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31 maio, 2021

MACHADO, A. Victor -
DO CRIME E DA LOUCURA.
Estudo sobre delinqüentes, observando-os perante as disposições dos Códigos de Justiça e a Medicina Legal. [Prefácios dos Ex.mos Srs. Drs. Luís Cebola e João Ramos de Castro]
. Lisboa, Henrique Torres - Editor, [1933]. In-4.º (24,5x19 cm) de 414, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo histórico, biográfico, sociólogo e médico-legal de alguns conhecidos facínoras portugueses, passando em revista os crimes tenebrosos que na época em que foram cometidos abalaram o país.
Livro ilustrado ao longo de texto com tabelas e desenhos, bem como estampas coladas reproduzindo o retrato dos meliantes, e num dos casos, as fotografias (chocantes) da vítima no local do crime, conforme foi encontrada, e noutra, "arranjada" e exposta para reconhecimento popular.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Álvaro de Almeida, popular actor da primeira metade do século XX, e pelo seu ex-libris, colado no canto inferior esquerdo da mesma página.
"Investigador criterioso, A. Victor Machado, depois de haver colhido notas devéras interessantes em vários arquivos de cadeias, tribunais e manicómios, concatenou-as hábilmente e elaborou um livro, de estilo apropriado - simples e fluente - porquanto o destinava ao grande público. Mas não só este irá deleitar-se com sua leitura; tambem os cientistas, que se dedicam aos estudos médico-forenses do crime, acharão aqui elementos preciosos, para melhor fundamentar os seus pontos de vista ácêrca da responsabilidade e anomalias dos malfeitores célebres."
(Excerto do prefácio do Dr. Luís Cebola)
"O crime praticado por Francisco de Matos Lobo, num primeiro andar do prédio número 5 da rua de S. Paulo, na noite de 25 para 26 de julho de 1841, - há perto de um século - é uma das maiores monstruosidades que a História Criminal regista. [...]
Matos Lobo, após a horrenda chacina que pôs em prática, dizimando, com a mais requintada ferocidade, quatro vidas, foi entregue ao Poder Judicial, que o julgou e condenou, sem que a Ciencia Médica se pronunciasse sôbre o estado mental do assassino.
Prêso na noite em que praticára o crime (25 de Julho de 1841), fôra julgado  trinta e seis dias depois, (30 de Agosto), e enforcado em 17 de Abril de 1842, - 265 dias depois do seu hediondo feito."
(Excerto de Francisco de Matos Lobo)
Indice: Prefácio. | Duas palavras. | Nota preambular. | Francisco de Mattos Lobo - (Homicidío e roubo) (1814-1842). | Luís Augusto Pereira (o Físico-Mór) - (Furto) (1858-1866). | Diogo Alves (o Pancada) - (Homicidío e roubo) (1810-1841). | Joséfa da Conceição - (Infanticidio) (1875). | João António Lobo (o Mestre Lobo) - (Homicidio, fôgo-posto e roubo) (1893) . | Virgínia Augusta da Silva - (Homicidio por envenenamento) (1860-1897). | Tomaz Ribeiro - (Assassínio) (1871-1893). | Adriano Joaquim Moreira - (Homicídio) (1879). | Tatuágem e Gíria das Prisões. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Mancha de humidade - desvanecida - atinge as primeiras folhas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e forense.
Indisponível

17 abril, 2021

MACHADO, A. Victor - GUIA PRÁTICO DE CARACTERIZAÇÃO.
Colectânea de ensinamentos úteis para uso dos Amadores Dramáticos. Por... Lisboa, Editores Ferreira & Franco, L.da, [193-]. In-8.º (16,5 cm) de 47, [1] p. ; [15] f. il. ; C.
1.ª edição.
Curioso manual de caracterização - inovador na época - com interesse para a história da reprentação entre nós.
Livro ilustrado com 15 estampas intercaladas no texto.
"Ao reünir neste livrinho alguns ensinamentos, que julgo de utilidade, sôbre caracterização, tive apenas o propósito de prestar-vos um serviço, por não existir no nosso mercado livresco qualquer obra em português e actualizada, sôbre a pintura e transformação do rosto.
Entre nós bem pouco se tem escrito sôbre caracterização, o que em parte justifica o seu desconhecimento, sobretudo dos principiantes em teatro, e o que também não é para causar grande assombro, se atendermos a que, ainda hoje - triste é dizê-lo - há actores que se utilizam da rôlha de cortiça queimada e do arame fumado para «fazer as rugas»...
Entre os nossos actores há, no entanto, alguns a quem devemos prestar justiça, reconhecendo-os verdadeiros mestres em caracterização. Todavia, não escrevem, não divulgam os seus conhecimentos, a sua técnica e o seu saber, que êles monopolizam para a criação dos seus admiráveis «tipos», compostos com arte e ciência, reveladores dum alto poder de observação e aturado estudo. [...] Em Itália, e especialmente em Inglaterra, algo se tem publicado sôbre a Arte de Caracterização, e que a maioria dos nossos profissionais de teatro desconhece.
O Guia Prático de Caracterização não é, como o seu nome o indica, um tratado completo; é, sim, um Guia Prático, um resumido mas prestante conselheiro dos Amadores Dramáticos, sobretudo recomendável aos que começam."
(Excerto da Nota preambular)
Índice: [Dedicatória]. | [Nota preambular]. | I - Dos tempos idos à época actual. II - Confidências de Signoret - Ensinamentos aos novos. III - A caracterização no cinema. IV - Traços fisionómicos - Método de Lavater.
Encadernação editorial cartonada com letras a negro sobre fundo laranja.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

21 maio, 2014

MACHADO, A. Victor - ESTÁ ABERTA A AUDIÊNCIA!!! Colecção de anedotas de vários Juízes, Advogados, Procuradores, Notários, Estudantes de Direito, Chefes, Cabos e Agentes de polícia. Lisboa, Couto Martins, 1933. In-8º (19,5cm) de 789, [1] p. ; il. ; B.
Ilustrado com uma caricatura do autor em página inteira.
"No tribunal da Boa-Hora, o dr. Alexandre Braga, que foi um dos mais distintos homens do fôro, e cuja eloqüência sempre empolgava o auditório, defendia calorosamente um antêntico patife.
Para calar no ânimo dos jurados, o ilustre tribuno fez um discurso, esticando a nota das misérias, privações e desgraças, que o réu passara na infância, tudo polvilhado de figuras de fina e artística retórica.
No final, o réu, chorando a bom chorar, exclamou entre soluços:
- Ai! Nem eu mesmo sabia que tinha sido tão desgraçado!"
(Nem êle sabia!)
Alberto Victor Machado (1892-1939). "Homem de letras, com vasta obra distribuída por um leque vasto de géneros literários, do conto e da novela ao romance, à poesia, às letras para fados e canções, ao teatro declamado e à opereta."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa ligeiramente oxidada.
Muito invulgar.
Indisponível