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04 outubro, 2024

DIAS, Jorge -
ASPECTOS DA VIDA PASTORIL EM PORTUGAL.
Separata da Revista de Etnografia n.º 8 : Museu e Etnografia e História. Porto, Junta Distrital do Porto, [197-]. In-8.º (22,5x16,5 cm) de 57, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante ensaio etnográfico sobre a actividade pastoril em Portugal.
Bonita monografia, ilustrada com inúmeras fotografia a p.b., muitas delas em página inteira.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Caetano de Carvalho.
"Portugal é, ainda hoje, um dos países da Europa onde a vida pastoril mantém excepcional carácter e enorme diversidade. Pode dizer-se que isso se deve, em parte, às características de certas regiões naturais pouco propícias à agricultura e que podem ser aproveitadas para pasto de animais com excepcionais aptidões, para sobreviver em ambientes secos, pedregosos e povoados de magro revestimento vegetal, como são as cabras, mas também, em parte, pelo grande apego do nosso povo à tradição. [...]
Ao tentar traçar aqui um quadro resumido da vida pastoril em Portugal, adoptei como critério fazer uma divisão segundo animais pastoreados, de preferência à divisão regional a que muitos dão favor.
Em Portugal há rebanhos de cabras, ovelhas, bois, vacas, touros, porcos, cavalos e até de perus, que não incluímos neste trabalho. Alguns desses animais constituem rebanhos de diferentes tipos, conforme as regiões e as circunstâncias."
(Excerto de preâmbulo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

09 maio, 2023

ABRANTES, Leonel -
NOVAS PORTAS DE ACESSO À SERRA DA ESTRELA.
A Assedace na Encruzilhada : monografia. Serra da Estrela : Folgosinho, Edição do Autor, 1997. In-8.º (22x16,5 cm) de 277, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio sobre a Serra da Estrela, suas gentes, usos e costumes.
Obra dedicada e consagrada pelo autor "À Senhora de Assedace e A todos os Pastores da Serra da Estrela", por certo com tiragem reduzida.
Muito ilustrada ao longo do texto com fotografias a p.b. e a cores de pessoas e locais relacionados com a Serra.
"A Nossa Senhora da Assedace é a protetora dos pastores e do gado da Serra da Estrela, por excelência. É ainda a prova viva da memória popular em relação aos lugares, que povoam o imaginário de uma comunidade, durante séculos, sobrevivendo em rituais, como a romaria, e em lendas, como a da própria capela da Nossa Senhora da Assedace.
Deste lugar isolado na serra (935m), sabemos que foi habitado desde os alvores da nacionalidade. Nas informações paroquiais de 1721 sobre Folgosinho, é descrito pelo vigário “ (…) acha se distancia de huma legoa no meio da Serra da Estrela, que tem em si huma imagem de N Senhora, onde hoje chamam N Sra da Sedarça,(…); a fundação desta Capella he mto antiga, porque hoje se acha nella pia de baptizar e huns vestígios junto da mesma Capella que mostram sinaes de povoaçam mto antigua, e onde hoje, dis o vulgo, esta huma rua que chamavam de Ferraria, e fica esta Capella próxima do Rio mondego hum tiro de pedra (…).”
(Fonte: https://7maravilhas.pt/portfolio/nossa-senhora-da-assedace/)
"Irmãs gémeas, nascidas no mesmo berço da Serra da Estrela e ligadas de Norte a Sul, por termos comuns, as antigas povoações de Folgosinho e Linhares, cujas origens se perdem na bruma de tempos imemoriais, nasceram e cresceram em Castros primitivos, autênticas fortalezas naturais, situadas em lugares estratégicos donde podiam vigiar os movimentos do inimigo e defender-se das suas investidas. [...]
Sentinelas vigilantes e bem posicionadas, observam e defendiam, dia e noite, todo o Vale do Mondego que se estendia a seus pés e dominavam das alturas.
O "habitat" privilegiado destes pastores-guerreiros e velozes cavaleiros lusitanos dos quais descendem os habitantes actuais, eram esses Castros que abundavam nesta zona onde ainda restam vestígios, localizados por arqueólogos e investidores eminentes."
(Excerto de De mãos dadas)
"O Cão "Serra da Estrela" é um cão robusto, ágil, valente que defende muito bem os rebanhos e os pastores de todos os inimigos que possam surgir e também guarda as cortes onde vivem.
Conhecem-se apenas duas subespécies: o de pêlo comprido e o de pêlo curto. Qualquer deles é genuíno.
O seu "habitat" natural é a montanha e, portanto, fora dela, sente-se mal e vive triste e abatido.
Segundo os entendidos no assunto, parece que é originário do planalto do Tibete. [...]
Os Pastores de Folgosinho e de Linhares criam todos os anos belos exemplares que distribuem pelos amigos, vendem e reservam para guardar os seus rebanhos, os Casais e as Quintas.
São os grandes companheiros, amigos e ajudantes dos Pastores."
(Excerto de O Cão "Serra da Estrela")
Índice:
De mãos dadas | Turismo e Ambiente | Novas portas de acesso à Serra da Estrela |  Actividades culturais e de lazer | Feiras, Festas e Romarias | Investigar o passado | Baldios comunitários | À descoberta da Serra | [10 Rotas] | Na Serra | Os Casais da Serra | O Mondego | Os Pastores | O queijo "Serra da Estrela" | [O Cão "Serra da Estrela"] | A Assedace na Encruzilhada | Da Assedace à Serra dos Bois | Da Assedace a Manteigas | Do Poço do Inferno aos Cântaros | Do Covão da Ametade à Torre | Post Scriptum | Notas e Citações | Índice.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
50€

10 abril, 2023

MEDEIROS, Isabel -
ESTRUTURAS PASTORIS E POVOAMENTO NA SERRA DA PENEDA.
Linha de Acção N.º 2 - Geografia Humana e Racional. C - estudos Regionais e Locais - 11. Lisboa, Centro de Estudos  Geográficos : Universidade de Lisboa : I. N. I. C., 1984. In-4.º (29,5 cm) de [1], 92 f. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio geo-etnográfico sobre a Serra da Peneda e suas populações.
Ilustrado com mapas, gráficos, quadros e tabelas ao longo do texto.
"Designando globalmente um conjunto de maciços montanhosos situados no Noroeste português, a Serra da Peneda constitui vigoroso soco granítico com cimos aplanados e uma área aproximada de 35.500 ha.
Profundamente compartimentada por uma importante rede de vales, cujo papel foi preponderante na evolução da ocupação humana e das estruturas económicas serranas, desagrega-se na periferia numa série de maciços; de notas que os vales apresentam disposição quase radial e traçado por vezes rectilíneo, testemunho de intensa fracturação. Para sul, aos planaltos centrais sucedem-se outros que, frequentemente, são referidos como serra do Soajo e onde se localiza a cota mais elevada do conjunto (Pedrada, 1416 m)."
(Excerto de 1. Introdução)
"Ao analisar a diversidade das formas da vida pastoril e a dinâmica respectiva, notamos a cada passo a importância primacial das características ambientais da montanha. Não podemos porém ignorar que a sua consolidação e funcionamento, ao longo do tempo, se deve fundamentalmente à determinação das populações que fizeram da serra o seu ecossistema, que se moldaram progressivamente às limitações naturais e acabaram por tirar delas o melhor partido. É dos homens, mais ou menos presentes, mais ou menos pressionados ou sangrados, que dependem as formas de organização do espaço, desenvolvidas a partir dos núcleos onde, ao sabor da história, aqueles se foram implantando. Construiu-se desta forma um sistema paralelo, definido pela malha do povoamento, cuja evolução foi decisiva na estrutura do pastoreio.
A célula base do povoamento minhoto é o lugar, quer isolado, quer de pequeno número de fogos; corresponde a um núcleo pursátil, gerador de vitalidade, focalizando as deslocações dos rebanhos.
Num nível superior de organização espacial coloca-se a freguesia, que constitui um quadro de vida social, extremamente rico e coeso. Contém um número variável de lugares, em regra maior desde que engloba sectores de "Ribeira", cujo grau de agregação em torno da igreja - símbolo da unidade paroquial - discontinuidade do casario e respectivo tamanho são muito diversos."
(Excerto de 4. Estrutura do povoamento)
Índice Geral: Nota prévia. | 1. Introdução. 2. Evolução e tipo de efectivos pecuários. 3. Regimes pastoris: 3.1. O baldio: características e significado; 3.2. Deslocações pastoris: a) Sistemas com "brandas" de gado e de cultivo; b) Sistemas apenas com "brandas" de cultivo e forte permanência; c) Sistemas "degradados" com "brandas" de cultico. 4. Estrutura do povoamento. 5. Perspectiva histórica. 6. Evolução demográfica. | Conclusão. | Índice de figuras.
Exemplar brochado, stencilado, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
30€