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23 janeiro, 2026

VALLE, Henrique Pereira do -
SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA ARTILHARIA PORTUGUESA.
[Por]... General. Lisboa, [s.n. - Tip. Duarte, Lda. - Lisboa], 1963. In-4.º (23x17,5 cm) de 14, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre as novas bocas de fogo que equiparam o exército português no período da Restauração da independência, importantes pela sua portabilidade e facilidade de manejo face ao existente até aí.
Opúsculo ilustrado com 4 figuras de peças de fogo, uma delas em página inteira: duas reproduções de estampas antigas, uma fotografia e um desenho esquemático.
"O aparecimento em Portugal, durante a Guerra da Restauração, das peças de panela correspondeu à necessidade de uma artilharia suficientemente potente, em alcance e calibre, com a mobilidade precisa para acompanhar a infantaria, quer em combate quer nas marchas itinerárias.
A artilharia desta época, pelo seu peso, estava impossibilitada de fazer mudanças de posição durante o combate e de, pela sua reduzida velocidade de marcha, acompanhar a infantaria.
Várias tentativas foram feitas, sem grandes resultados, para diminuir o peso das bocas de fogo, conservando estas, no entanto, o alcance e potência das peças clássicas de igual calibre mas de muito maior peso."
(Excerto do Estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado. Cadernos separados das capas.
Invulgar.
10€

10 janeiro, 2026

MORENO, Mateus - GENERAL JOSÉ PAULO FERNANDES : o Homem - o Militar - o Patriota.
In-Memoriam. Por... Capitão do G. A. P. 2. [S.l.], [s.n.], [1933]. In-8.º (16,5x10 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
(Alocução proferida na sessão de homenagem realizada no Forte da Ameixoeira em 29 de Nov. de 1933).
Homenagem ao General José Paulo Fernandes (1871-1933), oficial português que fez parte do Corpo de Artilharia Pesada (CAP, CAPI, ou CALP, em francês), na Flandres, durante a Grande Guerra.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Promovido a capitão, aí por 1911 ou 12, nessa data assume o comando da bataria de que era subalterno e nela vinca a sua passagem com novos estudos topográficos e de preparação do tiro, todos bem eveladores do seu muito saber e grande dedicação pelos progressos da arma a que pertencia.
Vem a Grande Guerra e, logicamente, é escolhido para fazer parte da élite artelheira que constituiu as missões preparatorias da ida das nossas tropas para o C. E. P. e aí lhe é ,depois, confiada, sem condições, toda a instrução dos subalternos e sargentos da missão portugueza."
(Excerto da Alocução)
Mateus Martins Moreno Júnior (1892-1970). Natural de Faro. "A paixão pela cidade que o viu crescer e pelo Algarve revelaram-se logo na mocidade, através da participação na imprensa e no movimento associativo locais. Presidiu à Academia do Liceu de Faro, onde fez estudos preparatórios. Fundou, em Outubro de 1911, o quinzenário académico A Mocidade, sendo da sua lavra a rubrica «Horas líricas», onde publicou muita poesia.
Em finais de 1914, Mateus Moreno veio para Lisboa para frequentar o curso de Matemáticas da Faculdade de Ciências. Terá sido essa a razão da transição da redação, administração e impressão da Alma Nova para a capital.
Nem mesmo a sua mobilização, em 1917, e ordem de marcha para França, incorporado no C.E.P., como alferes miliciano de artilharia de campanha, conseguiram interromper a atividade como escritor e como diretor da Alma Nova. No entanto, não é de excluir que as dificuldades que a revista registou no cumprimento da periodicidade, no final de 1916 e início do ano seguinte, se ficassem a dever, entre outras causas, à ausência de Mateus Moreno.
Redigiu e publicou alguns livros sobre o conflito militar e estudos técnicos sobre a sua arma, que foram apreciados pela hierarquia do exército. No que se refere à Alma Nova aí foram publicadas 5 cartas com as suas impressões da viagem e da chegada a França. Terminada a guerra, Mateus Moreno optou pela carreira militar frequentando a Escola de Guerra. Também fez o Curso Superior Colonial, em resultado do qual obteve algumas missões em Angola e desempenhou diversos cargos. Atingiu o posto de Major em 1942."
(Fonte: https://research.unl.pt/files/3627477)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
25€
Reservado

13 novembro, 2025

REGULAMENTO PARA A INSTRUÇÃO DA ARTILHARIA MONTADA.
Material 7 C5 T. R. M/904. Lisboa, Imprensa Nacional, 1916. In-8.º (16,5 cm) de VIII, 172 p. ; [3] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Regulamento para a instrução da artilharia montada, publicado no 3.º ano da Grande Guerra, logo depois do chamado "Milagre de Tancos" (onde o proprietário deste manual terá participado), pouco meses antes do envio das tropas do C. E. P. para França.
Ilustrado com quadros e croquis no texto, e partituras dos toques de clarim ocupando duas páginas. Contém ainda, em separado, três folhas desdobráveis com desenhos esquemáticos: "Formação de reùnião sem material : bataria montada"; "Formação de reùnião com material : bataria montada"; "Bivaque de uma bataria de artilharia montada".
Livro apresenta sublinhados e notas a tinta. Junta-se um livrinho de apontamentos do antigo proprietário - manuscrito com 28 p. (15 delas preenchidas com letra miúda) sobre o "Regulamento" -, por certo pertença de um oficial português.
Raro e muito interessante.
"Manda o Govêrno da República Portuguesa, pelo Ministro da Guerra, aprovar e pôr em execução o Regulamento para a instrução da artilharia montada - Material 7ͨ , 5 T. R.  ͫ/904.
Paços do Govêrno da República, em 28 de Agosto de 1916."
José Mendes Ribeiro Norton de Matos
(Portaria da Secretaria da Guerra : Repartição do Gabinete) 
Índice:
Parte I - Instrução do artilheiro servente. Parte II - Preparação e execução do tiro. Parte III - Manobra da bataria e do grupo.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Rubrica de posse na f. rosto e seguinte.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível