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18 março, 2026

UM CAPÍTULO DA ETNOGRAFIA BARCELENSE : As Olarias
. Barcelos, Companhia Editora do Minho, [1951?]. In-8.º (22,5x14 cm) de 37, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da olaria produzida na região de Barcelos, famosa pela sua originalidade e cunho popular.
Embora não assinada, sabe-se que a autoria deste estudo - vertido em conferência - pertence a Joaquim Sellés Pais de Vila Boas.
Obra invulgar, com interesse histórico e etnográfico, por certo com tiragem reduzida.
Impressa em papel de superior qualidade, ilustrada no texto com bonitos desenhos, símbolos e marcas de fabricantes.
"Foi generosa a terra barcelense dando ao oleiro os meios de que carecia; o barro e a madeira.
Do barro se fazem as peças e as tintas mais antigas; da madeira se fabrica a roda e as ferramentas.
Argila vermelha dissolvida em água dá o vermelho típico do vidrado; barro branco dá o amarelo tão usado nas decorações.
A história da ferramenta quer seja de fazer ou de pintar acompanha a história onatómica da peça a fabricar, sem nunca chegar a atingir o seu grau de evolução ou beleza estética.
Filha do espírito criativo do oleiro, este fabrica-a a canivete ou navalha, na forma e geito do fim em vista... só para ele.
Produto regional?
Sem dúvida alguma, no seu tipológico desenvolvimento, sem paralelo nos outros centros que estudei - desde Canha a Vagos, de Malhada Sôrda a Vilar de Nantes em Chaves."
(Excerto de 1 - a geologia da região)
Índice:
a - apresentação. b - preparação do tema. c - olarias: 1 - a geologia da região; 2 - origem da história; o aparecimento no concelho; 3 - os materiais de fabrico, produtos do meio; 4 - a evolução das formas; 5 - primitivismo nos temas: o n.º 7, louça branca, estatuária, ferramentas, decoração; 6 - o meio e a sua influência na cor; 7 - decadência.
Joaquim Sellés Paes de Villas-Bôas (1913-1990). "Etnógrafo, arqueólogo, crítico de arte, cavaleiro e comentador hípico e oficial de cavalaria do Exército Português, nasceu em Madrid em 11 de Fevereiro de 1913. Era filho de Joaquim Gonçalves Paes de Villas-Boas, advogado e proprietário, presidente da Direção do Grémio da Lavoura de Barcelos, comandante do Batalhão n.º 12 da Legião Portuguesa, com sede em Barcelos, Provedor da Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz, conselheiro Municipal e representante da Causa Monárquica e de D. Elisa Sellés y Rivas, filha de D. Eugénio de Sellés y Angel, 2º Marquês de Gerona e Visconde de Castro y Orosco, governador das províncias de Sevilha, León e Granada, autor dramático, membro da Real Academia de Espanha e presidente da Sociedade de Autores Espanhóis. Faleceu em Lisboa em 14 de Maio de 1990, com 77 anos."
(Fonte: https://archeevo.amap.pt/descriptions/40344) 
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

23 outubro, 2025

D. FRANCISCO, Bispo Conde -
LISTA DE ALGUNS ARTISTAS PORTUGUEZES COLLIGIDA DE ESCRIPTOS E DOCUMENTOS.
Pelo Excellentissimo e Reverendissimo Senhor... no decurso de suas leituras em Ponte de Lima no anno de 1825, e em Lisboa no anno de 1839. Lisboa, Na Imprensa Nacional. 1839. In-8.º (21,5x15,5 cm) de [2], 59, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante compilação de apontamentos biográficos referentes a personalidades da vida literária e artística nacional por Francisco de São Luís Saraiva, mais tarde conhecido por Cardeal Saraiva.
"Tendo eu, no decurso de minhas leituras, achado memoria de Artistas Portuguezes pouco conhecidos, e de alguns estrangeiro, que trabalhárão em Portugal, fui apontando os seus nomes, e desses apontamentos tirei a presente Lista, que agora ponho em alguma ordem."
(Excerto de Advertencia)
Índice:
Advertencia | Architectos. | Arte de escrever, Desenho á penna. | Esculptores e Entalhadores: Em pedra, em madeira, em metaes, em cera, em barro, etc. | Gravadores. | Constructores de Navios. | Pintores, Desenhadores, Miniatores, Bordadores, etc. | Musicos. | Supplemento á Lista dos Artistas começada a publicar em o N.º 3 do Recreio em 1839 - Architectos; Arte de escrever, Desenho á penna; Esculptores etc.; Gravadores de Cunhos e Medalhas da Casa da Moeda de Lisboa; Musicos; Additamento ao ao Supplemento dos Esculptores.
D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, "Cardeal Saraiva" (1766-1845). "Natural de Ponte de Lima, onde nasceu em 26 de Janeiro de 1766. Desempenhou o cargo de Ministro do Reino entre 24 de Setembro de 1834 e 16 de Fevereiro de 1835, integrando o primeiro governo constitucional, presidido pelo Duque de Palmela, nomeado por D. Maria II, D. Frei Francisco de São Luís Saraiva começou por ordenar a libertação dos presos sem culpa formada e conceder providências em favor dos estudantes das academias de Coimbra, Lisboa e Porto afectados pela sua dedicação à causa liberal. Não foi, todavia, neste cargo que mais se distinguiu na sua dimensão maior de político influente e respeitado, reconhecido como uma das figuras mais proeminentes da sociedade portuguesa da sua época. O seu prestígio resulta, sobretudo, da sua vincada personalidade, dos ideias que perfilhou e dos altos lugares a que ascendeu, com destaque para os de Reitor da Universidade de Coimbra, Bispo de Coimbra, Deputado em sucessivas legislaturas, Presidente da Câmara dos Deputados, Regente do Reino, Guarda-Mor da Torre do Tombo, Conselheiro de Estado e, finalmente, Patriarca de Lisboa, onde viria a morrer em 7 de Maio de 1845, com 79 anos de idade."
(Fonte: https://www.pontedelimacultural.pt/Blog.asp?t=paginas&pid=1464&mpid=1433) 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. F. rosto apresenta mancha no pé.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

09 agosto, 2025

LIMA, Augusto César Pires de -
AS ARTES E OS OFÍCIOS NAS TRADIÇÕES POPULARES.
Edições de «Portvcale». Porto, [s.n. - Marânus - Empresa Industrial Gráfica do Porto, L.da - Porto], 1947 [1950]. In-4.º (23,5x17 cm) de 95, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das Artes & Ofícios entre nós, e as manifestações populares, crenças e tradições associadas aos misteres que os acompanham desde tempos imemoriais.
Ilustrado no texto com bonitos desenhos de Gouveia Portuense e Cândido da Cunha, reproduções de quadros e gravuras, fotografias e partituras de canções populares ligadas aos ofícios.
"Hoje o campo das forjas regionais sob o ponto de vista artístico é mais limitado, pois os ferreiros preocupam-se quase exclusivamente com o lado material,  dedicando-se ao fabrico de portões grosseiros, ferros para as ramadas e para os carros de bois (meias-luas, etc.), arados (relhas, cegas, etc.), grades (dentes), o aguçar dos picos, e o calçar dos sachos, sacholas e enxadas.
Além das forjas fixas, há também os ferreiros ambulantes, que, segundo me informa o distinto pintos aguarelista Gouveia Portuense  circulam na Beira Alta com a sua pequena bigorna que lixam fàcilmente em terra, improvisando uma oficina.
Os ditos satíricos contra os ferreiros, como veremos, não revelam desprezo, ao contrário do que sucede com as artes de alfaiate e de sapateiro, onde se admitem homens fracos e até mutilados, e, portanto, objecto de mofa."
(Excerto de II - Os Ferreiros)
Índice:
1 - Os Alfaiates. II - Os Ferreiros: 1. Ditados; 2. Cantigas; 3. Canções de Cinfães;4. Contos e lendas; 5. Anedota. III - Os Moleiros: I; II; III; IV Folclore: 1) Epigramas; 2) Orações ou mandamentos do moleiro; 3) Cancioneiro; 4) Adivinhas; 5) Brinquedos; 6) Comparações; 7) Ditados8) Contos e anedotas. IV - ["Desilusões" do autor] | Santos patronos ou Advogados, cujas imagens figuravam nas bandeiras dos ofícios: Santos Advogados: [10]; Santos: 1. Albardeiros; 2. Almocreves; 3. Barbeiros; 4. Bufarinheiro; 5. Caldeireiro; 6. Cantadores, cantadeiras e tocadores; 7. Carpinteiros; 8. Carvoeiros; 9. Cesteiros; 10. Mineiros; 11. Pedreiros; 12. Saleiros; 13. Sapateiros; 14. Taberneiros, vendeiros e tendeiros; 15. Tecedeiras; 16. Trolhas.
Augusto César Pires de Lima ComIP (Santo Tirso, São Tiago de Areias, 1883 - Caldas da Saúde, 1959). "Foi um professor liceal, etnógrafo e filólogo. Licenciado em Direito, dedicou-se ao ensino e à investigação histórica e etnográfica, campo em que se destacou."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas manchas de acidez à cabeça.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

30 março, 2025

PEREIRA, Esteves - SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA INDÚSTRIA PORTUGUESA.
Com um Ensaio Económico-Social sobre as Corporações e Mesteres por Carlos da Fonseca. Lisboa, Guimarães & C.ª Editores, 1979. In-8.º (21,5x15 cm) de 190, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra interessante composta por três estudos, antes publicados sob a forma de artigo n'O Occidente, entre 1897 e 1900, versando diversos aspectos da economia e indústria nacional, e um pequeno estudo de Carlos Fonseca relacionado com os demais.
Ilustrada com tabelas e quadros estatísticos no texto.
"A presente edição compõe-se de três ensaios publicados na revista O Ocidente. Por ordem cronológica apareceram: A Covilhã e a Indústria dos Lanifícios (n.º 659 de 20 de Abril ao n.º 669, de 30 de Julho de 1897; Progressos da Indústria Portuguesa desde os primeiros tempos da Monarquia até às invasões francesas (do n.º 761 de 20 de Fevereiro ao n.º 769, de 10 de Maio de 1900); Sobre as corporações operárias em Portugal (n.º 772 de 10 de Junho ao n.º 775, de 10 de Julho de 1900). [...]
É necessário ter presente os três quartos de século que nos distanciam destes artigos. Não porque os dados informativos tenham envelhecido, ou porque o valor intrínseco tenha diminuído, mas porque evoluiu a óptica de abordar o problema.
Com o pequeno Ensaio Económico Social sobre as Corporações e Mesteres não aspiramos a explicações definitivas. O nosso objectivo é mais modesto. Sondarmos o papel dos ofícios mecânicos na sociedade portuguesa, a sua influência sobre a evolução da indústria e sobre o comportamento dos trabalhadores."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | Tradição e modernidade na Indústria Portuguesa | 1.ª Parte - Sobre as corporações operárias em Portugal. 2.ª Parte - Progressos da Indústria Portuguesa desde os primeiros tempos da monarquia até às invasões francesas. 3.ª Parte - A Covilhã e a indústria dos lanifícios.
João Manuel Esteves Pereira (1872-1944). "Erudito particularmente interessado na história da indústria, J. M. Esteves Pereira frequentou a Academia de Belas-Artes de Lisboa e o Instituto Industrial e Comercial. Concluiu em 1896 o Curso Superior de Letras. Em 1897 publicou na Companhia Nacional Editora, inserida na colecção «Biblioteca do povo e das escolas», a curiosa monografia O feminismo na indústria portuguesa, o que denota desde logo o seu interesse pela história industrial e do movimento feminista. Em 1900 voltou ao tema, publicando na editora Occidente A industria portugueza: século XII a XIX: com uma introdução sobre corporações operárias em Portugal: elementos de logographia industria."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€

16 dezembro, 2024

EXPOSIÇÃO DE SUPER-LIBROS.
Realizada no Palácio Foz. Secretariado N. de Informação, Cultura Popular e Turismo - CATÁLOGO. Lisboa, Academia Portuguesa de Ex-Líbris, 1958. In-8.º (19x14,5 cm) de 71, [1], [2], [8] f. il. ; E.
1.ª edição.
Relação dos 142 itens que constituíram esta exposição.
Ilustrada no final com 20 fotografias distribuídas por 8 páginas separadas do texto.
Desta importante mostra mandou-se imprimir o presente catálogo com tiragem limitada a 250 exemplares - sendo este o n.º 125 - rubricados pelo presidente da Academia Portuguesa de Ex-Líbris.
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta frontal apresenta pequena "esfoladela" no canto superior direito.
Raro.
Indisponível

12 dezembro, 2024

CUNHA, Margarida & DOMINGOS, Manuela D. -
ENCADERNAÇÕES DA «LIVRARIA DE DUARTE DE SOUSA».
Revista da Biblioteca Nacional - 1/1994 Separata. Lisboa, BNP, 1994. In-4.º (24,5x17 cm) de 13, [1] p. (149-161 p.) ; [8] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo de bibliopegia, com interesse para a história da encadernação entre nós, incidindo na colecção de um conhecido bibliófilo português, - Duarte de Sousa, - cujos livros foram encadernados nas melhores casas portuguesas da especialidade.
Opúsculo ilustrado com 8 estampas a cores separadas do texto.
"António Alberto Marinho Duarte de Sousa (1896-1950) foi um conhecido coleccionador da primeira metade do século XX. «Bibliófilo distinto e apaixonado cultor de belas encadernações» - como o definiu Matias Lima, na sua obra Encadernadores Portugueses - foi reunindo pacientemente o que de mais representativo ia encontrando para a história da Cultura Portuguesa, quer em obras impressas, quer mapas, gravuras, selos, etc. Na colecção que hoje se conhece podem considerar-se dominantes as seguintes áreas temáticas: Portugal visto pelos estrangeiros, em diversas épocas; acção missionária portuguesa; descrições dos territórios de África, Brasil, Índia, Açores e Madeira; náutica e Descobrimentos portugueses; relatos de viagens; Restauração; época Pombalina, especialmente o terramoto de 1755.
As obras eram adquiridas junto dos mais importantes livreiros portugueses e estrangeiros. Pela observação de alguns Catálogos que se conservam na própria «Livraria», poderão verificar-se as múltiplas anotações manuscritas nos mesmos, que claramente induzem algumas daquelas temáticas preferenciais, assim como as intenções de compra relativamente a leilões de bibliotecas. [...]
Discutível o gosto, a falta de originalidade ou a legitimidade artísticas de alguns pastiches, o certo hoje é a representatividade dos artistas encadernadores portugueses, sobretudo lisboetas, que nela se espelham, mostrando, pelo menos, as respectivas técnicas e capacidades de execução. Sendo bem visível o carácter «ostentatório» deste conjunto, não pode ocultar-se, também, a eficácia da protecção que os sólidos dourados à folha e os revestimentos de peles genuínas prestaram aos livros... [...]
Neste apontamento é nossa intenção apresentar apenas o que esta colecção - cerca de 2000 títulos, dos séculos XVI a XX - possui de mais representativo, no foro das encadernações, quer originais, quer encomendadas pelo coleccionador.
Além de uma apreciação global deste conjunto, trabalhámos depois, directamente, sobre uma «amostra» que cobre 10 por cento da Colecção, sendo, sensivelmente, homóloga quanto à cronologia das obras.
Muitas apresentam-se identificadas com a chancela do artista encadernador, outras são anónimas, não deixando, porém, de possibilitar uma avaliação do conjunto de artistas encadernadores portugueses que floresceram nas décadas de 30 e 40. Nomes como Frederico de Almeida, António Ramos, Casa Férin, Paulino Ferreira, Alfredo David, Manuel da Silva Araújo estão amplamente representados neste conjunto, com especial destaque para os primeiros."
(Excerto de estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com significado histórico.
Indisponível

08 maio, 2024

ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS DE COIMBRA - ANNO DE 1872. Coimbra, Imprensa da Universidade, [1873]. In-4.º (24,5x17 cm) de 34 p. ; B.
1.ª edição.
RELATORIO E CONTAS DA ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MUTUOS DOS ARTISTAS DE COIMBRA RESPEITANTE AO ANNO DE 1897. Coimbra, Typographia de Luiz Cardoso, 1898. In-8.º (22,5x14,5 cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de opúsculos com interesse para a história da conhecida agremiação coimbrã - escola de artes e ofícios - e do associativismo operário da cidade - a Associação dos Artistas de Coimbra.
"Cumprindo a disposição do artigo 73.º dos nossos estatutos, temos a honra submetter á vossa apreciação as contas relativas ao anno de 1872 e que respeitam á nossa gerencia. [...]
Tivemos alguns donativos importantes, como se vê do mappa da nossa conta de receita e despeza, figurando entre os bemfeitores o nosso generoso monarcha o Senhor D. Luiz I, seu augusto irmão o Senhor Duque de Coimbra nosso presidente honorario, e o Senhor D. Pedro II Imperador do Brazil, que, visitando esta casa, se declarou nosso protector."
(Excerto de Associação dos Artistas de Coimbra : Anno de 1872 - Relatorio da Direcção)
Exemplares brochados em bom estado geral de conservação. Cansados, com falhas e pequenos defeitos. Ambos apresentam orifícios de arquivador.
Raro conjunto.
20€

07 setembro, 2023

AFONSO, Belarmino -
O COZER DO PÃO. Aspectos de uma actividade artesanal transmontana. Semana Cultural. Bragança, [s.n. - Composto e impresso da Escola Tipográfica - Bragança], 1982. In-4.º (24,5x17,5 cm) de 88 p. ; [1] f. desd. (bco) ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio etnográfico e antropológico para a história da confecção artesanal do pão na província de Trás-os-Montes.
Ilustrado com quadros, tabelas e inúmeros desenhos e fotografias ao longo do livro, na sua maioria impressos em página inteira. Com uma folha desdobrável - em branco(?) - separada do texto.
Inclui rezas, benzeduras, mandamentos e canções que acompanhavam todas as fazes do processo de feitura do pão.
"O pão cozido adquire um certo valor mágico. Se cai ao chão, apanha-se, beija-se e come-se. Também é pecado espetar o garfo ou faca no pão. É como espetar o corpo de Cristo.
Se caísse uma criança ao lume ou à água, e o pão estivesse virado ao contrário, primeiro devia pôr-se o pão direito, e só depois é que se devia salvar a criança.
O pão é sagrado e deve ser a primeira coisa a colocar sobre a mesa, numa refeição. O pão dentro do forno não deve ser visto. Se for muito olhado, não cresce. Dizem que «lhe entrou a velha»."
(Excerto de Superstições e provérbios)
Sumário:
1 - O cereal: - Poesias e provérbios; - Apólogos. 2 - O moinho e o moleiro: - Localização do moinho; - Poesia satírica. 3 - O cozer do pão: 3.1 - O peneirar; ritmos musical e poético: - O fermento e o amassar; - Religião popular e orações; - Aquecer o forno e fingir; - Meter o pão ao forno e orações mágicas; - Superstições e provérbios. 3.2 - O forno e construção: - Fornos a cidade de Bragança. 3.3 - A farinha e a culinária. Derivados do pão: - Algumas receitas; - A farinha e o pão na medicina caseira. 3.4 - Jogos e adivinhas. 4 - Apêndice: 4.1 - Invocações de Santos. 4.2 - Orações ditas ao peneirar, amassar, depois de amassar, fingir, meter o pão ao forno, depois de meter o pão ao forno. 4.3 - Lírica e canções: - Algumas canções em dialecto mirandês. 4.4 - Glossário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com uma rubrica de posse na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
50€

31 outubro, 2021

BARROS, N. A. - BREVES NOÇÕES SOBRE A ARTE DE DOURAR E AS APLICAÇÕES DO OURO EM FOLHAS.
Coligidas por...
Lisboa, Editado por A Favrel Lisbonense, 1933. In-8.º (15,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de dourador.
"O ouro é um material conhecido desde a mais remota antiguidade; é amarelo, brilhante, sonoro, inodoro e insípido. Ocupa o primeiro lugar entre o metais pela sua maleabiliade e ductilidade, e o quinto logar pela tenacidade.
O ar, o oxigénio e a água não têm acção sôbre êle. O ouro combina-se com quási todos os metais e também como o enxofre, o fosforo, o iodo e o cloro. Não pode ser dissolvido senão pela água régia.; mas os sais de ouro dissolvem-se na maior parte dos acidos.
A mais notável das suas propriedades , e a que mais interessa aos douradores, é a sua extrema maleabilidade, que, permitindo reduzi-lo a folhas muito finas, torna possível cobrir com este metal caro, grande superfícies, por um preço relativamente baixo.
O brilho e a beleza do ouro fizeram com que se procurasse e achasse a fórma de aplicar este metal sôbtre uma infinidade de corpos; mas as fórmas de dourar são muito diferentes umas das outras, conforme a natureza dos corpos aos quais se pretende dar a aparencia exterior do ouro. Daqui resulta que a arte de dourar está muito espalhada e consta dum grande número de processos especiais."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
Breves noções sôbre a arte de dourar e as aplicações do ouro fino em folhas [Preâmbulo]. | Dourado a óleo. | Dourado a têmpera: Colar; Gessar; Amaciar; Reparar; Desengordurar; Dar o bolo; Dourar; Brunir; Foscar. | Dourados a mordente, com foscos e brunidos. | Dourado em pedra. | Dourado em vidro: Dourado brilhante (sôbre vidro); Dourado a fôsco (sôbre vidro). | Dourado em encadernações e tecidos. | Dourado a prata e verniz de douradora. | Nota importante.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
Indisponível

29 outubro, 2021

MARQUES, Zaida Manuela da Luz (Violeta do Monte) - NOÇÕES PRÁTICAS DA ARTE DE ENCADERNAR.
Por... Desenhos de F. Pinho. [Prefácio de João Vicente de Oliveira Charrua]
. Lisboa, Livraria Avelar Machado, 1938. In-8.º (19 cm) de 67, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apreciado manual de encadernador. Profusamente ilustrado com desenhos esquemáticos ao longo do texto.
Livro valorizado pela extensa dedicatória autógrafa da autora à sua antiga professora Alice Guardiola, uma das "Guardiolas" - sua irmã Maria - a "dama-de-ferro" de Salazar - foi comissária da Mocidade Portuguesa Feminina.
"Além dos trabalhos manuais pròpriamente de carácter pedagógico, servindo de motivação, como já dissemos, a várias disciplinas escolares, há os trabalhos de carácter específico e utilitário. A êste ramo pertence  encadernação.
O livro que fui convidado a prefaciar, ocupa-se por conseguinte, dum ramo prático dos trabalhos manuais cuja utilidade é desnecessário encarecer.. E tôdas as pessoas podem, sem maiores dispêndios, dar-se ao prazer de encadernar os seus livros e as suas revistas; basta que sigam as instruções concisas, claras, bem ilustradas, do livrinho da Sr.ª D. Zaida Marques - livro tão interessante qu me dispena de outras considerações."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
À maneira de prefácio. | Reconhecimento. | I - Descoser. II - Serrotar. III - Coser. IV - Processo de guilhotinar um livro. V - Empastar. VI - Puxar o encaixe. VII - Pôr guardas. VIII - Puxar as cordas. IX - Tosquiar. X - Forrar o lombo. XI - Pôr cantos. XII - Pôr a lombada. XIII - Cortar os papéis de fantasia. XIV - Colar as guardas. XV - Encadernação dum livro todo em percalina. XVI - Encadernação dum livro com cantos e lombada de carneira. XVII - Encadernação dum livro todo em carneira. XVIII - Encadernação de fantasia. XIX - Como encadernar pastas de escritório. XX - Como fazer bloco-notas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

05 junho, 2017

CORREIA, Carlos Alberto - CARPINTARIA. I. Iniciação profissional. Colecção profissional dirigida por... Lisboa, Emprêsa Nacional de Publicidade, 1931. In-8.º (17cm) de 64 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual dedicado à arte de carpintaria. Ilustrado com 201 figuras distribuídas por 15 páginas.
"O livro profissional é o utensílio indispensável para coadjuvar a inteligência, é a ferramenta que ensina a manejar todas as outras, é o guia e o conselheiro desinteressado do artista.
Para todos os que se dedicam à arte de carpintaria êste modesto trabalho terá sempre alguma utilidade, mas, mais especialmente, destina-se ao aprendiz qie, á falta de escola profissional, necessita ter onde adquirir os indispensáveis conhecimentos que lhe deem os ensinamentos precisos, de forma que amanhã se não veja condenado a ser um operário rotineiro ou inconsciente que não sabe resolver as dificuldades da sua arte."
(excerto do prefácio)
Índice:
A madeira: - Idade da madeira. - Propriedades gerais das madeiras: Higrometria; Secagem e suas consequencias; Dureza; Densidade; Elasticidade; Tenacidade; Defeitos das madeiras; Qualidade da madeira. Ferramentas de carpintaria: - Utensílio neutros. - Utensílios activos: Serras e serrotes; Ferramentas de desbastar; Ferramentas de moldar; Ferramentas cortantes; Grossas e limas; Utensílios de medir e traçar; Ferramentas mecânicas; Material acessorio. Ferragens para madeira: Pregos; Parafusos; Braçadeiras; Esquadros; Ferrolhos. Tecnologia: - Como se inicia uma obra de carpintaria: Projecto da obra; Desbaste; Desempeno das faces. - Sambladuras: Generalidades; Solidez duma sambladura; Classificação das sambladuras. Molduras. Atlas [Figuras - desenhos esquemáticos].
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
A BNP tem recenseado apenas um exemplar.
Indisponível