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25 fevereiro, 2026

GARCIA, Professor Doutor Arnaldo Cardoso Ressano -
ESCOLA POLITÉCNICA DE LISBOA : A 10.ª Cadeira e os seus Professores (Economia Política, Princípios de Direito Administrativo e Comercial).
Pelo... Faculdade de Ciências de Lisboa : Primeiro Centenário da Fundação da Escola Politécnica de Lisboa : 1837-1937. Lisboa, [s.n.], 1937. In-4.º (24,5x19 cm) de 34, [2] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Monografia histórica sobre a 10.ª cadeira da Escola Politécnica.
Ilustrada em folhas separadas do texto com os retratos de 4 insignes figuras que passaram pela regência da cadeira: Dr. José Estevão Coelho de Magalhães; Dr. Luiz de Almeida e Albuquerque; Dr. Joaquim de Vasconcelos Gusmão; Dr. Afonso Augusto da Costa. 
"O programa da 10.ª cadeira da Escola Politécnica, desde a sua fundação, que se conservou quási inalterável, nas suas linhas gerais.
Constou sempre de três partes, em harmonia com a rúbrica das disciplinas que nela eram professadas: na primeira estudavam-se as teorias da produção, distribuïção e consumo das riquezas; na segunda os princípios de Direito Administrativo e na terceira, os princípios de Direito Comercial."
(Excerto da Introdução)
Arnaldo Cardoso Ressano Garcia (1880-1947). "Foi docente: Escola do Exército, Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dirigente da Sociedade Nacional de Belas Artes. Docente de Astronomia, Geodesia e Topografia no curso de Engenharia Militar. Profissão: Artista Plástico;Caricaturista."
(Fonte: Geni; Memória da Universidade: Uma Enciclopédia do Ensino, Ciência e Cultura na História da Universidade de Lisboa)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. "Enrugado" por acção da humidade.
Invulgar.
10€

21 março, 2019

HERCULANO, A. - DA ESCHOLA POLYTECHNICA E DO COLLEGIO DOS NOBRES. Por... (Deputado pelo Porto). Lisboa: Na Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis. 1841. In-fólio (31,5cm) de 19, [1] p.
1.ª edição.
Opúsculo publicado a propósito do Projecto de Lei apresentado por José Manuel Botelho, Deputado por Lamego, que contemplava a extinção da Escola Politécnica e o restabelecimento do Colégio dos Nobres, intenção que contrariava, e muito, a ideia que Alexandre Herculano tinha da utilidade de um e outro estabelecimento de ensino, e que o levou a refutar com fina ironia, ponto por ponto, os fundamentos do projecto, defendendo a manutenção da Escola Politécnica.
Trata-se de uma das mais antigas e interessantes obras do insígne historiador, com relevância para a história da instrução em Portugal, e que não mais viria a ser reeditada.
"Em tres pontos se divide a questão alevantada pelo projecto de lei do Senhor Deputado por Lamego ácerca do restabelecimento do Collegio dos Nobres, e destruição da Eschola Polytechnica: - questão sobre a origem da dotação em bens da fazenda, que passou daquelle para este instituto; - questão da importancia litteraria relativa entre ambos; - questão d'economia, quanto á despeza que faziam os estabelecimentos supprimidos pela creação da Eschola, comparada com a que esta faz actualmente á nação.
Principal e importantissima chama o Auctor da Analyse á primeira: aqui dá elle no vinte, com uma singelesa e verdade evangelicas: nisto se resume toda a grita e matinada erguida contra a Eschola Polytechnica. Reconheço que é duro ver resolver em fumo á roda de nós commodos, regalos, prós e precalços: d'ahi nascem em grande parte os pleitos civis. Quem gosava os proventos da propriedade mal possuida, não deixa de lamentar-se, estorcer-se, e raivar, quando chega o dia da justiça. Na mesma Camara onde appareceu o engraçadissimo projecto de foraes, em que se dizia que a extincção delles era um roubo, devia ser appresentado outro em que se dissesse que a extincção do Collegio dos Nobres era um sacrilegio. Com o restabelecimento das ordenanças, o cyclo dos poemas heroi-comicos dos donatarios da corôa ficava completo: berço de purpura e ouro para a infancia; bailes, esgrima e equitação para a juventude; bastão de alcaide ou capitão-mór para a idade grave, eis uma vida de invejar, e ao mesmo tempo de honra e gloria para a Patria. [...]
Mas, deixando estas reflexões tristes, que não produzem senão calumnias covardes e insultos insolentes para o triste que ousa faze-las na sinceridade do seu coração, venhamos ao primeiro ponto da questão, principal e importantissimo segundo o Auctor da Analyse."
(Excerto do Cap. I)
"A questão da Eschola Polytechnica e do Collegio dos Nobres resume e representa a questão immensa do systema d'instrucção nacional que hade ser, e da instrucção excepcional que foi e é; questão entre a educação e melhoramento dos agricultores, dos artifices, dos fabricantes, e a propagação dos causidiacos, dos casuistas, dos pedantes; questão entre o trabalho e o ocio; questão entre a granja e o côro da sé; entre a palheta do estampador e a metaphora do sermão; entre a machina do vapor, e o provará do rabula. Por isso, ella é uma grave e importante questão."
(Excerto do Cap. II)
Exemplar desencadernado, conforme saiu dos prelos, por aparar, em bom estado de conservação. Com dois pequenos orifícios na f. rosto. Vinco horizontal, sensivelmente a meio do livro, como se em tempos houvesse sido dobrado ao meio.
Raro.
Indisponível

27 janeiro, 2019

VASCONCELLOS, Sebastião Leite de - MEMORIA SOBRE A OFFICINA DE S. JOSÉ. Escola d'artes e officios para as crianças pobres e abandonadas. Fundada e dirigida na cidade do Porto pelo presbytero Sebastião Leite de Vasconcellos. 4 de outubro de 1885. Fundação, 18 de abril de 1880 - Inauguração, 4 de outubro de 1883. Porto, Typographia Commercio e Industria, 1885. In-8.º (20,5 cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Raríssimo opúsculo, primeiro que sobre as Oficinas de S. José vieram a lume, escrito e publicado pelo seu fundador - Sebastião Leite de Vasconcelos -, que escreve sobre as origens do projecto e relata os dificultosos primeiros anos da instituição. No final, inclui o "hino do trabalho que os jovens artistas das Oficinas de S. José cantam todos os dias".
"Era tempo de dar ao publico, e particularmente aos bemfeitores d'esta pobre Officina de S. José, uma noticia ou antes memoria relativa ao seu desenvolvimento.
Sempre embaraçado com milhares de cuidados que me absorvem o tempo, esperava dia a dia um momento, no qual tomando a penna, podésse descrever as occorrencias mais notaveis desde o dia da installação, ou melhor desde o dia em que principiei a trabalhar n'este sentido até ao momento presente.
Todos vós sabeis, Senhores, que esta obra principiada e cimentada pela pobreza, jámais poderia contar dous annos de existencia depois da sua definitiva installação se não fora o vosso obulo tão caritativo, que tantos infelizes tem podido guiar no ensino profissional.
Bem conhecia eu a difficuldade da empreza quando em 18 de abril de 1880 principiei sósinho a esmolar de porta em porta com o fim de levar a cabo uma obra, que eu tinha concebido na mente, mas cuja realisação não poderia pôr em prática sem estudar os modelos que perante mim se apresentassem. Em Portugal era uma obra nova e unica no seu genero."
(Excerto da 1.ª parte da obra)
Sebastião Leite de Vasconcelos (Porto, Sé, 3 de Maio de 1852 - Roma, 29 de Janeiro de 1923). "Foi um bispo português. Fez a instrução primária e secundária no Colégio dos Órfãos do Porto, entrando em 1868 para o Seminário do Porto, onde em 1871 recebeu as Ordens Menores. Foi ordenado presbítero em 15 de Novembro de 1874 pelo Cardeal-Bispo do Porto D. Américo Ferreira dos Santos Silva, e a 8 de Dezembro celebrou a sua primeira missa na Igreja de Santo Ildefonso, na mesma cidade. Exerceu sempre cargos relativos à Câmara Eclesiástica da Diocese e em 1883 fundou as Oficinas de S. José, tendo como principal objectivo a promoção de menores sem família, incutindo-lhes hábitos de trabalho e assegurando-lhes a formação humana, através da aprendizagem de um ofício e de uma educação moral e religiosa que lhes permitisse garantir o seu futuro na sociedade. O grande inspirador desta obra do então Pe. Sebastião, foi S. João Bosco, fundador da Pia Sociedade São Francisco de Sales, que teve a mesma acção pelos jovens orfãos em Turim, na Itália.
Apresentado Bispo de Beja por decreto de 1 de Agosto de 1907, e confirmado a 19 de Dezembro por Bula de S. Pio X, foi ordenado bispo na Sé do Porto a 2 de Fevereiro de 1908, data esta em que também escreveu a sua saudação aos diocesanos, na qual faz uma alusão aos “actos que são de domínio público e que tanto amarguram o coração da nossa Mãe, a Santa Igreja”, devido ao estado lastimoso em que se encontrava a diocese, vítima da secular indiferença religiosa. Tomou posse na diocese a 11 de Março, na Igreja do Salvador, tendo uma recepção fora do normal, pois segundo os relatos da época foi “imponentíssima e grandiosa”, e o número de participantes rondava os seis mil. Como gesto de caridade cristã, D. Sebastião vestiu completamente 57 crianças pobres da cidade. A sua primeira preocupação como Bispo de Beja foi a catequização do povo e o levantamento físico e moral do Seminário diocesano. No dia após a tomada de posse começou a percorrer ao Domingo as paróquias da cidade, fazendo as Conferências Quaresmais. Tendo também conhecimento de que os presos da cadeia civil de Beja dormiam em más condições, deu-lhes como esmola 20 enxergas.
Inicia pelos vários concelhos a sua visita pastoral, e a 28 de Setembro de 1910 dirige-se às freguesias dos concelhos de Moura e Barrancos, até ao dia 5 de Outubro, altura em que se deu a proclamação da República. Querendo regressar à cidade é avisado pelo Vice-Reitor do Seminário do lastimoso e inconveniente estado da cidade em estado de revolução, bem como dos desacatos cometidos no Paço Episcopal, do qual foram roubados documentos, móveies e obras de arte que foram queimados em frente da mesma habitação. Vendo-se impotente e com ameaças de morte, decide refugiar-se em Rosal de la Frontera e mais tarde no Seminário de Sevilha, esperando a altura propícia para regressar à diocese. Comunicando cinco anos depois a sua ausência ao Ministro da Justiça, bem como as nomeações para governadores do Bispado (o Vigário geral mais dois cónegos substitutos), o Governo respondeu-lhe com arrogância a 21 de Outubro, suspendendo-o de todas as temporalidades por se ter ausentado sem licença do poder civil, e declarou nulas as nomeações que tinha feito. D. Sebastião consultou a Santa Sé a fim de mostar a sua disponibilidade para renunciar ao Bispado, o que não lhe foi concedido. No entanto o Governo confiou provisoriamente o governo da diocese ao Arcebispo Metropolita, D. Augusto Eduardo Nunes, como administrador apostólico. Embora os Bispos portugueses tenham manifestado ao Ministério da Justiça a defesa de D. Sebastião, o Governo por decreto de 18 de Abril de 1911 destituiu o Prelado de Beja das suas funções e instaurou contra ele um processo judicial. Em 1912 D. Sebastião deixa Sevilha para ir para Roma, onde a 17 de Setembro de 1915 foi nomeado assistente ao sólio pontífico, e a 15 de Dezembro de 1919 foi elevado a Arcebispo titular de Damieta. Morreu em Roma a 29 de Janeiro de 1923, tendo sido os seus restos mortais transladados de Roma para o Porto, onde chegaram em Novembro de 1923."
(Fonte: Wikipédia)
Nasceu no Porto a 3 de Maio de 1852. Fez os primeiros estudos no Colégio dos Órfãos e o curso teológico no Seminário do Porto. Foi ordenado presbítero em 15 de Novembro de 1874. Apresentado bispo de Beja por decreto de 1 de Agosto de 1907, foi confirmado por Pio X, em bula de 19 de Dezembro. Sagrado na Sé do Porto em 2 de Fevereiro de 1908, fez a entrada solene na diocese a 11 de Março. Recusando-se a cumprir a prerrogativa da Coroa (lei de 28 de Abril de 1845) em matéria de procedimento disciplinar contra professores do seminário, protagonizou, logo no ano seguinte, um violento conflito com o governo, que conduziu à demissão do próprio ministro da Justiça, Francisco José de Medeiros. Na sequência do 5 de Outubro de 1910, e tendo sido informado da implantação República e de que o paço episcopal teria sido invadido, Sebastião Leite de Vasconcelos foge para Sevilha, onde se recolheu no Seminário. Passados cinco dias, comunicou a ausência ao ministro da Justiça e informou que tinha deixado como governador do bispado o vigário-geral e como substitutos dois cónegos. Por portaria de 21 de Outubro de 1910, o Governo suspendeu o prelado de todas as temporalidades, por se ter ausentado sem licença do poder civil. O ministro da Justiça, Afonso Costa, considera que este prelado não só faltou ao seu dever de residência como, não apresentando as desculpas devidas, agravou a situação. Em 18 de Abril de 1911, o Governo declarou D. Sebastião de Vasconcelos destituído das funções de bispo e governador da diocese de Beja e administrador dos bens da sua mitra, mandando instaurar contra ele processo interno judicial. Em 1912, publica em Lourdes um opúsculo intitulado 'Palavras de um exilado'. Em Novembro de 1912, fixa residência em Roma. Em 17 de Setembro de 1915 foi nomeado assistente ao sólio pontífico, e em 15 de Dezembro de 1919 foi nomeado arcebispo titular de Damieta. Morreu em Roma a 29 de Janeiro de 1923, tendo sido os seus restos mortais transladados de Roma para o Porto, onde chegaram em Novembro de 1923.
Nasceu no Porto a 3 de Maio de 1852. Fez os primeiros estudos no Colégio dos Órfãos e o curso teológico no Seminário do Porto. Foi ordenado presbítero em 15 de Novembro de 1874. Apresentado bispo de Beja por decreto de 1 de Agosto de 1907, foi confirmado por Pio X, em bula de 19 de Dezembro. Sagrado na Sé do Porto em 2 de Fevereiro de 1908, fez a entrada solene na diocese a 11 de Março. Recusando-se a cumprir a prerrogativa da Coroa (lei de 28 de Abril de 1845) em matéria de procedimento disciplinar contra professores do seminário, protagonizou, logo no ano seguinte, um violento conflito com o governo, que conduziu à demissão do próprio ministro da Justiça, Francisco José de Medeiros. Na sequência do 5 de Outubro de 1910, e tendo sido informado da implantação República e de que o paço episcopal teria sido invadido, Sebastião Leite de Vasconcelos foge para Sevilha, onde se recolheu no Seminário. Passados cinco dias, comunicou a ausência ao ministro da Justiça e informou que tinha deixado como governador do bispado o vigário-geral e como substitutos dois cónegos. Por portaria de 21 de Outubro de 1910, o Governo suspendeu o prelado de todas as temporalidades, por se ter ausentado sem licença do poder civil. O ministro da Justiça, Afonso Costa, considera que este prelado não só faltou ao seu dever de residência como, não apresentando as desculpas devidas, agravou a situação. Em 18 de Abril de 1911, o Governo declarou D. Sebastião de Vasconcelos destituído das funções de bispo e governador da diocese de Beja e administrador dos bens da sua mitra, mandando instaurar contra ele processo interno judicial. Em 1912, publica em Lourdes um opúsculo intitulado 'Palavras de um exilado'. Em Novembro de 1912, fixa residência em Roma. Em 17 de Setembro de 1915 foi nomeado assistente ao sólio pontífico, e em 15 de Dezembro de 1919 foi nomeado arcebispo titular de Damieta. Morreu em Roma a 29 de Janeiro de 1923, tendo sido os seus restos mortais transladados de Roma para o Porto, onde chegaram em Novembro de 1923.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas apresentam falhas de papel relevantes nas margens. Pelo interesse e raridade justifica trabalho de restauro e encadernação.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
Indisponível

15 janeiro, 2019

ESCOLA PROFISSIONAL DA PAIÃ - JUNTA GERAL DO DISTRITO DE LISBOA. Lisboa, Casa Portuguesa, 1933. In-4.º (24cm) de 16 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Amaro. Artes na Lito-Salles, Lisboa.
Opúsculo raríssimo sobre a Escola Profissional da Paiã, estabelecimento criado em 1917 que, na sua génese, recebeu e educou filhos dos mortos, feridos e estropiados nos campos de batalha na Grande Guerra.
Muito ilustrado com fotogravuras, incluindo a planta da Escola em página inteira.
“Na sua sessão de 22 de Março de 1917 a Junta Geral do Distrito de Lisboa aprovou as bases gerais para a criação de uma escola de agricultura, que se denominaria Escola Profissional de Agricultura do Distrito de Lisboa, a qual era especialmente destinada a receber alunos de ambos os sexos, filhos de cidadãos pobres, mortos ou inutilizados nos campos de batalha.
Seriam preferidos os órfãos de cidadãos pobres do Distrito, mortos combatendo o inimigo, e, dentre eles, em primeiro lugar, os de descendência imediata de operários rurais. Seriam também admitidos, se os recursos da Junta Distrital assim permitissem, os filhos de cidadãos mutilados na guerra e em último lugar de outros distritos, dando-se preferência aos daqueles que tivessem contribuído para a guerra com maior contingente militar. Na falta de educandos nestas condições, seriam admitidos órfãos de operários rurais ou indivíduos invalidados por desastre em trabalhos agrícolas.
Mais tarde seriam também admitidos os expostos, abandonados ou desvalidados, nascidos no Distrito de Lisboa.
Em 1919 foram publicadas as bases regulamentares da Escola, aprovadas pela comissão administrativa da Junta Geral do Distrito de Lisboa, bases essas que serviram de regulamento provisório, até que fosse publicado o regulamento geral.
O primeiro regulamento só foi publicado em 1926, seguindo-se outro publicado em 1928.
Em Agosto de 1917, iniciaram-se os trabalhos de instalação da Escola começando por serem arrecadadas as propriedades onde ficaria instalada, mais tarde adquirias pela Junta.
A Escola ocupou assim, nos sítios da Paiã uma área aproximada de 220 hectares, mais tarde reduzidos a 180.
Realizaram-se as obras necessárias nos edifícios, a fim de se adaptarem às condições mínimas exigidas para um novo fim, pois tratava-se de velhas casas apalaçadas e suas dependências agrícolas.
As demoras consequentes permitiram que a Escola apenas se inaugurasse oficialmente em Outubro de 1919, tendo os primeiros alunos dado entrada a 20 de Maio desse ano.
O ensino ministrado era essencialmente prático, baseado na exploração agrícola regional. Também era ministrado aos alunos o ensino da música, constituindo-se uma banda que se notabilizou e muito contribuiu para que a Escola se tornasse conhecida.
Embora a Escola desempenhasse um papel de grande utilidade na vida nacional tornou-se contudo um pesado encargo para a Junta Geral o Distrito de Lisboa, o que a par de outras dificuldades, contribuiu bastante para a extinção da Escola na sua primeira base, o que se verificou em 1929.
Reformada, foi reaberta em 1930, passando a designar-se Escola Profissional da Paiã, correspondendo esta nova designação a modificações introduzidas na sua organização.
Nesta segunda fase, conservou a Escola a sua índole fundamental, alargando-se as suas funções de assistência, criando-se para isso duas secções, uma infantil outra profissional.
O ensino agrícola continuou, mais ou menos nos moldes anteriores, adaptando-se o ensino profissional a diversas artes e ofícios aos quais se dedicariam os alunos conforme as naturais aptidões, continuando-se a ministrar o ensino da música.
Esta Escola funcionou até 1939, ano em que foi criada a Escola Prática de Agricultura D. Dinis.”

(Fonte: Maria Máxima Vaz, "A Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã. A protecção aos filhos e órfãos dos combatentes na Primeira Guerra Mundial", A Guerra de 1914 - 1918, www.portugal1914.org)
"No ano de 1917 a Junta Geral do Distrito de Lisboa no desejo de contribuir com a sua acção e o seu esfôrço para a formação dum Portugal Maior, sádio de corpo e de espírito, lançava nos arredores de Lisboa a primeira pedra duma obra levantada hoje - A Escola Profissional da Paiã."
(Excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com pequenos defeitos marginais.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
30€