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09 agosto, 2022

GONÇALVES, Tenente - H. de Assis - NO COMBATE : ligações entre a infantaria e a artilharia, segundo as lições da Grande Guerra
. Porto, Companhia Portugueza Editora, L.ª, 1922. In-8.º (18 cm) de 127, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio militar - táctico e estratégico - para a história da Grande Guerra baseado na experiência e impressões do autor - oficial do Corpo Expedicionário Português (C. E. P.) - destacado na Flandres.
As considerações de Assis Gonçalves são ilustradas com episódios por si vivenciados na trincheira, no desempenho das suas funções.
Obra oferecida pelo autor ao "Ex.mo Senhor Coronel João de Morais Zamith, ilustre ex-Comandante da 3.ª Brigada de Infantaria, e da 2.ª Divisão do Corpo Expedicionário Português na «Grande Guerra» a que tive a honra de pertencer... Como homenagem a mais respeitosa e leal do actual subalterno em Inf.ª N.º 23 de seu digno comando."
"Elaborando êste trabalho, dividi-o em  duas partes que lhe dominarão as linhas gerais durante a sua sequência e curto desenvolvimento.
Na primeira parte tratarei destas ligações no Combate Ofensivo, na segunda parte ocupar-me-hei delas no Combate Defensivo.
Para a delineação duma e outras partes, dentro dos estreitos limites da minha qualidade de estudioso, em boa vontade, terei de me socorrer de alguns dos ensinamentos colhidos na Grande Guerra, de que fui testemunha presencial, protagonista mui pequeno e apagado, é certo, perdido no meio de tão assombrosa epopeia, onde uma multidão de glórias se imortalisou com o brilho do seu valor... mas animado talvez de um pouco, quasi nada, de observação e recherche, como lá se diria, enquanto se desenrolou e escreveu com factos, o grande capítulo para nós intitulado - Cooperação do C. E. P. - tive ensejo de tomar alguns apontamentos e de registar algumas lições... [...]
Versarei aqui, apenas alguns assuntos de novidade que na última guerra se criaram, desenvolveram e aperfeiçoaram... Nada, coisa nenhuma inventarei... É bem modesto o meu desejo, bem humilde o meu trabalho, urdido pela experiência, tecido pela observação e alinhavado pela leitura de alguns Regulamentos, Revistas e apontamentos..."
(Excerto do Antelóquio)
Matérias:
[Dedicatória]. | Antelóquio. | I Parte - Ligações entre a Infantaria e Artilharia no Combate Ofensivo : Lições da Grande Guerra. Depois do Armisticio - Uma visita de paz ás trincheiras. | II Parte - Ligações entre a Infantaria e Artilharia no Combate Defensivo : Lições da Grande Guerra.
Resumo:
Combate Ofensivo. | Combate Defensivo. | Telegrafia pelo Solo. | Fulerfonia. | Aviação. | Máquinas de Assalto. | Telegrafia Ótica invisível.
Horácio de Assis Gonçalves (1889-1978). "Oficial do exército. Natural de Vinhais. Filho de João Manuel Afonso Gonçalves e Teresa de Jesus Fernandes Gonçalves. Nasceu a 29.07.1889. Tirou o curso complementar de ciências e de letras dos liceus. Passou pelo Seminário, onde estudou Teologia, mas veio a interromper, um ano mais tarde, esta experiência. Frequentou, em seguida, o curso de Engenharia no Instituto Superior Técnico, para depois se matricular no curso especial de infantaria, da Escola de Guerra, que completou. Frequentou ainda a Faculdade de Direito. E, finalmente, diplomou-se pelo Ministério da Educação Nacional para o lugar de professor do ensino secundário particular (curso geral e complementar). Promovido a aspirante a oficial de infantaria (1917), a alferes no mesmo ano e a tenente em 1921. Serviu em diversas unidades militares e fez parte do Corpo Expedicionário na Grande Guerra de 1914-1918. Foi professor dos cursos das escolas regimentais, bibliotecário, oficial de tiro e armamento, director da carreira de tiro de Pinhel, parlamentário da 5 divisão, no Movimento de 28 de Maio, e oficial de ligação do Ministério da Guerra. Foi correspondente do Diário de Lisboa, Diário do Porto, A Ordem e A Liberdade, e manteve uma colaboração dispersa noutras publicações: Revista Católica de Viseu; o Pinheirense; A Guarda; O Combate (Guarda); O Setubalense; O Correio de Coimbra; O Trás-os-Montes; A Revista Militar. Foi director da revista A Guerra (Lisboa). Escreveu numerosos trabalhos de natureza política e militar. Condecorado com a cruz de guerra de 2.ª classe (1918). Medalha comemorativa das campanhas do exército português, com a legenda - França, 1917-1918. Medalha da vitória (estrela de prata), por decreto de 30 de Outubro de 1919. Medalha de prata de comportamento exemplar (1927). Na vida pública, desempenhou o cargo de secretário particular do ministro das Finanças e primeiro-ministro, Oliveira Salazar, desde 27 de Abril de 1928 a 2 de Julho de 1934, o lugar de secretário da junta central da Liga dos Combatentes da Grande Guerra (Lisboa) e, por fim, de Governador Civil de Vila Real, cargo que exerceu durante 10 anos."
(Fonte: https://escarpasdocorgo.blogspot.com/2020/09/tenente-horacio-de-assis-goncalves.html)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos cortes e defeitos marginais.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

03 março, 2022

GONÇALVES, Tenente - H. de Assis - CHAMA DA PÁTRIA. Esforço de Portugal na Grande=Guerra.
Separata do "Correio de Coimbra"
. Coimbra, Tip. da Gráfica Conimbricense, L.ᵈᵃ, 1924. In-8.º (22 cm) de 47, [1] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante e raro subsídio para a história da Grande Guerra pela pena de um dos mais ilustres participantes no conflito - Assis Gonçalves -, bem como para a homenagem ao Soldado Desconhecido através do Lampadário "Chama a Pátria".
Livro ilustrado no texto com fotogravura do Mosteiro da Batalha e um esboço das linhas portuguesas e alemãs na Batalha de La Lys, e em separado, com duas estampas impressas sobre papel couché: Ultimo e definitivo projecto do Lampadário "Chama da Pátria" tal como se encontra no Mosteiro da Batalha velando os restos simbólicos dos Heróis portugueses na Grande Guerra; Primeiro projecto do Lampadário "Chama da Pátria".
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor, datada de 7-VI-924 ao "excelente amigo e ilustre camarada Tenente Antonio Henriques da Silva, com afectuosa estima ofereço para o seu museu de inutilidades".
"No 6.º aniversário da Batalha do Lys, símbolo do sacrifício heróico de Portugal na Grande Guerra, lembremos com saudade, com gratidão e com amor, êsses 200.000 bravos portugueses mobilisados, dos quais 54.976 foram à Flandres oferecer generosamente os seus peitos de combatentes...
Numa préce religiosa, invoquemos êsses 10.0000 mártires formosos que suas vidas imolaram nos campos da Batalha, engrandecendo o glorioso nome da Pátria...
Não esqueçâmos êsses 7.000 bravos que regressaram a Portugal absolutamente incapazes do serviço militar! [...]
Acarinhemos essa multidão de órfãos, filhos dos Heróis que pela Pátria suas vidas deixaram nos sertões da África, nos plainos da Flandres, e nas profundezas do Oceano, palpitando momentos de glória em convulsões de amôr!"
(Excerto de Glória aos Mortos da Pátria! Honra aos seus Heróis!)
"Seis divisões alemãs investem contra dois terços de um divisão portuguesa, restos, relíquias já carcomidas pela acção desgastadora de um longo ano a batalhar... Nunca, durante esta longa guerra, os soldados dos exércitos aliados aturaram, por tanto tempo e com tanta resistência, nas frentes de batalha, os sacrifícios dos combates e os exaurimentos da vigília!
Os soldados franceses, os soldados ingleses, são de carne, osso e músculo resistente, mas vão, passados 2 mêses de frente, refazer-se para campos de repouso, muito à rectaguarda situados, de onde partem, de quando em quando, a visitar os seus Lares para se retemperarem com os carinhos da família... Mas os nossos, os soldados de Portugal, são feitos de ferro e bronze... Não teem êsses campos de repouso, não teem êsses Lares de conforto... e vivem, e resistem, durante um ano inteiro, ao trágico pavor dessas duras primeiras linhas!..."
(Excerto de A Batalha do Lys (9 de Abril de 1918), II - Estado do C. E. P. ao começar esta batalha)
Matérias:
Esforço de Portugal na Grande-Guerra : Glória aos Mortos da Pátria! Honra aos seus Heróis! | Homenagem da 5.ª Divisão de Coimbra aos Mortos da Grande Guerra. | A Batalha do Lys (9 de Abril de 1918): I - As margens do Lys e as arenas do Kibir: II - Estado do C. E. P. ao começar esta batalha; III - Primeira fase da batalha. Tenaz resistência das nossas 1.ªs linhas; IV - No auge do combate; V - Ruptura da frente de batalha; VI - Segunda fase da batalha. Denodado esforço das nossas reservas e apoios; VII - Provas de valentia dos portugueses no Lys. | O Monumento de S.ta Maria da Vitória. | Para a história do Lampadário "Chama d Pátria": - Interpretação histórica das três figuras do lampadário; - Estilo do lampadário e dificuldades na sua construção; - Tempo gasto na cinzelação do lampadário; - Auto de inauguração e entrega do lampadário no Mosteiro da Batalha; - Inscrição no mármore em que se ergue o Lampadário "Chama da Pátria" (1.ª Fase - 2.ª Fase - 3.ª Fase).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.Capas frágeis, oxidadas, com pequena falha de papel no canto superior dto da capa frontal.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

22 fevereiro, 2019

GONÇALVES, Alf.s H. de Assis - NA CEPLANDIA. (Retalhos da Grande Guerra). Pôrto, Composto e impresso na Escola Tip. da Oficina de S. José, 1920. In-8.º (19 cm) de 330, [2] p. ; [1] mapa ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante relato sobre a intervenção portuguesa na Grande Guerra. Trata-se das memórias do autor, oficial do C. E. P. na Flandres, e uma das mais importantes e apreciadas obras que sobre o conflito se escreveram.
Livro muito ilustrado no texto com croquis, em separado com um mapa - «Na Ceplandia : Interpretação Gráfica», e ao longo do livro em página inteira com 24 desenhos de Balha e Melo e fotogravuras.
"Aos meus camaradas da Grande Guerra que a viram e sentiram como eu - e quantos bem melhor do que eu...
Êste Livro - é para vós, ó eternas almas da grande alma de Portugal!...
Dai-lhe a desculpa que merece, porque aquêle que o escreveu, não pôz nêle o menor cálculo da vaidade nem o mais pequeno intúito de vanglória.
Fê-lo aos bocadinhos, em fugazes lapisadas tomadas sobre o joelho, nos minutos vagos da morte e sob as fulgurações sangrentas dessa Guerra singular, Guerra única, Guerra enorme em proporções de grandeza e em grandezas de sacrifício...
Êste Livro - é um arquivo de coisas sentidas, àlem, sobre os gelos do Norte, á luz rutila dos rutilos clarões com que o maior flagelo da Humanidade incendiou a Europa consumindo milhões e milhões de vidas numa incineração tão pavorosa como o pavor monstruoso de um abismo. [...]
Êste Livro - memorandum de campanha, bloco de apontamentos sem nexo - é pobre, mas, sentio-o nas horas mais trágicas da Guerra, resei-o em preces doloridas no meu calvário de amarguras... Êste Livro, escrevi-o com as tintas da saudade e medi-o com as palpitações aceleradas do sangue de minhas veias em efervescentes estuações de esperança... - Esperança de vêr ainda maior uma Pátria grande, na grandeza quasi-eterna da sua História!...
Êste Livro... é uma parcela singelíssima do que vi e do que vivi na Flandres onde vós vivestes.
Lêde-o se quiserdes, depois... esquecei-o."
(Excerto do nota introdutória, Êste Livro - Aos meus camaradas da Grande Guerra)

Crónicas: Nota introdutória. - Aos Bravos de Inf. 12. - A Todos. - Preâmbulo. - 1.ª Parte: Guerra de Gigantes (Espingardas e Canhões). 1.ª Fase. - Preparando a Partida. - Escombros da Memória: Partindo para a Guerra (Uma Carta - Lisboa, Paris e Laventie); Pela terceira vez; Entrada nas Trincheiras; O Bat. de Inf.ª 12 ocupa o Sector de Neuve Chapelle; A minha máscara, finalmente serve, pela terceira vez; A Primeira Patrulha; Os Velhos Irmãos Dumond; Uma Patrulha Alemã (Dois prisioneiros - Um Of.al morto...). Calendas e Idos (Dia-a-Dia, Hora-a-Hora, Minuto-a-Minuto): A Missão do Alferes na Presente Guerra; Nas Trincheiras : 2.ª Linha - Apoio; Em Penin Mariage; Um Transe; Raid do Batalhão de Infanteria 14. Descrição do Combate de 9 de Abril : Pequena parte que o autor tomou nesse combate. I - Avanço para o Reducto «Le Marais»; II - No Reducto; III - Combate; IV - Retirada; V - Ainda a Retirar; VI - Um Almôço; VII - Á Procura da 3.ª B. I.; VIII - Em Berguette (Conclusão do meu Nove de Abril). - 2.ª Parte: Guerra de Sapadores (Pás e Picaretas). 2.ª Fase. - Deambulando: O Bat. Inf.ª 12 Retirando - Berguette - Delettes - Sanleques - Inxen; - Outra Vez Para a Frente : Inxen - Verchocq - Enguinegatte - Lillers; - Em Liller; - Jornais de Portugal; - Os Manueis; - Em Ecquedecque; - Cri de France; - Dia 29 de Junho; - A Propósito de Cruzes de Guerra : De uma carta a um amigo; - Retirada de Ecquedecque; - Em Les Ciseaux; - Para Isbergues (Raid-aéreo ao 34); - Em Enguinegatte; - O 1.º capelaão militar do Bat. Inf.ª 12 : Chocques 12-9-918. Pela Base : Roubáram-me o Meu Pelotão; - Para a Escola de Sineiros do C. E. P.; - As Costas da Inglaterra (Ambleteuse 23-9 a 3-10-918); - Um livro e um oferecimento : «Grato ao seu heroismo, feliz de admira-lo» : Cap. Augusto Casimiro; - Aos Quarteis de Inverno; - A triste Nova de Uma Insubordinação; - Depoimentos sobre a Epopeia de Inf.ª 12; - Uma Festinha de Igreja (Quiested, 3 a 8-11-918). - Vamos até à Bélgica. Com os dias : 8-11-918. - O Armistício : 11-11-918.
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado de conservação. Capa fac-símile.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível