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17 abril, 2024

BRANCO, Amarel... y - JOÃO NUNCIO. (O Bandarilheiro Equestre). Lisboa, [s.n. - comp. e imp. Imprensa Lucas & C.ª], 1930. In-8.º (15,5 cm) de 80 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio biográfico sobre Mestre João Branco Núncio. Inclui extensa entrevista do cavaleiro na intimidade da sua quinta (em Alcácer do Sal), onde este fala de si e da profissão que o celebrizou.
Exemplar oferecido pelo filho do autor.
Muito ilustrado com reprodução de desenhos e fotogravuras.
Contém tabela com relação das corridas toureadas por João Branco Núncio à data.
"A arte não cabe, inteiramente, nos curtos limites dos tratados; a arte não se fica, solemnemente, nos paramos altivos da sciencia, da exactidão. Os tratados anotaram e a sciencia estudos e explicou, só depois da criação se ter efectuado. Mas sim, na verdade, João Nuncio, criou, revolucionou; orientado pelas regras, pelo estabelecido, pelo consagrado pela sciencia, não se limitou a imitar friamente, classicamente, conscientemente, - foi alem disso porque sentiu, interpretou, sofreu, entregou-se, criou, fez arte.
Não estava escrita por certo aquela forma nova, aparentemente facil, as filigranas na cara dos toiros, os recortes, as saídas falsas extraordinarias, aparentemente sem perigo, por tão suaves e templadas, nem os galheios, as sortes novas – não estava escrito tudo isso senão em sua alma superior de artista completo e raro."
(Excerto do texto)
Índice: Alcacer do Sal : os quatro azes do seu baralho [figuras gradas da terra] - O cavaleiro João Nuncio, Dr. José Gentil, Dr. Francisco Gentil e maestro Rui Coelho | Toureiro de conjuntos | Como fala João Nuncio [entrevista] | Notas bibliográficas | Opiniões da afición e da critica | A opinião de D. Bernardo da Costa [Mesquitela].
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, com pequenas falhas e defeitos.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

16 janeiro, 2024

JOÃO BRANCO NÚNCIO - ÉPOCA : Suplemento Especial. [Lisboa], Companhia Nacional Editora, 1973. In-4.º (28,5x20,5 cm) de 29, [3] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Suplemento especial do jornal Época n.º 831 de 27 de Maio de 1973 dedicado às Bodas de Ouro da alternativa de Mestre João Branco Núncio. O jornal Época resultou da fusão dos jornais "A Voz" e "Diário da Manhã", foi lançado em 1 de Fevereiro de 1971 e circulou até Maio de 1974.
Contém uma reportagem de fundo sobre o cavaleiro - circunstância excepcional, dada a sua conhecida aversão a entrevistas. A contracapa reproduz autógrafo do toureiro com o agradecimento público a todos quanto o acompanharam na sua jornada de 50 anos.
Suplemento ilustrado com inúmeras fotografias do Mestre (no campo, feiras e praças), publicidade diversa, e um artigo sobre Nuno Salvação Barreto, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa.
"A singela homenagem que prestamos a João Branco Núncio no dia em que comemora as Bodas de Ouro da sua alternativa, tem  um duplo objectivo: o de festejar o artista que ao longo de cinquenta anos soube e pôde dignificar a sua Arte, e o de enaltecer o Homem probo, o chefe de Família, o trabalhador e o empresário que aos seus e à sua terra não regateou um avo da energia, ao longo da existência.
Respeitador dos valores tradicionais, em cada momento confiante nas amabilidades do futuro, tolerante e justo, nada mais se poderia acrescentar à vida de João Branco Núncio, se não fora a força com que enfrentou as adversidades, opondo-lhes persistentemente, uma ilimitada confiança de vitória.
Para além dos tumultos da existência, do bom e do menos bom existencial, da glória das arenas ou do secreto triunfo interior - homenageia-se também, e antes de tudo, aquele que tão portuguêsmente soube e sabe viver."
(Apresentação)
"Manhã cedo. A terra encharcada estendia-se por canteiros de arroz. Na outra, mesmo à ilharga, semeada de trigo, parecia também, aos olhos leigo da repórter, fortemente humedecida pelas violentas bátegas que, de espaços a espaços, caíam nas leiras castanho-escuras.
Dia de chuva, de vento desabrido, a secar em poucos instantes a água benfazeja.
Minutos antes deixáramos a Quinta da Palmeira, à saída de Alcácer, ao rés da estrada nacional que segue por esse Alentejo dentro, direita ao Torrão e a Beja.
João Núncio, calça de ganga azul justa às pernas, blusão ajaquetado de cabedal preto, botins de vitela, e na cabeça o tradicional chapéu e aba larga, senta-se ao volante do jipão e ruma a Vale de Lobos."
(Excerto da entrevista)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito raro.
Com interesse histórico e tauromáquico.
Indisponível

26 maio, 2023

SILVA, A. Bustorff - JOÃO NÚNCIO. (Discurso proferido na cerimónia comemorativa dos 40 anos de alternativa do homenageado, levada e efeito no Salão do Cinema de Alcácer do Sal, em 26 de Maio de 1963). PREÇO: Integralmente a favor do Fundo para as Casas dos Pobres da mesma vila. [S.l.], [s.n. - imp. S. G. C.], [1963]. In-8.º (22 cm) de 49, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a João Branco Núncio, cavaleiro de Alcácer, e figura maior do toureio equestre nacional.
"A cerimónia de que estamos participando tem um sabor particular: - é uma festa alegre que visa a comemorar os sucessos e augurar longa vida, prenhe de novos triunfos, a Alguém que é a pedra de toque do toureio equestre nacional. [...]
Do norte ao sul do País, das fronteiras da Espanha às praias do Oceano quiseram vir até esta sala muitos dos que devem a João Núncio momentos de inefável exultação e entusiasmo, arrancados à sensaboria habitual das corridas de toiros à portuguesa."
(Excerto da 1.ª parte do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

20 março, 2021

SALVATERRA, Rui de - ANTÓNIO LUÍS LOPES. (O cavaleiro ribatejano). Sua vida. Sua carreira artistica
. Lisboa, [Edição do Autor]. Composto e impresso na Tipografia Beleza, [1930]. In-8.º (17,5 cm) de 103, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Biografia do cavaleiro ribatejano Luís António Lopes, figura de proa do toureio equestre nacional nas décadas 20/30 do século passado.
Na época, o homenageado dividiu os êxitos e as praças com outras grandes figuras da lide a cavalo, entre outros - e especialmente -, João Branco Núncio, de quem foi padrinho de alternativa.
L
ivro muito ilustrado ao longo do texto com fotogravuras a p.b. e um retrato do biografado, no início, em página inteira.
"António Luís Lopes, o cavaleiro ribatejano de que nos vamos ocupar, tem timbrado sempre em manter uma personalidade propria, um modêlo sui-generis, sem cópias reles e degradantes, individualisando-se, usando um processo seu, superior, inconfundivel.
É incontestavelmente o cavaleiro tauromaquico português que melhor e mais sabiamente soubre interpretar a maravilhosa arte do Marquês de Marialva, arte portuguesissima, cheia de valentia e de nobreza, quando posta em prática com o rigor clássico de que nos falam os velhos livros de cavalaria."
(Excerto da introdução - Razões do livro)
António Luiz Lopes (Alhandra, 1893 - Coruche, 1972). "Foi um cavaleiro tauromáquico português. Cursou a Escola de Regentes Agrícolas de Santarém e recebeu a alternativa de cavaleiro tauromáquico na Praça de Touros do Campo Pequeno, a 3 de maio de 1923. Cavaleiro bem sucedido, obteve muitos êxitos nas praças portuguesas, atuando também em Espanha e no Méxic
o. Participou nos filmes A Severa, de José Leitão de Barros, na popular figura do Conde de Marialva, e no filme mudo Tragédia rústica, de Alves da Cunha, ambos rodados no ano de 1931. Em 1932 foi produtor de Campinos do Ribatejo, rodado no Ribatejo, sagrando a lezíria e a figura do campino, e na praça de touros de Algés, com interiores na Sociedade de Belas-Artes. Esteve estabelecido no Brasil, dedicando-se a treinar jovens para a equitação. Foi padrinho de alternativa do seu filho, o também cavaleiro tauromáquico Alberto Luiz Lopes. Foi irmão de outro cavaleiro profissional, Mário Luiz Lopes, com alternativa tirada a 20 de maio de 1927."
(Fonte: wikipédia)
Matérias: [Dedicatória]. | Razões do livro. | António Luís Lopes - Breve esboço psicológico sôbre a sua personalidade. | Alguns subsídios para a biografia do grande cavaleiro ribatejano - A sua infância - A sua «aficcion» - Coimbra... - A sua estreia como cavaleiro - Touros em pontas! - Os grandes exitos de António Luís Lopes em Portugal e Espanha. | António Luís Lopes, primeiro toureio português contratado para tourear na América - Seus triunfos formidáveis na República Mexicana - O que disseram os críticos - ... «el Caballero Lopes es muy certero con los rejones de muerte» - ... «el portugués ejecuta las suertes con precisión, y hace la reunión con el toro clásicamente». | Ouvindo António Luís opes - Sensacionalissimas declarações do notável cavaleiro - O que é o toureio de verdade - Lopes e João Nuncio - Boas e má tarde - Lopes ante o problema cine-teatral - O que êle pensa das mulheres - Suas predilecções pelos desportos - Homenagem a Vitorino Frois - A imprensa - Bandarilhas a duas mãos - Paisagem ou «pamplina»? - «Há que tourear de verdade e não iludir o público... | Algumas opiniões da imprensa, criticos e aficionados em geral sôbre António Luís Lopes - A conversão do critico José Vicente. |
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas envelhecidas,  frágeis e manchadas, com defeitos e pequenas falhas de papel nos cantos. Miolo correcto.
Raro.
Indisponível