17 maio, 2026
07 maio, 2026
15 abril, 2025
31 janeiro, 2024
28 dezembro, 2023
22 agosto, 2023
Romance-ensaio de cariz erótico, o 3.º de 12 da série "proscrita" naturalista Tuberculose Social.
07 dezembro, 2021
CORRÊA, Mendes - CREANÇAS DELINQUENTES. Subsidios para o estudo da criminalidade infantil em Portugal. Coimbra, F. França Amado, editor, 1915. In-8.º (19 cm) de [4], 131, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre a criminalidade infantil, elaborado já sob os auspícios da República, com algum rigor e método. Contém dedicatória autógrafa do editor na f. anterrosto.
“Teem sido estabelecidos os principaes tipos de anormais que fornecem contingentes sensiveis para a delinquência infantil. Citarei: os anormais por deficit intelectual (idiotas, imbecis, fracos d’espirito e sobretudo os simples atrasados mentaes), os instaveis com ou sem debilidade mental, os astenicos (apaticos, abulicos, preguiçosos), os anormaes por deficit afectivo ou moral (indisciplinados, amoraes e viciosos), os anormais convulsivantes (perturbações graves da epilepsia, histeria e coreia) e os alienados propriamente ditos. Os anormais por deficit físico ou sensorial também contribuem frequentemente para a criminalidade infantil, mas em geral as suas anomalias colaboram apenas por incidente com mais importantes fatores do crime. Os chamados anormaes por defeito educativo (ignorantes, atrasados pedagogicos, muito viciosos e imoraes por habito adquirido ou influencia do meio, etc.), dão muito maior quota de delinquentes, mas na verdade trata-se de falsos anormaes, porque os seus cerebros não teem necessariamente uma estrutura anomala ou patologica. Educadas convenientemente, essas creanças em nada se distinguem das creanças normaes.”
Matérias:
I. - «A creança delinquente». II. - «Vadios». III. - «Prostitutas e libertinos». IV. - «Gatunos». V. - «Agressores, assassinos e outros». VI. - «A criminalidade de menores em Portugal». VII. - «A lucta contra a criminalidade infantil». VIII. - «O exame medico-antropológico da creança delinquente».
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto inferior dto; assinatura de posse no verso da f. anterrosto.
Raro.
Indisponível
29 agosto, 2021
1.ª edição.
Curioso conjunto de curtas biografias de mulheres viciosas condenadas pela Hitória.
"Messalina era bisneta de Octavia, irmã de Augusto, e filha de Valerius Messalinus Barbastus, e de Emilia Lépida. Nesta familia a lubricidade era de alguma maneira tradicional, pois que Lépida tinha sido accusada pela voz publica de entreter commercio incestuoso com seu irmão! Estava porem reservado a Messalina excêder sua mãi nos prazêres da voluptuosidade. Suas anticipadas disposições para a libertinagem tinhão resfriado o ardor daquelles que poderião pertender sua mão. Houve só Claudio seu parente que esgotou n'uma paixão brutal a coragem de arrostar a opinião publica desposando-a!
Este principe que a historia tem com justiça ultrajado, possuia um certo ar de nobreza e dignidade. Sua figura era agigantada. Era bastante encorpado, seus cabello brancos davão á sua fysionomia um certo ar de belleza; mas tinha pouca firmeza em seu andar; sua alegria era ignobil, sua colera horrenda, porque babava e espumava ao mesmo tempo... Acrescentai a isto um gaguejar continuo e um tremor de cabeça que se augmentava ao menor movimento.
Claudio esposou Messalina em quintas nupcias. Ella tomou um grande imperio sobre o caracter fraco deste principe, descobrindo lhe uma conspiração cuja importancia teve o cuidado de exagerar, depois ligou-se com os libertos que governavão o Imperador, e desde então deu um livre curso ás suas paixões. Era bella e é a isto sobre tudo que se deve atribuir a grande influencia que tinha sobre seu esposo imbecil."
(Excerto de Messalina)
Biografadas:
Messalina. | Cleopatra. | Marion de l'Orme. | Catherina segunda. | Maintenon. | Ninon de Lenclos. | Sophia Arnoult. | Madama de Pompadour. | Madama du Barri. | Madama Foure's. | Madama Revel. | Madama du Cayla.
Encadernação "caseira", cartonada, com as pastas revestidas de cetim rosa, tendo "Mulheres Célebres" escrito na pasta frontal.
Raro.
35€
22 maio, 2021
16 dezembro, 2020
FAROL, Antonio F. de Ferrer - A LIBERTINAGEM PERANTE A HISTORIA, A PHILOSOPHIA, E A MEDICINA DO CASAMENTO POR AMOR COM BASE NA REGENERAÇÃO SOCIAL. These apresentada á Escola Medico-Cirurgica do Porto para ser defendida pelo alumno do quinto anno... Porto, Typographia de José Pereira da Silva & F.º, 1865. In-4.º (27x20 cm) de 67, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa e algo insólita tese académica sobre a libertinagem publicada em meados do século XIX.
"A libertinagem, olhada á luz da medicina, é o flagello que mais corrompe a humanidade. Paixão violenta, seductora aos olhos da mocidade inexperiente, essencialmente devastadora, é a libertinagem a causa proxima de horrorosos estados morbidos, que anniquillam a vitalidade mais resistente. A philosophia biblica e o dogma hippocratico erguem-se ao mesmo tempo contra esta aberração do espirito humano, que, gerando as trevas do mundo physico e moral, e collocando a sociedade n'uma posição baixa, miseravel e abjecta, tenta despedaçar todos os élos, pelos quaes sômos ligados á sublimidade, a que temos direito, como a obra prima do Supremo Ser.
No estudo d'esta paixão, dominante na geração moderna, tem o medico vasto campo para pôr em acção todos os seus recursos. E baldado não será o esforço que a tanto se abalançar. A actualidade escutará, em questões d'esta ordem, com mais respeito a voz da sciencia, do que as leis da moral. Embalada no berço sensualista, parece preferir agora o horror do tumulo á abjuração dos prazeres."
(Excerto da Introducção, I)
Matérias:
Introducção: I; II; III; IV; V. | Pederastia: I - Preâmbulo]. II - Causas sociaes; Causas physiologicas. III - Quaes são os effeitos da pederastia? IV. | Onanismo solitario no sexo feminino: I; II; III. | Onanismo solitario no sexo masculino: I; II. | Onanismo conjugal: I; II; III; IV. | Syphilis como effeito da polyandria exercida nas mulheres publicas. | Do casamento por amor - como base da regeneração social: I; II; III; IV; V; VI. | Em conclusão. | Proposições.
António Fernandes de Figueiredo Ferrer Farol (1839-1893). "Médico pela Escola Médico-cirúrgica do Porto. Nasceu em Viseu a 5 de junho de 1839, faleceu a 8 de maio de 1893. Foi um dos estudantes mais distintos do seu curso, que terminou em 1865, publicando no Porto, nesse ano, a sua tese com o título de A libertinagem perante a historia, a filosofia, e a patologia em geral. Entrou depois para o serviço médico do exército. Vindo para Lisboa em 1870, por tal forma começou a afirmar o seu talento médico que teve de pedir licença do serviço militar, para se entregar inteiramente à sua clínica que se tornou numerosa. Em 1873 estabeleceu na praça de D. Pedro, com o dr. Matos Chaves, um posto médico, que foi um dos primeiros que existiram em Lisboa. Dedicou-se também ao jornalismo, fundando em 1871 a Tribuna, folha de combate, que fez época. Foi director e redactor do seu jornal, tornando-se um escritor vigoroso e ao mesmo tempo elegante."
(Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/farolantonio.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam
manchas de acidez.
Muito raro.
75€
16 junho, 2018
CORREIA, Alberto C. Germano S. - PROSTITUIÇÃO E PROFILAXIA ANTI-VENÉREA. História Demografia Etnografia Higiene e Profilaxia. ÍNDIA PORTUGUESA. Por... Coronel-médico, lente da Escola Médica, Sócio da Academia das Ciências de Lisboa e do Instituto Internacional de Antropologia, Comendador das Ordens Portuguesas de Cristo, São Tiago e Aviz. Bastorá : Índia Portuguesa, Tipografia Rangel, 1938. In-4.º (25cm) de [4], 404 p. ; B.1.ª edição.
"É um capítulo que não podia ser escrito em separado, tanto porque a modalidade clandestina do meretrício só se faz às ocultas, como porque o tráfico de mulheres crianças anda intimamente ligado àquela forma de prostituição.
É nos lôbregos desvãos da servidão clandestina da mulher que os mercadores da carne feminina para o repasto do sensualismo conseguem aliciar, com maior facilidade e rapidez, as vítimas incautas para serem imoladas no ignóbil altar da volúpia. [...]
Durante muito tempo foi a prostituição clandestina considerada como a fase inicial da deshonra feminina.
A mulher ou a adolescente mercadejava primeiro, às ocultas, com os encantos do seu corpo fresco e sadio.
Uma vez surpreendida em flagrante pela família, quando honesta, ou pelos agentes da polícia dos costumes, era obrigada a matricular-se, inscrevendo o seu nome no livro, onde se relacionam as mulheres que se tornam parceiras no gôzo sexual de qualquer homem."
(Excerto do Cap. IV, Prostituição clandestina e o tráfico feminino na India)
Matérias:
15 maio, 2016
1.ª edição.
Invulgar ensaio ilustrado com casos do conhecimento do autor.
"Era nossa intenção falar simplesmente dum caso de aparência exclusivamente moral, mas o homem cria os seus princípios e revela os seus valores de olhos postos na sociedade; e quanto melhor esta fôr melhor será o homem; e quanto melhor fôr o homem melhor ela será.
Esta série de fluxos e refluxos formava justamente o princípio dinâmico das civilizações. Assim como a função faz o orgão, a sociedade faz o homem e o homem faz a sociedade.
Eis por que, tratando dum caso moral, não pudemos subtrair-nos à considerações, embora muito sumárias, que acabamos de fazer.
Quando uma moral que diz que não se deve ter uma certa atitude ou praticar certa acção é inteiramente desmentida pelo espelho duma sociedade que mostrou a mais natural e calma das tolerâncias para com essa atitude e prática dessa acção, ou a moral é falsa ou está mal enunciada."
(excerto da introdução, Considerações preliminares)
Matérias:
Considerações preliminares. I. O exemplo. II. Coisas que acontecem... - III. Voz que não ecoa. IV. Itinerário impúdico.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco comum.
Sem registo na BNP.
15€
04 outubro, 2013
17 janeiro, 2013
Exemplar brochado em bom estado de conservação.




















