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23 julho, 2026

INVENTÁRIO DOS CÓDICES ALCOBACENSES
. Lisboa, Biblioteca Nacional de Lisboa, 1930-1938. 6 vols in-8.º (22,5x19 cm) de 575, [5] p. ; [15] f. il. ; E.
1.ª edição.
Importante repositório dos manuscritos existentes na BNP com origem no Mosteiro de Alcobaça, organizados em 6 volumes publicados entre 1938 e 1938 (colecção completa), sendo o último dedicado aos índices.
Obra ilustrada em separado com 3 estampas - impressas sobre papel couché - por cada um dos 5 primeiros volumes, reproduzindo partes dos códices.
"Coleção constituída por [456] códices provenientes da livraria do mosteiro cisterciense de Santa Maria de Alcobaça, e integrados na Biblioteca Nacional após a extinção das ordens religiosas em 1834. Com datas compreendidas entre os sécs. XII e XVIII, são, na sua maioria, medievais, sendo muitos deles iluminados e com encadernação original.
De entre os códices latinos medievais, destaca-se uma cópia do séc. XIII das Etimologias de Santo Isidoro, bispo de Sevilha (600-636), uma das primeiras obras enciclopédicas do saber medieval. Dos códices portugueses destacam-se Vidas e Paixões dos Apóstolos, cópia de 1442-1443 contendo a versão portuguesa de uma obra perdida, elaborada no scriptorium do rei Afonso X de Castela; e, de entre os códices portugueses dos sécs. XVI a XVIII, os originais de Monarquia Lusitana, obra maior da historiografia alcobacense."
(Biblioteca Nacional de Portugal - Reservados - Manuscritos - Códices Alcobacenses)
"Constituem os códices, cujo inventário agora se inicia, a mais preciosa colecção, hoje existente, dos trabalhos manuscritos de Alcobaça, em que tantos materiaes se acumulam para a investigação do vasto campo da literatura e da história.
Remonta ao século XII, como é sabido, a fundação cisterciense de Alcobaça, que, atravez dos tempos, alcançou renome mundial pelos trabalhos de tantos entre os seus monges."
(Excerto da Introdução)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa anterior de todos os volumes, bem como a capa posterior do último volume.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
45€

27 novembro, 2024

SOUSA, Felisberto de -
CARTAS DO SENHOR FELISBERTO DE SOUSA Ácerca da resposta Á Memoria Brilhante Impressa em Alcobaça no typ. de Antonio Coelho da Silva, 1878.
Suum cuique : O seu a seu dono. Preço: Dois patacos!... Lisboa, Typ. Rua do Bemformoso, 153, 1872. In-8.º (20x12,5 cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Polémica entre alcobacences, cuja figura central, alvo de calúnias e mote para a troca de folhetos, foi o Dr. António Brilhante (1821-1880), ilustre médico e escritor daquela vila, hoje cidade.
"Attendendo á minha desgraçada e prolongada doença, e por isso resentida com a temeridade dos dois notaveis em Alcobaça, Fausto de Menezes, e Antonio Coelho, typographo, não quiz um amigo deixar passar, sem correctivo, uma tal temeridade (pois que não haverá homem serio ao abrigo das pedradas dos garotos, que atirando-as, fogem e não apparecem, nem mesmo ha á venda uma tal preciosidade!), e mandou-me a inclusa e cathegorica apreciação, castigando com moralidade (se houver ainda quem a aprecie) a ousadia garotal. [...]
O rifão diz: Homem grande, besta de pau. Ha pois differença ente homens grandes e grandes homens!
Alcobaça tem tido numerosissimos homens grandes, e pequenissimo numero de grandes homens. A grandeza da materia faz os materialões, e a grandeza do espirito faz os grandes homens!"
(Excerto das Cartas)
Exemplar brochado, sem capas, em bom estado geral de conservação. Por aparar. Apresenta rasgão na f. rosto, sem perda de suporte.
Raro.
Com interesse regional.
25€

14 junho, 2024

COCHERIL, Fr. Maur -
ABADIAS CISTERCIENSES PORTUGUESAS.
I - Inventário e cronologia das abadias do século XII. [Por]... monge cisterciense. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na União Gráfica - Lisboa], 1959. In-4.º (24x17 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Importante ensaio dedicado à história da Ordem de Cister em Portugal, sua origem e proliferação pelo país até final do século XII, sendo a segunda parte da obra dedicada em exclusivo ao Mosteiro de Alcobaça, o mais importante templo da Ordem.
Separata da revista Lvsitania Sacra, Tomo IV - 1959.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "a Monsieur  João Couto, en hommage très respectueux", datada de "Entrammes, 27 juillet 1960".
"Muitas vezes se tem notado como é difícil alguém pronunciar-se com absoluta certeza acerca das origens da Ordem de Cister em Portugal. Não modificam sensìvelmente esta desanimadora conclusão as investigações efectuadas nos últimos anos. Se é possível apresentar com exactidão alguns pormenores, no conjunto não se passa de hipóteses e aproximações. É forçoso aceitar este facto, não obstante a importância da solução de tal problema para a história do século XII em Portugal. Dissimular as lacunas ou aduzir mais uma vez, sem verificação, as narrativas dos cronistas, seria falta de lealdade. Parece indispensável estabelecer desde já o balanço dos nossos conhecimentos neste domínio, averiguando o que se pode afirmar com certeza. A isto se limita o presente trabalho, voluntàriamente confinado ao século XII."
(Excerto de 1 - Fontes históricas. Manuscritos e crónicas)
Índice:
I. Inventário e cronologia das abadias do século XII: 1 - Fontes históricas. Manuscritos e crónicas. 2 - A legislação e os «Usos» de Cister. 3 - Claraval, a Galiza e Portugal. 4 - Grupos eremíticos e filiações cistercienses. 5 - Cronologia das abadias portuguesas do século XII. II. Alcobaça: 6 - Alcobaça e o «espírito de S. Bernardo». 7 - Planta da igreja de Alcobaça. 8 - Cronologia de Alcobaça. O mosteiro no século XII. 9 - Alcobaça I e Alcobaça II. III. Conclusão.
Maur Cocheril (1914-1982). "Nasceu a 30 de junho de 1914 em Vitré, França, e faleceu em 25 de novembro de 1982 na Abadia de Notre-Dame-du-Port-du-Salut, em Entrammes, perto de Laval (Mayenne). Foi um monge trapista francês, especialista em canto gregoriano, heráldica e história cisterciense, particularmente de ordens militares e abadias cistercienses da Península Ibérica."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

14 outubro, 2021

CARTA A RESPEITO DA HEROINA DE ALJUBARROTA BRITES DE ALMEIDA, QUE COM A PÁ DO SEU FORNO matou sete soldados do Exercito inimigo no dia 14 de Agosto de 1385. LISBOA. NA OFFICINA DE FILIPPE DA SILVA E AZEVEDO. Anno de 1776. Com licença da Real Meza Censoria. Segunda edição. Lisboa, Imprensa Academica, 1880. In-8.º (19,5 cm) de 8 p. ; E.
O opúsculo está assinado no final com as iniciais "F. M. F.". A Biblioteca Nacional atribui a sua autoria a Fr. Manoel de Figueiredo, "chronista dos Cistercienses", do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
"Continuou-se a devoção deste voto  até o anno de 1581, no qual estando em Lisboa ElRei D. Filippe II. de Castella com a possessão deste Reino, tendo noticia das festas, e alegria, com que esta solemnidade se celebrava; e particularmente de como nella renovava o Povo a memoria das antigas guerras entre Portuguezes, e Castelhanos, taõ funestas para aquella briosa Naçaõ; e como até do Pulpito se nomeava em villipendio seu aquella varonil Forneira, que com huma pá matára sete Castelhanos; mandou que tal solemnidade se não fizesse dahi por diante."
Forão acautelados os Aljubarrotenses, que, avisados pela supressão das gratulatorias acções do combate, que tomou o nome da mesma Villa, ou prevenidos pela sua temorosa desconfiança, em huma parede da casa Camararia occultárão a pá; e quando aquelle Monarca, sumidor de homens, e monumentos Portuguezes, a mandou buscar, respondêraõ já naõ existia o mesmo instrumento de forno; que manejado pelo debil braço de huma mulher, fez effeitos de espada na mão de hum Portuguez muito valente."
(Excerto da Carta)
Fr. Manuel de Figueiredo (1729-1793). "(3.º), Monge Cisterciense da congregação de Sancta Maria de Alcobaça, Chronista da mesma congregação, etc. - Têem sido até agora infructuosas as minhas diligencias para alcançar noticias exactas da naturalidade, nascimento, obito, etc., d'este laborioso e benemerito escriptor; collijo apenas por inducção bem fundada, que morrêra em edade provecta entre os annos de [Maio? 1793]. «Homem de luzes e fadigas, digno por certo de mais larga vida e melhor fortuna, pela imparcialidade de seu caracter» lhe chama Fr. Joaquim de Sancto Agostinho nas Memorias de Litt. da Academia R. das Sciencias, tomo V, pag. 301. - E. 585)."
(Inocêncio T. V, pp. 429)
Encadernação recente, inteira de pele, com rótulo carmim na pasta frontal contendo título e data a ouro.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Alvo de restauros; falha de papel relevante na f. rosto, com prejuízo da mancha tipográfica, sobretudo no verso da mesma folha.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

12 março, 2021

BARROS, João de - A PRYMEIRA PARTE DA CRONICA DO EMPERADOR CLARIMUNDO DONDE OS REYS DE PORTUGAL DESÇENDEM
. Lisboa, Biblarte, Ldª : Ernesto Martins, 2003. In-fólio (31 cm) de [4], 342, [2] p. ; E.

Edição fac-símile. Tiragem fora de mercado xerocopiada do único exemplar original conhecido, existente na Biblioteca Nacional de Madrid, conforme informação e cedência do professor Eugénio Asensio. Salvo melhor opinião, trata-se da única reprodução da Crónica alguma vez publicada com estas características.
"A Crónica do Imperador Clarimundo foi escrita por João de Barros quando era ainda um jovem fidalgo da corte do rei D. Manuel. Como o próprio virá a expressar anos mais tarde, tratou-se de um "debuxo" da sua obra maior, as Décadas da Ásia.
Esta obra relata as façanhas do cavaleiro Clarimundo ao longo de um percurso de vida heróico, desde o dia do seu nascimento envolto em acontecimentos extraordinários. Fantasia e realidade conjugam-se aqui para a mitificação das origens de Portugal através da sua realeza, cuja ascendência remontaria a esta figura de excepção. A temática da identidade ganha aqui uma importância relevante, na relação com a glorificação do reino.
Os "livros de cavalarias", são testemunhos literários de um tempo de transição entre a Idade Média e o século XVI, nomeadamente no que respeita ao imaginário cavaleiresco e à expressão do maravilhoso. Esta obra é também identificadora de uma cultura peninsular voltada para a expansão e auto-glorificação. Sendo o primeiro livro de cavalarias português, segue o modelo de "Amadís de Gaula", escrito anteriormente em língua castelhana por Garcí Rodriguez de Montalvo, em sintonia com o ideário dos reis católicos."

(Fonte: http://www.bnportugal.pt) 
João de Barros (Vila Verde, Viseu, 1496 - Vermoil, Alcobaça, 1570). "Historiador, geógrafo, autor de importante obra doutrinária, pedagógica e gramatical e alto funcionário da coroa portuguesa no reinado de D. João III. Nascido provavelmente em Viseu, de família fidalga, ainda muito jovem entrou na corte régia onde, com outros moços-fidalgos, aprendeu latim, matemática e humanidades.
A Crónica do Imperador Clarimundo (1522), romance de cavalaria que exalta as origens imaginárias da casa real portuguesa, oferecida a D. Manuel em 1520, assinala a sua estreia como escritor. Nela, o herói Fanimor profetiza em prosa de aspiração épica as futuras glórias dos reis de Portugal. O Clarimundo constitui sobretudo um "ensaio" de João de Barros, nascido dois anos antes da chegada de Vasco da Gama à Índia, para aquele que já então era, inegavelmente, o seu verdadeiro projecto: a narração dos feitos dos portugueses no Oriente.
A Crónica agradou de tal forma a D. Manuel que o monarca quis encarregá-lo da escrita das "cousas das partes do Oriente", já que até então, apesar de querer celebrar os feitos portugueses, "nunca achara pessoa de que o confiasse" (Década I, “Prólogo”). A morte do rei veio interromper o projecto já que o novo soberano, D. João III, lhe concedeu, logo em 1522, o governo do Castelo da Mina, cargo que não terá chegado a exercer, embora talvez tenha viajado até S. Jorge. [...] Foi como historiador que João de Barros ganhou maior projecção. Projecto de uma vida, a Ásia constitui a "coroa de glória" da sua actividade como escritor. [...]
Historiador dos feitos do Oriente, amigo e panegirista de D. João III, distinguido pelo monarca com mercês várias e cargos de relevo na administração, João de Barros foi um dos expoentes e um dos porta-vozes destacados da ideologia expansionista da coroa portuguesa no século XVI. A sua concepção da história, servida por um inequívoco rigor documental, por uma vasta erudição e por uma língua grave e majestosa, reflecte a prudência do cortesão que serve o seu rei, mas também a noção humanista da necessidade da glorificação dos heróis."

(Fonte: http://www.fcsh.unl.pt/cham/eve/content.php?printconceito=762)
Encadernação inteira de percalina com cercadura e ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
45€

10 março, 2021

CARDOSO, Nuno Catharino - TUMULOS PORTUGUESES.
Relação de cento e cincoenta e sete  dos mais belos ou curiosos tumulos e sarcofagos existentes em Lisboa e em diversas cidades e vilas de Portugal, acompanhada de elucidativas gravuras através das quais facilmente se pode avaliar o que são estes monumentos
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XX
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com fotogravuras de monumentos funerários ao longo das páginas de texto.
No final do opúsculo inclui o "Indice Alfabetico dos 157 Tumulos citados neste trabalho".
Tiragem: 350 exemplares.
"Em Portugal há bastantes tumulos, sendo alguns dentre êles muito artisticos, como poderá verificar quem percorrer o país e fizer o respectivo inventário.
Ora revestidos da maxima simplicidade, como serve de exemplo o tumulo dos Sete Cavalheiros mortos, em 1242, na tomada de Tavira, ora sumptuosos, como são entre outros, os tumulos de D. Pedro I e de D. Ignês de Castro, em Alcobaça, verdadeiras maravilhas em pedra lavrada, existem em Portugal tumulos de estilos e epocas bem diversas, a começar no seculo XII, formando um conjunto admiravel que completa o nosso patrimonio artistico que possue, nesse e noutros generos, exemplares de grande belesa e valor, como tenho demonstrado através da paginas desta colecção.
Falar dos tumulos portugueses corresponde a recordar muitas paginas da Historia de Portugal desde D. Afonso Henriques á Grande Guerra, pois bastantes desses monumentos perpetuam a memoria de vultos  nacionais bem ilustres, ácerca dos quais a morte não teve verdadeiramente poder, tais foram os feitos que legaram á posteridade, enobrecendo os seus nomes."
(Excerto do preâmbulo, Alguns dos mais belos ou curiosos tumulos existentes em Portugal)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

04 outubro, 2011

MARQUES, Maria Zulmira Albuquerque Furtado - O MOSTEIRO DE ALCOBAÇA E A DINASTIA AFONSINA : A Tragédia de Pedro e Inês. [S.l.], [s.n. - imp. Gráfica da Batalha, Lda], [1996]. In-8º (22,5cm) de 247 p. ; mto il. ; B.
1ª edição.
Tiragem: 500 exemplares.
Bonita edição, profusamente ilustrada no testo com fotos e desenhos a p.b.
"Este livro procura contar-nos um pouco da história de Portugal, tendo como fulcro o Mosteiro de Alcobaça e uma história de amor, a de D. Pedro e D. Inês de Castro, história que terminou tragicamente e entrou no imaginário universal. Como os protagonistas foram o filho dum rei e uma dama espanhola de alta estirpe, iremos conhecer primeiro um pouco a mentalidade da época, num tempo em que o poder estava nas mão do rei, que para o exercer, precisava de ajuda das duas ordens privilegiadas: a nobreza e o clero. Os monarcas da dinastia de Borgonha, iniciada com Dom Afonso Henriques passam pelos nossos olhos com as suas fraquezas e coragem, pois um deles, D. Pedro I, foi o protagonista da nossa "história de amor"." (da nota prévia da autora)
Excelente exemplar.
15€