros, a hygiene vestimentar é quasi desconhecida e o capricho da moda se impõe tyrannicamente, obstando á diffusão dos seus preceitos.
A verdade é, que nos não sabemos vestir. Como consequencia d'isto a physiologia do organismo soffre; mas que importa isso á pretendida elegancia do janotismo ou da incuria nacional, se o corpo se lhe entala, que bien, que mal, n'uns moldes talhados pela mais afamada tesoura de Paris?
Anda-se transviado do bom caminho em materia de vestuario, e esse desvio prejudica o melhor dos bens de todo o individuo - a saude - e com este prejuizo, o da prosperidade publica."
(excerto da introdução)
Matérias:
Primeira Parte
I - Definição. II -Materias vestimentares: - sua differenciação phisico-chimica. III - Acção physico-dynamica das substancias vestimentares. IV - Relações do vestido com o corpo. V - Condições individuaes: - as edades, os sexos, os temperamentos, etc. (Sexo; Temperamentos; Estado de doença: O vestido segundo as circumstancias exteriores).
Segunda Parte
O vestido, modificador social.
Terceira Parte
Do vestido, como modificador artistico.
José Augusto Vieira (1856-1890).
Escritor português da segunda metade do século XIX, adepto da estética naturalista. “Nasceu em Valença, em 13 de Julho de 1856, filho de António José Vieira e de D. Maria das Dores Cruzeiro Seixas. Formou-se em Medicina, na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, tendo defendido tese de título Um Capítulo de Higiene: Os Nossos Vestidos (1880). Fez carreira de médico militar. Publicou Phototypias do Minho (1879), um romance, A Divorciada (1881), uma folheto de crítica, Lira Íntima, por Joaquim Araújo e O Minho Pitoresco (1886-1887). Faleceu em 1890."
De acordo com Paulo Morais-Alexandre, em A Moda e a Educação (2006), "exclusivamente dedicado ao traje cite-se a obra de José Augusto Vieira, Os Nossos Vestidos, de pendor fortemente moralista e onde depois de aduzidos argumentos de índole psicológica e sociológica, alguns dos quais continuam no presente a ser esgrimidos, se pugnava por uma racionalização da indumentária, atacando as modas:

«É pois acabando com essa fórma anti-hygienica, anti-social e anti-artistica do vestuario moderno, que nós conseguiremos pelas noções da sciencia e da arte attingir esse ponto luminoso e afastado, que na via lactea da perfectibilidade humana se denomina o – Ideal.»"
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas. Contracapa apresenta falha de papel marginal no canto superior esquerdo.
Raro.
Indisponível

16 maio, 2011

                                         
A MODA : 5000 ANOS DE ELEGÂNCIA. Texto de Mila Contini vertido para português por José V. de Pina Martins da Faculdade de Letras de Lisboa. Lisboa, Verbo, 1965. In-fólio (30cm) de 318, [1] p. ; mto il. ; E.
"Não conhecemos nenhuma obra, em português, que nos apresente um debuxo, tão colorido como este, da história da moda, como facto e factor de civilização. [...] Porque a moda, mesmo como tendência de grupo, de país ou de uma sociedade numa determinada época, nunca poderá perder aquele carácter individual, singular, que do pormenor da matéria-prima, da cor e da forma, como somatório de tendências espirituais e estéticas, ereguerá a inteligência crítica ao estudo das significações sociais, políticas e culturais que ela representa. Este livro é, portanto, um debuxo" (da Introdução) 
Encadernação em tela bordeaux com ferros a ouro e sobrecapa plastificada policromada.
Belíssima edição de grande esmero e apuro gráfico, profusamente ilustrada a p.b. e a cor.
Bom exemplar.
Invulgar.
35€