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04 julho, 2026

PIMENTEL, Alberto - MEMORIA SOBRE A HISTORIA E ADMINISTRAÇÃO DO MUNICIPIO DE SETUBAL. Por... Da Academia Real das Sciencias de Lisboa e do Instituto de Coimbra. (Publicada a expensas de Municipalidade de Setubal). Lisboa, Typ. de G. A. Gutierres da Silva, 1877. In-4.º (21x15,5 cm) de 400 p. ; [1] f. desdob. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante monografia do concelho de Setúbal pela pena de mestre Alberto Pimentel, obra organizada sob os auspícios da edilidade. "O livro serve como um guia histórico e geográfico fundamental para compreender o desenvolvimento da região de Setúbal. Aborda detalhadamente a Administração - evolução civil, eclesiástica e militar do concelho; Património - detalhes sobre a arquitectura local, arte e legislação antiga; Sociedade - biografias de figuras ilustres nascidas na cidade; Ambiente - registos sobre as comunicações da época, bem como a flora e a fauna regionais." (IA)
Ilustrado com quadros e tabelas no texto, e um desdobrável (21x28 cm) em separado: "Relação nominal dos professores publicos e particulares que leccionaram no concelho de Setubal no anno lectivo de 1876 a 1877, com designação do numero d'alumnos d'um e outro sexo, e edade maxima e minima".
"A camara municipal de Setubal adquiriu, a fim de tornar tão copiosa quanto possivel esta Memoria, varios documentos e noticias desde longos annos recolhidos, com louvavel patriotismo, por um escriptor tão modesto como conscencioso, o sr. Manuel Maria Portella. Os subsidios amontoados pelo sr. Portella vão espalhados por toda a obra, e por mim coordenados nos logares e disposição que me pareceram mais proprios. Aproveito esta occasião para agradecer a todos os empregados das repartições do concelho, especialmente aos da camara municipal, a boa vontade com que me prestaram todas as informações que precisei; agradeço outrosim a muitos dos cavalheiros de Setubal quanto fizeram em proveito d'este livro, obtendo noticias ou acompanhando-me em passeios de estudo durante os quarenta dias em que trabalhei n'esta Memoria, para a qual, porém, já desde 1875 me prevenia.
Setubal, agosto de 1877.
Alberto Pimentel."
(Preâmbulo)
Alberto Pimentel (Porto, 1849 - Queluz, 1925). "Nasceu no Porto a 14 de abril de 1849. Com uma obra extensa e variada, escreveu poesia, romance, teatro, biografia, obras políticas, entre outros géneros. Camilo Castelo Branco - que conheceu pessoalmente, prefaciou dois dos seus livros e é matéria de algumas das suas obras - é o seu ídolo e o seu Mestre. Morreu em Queluz no dia 19 de julho de 1925."
(Fonte: Wook)
Encadernação meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas apresentam uma ou outra falha no revestimento. Capas envelhecidas, restauradas, com manchas e pequenos defeitos.
Raro.
75€

04 fevereiro, 2026

GAMA, Sebastião da -
SEBASTIÃO DA GAMA: Meu caminho é por mim fora...
[S.l.], Associação Cultural Sebastião da Gama, 2007. In-8.º (21x15 cm) de [12] p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Selecção de poesias de Sebastião da Gama, sendo uma delas inédita, precedidas por apontamento biográfico do autor.
"Sebastião da Gama - "Meu caminho é por mim fora..." recolhe um pequeno conjunto de textos de Sebastião da Gama com vista à divulgação da sua obra e da sua mensagem, aqui se incluindo um soneto até hoje nunca publicado, escrito em 1941, cujo consentimento de publicação se agradece a Joana Luísa da Gama."
(Excerto do Preâmbulo)

"Meu caminho é por mim fora,
tá chegar ao fim de mim
a encontrar-me com Deus...

Mas lá no fim
eu vou sentir-me tão outro,
tão igual
ao Senhor Deus que ali mora,
que hei-de ficar convencido
de que afinal
só Tu, Senhor, lá estás
e que eu fiquei para trás,
de cansado ou de perdido
no meu caminho comprido."

(Excerto de Itinerário)

Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
10€

31 maio, 2023

LIMA, José Pereira de - SOBRE UM VULCÃO (romance). Prefaciado por Maria O'Neill. 1.º milhar. Editado pelo Auctor. Lisboa, Composto e impresso no Centro Tipográfico Colonial, [1929]. In-8.º (18 cm) de 201, [7] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante romance, o primeiro do autor (de quem nada foi possível apurar), cuja acção decorre na zona de Palmela/Setúbal, em vésperas de implantação da República. Obra enriquecida pelo prefácio de Maria O'Neill (1873-1932), escritora e jornalista, uma das primeiras vozes do movimento feminista português, adepta da doutrina espírita e teosofista.
"Seguindo pela estrada que de Palmela vai para Azeitão, marginada por altos choupos e faias, encontra-se um sitio, perto do Anjinho, onde o panorama que é dado vêr ao viandante o deixa deslumbrado. Sem que encontre obstaculo algum, a vista cansa-se, mas não atinge o fim. [...]
Já próximo de Vila Fresca a estrada aformosea-se com uma extensa cúpula de folhagem das árvores que a marginam e que, lá no cimo, unem os ramos. Ha sempre ali frescura, mesmo nos dias em que o calor é mais intenso.
Numerosas habitações, disseminadas aqui e além alegram a paisagem; umas colocadas a um e outro lado da estrada, outras espalhadas pelos campos e, outras ainda, alcandoradas nos montes, onde, durante o dia, se nota a azáfama do labor rural.
Dentre todas ha uma, situada no lado esquerdo do caminho, que atrái mais a atenção de quem passa, pela profusão de flores que a reveste e pela construção diferente das outras. É um chalet, com rés-do-chão e primeiro andar, encimado por um alto mirante, tudo pintado de cor de rosa e agradando á vista pelas suas proporções elegantes, diferentes das casas que lhe ficam proximas; parece uma joia rara num belo escrinio, as outras, imitações em caixas de papelão. [...]
Quinta das Rosas lhe chamam, pela abundancia destas flores que vicejam ali durante quasi todo o ano. Habitava este gracioso ninho a familia Sales do Vale composta de mãe e filha e de alguns criados."
(Excerto do Cap. I)
Encadernação simples em meia de percalina com cantos. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Sem f. ante-rosto, com assinatura de posse na f. rosto. Interior correcto, algo manchado nas primeiras páginas.
Raro.
Indisponível

26 março, 2023

BELCHIOR, Maria de Lourdes -
SEBASTIÃO DA GAMA: POESIA E VIDA.
[Por]... Professora da Faculdade de Letras de Lisboa. Castelo Branco, Câmara Municipal de Castelo Branco, 1961. In-8.º (20,5 cm) de 20, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a vida e obra do poeta azeitonense. Conferência proferida pela autora sobre o malogrado vate no Liceu Nun'Álvares, em Castelo Branco, no dia 26 de Novembro de 1960, a convite da Biblioteca Municipal.
"«Nunca estive tão feliz. Nunca tive tanta confiança na vida. Nunca amei tanto as coisas - e até a doença, benefício e Deus ou continuação de um benefício, aquele que me isolou na Arrábida para nascer Poeta, para escrever o Cabo da Boa Esperança».
Assim se confessava, feliz e poeta, Sebastião da Gama, no verão de 1947. Tinha pronto o Cabo da Boa Esperança: «o meu livro novo que é uma cópia dos meus vinte e dois anos bem merecidos». [...]
O livro novo de Sebastião da Gama era, segundo o poeta, uma cópia dos seus vinte e dois anos bem merecidos; de facto, a palavra cópia é rigorosamente adequada; não conheço, entre os poetas dos nossos dias, caso tão flagrante de ajuste tão certo entre Poesia e Vida. Sebastião da Gama viveu, quotidianamente, hora a hora a sua Poesia; na sua vida não houve fronteiras entre o labor do homem e o labor do poeta; Sebastião da Gama recebia todos os dias, a todo o instante, aquele suplemento de alma que só por momentos é dado a alguns; dir-se-ia que a Vida a encarava sempre, poèticamente, e como o poeta a vivia; não houve divórcio ente a Poesia e Vida, no agir e Sebastião da Gama."
(Excerto da alocução)
Maria de Lourdes Belchior Pontes (1923-1998). "Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1946, e doutorou-se na mesma faculdade em 1953. Criou o Departamento de Filologia Românica da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e contribuiu para o nascimento da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Em 1996 e 1998, respetivamente, as referidas instituições agraciaram-na com o título de Doutor Honoris Causa. Como ensaísta, salientam-se as suas obras O Estruturalismo (1968) e Os Homens e Os Livros (1971). Como poetisa, escreveu Gramática do Mundo (1985) e Cancioneiro para Nossa Senhora: Poemas para Uma Via Sacra (1988). Desempenhou diversos cargos públicos. Foi presidente do Instituto de Alta Cultura e secretária de Estado da Cultura e Investigação Científica (1974). Lecionou em universidades estrangeiras, como Santa Barbara (Califórnia, Estados Unidos da América) e Sorbonne (França). Foi diretora do Centre Culturel Portugais da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, entre 1989 e 1997."
(Fonte: https://gulbenkian.pt/historia-das-exposicoes/entities/10381/)
Exemplar brochado em bom estado de consetrvação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e biográfico.
15€