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27 maio, 2023

REIS, A. Ribeiro dos -
FUTEBOL : divulgação das suas leis.
Texto oficial e sua interpretação. Questionário para árbitros. Gráficos explicativos. [Lisboa], Edição do Autor, [1943]. In-8.º (19,5 cm) de [4], 277, [3] p. ; [24] p. pub. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da arbitragem e o conhecimento das leis do jogo por António Ribeiro dos Reis, uma das mais insignes figuras do nosso futebol. Ontem como hoje, agora como há 80 anos, verifica-se que a arbitragem foi (e é) terreno fértil para justificar más decisões em campo e fora dele.
Livro ilustrado com desenhos esquemáticos no texto, e 24 páginas em separado dedicadas exclusivamente à promoção de marcas de produtos e serviços.
Muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa de Mestre Ribeiro dos Reis à redacção do "Diário de Coimbra".
"A divulgação das leis do jôgo constitue uma necessidade urgente para debelar a crise de arbitragem, que é um dos problemas mais graves do nosso futebol, pelos incidentes a que dá margem e que tanto perturbam o ambiente dos jogos.
Num artigo sôbre árbitros e arbitragens, publicado há tempo na revista «Stadium» pelo nosso camarada Candido de Oliveira, entre outras causas da crise fixava-se esta:
«Ignorancia das leis do jôgo, pela grande maioria dos dirigentes, dos jogadores e dos espectadores, o que concorre para serem consideradas erradas uma boa percentagem de decisões do árbitro, que estão absolutamente certas!».
Tem carradas de razão o nosso ilustre camarada.
Dos vários milhares de espectadores que entre nós assistem a desafios de futebol podem quási apontar-se a dedo os que alguma vez se deram ao trabalho de consulta e estudar o Código do Jôgo.
A maioria sabe de ouvido os pontos principais, mas não está habilitada a profundar o espírito da lei, porque nunca teve o cuidado de a ler com interêsse.
No entanto, todos se julgam com autoridade, para apreciar a acção do árbitro, flagelando-o até com as críticas mais irreverentes.
E o que se diz em relação aos espectadores diz-se em relação aos próprios dirigentes - tantas vezes injustos nas suas apreciações precipitadas e que se revestem de maior gravidade por partirem de quem partem - e estende-se até aos próprios jogadores. [...]
O ensino das regras de jôgo aos seus praticantes deve constituir uma das mais importantes missões dos treinadores ou de qualquer outro dirigente que esteja em contacto assíduo com aqueles.
Por tudo isto nos parece extremamente útil a tarefa de divulgação das Leis do Jôgo.
A êsse objectivo consagramos o presente livrinho. Vamos passar em revista as Leis do Código do Jôgo, procurando profundar o seu espírito e aclarar o seu texto; esclarecendo pontos duvidosos para evitar embaraços e dificuldades; estudando os casos menos frequentes, que podem constituir surpreza e exemplificando com casos concretos, a solução a adoptar."
(Excerto de A abrir...)
António Ribeiro dos Reis (1896-1961). Foi um militar, jogador de futebol, dirigente e jornalista desportivo português, fundador do jornal A Bola, conjuntamente com Cândido de Oliveira e Vicente de Melo.
"Se como jogador e jornalista pediu meças aos melhores, ficou também com um lugar na história do futebol como treinador, seleccionador, árbitro e dirigente. Na qualidade de treinador, foi campeão pelo Benfica em 1929/30, vencedor da Taça de Portugal em 1952/53 e seleccionador nacional entre 1924 e 1926 e entre 1933 e 1934. Foi na Casa Pia que estudou, se fez homem e descobriu o fascínio pelo futebol e atletismo. Estreou-se com a camisola do Benfica, a sua grande paixão, contra o Sacavenense, no campo de Sete Rios, com uma vitória por 8-0. Tinha 16 anos. Não foi futebolista de classe, mas revelou-se sempre de grande utilidade no Benfica pela sua estonteante velocidade (que lhe valera títulos de campeão de atletismo na estafeta do clube). Sempre que o Benfica entrava em crise técnica era convidado a tomar conta da equipa, em jeito sebastiânico. Sempre gratuitamente. Viveu momentos de glória, mas a conquista mais arrebatante foi o campeonato de Lisboa de 1932. Há 13 anos que o Benfica nada ganhava nas primeiras categorias, ofuscados pelo Belenenses e pelo Sporting. Assinou o seu último título pelo Benfica em 1953, coroado com uma vitória de 5-0 sobre o FC Porto de... Cândido de Oliveira! No primeiro Portugal-Espanha, Ribeiro dos Reis desempenhou vários papéis. Ele próprio recordou mais tarde: «fui avançado-centro, a seguir ao jogo escrevi a crónica para o Sport de Lisboa, onde era redactor, e por fim, no banquete, na altura dos brindes, tive de ler o discurso da Federação portuguesa, pois o delegado oficial, o sr. Raul Nunes, mal podia falar devido a uma inflamação da laringe...»."
(Fonte: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-bwin/benfica/detalhe/100-anos-ribeiro-dos-reis)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Vestígios antigos de humidade marginal na capa e f. rosto. Páginas com acidez própria da qualidade do papel.
Muito invulgar.
Peça de colecção.
75€

01 fevereiro, 2022

CSAKNADY, Jenö - A HISTÓRIA DE BÉLA GUTTMANN.
Nos Bastidores de Futebol Mundial
. Lisboa, Livraria Bertrand, 1964. In-8.º (17,5 cm) de 295, [5] p. ; [16] p. il. ; B.
1.ª edição.
Biografia de Béla Guttmann (1899-1981), a vida, luta e vitórias do treinador húngaro de origem judaica, e o grande mestre do Benfica europeu. O homem que lançou Eusébio e conquistou duas Taças dos Campeões, também passou pelo FC Porto, num longo percurso por clubes da Europa e América.
Livro ilustrado com quadros e tabelas no texto, e em separado, ao longo de 16 páginas.
"A História de Béla Guttmann mostra-nos como se processa a actividade nos bastidores da «bola», como se eleva as equipas ao auge da glória e da popularidade, como se oferece às multidões expectantes aquilo de que elas têm necessidade. E para nós, Portugueses , é um livro oportuno já que Guttmann foi o homem que ao futebol português um espírito mundial no corpo de um grupo de jogadores que soube, talvez como nenhum outro, assimilar e dar forma às suas teorias e concepções."
(Retirado da contracapa)
"Arte, capacidade de adaptação e grande experiência de desafios são os trunfos do nosso jogo. Atingir ràpidamente e conservar estas vantagens é o desejo máximo de todos os jogadores, cabendo ao treinador a missão de cooperar com eles na realização desse objectivo. Como é evidente, porém, esta missão só pode ser desempenhada por um treinador que saiba dedicar-se inteiramente e que, além disso, também tenha sido ele próprio um bom jogador, pois, doutra forma, não poderá basear-se numa experiência pessoal.
Mas experiência pessoal e conhecimentos especializados ainda não bastam. Também se requerem faculdades pedagógicas que permitam transmitir por forma acessível e convincente toda essa teoria e experiência.
Béla Guttmann foi amplamente dotado com estes atributos, indispensáveis ao êxito dum treinador. Foi um jogador de grande classe, treinado por métodos eficientes, obtidos através duma longa experiência, cuja técnica se aperfeiçoou pela participação em inúmeras competições em quase todos os países do mundo.
Não se cuida aqui de enumerar todas as qualidades necessárias a um treinador de futebol, mas teremos de nos referir pelo menos a uma delas, visto ser indispensável para a apreciação da classe dum treinador.
Trata-se do dom da psicologia, de saber conviver e dirigir outros seres humanos. Também sob este aspecto Béla Guttmann foi bem dotado pela natureza.
Eterno andarilho, sentia-se, tanto na América como na Europa, como se estivesse em sua casa."
(Excerto da Introdução)
Matérias:
Introdução, por Sepp Herberger, Treinador-Chefe da Federação Alemã de Futebol desde 1936 até 1964. | Prólogo. | I - Amsterdão. «Feira» do Futebol Internacional. II - Amsterdão. Final da Taça dos Campeões Europeus. III - Veni, vidi, vici (Cheguei, vi e venci). IV - Budapeste - Bucareste. «Profeta na sua terra?». V - Itália I - Pádua. Milão, 14 de Março de 1962. VI - Argentina. VII - Chipre. Nicósia. VIII - Itália II - A. C. Milan. IX - Brasil - S. Paulo F. C. X - Portugal - F. C. do Porto. XI - Viena. Estação Intermediária. XII - Uruguai - Peñarol, Montevideu. XIII - Áustria. Treinador da Liga Austríaca de Futebol. | Epílogo.
Exemplar em brochura, bem conservado. Capas oxidadas.
Raro.
Com interesse histórico e desportivo.
Indisponível

06 janeiro, 2021

RODRIGUES, Perfeito - RECORDANDO... ALGUMAS VELHAS GLÓRIAS DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
Versos de... [Prefácio de Manuel Sérgio]
. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na «Gráfica de Coimbra» - Coimbra], 1980. In-8.º (18,5 cm) de 85, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra poética sobre os principais clubes do futebol português e seus jogadores, no tempo em que o autor - Perfeito Rodrigues -, antigo interior direito do Belenenses, vestiu a camisa da Cruz de Cristo, nos anos 30/40 do século passado. No início do livro, inclui a deliciosa descrição de um jogo entre o Belenenses e o Porto, em casa deste, que terminaria com o resultado de 4-4, tendo o árbitro assinalado uma grande penalidade no último minuto (que transformada daria a vitória ao Belenenses), sendo esta decisão revertida pelo juiz - terminando o jogo - após ameaças dos atletas da casa e de um oficial do exército(!) - comandante das forças policiais de serviço ao estádio - que entrou em campo para "chamar a atenção" do árbitro para os inconvenientes da marcação do castigo máximo.
Livro ilustrado com fotografias a p.b. das equipas perfiladas antes do jogo, encimando o texto a elas dedicado: Clube de Futebol «Os Belenenses» (época 1939/40); Sport Lisboa e Benfica (época 1937/38); Sporting Clube de Portugal (época 1937/38); Futebol Clube do Porto (época 1934/35).
"Nasci há 47 anos junto ao desaparecido campo das Salésias. Era miúdo e já os meus olhos se deliciavam com os lances de futebol «cozinhados» pelo Perfeito, pelo José Luís, pelo Tarrio, pelo Amaro, etc., etc. Olhava para eles, recordo-me, com admiração sonora e rendida. Como se no seu corpo ondulante e vígil reverdecessem dons sobrenaturais...
O Perfeito, que jogava habitualmente na posição de extremo-direito, apresentava características motoras muito especiais: velocidade estonteante, ora em linha recta, ora ziguezagueando, e centro rápido e bombeado a solicitar o remate frontal às balizas adversárias. Assim se tornou no cabouqueiro implacável de muitas vitórias do Belenenses, durante os 10 anos que jogou de «camisola azul e cruz ao peito»."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. | Uma introdução em Prosa. |Confissão. | Quando a saudade vem. | Recordando. | Clube de Futebol «Os Belenenses». | Sport Lisboa e Benfica. | Sporting Clube de Portugal. | Futebol Clube do Porto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

15 junho, 2017

ROSADO, José - PINÓQUIO JOGA A BOLA. Aventuras maravilhosas contadas às crianças por... Desenhos de Amorim. Lisboa, Romano Torres, [s.d.]. In-8.º (19cm) de 45, [3] p. ; il. ; B. Colecção Manecas
1.ª edição.
Curiosa história para crianças, cujo protagonista é o "sportinguista" Pinóquio. O principal episódio deste conto infantil é o desafio de futebol entre as duas equipas grandes da capital - os «Leões Façanhudos» (Sporting) e os «Falcões Bicudos» (Benfica).
"O desafio de futebol entre os «Leoes Façanhudos» e os «Falcões Bicudos» estava marcado para as 11 horas desse dia - um lindo domingo de Novembro.
Os «Leões», era um grupo constituído por rapazes da escola de Vila Verde; os «Falcões» pertenciam à escola de Vila d'Águias.
A distância que separava as duas povoações não ia além duma légua; e como o campo onde ia realizar-se o jogo ficasse a meio caminho daquelas duas povoações, os simpatizantes dos «Leões» e dos «Falcões» podiam assistir ao desafio, sem necessidade de grandes caminhadas.
Pinóquio sentia-se verdadeiramente vaidoso em fazer parte da turma dos «Leões»; e conforme se aproximava a hora do desafio, mais aumentava nele o desejo de envergar a camisola verde e os calções brancos da sua equipa."
(excerto do Cap. III, Os "Leões Façanhudos" e os "Falcões Bicudos")
José Rosado (?-?). "Ainda que ao todo, com 84 obras nas quais colaborou, José Rosado tenha sido responsável por uma boa parte de toda a produção da Romano Torres, que contou praticamente com um século de existência, o certo é que quase nada sabemos sobre este autor. Tratar-se-á provavelmente de um pseudónimo, embora nenhuma obra de referência até agora consultada possa corroborar esta informação. José Rosado destacou-se também como tradutor. É de sua autoria, entre outras, a tradução de Ben-Hur, de Lewis Wallace, que contou com cinco reedições. No entanto, foi no campo da literatura infantil que José Rosado mais trabalhou, tendo assinado vários títulos da colecção «Manecas». Em particular, impressiona a qualidade e quantidade de livros infantis dedicados a Pinóquio, colocando esta personagem em vários pontos do globo e desempenhando várias actividades."
(fonte: http://fcsh.unl.pt/chc/romanotorres/?page_id=59)
Exemplar em brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. No interior do livro os desenhos estão preenchidos com lápis de cor.
Muito invulgar.
Com interesse para a bibliografia dos dois clubes de Lisboa.
Indisponível

15 fevereiro, 2013

PIÇARRA, Luís - INSTANTÂNEOS DA MINHA VIDA (MEMÓRIAS). [Prefácio de Mário Zambujal]. Lisboa, Edição do Autor, 1987 [1991]. In-8º (21cm) de 254 p. ; mto il. ; B.
Capa de Luís Piçarra. 
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Muito ilustrado no texto com fotografias a p.b. de actuações de Piçarra pelos quatro cantos do mundo. 
Luís Piçarra (1918-1999), que, internacionalmente, usou o nome de Lou Pizarra, obteve durante muitos anos, e mercê da beleza e do largo registo da sua voz, um confortável êxito em óperas, operetas e cançonetas, chegando a cantar com Edith Piaf, a manter-se meses como cabeça de cartaz no parisiense Théatre de La Gaité Lyrique." É ainda, o executante mais conhecido do actual hino benfiquista.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

22 dezembro, 2011

A BOLA : JORNAL DE TODOS OS DESPORTOS. Fundadores: Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo ; Director: Vítor Serpa ; Director-Adjunto: M. Margarida Ribeiro dos Reis. In-fólio (40x56cm) de 20 p. ; il. ; B.
 
DOMINGO, 15 de Maio de 1994 : ANO L - Nº 7603.

Manchete: "Céus! 6-3 em Alavade! : BENFICA Aterrador! Empolgante! Sublime"

 

Título secundário: "A nota máxima que «A Bola» nunca atribuíra : JOÃO PINTO - A Perfeição"

Um jogo histórico, que valeu um título aos encarnados - o jogo da vida de João Vieira Pinto.

Exemplar em bom estado de conservação.
Raro - peça de colecção.
50€

26 novembro, 2011

BENFICA-SPORTING - 50 ANOS DE FUTEBOL. 216 jogos : 809 golos. Compilação de Mário de Oliveira e Rebelo da Silva. [Prefácio de Ribeiro dos Reis]. Lisboa, Edição dos Autores : [comp. e imp. nas Oficinas Gráficas da E. E. «Os Rídiculos»], [1958]. In-8.º (16cm) de 118, [2] p ; il. ; E.
Obra muito ilustrada em separado com fotos das equipas e instantâneos de jogos, de diferentes épocas, nalguns dos momentos mais marcantes da história dos dois clubes de Lisboa; contém ainda quadros e tabelas de resultados e classificações.
"O tradicional «derby» do futebol lisboeta, que constitui sempre o grande prato de resistência das nossas competições, entrou há pouco nos seus 50 anos de existência. Os autores deste trabalho decidiram assinalar a passagem do acontecimento com uma evocação histórica, que deve interessar aos homens do passado porque lhes permite recordar e viver de novo algumas tardes de grande emoção, e integrará as camadas mais recentes de entusiastas dos dois clubes no ambiente de rivalidade que tem sido um magnífico incentivo para a obra meritória que ambos têm sabido realizar."
(excerto do prefácio)
Encadernação cartonada com ferros a ouro na lombada; conserva as guardas de brochura.
Bom exemplar; aparado.
Invulgar.
40€
Reservado