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20 novembro, 2025

FIGUEIREDO, Jaime -
IMPÉRIOS MARIENSES (folclore açoriano). Lisboa, C. de Oliveira, Limitada (Editores), 1957. In-8.º (21,5x15 cm) de 160, [4] p. ; [8] p. il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das festas Marianas no arquipélago dos Açores, e em especial na ilha de Santa Maria de onde o autor é natural.
Obra interessante, com interesse histórico e etnográfico.
Ilustrado com inúmeras fotografias a p.b. distribuídas por 8 páginas separadas do texto.
"Quando se vive longe da terra-mater, no ruído alucinante da urbe capital, quantas vezes, em nosso íntimo, acordam vozes extintas - a toada dispersa de coisas queridas e distantes.
É o apelo de longe, o eco subtil do passado, que nos chega através do tempo e do espaço, e por fim nos arrasta e empolga, até ao reino maravilhoso das primeiras ilusões da mocidade.
São essas vozes esparsas que nos dão alento para publicar estas páginas - a nossa romaria de saudade ou a ilusória viagem do regresso, que hoje vamos empreender de Lisboa até aos Açores.
Entre os costumes e as tradições, que vincular a grei açoriana ao nosso passado histórico, está sem dúvida a celebração, bem arreigada em todo o arquipélago, do divino Espírito Santo.
Ainda é a sua festa mais típica e curiosa, a que se manteve no decorrer dos séculos, com o mesmo sabor antigo, o mesmo fundo medieval, conforme a soube idealizar a alma gentil da Rainha Santa Isabel.
E onde ela se conserva mais de harmonia com a época dinisiana, sempre apegada a velhas costumeiras - de beleza primitiva, mas com expressão litúrgica -, é na minha pequena pátria, na ilha de Santa Maria."
(Excerto de À laia de prólogo)
Índice:
À laia de prólogo | Cantigas dos Foliões | História e Tradição | Função do Império | Trono ou Altar | Irmandade | Alumiações | Escolhimento | «Frutas» ou «Flores» | Romaria da Copeira | Missa da Coroação | Bodo do Império | Erguer a Coroa | Toques, Cantos e Falsetes | Bibliografia.
Jaime Soares de Figueiredo (Vila do Porto (Açores), 1896 - Lisboa, 1964). "Foi um escritor e publicista que se destacou na divulgação da história e do folclore da ilha de Santa Maria.
Deixou uma vasta obra, quase toda de temática mariense ou ligada ao descobrimento dos Açores, tendo sido colaborador assíduo da imprensa açoriana e editor de diversos trabalhos de divulgação açoriana. Foi colaborador da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira sobre temáticas açorianas."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
40€

08 outubro, 2025

FORTES, José Maciel Ribeiro -
ENSAIOS SÔBRE UM PROBLEMA ETNOGRÁFICO-FOLCLÓRICO
. Pôrto, Companhia Portuguesa Editora, L.da, [1926]. In-8.º (18x13 cm) de 203, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Estudo sobre o Fado, manifestação musical popular que o autor critica duramente, sobretudo a variante lisboeta.
Estudo invulgar e muito interessante, com interesse para a bibliografia fadista.
"José Maciel Ribeiro Fortes, antigo estudante em Coimbra, publica em 1926 a obra O Fado: Ensaios Sobre um Problema Etnográfico-Folclórico em que, comungando da origem afro-brasileira, intimamente ligada ao lundum e, portanto, àquilo a que chama a influência negroide, vai tecendo considerações sobre a inferioridade estética do Fado." (Correia, Avelino Rodrigues - Do Choupal até à Lapa : etnografia do constructo da canção de Coimbra, FCSH -UNL, 2014)
"Há muito, que pacientemente carreamos materiais para a organização de um trabalho, cujo título será o de - «O Fado e a Psiquica Nacional».[...]
O Fado não é a Canção Nacional por excelência, como habitualmente se julga. Os Portugueses devem combater esta, infelizmente, tão espalhada opinião, que artística e moralmente os deprime."
(Excerto de O Problema Fadográfico)
Encadernação inteire de pele com dourados na lombada. Sem capa de brochura frontal, apenas a capa posterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

04 julho, 2022

CARDOSO, Pedro - FOLCLORE CABOVERDEANO.
[Prefácio de J. B. Amâncio Gracias]
. Pôrto, Edição Maranus, 1933. In-8.º (17 cm) de 120 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Trabalho pioneiro sobre o folclore cabo-verdiano. Importante ensaio com interesse histórico e etnográfico sobre a cultura popular da antiga ex-colónia portuguesa.
Livro ilustrado com diversas fotogravuras dispersas pelo texto, e em página inteira, com um mapa de Cabo Verde, e noutra, a reprodução de um autógrafo de Gago Coutinho com a sua explicação para a localização estratégica do arquipélago para a aviação.
"Li dum fôlego o seu magnífico manuscrito sôbre o Folclore Caboverdeano e devolvo-o com agradecimentos. É um valioso subsídio para uma obra mais vasta e completa sôbre a etnografia do Arquipélago, da qual o assunto, sôbre que V. produziu tam belas páginas, constitui um capítulo importante.
Cabo-Verde presta-se a grandes estudos. A sua história, pròpriamente dita, está mais ou menos feita, mas, quanto à sua etnografia, nos seus diversos aspectos e modalidades, pouco ou nada vejo escrito.
E, no entretanto, a história hoje adquire mais valor, fixa-se melhor, quando as ciências antropológicas a iluminam com os lampejos das suas investigações acêrca da raça, dos usos e costumes, lendas, mitos, superstições, cantares e folclore dos países a que respeita.
Muitos factos históricos, que às vezes nos parecem inexplicáveis, têm a sua origem nos caracteres étnicos, nos fenómenos sociais do respectivo povo.
Que eu saiba, o trabalho, o trabalho de V. é o primeiro no género em relação à etnografia desta Colónia, e por isso mesmo merece V. os mais entusiásticos aplausos por se ter dedicado a semelhantes estudos."
(Excerto do Prefácio)
"Folclore é vocábulo aportuguesado do inglês «Folk» (povo), «Lore» (saber), não sabemos se inventado mas proposto, em 1846, por W. J. Thoms, para representar o conjunto dos factos correlativos, conhecidos sob várias denominações, tais como lendas, ritos, jogos e danças, romances e cantigas, etc.
Englobando e versando semelhantes temas, constitui-se, sem dúvida, parte integrante da ciência etnográfica, se a sistematização dos conhecimentos por esta ministrados nos autoriza tal classificação.
O estudo do nosso «Folclore» implica conhecimento perfeito do dialecto e, conseqüentemente, convivência de espaço e íntima como o povo, assistindo às suas festas, jogos e trabalhos, e ouvindo os seus cantares e adágios, suas lendas e superstições."
(Excerto da I Parte - Folclore caboverdeano)
Índice:
Prefácio. | 1460. | I Parte: Folclore caboverdeano; Cabo-Verde e Brasil; Noções elementares de gramática. II Parte (Cancioneiro): A Morna; Morna; Crioulo do Fogo; Crioulo de Santiago: - Palavras prévias; - Batuque; - Cimbó; - Batuque; - Finaçon; - Declaração de amor; - Glossário. | Apêndice: Mornas - Canções crioulas. | In-memoriam: António Cortez: - Sol de Bedjiça; - Morna. Eugénio Tavares: - Já m'crê-bo! - Amo-te!
Pedro Monteiro Cardoso (190-1942). "Escritor cabo-verdiano nascido em 1890, na Ilha do Fogo, e falecido em 1942, na cidade da Praia. Professor do ensino primário, salientou-se no jornalismo ao defender os interesses sociais, políticos e económicos de Cabo Verde. Publicou Folclore Cabo-Verdiano (1933), Pelos Direitos do Crioulo (1933) e Profissão de Fé (1934), uma série de sonetos e redondilhas. Dirigiu o jornal Manduco e colaborou na Voz de Cabo Verde."
(Fonte: Infopédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

03 junho, 2021

BRITO, J. Maria Soeiro de - POESIA ALEMTEJANA.
Por... Collecção Silva Vieira
. Espozende, [s.n.], 1890. In-8.º (16 cm) de 51, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio sobre a poesia alentejana de cariz popular.
"A ninguem tão propriamente como a ti, que és alemtejano e tens cultivado o folk-lore como poucos, podia eu dedicar estas linhas.
Ha muito que os assumptos populares me attrahem, e quando, depois de nascidas as sociedade folkloricas, a algumas das quaes pretencemos, tu começaste a publicar uma formosa e abundante colheita de cantigas populares, que ainda não acabaram de ver a luz da publicidade, senti o desejo de escrever as seguintes observações que tenho feito ácerca da poesia e da dança populares da nossa querida provincia."
(Excerto da primeira parte do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

17 março, 2021

CRAVINA, Santos - TROVEIRO DE ROMARIAS
. [Coimbra], Coimbra Editora, Limitada, 1949. In-8.º (19 cm) de 118, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio etnográfico para a história do folclore. Trabalho de recolha das canções que acompanham as romarias nas épocas festivas, realizado pelo autor de norte a sul do país.

"Troveiro de Romarias
a brincar e sem fadiga
canta modernas poesias
a troar à moda antiga.

Futuristas fantasias
de poesia o não castiga
pois é truão de alegrias
da mais singela cantiga.

Canta a rir coisas banais
com ar de bobo rural
com os antigos jograis.

Simples poesia banal
dos humildes arraiais
do Povo de Portugal."

(Apresentação, I)

Índice:
Troveiro de Romarias : Apresentação - I; II; III. | O Ídolo dos Arraiais. | Trovas da Alvorada. | Trovas da Missa de Alva. | Trovas dos Feirantes. | Trovas do Arraial. | Trova das Romarias de Portugal. | Trovas do Minho. | Trovas de Trás-os-Montes. | Trovas do Douro Litoral. | Trovas do Alto Douro. | Trovas da Beira Litoral. | Trovas da Beira Alta. | Trovas da Beira Baixa. | Trovas da Estremadura. | Trovas do Ribatejo. | Trovas do Alto Alentejo. | Trovas do Baixo Alentejo. | Trovas do Algarve.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€