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20 agosto, 2022

CEARENSE, Catullo da Paixão - TROVAS E CANÇÕES. Por... Com as apreciações dos Drs. J. M. Goulart de Andrade, Major Moreira Guimarães e Maestro Julio Reis. Rio de Janeiro, Livraria do Povo - Quaresma & C. - Livreiros-Editores, 1910. In-8.º (19 cm) de 157, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra dedicada pelo autor a M. Moreira da Silva, Doutor em Odontologia, Lente Cathedratico da Escola Livre de Odontologia do Rio de Janeiro.
Ilustrada com um retrato de Catulo e 5 vinhetas tipográficas encimando cada uma das apreciações ao autor, e das duas partes que compôem a obra.

"O dom mais bello, o mais sublime da Harmonia,
que lá nos céos dos anjos tem a adoração;
a estrella pura e mais sonora da Poesia;
o dom supremo, de superna inspiração;
o dom mais nobre, o mais sublime e florescente,
o mais pujante, o mais fatal, omnipotente,
o mais feliz, de mais candura
e de mais resplendor,
é a Formusura,
a obra prima do Senhor."

(Formusura e Talento, 1ª)

Catulo da Paixão Cearense (1863-1946). "Nasceu em 8 de outubro de 1863, em São Luiz, Estado do Maranhão, à rua Grande, (hoje Oswaldo Cruz) nº 66. Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga (natural do Maranhão). Sua infância até os 10 anos se passou em São Luiz do Maranhão. Transferiu-se para o sertão agreste cearense onde seus avós maternos portugueses eram fazendeiros, permanecendo por lá até os 17 anos. Em 1880 em companhia de seus pais e irmãos (Gil e Gerson) mudou-se para o Rio de Janeiro, na rua São Clemente nº 37, Botafogo. Aos 19 anos interrompeu os estudos e abraçou o violão, instrumento naquela época, repelido dos lares mais modestos. Iniciante tocador de flauta, a trocou pelo violão, pois assim, podia cantar suas modinhas. Nesse tempo passou a escrever e cantar as modinhas como, “Talento e Formosura”, “Canção do Africano” e “Invocação a uma estrela”. Moralizou o violão levando-o aos salões mais nobres da capital. Em 1908, deu uma audição no Conservatório de Música. Catulo foi autodidata autentico. Suas primeiras letras foram ensinadas por sua genitora e toda sua grande cultura foi adquirida em livros que comprava e por sua franquia à Biblioteca do Senador do Império, por ser professor dos filhos do Conselheiro Gaspar da Silveira. “Aprendi musica, como aprendi a fazer versos, naturalmente”, dizia o Velho Marruêro. Seu pai faleceu em 1 de agosto de 1885, desgostoso por seu filho ter abandonado os estudos para ser poeta, sem tempo de assistir a moralização do violão, o que veio a marcar tremendamente Catulo. À medida que envelhecia mais se aprimorava. Catulo homem, não se modificava, sempre fiel ao seu estilo. “...Com gramática ou sem gramática, sou um grande Poeta.”. A sua casinhola em Engenho de Dentro, afundada no meio do mato era histórica. Alí recebia seus admiradores, escritores estrangeiros, acadêmicos nacionais, sempre com banquetes de feijoada e o champagne nunca substituía o paratí, por mais ilustre que fosse o visitante.
As paredes divisórias eram lençóis e sempre que previa a presença de pessoas importantes, dizia para a mulata transformada em dona de casa. “Cabocla , lave as paredes amanhã , que Domingo vem gente!”
Sua primeira modinha famosa “Ao Luar” foi composta em 1880. Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha da Silva, Francisco Braga e outros. Como interprete, o maior tenor do Brasil, Vicente Celestino. Catulo morreu aos 83 anos de idade, em 10 de maio de 1946, na rua Francisca Meyer nº 78, casa 2."

(Fonte: www.jornaldepoesia.jor.br/cpaixao.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas oxidadas com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto. Com vestígios de humidade na margem lateral de algumas folhas ao longo do livro.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP (Lisboa).
25€

16 fevereiro, 2021

LEMOS, João de – CANCIONEIRO. De… Primeiro Volume : Flores e Amores [Segundo Volume : Religião e Patria; Terceiro Volume : Impressões e Recordações]. Lisboa, Escriptorio do Editor, 1858-1866. 3 vols in-8.º (15,5×9 cm) de XI, [1], 260, [2] p. (I), VII, [1], 273, [3] p. (II) e 277, [3] p. (III) ; E.
1.ª edição.
Apreciado Cancioneiro de João de Lemos, invulgar quando completo - o 3.º volume falta muitas vezes devido à sua publicação tardia relativamente aos dois primeiros.
"Coleção de poesias de João de Lemos, dividida em três volumes, "Flores e Amores" [1858], "Religião e Pátria" [1859] e "Impressões e Recordações" [1866], que reúne, como o autor explica no prefácio, várias composições dispersas por periódicos literários como a Revista Universal Lisbonense ou O Trovador. O primeiro volume contém as composições de temática amorosa e ultrarromântica (incluindo a "Invocação" ao arcanjo da poesia que abriu O Trovador); o segundo acolhe os "versos políticos"; o terceiro, distanciado quase uma década dos anteriores, colige, como afirma o autor, "alguns de (seus primeiros versos publicados)" e "outros, que talvez ficassem melhor noutra parte, ou só agora deu com eles, ou foram feitos depois". Aqui se encontram algumas das composições mais famosas de João de Lemos, como a célebre "Lua de Londres", "O sino da minha terra", "Eu vivo só do passado" e "Na morte do proscrito", dedicado a D. Miguel."
(Fonte: Infopédia)
"Em duas diversas epochas, com dois títulos differentes, annunciei a publicação dos meus versos, e de ambas as vezes deixei o annuncio por mentiroso.
Não me arrependo; ainda me não arrependi até hoje.
De annunciar a publicação, sim; de deixar de publicar, não.
Quando deitei o primeiro pregão, estava ainda aos bancos da Universidade. Incitaram-me a isso applausos e instancias de amigos, talvez cegos pela mizade e de certo tão inexperientes como eu, que os attendi, ao principio, porque tambem a vaidade de criança me andava seduzindo para lhes dar ouvidos.
Por fortuna, depois, ora com a preguiça ora com a reflexão, resisti a mim e a elles. […]
Mas ainda bem que não publiquei tudo quanto então publicaria! N'essa parte morro impenitente. Sabem do que me tenho arrependido? É da publicidade que dei nos jornaes a muitos versos de então. Verdade, verdade, a fogueira estava chamando por grande parte delles. Entretanto a indulgencia do publico, que foi grande, os gabos com que, pela imprensa, me animaram pessoas, que já não faziam declinar a competência por suspeitas, visto que, a esse tempo, ou eram pouco, ou não eram, do meu conhecimento, tudo isto me ia fazendo mandar mais versos para os jornaes, e authorisava novas instancias. O amor-proprio já se sabe que repetia, e com maior força, as suas lisongeiras persuasões.
Não posso deixar de me referir principalmente ao senhor Antonio Feliciano de Castilho, que na REVISTA UNIVERSAL me coroou por tantas vezes com um favor mais que generoso. Tome para si a culpa que lhe cabe, que não a teve pequena, no segundo annuncio da collecção dos meus versos, alguns annos de pois do primeiro.
Metteu-se, porém, a politica de permeio a levar-me o tempo, foi-se-lhe ainda reunindo novamente a reflexão, e faltei outra vez á promessa.
Com a divisão que fiz nos tres volumes, quiz separar, até certo ponto, as epochas a que correspondem, embora em todos elles haja composições que, pelo rigor das datas, não lhes pertenciam. Mas são poucas, e, em todo caso, o genero de idéas exigia aquella collocação. Procurei, quanto pude, que as correcções não alterassem as feições características. No que, em vez dephysionomia, me pareceu deformidade, cortei sem do; o resto, onde ainda havia bastante que podar, cuidei que era de minha obrigação deixal-o. Intendi que no pequeníssimo logar que os meus versos hajam de tomar, se tomarem, nas lettras patrias, fazia mais serviço em assignalar o caminho com as minhas quedas, do que em pôr-me agora, com as minhas idéas de hoje, a querer endireitar de todo corcovas, que já me pareceram bellezas, que pertencem de nascença ao corpo em que estão, e que Deus sabe se por fim não ficariam como aquella gambia de que falia Bocage - tortas para o outro lado. Tem-se dito que introduzi, ou fiz correr, certa forma nova nas composições lyricas, e até com esta prioridade me argumentavam alguns para eu me não ficar atraz em reunir o que andava pelas folhas politicas e litterarias, receiando que tambem assim ficasse atraz dos mais na historia que se fizesse da nossa poesia moderna.
Não sei se se ha-de fazer tal historia, nem se lá hei-de ou devo entrar, como não sei se fui adiante ou atraz de ninguem. […]
Agora, os meus pobres versos que vivam ou morram como poderem."
(Excerto da Introdução)
João de Lemos de Seixas Castelo Branco Nascimento (1819-1890). Poeta ultra-romântico português, natural do Peso da Régua. “O «trovador» João de Lemos, como era conhecido desde o tempo de Coimbra, onde se formou em direito, pela publicação do jornal poético O Trovador, interessantíssimo repositório das produções poéticas dum grupo de moços estudantes. Além dele, alma e director dessa publicação, faziam parte do Trovador Luís da Costa Pereira, António Xavier Rodrigues Cordeiro, José Freire de Serpa, Augusto Lima e Couto Monteiro.”
“Além de poesias de pendor ultra-romântico, escreveu o livro em prosa Serões da Aldeia. O seu lirismo piegas foi criticado pelos escritores realistas. O poema "A Lua de Londres" é ridicularizado numa passagem de Os Maias de Eça de Queirós.
Obras: Poesia – Cancioneiro (1858-1867); O Livro de Elisa: Fragmentos (1869); Canções da Tarde (1875); O Tio Damião (poema lírico, 1886); O Monge Pintor (1889). Prosa – Serões de Aldeia (1876). Teatro – Maria Pais Ribeira (drama em 4 atos); Um Susto Feliz (comédia).”
Encadernações coevas em meia de pele com ferros gravados a ouro nas lombadas.
Exemplares em bom estado de conservação. Defeitos nas extremidades das lombadas; assinatura de posse na f. anterrosto dos três volumes.
Muito invulgar.
Indisponível

24 outubro, 2019

NEVES, Orlando - TROVAS MEDIEVAIS OBSCENAS. Cantigas de mal dizer. [Lisboa], Matéria Escrita, 1998. In-8.º (22 cm) de 114, [2] p. ; il. ; B.
Interessante subsídio para a divulgação das Cantigas de mal dizer, género literário satírico galaico-português. Contém no final, em "Notas Biográficas", um brevíssimo resumo da vida dos principais contributores medievais para estas Cantigas, portugueses e galegos, incluindo o rei de Castela e Leão Afonso X, o Sábio.
Livro ilustrado ao longo do texto com reprodução de sugestivas gravuras antigas.
"As cantigas trovadorescas galego-portuguesas são um dos patrimónios mais ricos da Idade Média peninsular. Produzidas durante o período, de cerca de 150 anos, que vai, genericamente, de finais do século XII a meados do século XIV, as cantigas medievais situam-se, historicamente, nas alvores das nacionalidades ibéricas, sendo, em grande parte contemporâneas da chamada Reconquista cristã, que nelas deixa, aliás, numerosas marcas. Tendo em conta a geografia política peninsular da época, que se caracterizava pela existência de entidades políticas diversas, muitas vezes com fronteiras voláteis e frequentemente em luta entre si, a área geográfica e cultural onde se desenvolve a arte trovadoresca galego-portuguesa (ou seja, em língua galego-portuguesa) corresponde, latamente, aos reinos de Leão e Galiza, ao reino de Portugal, e ao reino de Castela (a partir de 1230 unificado com Leão)."
(Fonte: https://cantigas.fcsh.unl.pt/sobreascantigas.asp)
"Rodrigues Lapa publicou, em 1965, pela primeira vez, na Editorial Filolóxica, o acervo completo das Cantigas d'Escarnho e Mal Dizer dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses, em transcrições feitas a partir da sua consulta directa às fontes.
A obra, pelo seu volume (cerca de 800 páginas, em grande formato) não teve divulgação, afora dos meios eruditos.
Mas, para esse desconhecimento, outros factores contribuíram, entre os quais, a existência da Censura e a imposição obscurantista da ditadura de Salazar.
Dir-se-ia que tal ocultamento se romperia com o 25 de Abril. Não aconteceu assim.
Mais fortes do que a liberdade de editar e de estudar essas cantigas foram, continuam a ser, o preconceito moral e a pudicícia convencional que não se desarreigaram do modo de ser lusitano.
Têm-se editado antologias da poesia trovadoresca galaico-portuguesa, para uso escolar e não só. Mesmo colectâneas literárias, organizadas por escritores prestigiados, sonegaram uma das mais importantes secções dessa poesia, no caso, uma larga parte das cantigas de mal dizer, porque, ainda hoje se considera que, certas, desatremam dos conceitos morais vigentes. Mais objectivamente: as cantigas obscenas foram, sistematicamente, ocultadas. [...]
A poesia galego-portuguesa (fecunda entre 1200 e 1350) é, mais ou menos, conhecida tão-só através das cantigas de amor e amigo, belíssimas, sem dúvida, em grande parte dos casos. Mas poucos saberão que muitos dos poetas seus autores (quase todos, dir-se-ia), capazes de exprimir o amor cortês na mais alta qualidade poética, são, também, os autores de trovas desbocadas, desbragadas, escabrosas, escatológicas, como, por exemplo, Estevão da Guarda, Pero da Ponte, João Airas de Santiago, Pero Garcia Burgalês, João Garcia de Guilhade, João Soarez Coelho ou Martim Soarez, indiscutivelmente dos maiores poetas da língua portuguesa.
Essa prática poética licenciosa em nada os empequeneceu. Porque é na má língua de tais cantigas - algumas de inegável mérito literário - que mais dados se encontram para o estudo da sociedade medieval e dos seus costumes, permitindo-nos conhecer o outro fervilhar vital existente fora dos salões dos castelos ou dos saraus palacianos da nobreza. Como, da mesma forma, se ignora que esses autores eram, muitos deles, fidalgos de estirpe, frequentadores da corte portuguesa e castelhana, a começar pelo rei de Castela e Léon, Afonso X, o Sábio, que, a par das Cantigas de Santa Maria, em louvor da Virgem, escreveu sátiras violentas e trovas de uma pornografia brutal.
Essas são as faces do homem medieval: o suave e delicado lirismo, lado a lado com o realismo obsceno mais rude e cru."
(Excerto do preâmbulo, Breve nota)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Indisponível

14 junho, 2015

NEMÉSIO, Vitorino - A POESIA DOS TROVADORES (SÉCULOS XII-XV). Selecção e Prefácio de... Professor de Filologia Românica na Universidade de Lisboa. Antologia da Poesia Portuguesa. Lisboa, Edição do Instituto Para a Alta Cultura, 1950. In-8º (21cm) de XXII, [1], 220, [1] p. ; B.
1ª edição.
"A mais antiga manifestação do génio literário português é a poesia trovadoresca. A sua origem liga-se ao problema das fontes de todo o lirismo românico, questão delicada e obscura.
A explicação mais segura, sociológica, deste lirismo é a que atende ao estado social e cultural da Europa dos fins do Século XI: vivacidade inventiva dos povos meridionais; tradição dos poetas latinos que, como Ovídio, dispunham de uma sólida retórica ao serviço do amor e da natureza; o gosto do luxo oriental espalhado no Mediterrâneo; o culto de Maria comunicado à vida mundana. A mulher começou a ter larga influência social na baixa Idade Média. Assim como a Virgem intercedia a Deus pelos homens, a dona servia de medianeira aos vassalos junto do seu senhor. Daí, toda uma série de costumes corteses - festas, jogos, poesias - que tinham por alvo a mulher. A vassalagem política gerou uma vassalagem espiritual de signo feminino e de fidelidade sentimental.
"
(excerto do prefácio)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.

35€

17 janeiro, 2014

[PIMENTEL, José Freire de Serpa] - O INFANÇÃO DAS TROVAS. Fragmentos de uma historia. Colligidos por J. F. de S. P. Coimbra, Na Imprensa da Universidade, 1843. In-8.º (16cm) de XI, [1], 40 p. ; B.
Raríssima. Obra projectada para 4 volumes, dos quais apenas 2 foram publicados – o Primeiro Fadario (1843) e o Segundo Fadario, com o sub-título Armonias (1844). A BNP (Biblioteca Nacional) dá-nos notícia apenas do 2.º, mas com o ano de publicação incorrecto.
“Os cavalleiros vão entrando, entrando; e o Infanção das Trovas não apparece. Os olhos, que o viram sair tão prasenteiro, e tão ébrio de amor e venturas, a demandar a liça, estão curiosos de vêr como agora regressa, com que ademans se apresenta, que nova tenção traz no escudo, que recente e namorada trova no alaúde.
Até que alfim um tropear apressado de ginetes faz estremecer a ponte levadiça. – Enderessão-se para lá todos os olhos; e eis no meio de outros campeões o Infanção das Trovas. Vem sem elmo, e sem couraça, traz um chapéo derrubado sobre os olhos, vem rebuçado em largo manto negro, e não traz tenção no escudo, nem trova no alaúde.”
(excerto do texto)
José Freire de Serpa Pimentel (1814-1870). “Autor da segunda geração romântica, segundo Visconde de Gouveia e Par do Reino, nascido a 21 de novembro de 1814, em Coimbra, e falecido a 22 de janeiro de 1870, em Lisboa. Irmão do também poeta António de Serpa Pimentel, destacou-se como poeta medievista e dramaturgo. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu vários cargos de magistratura, como o de juiz de Direito e governador civil do Porto, e assumiu vários postos literários, como os de sócio do Conservatório Dramático e do Instituto de Coimbra. Em 1838, ano em que publicou o seu primeiro drama, D. Sisnando, Conde de Coimbra, fundou o Teatro Académico de Coimbra, dirigido por uma Academia Dramática que tinha como órgão a Crónica Literária da Nova Academia Dramática, que Serpa Pimentel dirigiu e onde deixaria uma vasta colaboração. Ao longo da sua vida, colaborou em vários outros periódicos, tais como os jornais de poesias O Trovador e O Novo Trovador, a Revista Universal Lisbonense, O Panorama, O Mosaico, O Prisma e A Ilustração. Publicou e/ou fez representar muitos dramas históricos, de entre os quais O Almansor Aben-Afan (1840) e D. Sancho II (1846). Em 1839 e 1840, publicou respetivamente os volumes de poesias Solaus, Cancioneiro e Tradições cavaleirosas da minha pátria, inspirados pelo gosto pelos poemas narrativos de cunho épico e popular introduzido por Almeida Garrett. Juntamente com João de Lemos e Luís Augusto Palmeirim, Serpa Pimentel seria assim o grande responsável pela proliferação das xácaras e dos solaus característica do nosso segundo romantismo. Tanto na sua obra dramática como na sua poesia lírica sobressaem as pinturas históricas, de onde ressaltam as figuras dos grandes heróis nacionais, os motivos fúnebres e fantásticos e a evocação dos lugares simbólicos da pátria e, particularmente, de Coimbra.”
(Fonte: infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem capa frontal. Julgamos que a numeração das páginas está incorrecta, sugerindo a falta de duas folhas entre o final do preâmbulo (A Historia do Livro), e o início da obra (Primeiro Fadario).
Raro.
Sem indicação de registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível

19 setembro, 2013

BRAGA, Belmiro - CONTAS DO MEU ROSÁRIO. [Rio de Janeiro], Companhia de Seguros de Vida "Cruzeiro do Sul", 1918. In-8.º (18,5 cm) de 243, [3], III, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Colectânea poética de Belmiro Braga.
Ilustrada com o retrato do autor em separado.
Índice:
- Lar Paterno. - Trechos de uma Vida. - Como um Sonho... - Ultimas Folhas.
Belmiro Ferreira Braga (1872-1937). Poeta brasileiro. "Nasceu a 7 de janeiro de 1872, na Fazenda da Reserva, em Vargem Grande, depois Ibitiguaia (hoje, Belmiro Braga). Morreu no dia 31 de março de 1937."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
10€

26 setembro, 2012

ANDRADE, Eugénio de – ANTOLOGIA PESSOAL DA POESIA PORTUGUESA. Porto, Campo das Letras, 1999. In-8º (21cm) de 499, [21] p. ; E. Colecção Campo da Poesia, 22
Desenho da capa: Le Bouquet, Pablo Picasso, 1958 
Rara 1ª edição esgotada em poucos dias após a sua publicação em Nov. 1999. 
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor a Eduardo Prado Coelho.
“«Esta é a poesia portuguesa que, após mais de quarenta anos de lê-la , a memória me traz à tona. Às vezes é só um verso (Floriram por engano as rosas bravas..., E cercarom-mi as ondas, que grandes som...) outras é todo o poema (Aquela triste e leda madrugada/ Cheia toda de mágoa e de piedade..., Dá a surpresa de ser,/ é alta, de um louro escuro...) que me procuram e insistem  em acompanhar. São estas cintilações da memória que, depois de tanto tempo de convívio, ainda amo, e em grande parte à sombra das quais a minha própria poesia cresceu, que resolvi partilhar com os outros. É só isto, esta antologia: uma escolha pessoalíssima, portanto, a estimular outras, igualmente pessoais, que os leitores não deixarão de fazer em diálogo comigo
É assim que começa a introdução do poeta Eugénio de Andrade à "sua antologia pessoal da poesia portuguesa", "a mais nobre expressão do génio" nacional, um volume de 500 páginas, com poemas de 58 autores, dos trovadores medievais até Ruy Belo.” 
Eugénio de Andrade (pseudónimo de José Fontinhas) (1923-2005). “A sua infância foi passada com a mãe, na sua aldeia natal [em Póvoa de Atalaia, Fundão]. Mais tarde, prosseguindo os estudos, foi para Castelo Branco, Lisboa e Coimbra, onde residiu entre 1939 e 1945. Em 1947 entrou para a Inspecção Administrativa dos Serviços Médico-Sociais, em Lisboa. Em 1950 foi transferido para o Porto, onde fixou residência. Abandonou a ideia de um curso de Filosofia para se dedicar à poesia e à escrita, actividades pelas quais demonstrou desde cedo profundo interesse, a partir da descoberta de trabalhos de Guerra Junqueiro e António Botto. Camilo Pessanha constituiu outra forte influência do jovem poeta Eugénio de Andrade. Embora não se integre em nenhum dos movimentos literários que lhe são contemporâneos, não os ignorou, mostrando-se solidário com as suas propostas teóricas e colaborando nas revistas a eles ligadas, como Cadernos de Poesia; Vértice; Seara Nova; Sísifo; Gazeta Musical e de Todas as Artes; Colóquio, Revista de Artes e Letras; O Tempo e o Modo e Cadernos de Literatura, entre outras.”
Encadernação editorial com sobrecapa policromada.
Excelente exemplar. 
Invulgar.
Indisponível

11 maio, 2012

VIEIRA, Affonso Lopes - O ROMANCE DE AMADIS : Composto sobre o Amadis de Gaula de Lobeira. [Lisboa], [Sociedade Editora Portugal-Brasil], [1922]. In-8º (17cm) de XLI, 216, [7] p. ; E. 
Com prefácio de Carolina Michaëlis de Vasconcellos.
1ª edição.
Romance com base no ciclo de romances de cavalaria "amadis de gaula" [wales], gesta medieval atribuida a vasco de lobeira, trovador do século XIII.
Encadernação inteira de pele com ferros a ouro na lombada e cercadura dourada nas pastas.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta sinais de humidade, sem contudo afectar o texto; s/ guardas brochura.
Invulgar.
Indisponível

29 novembro, 2011

LOPES, António da Costa - MARTIM DE GINZO, JOGRAL PORTUGUÊS. Com fotogravuras do Cancioneiro da Vaticana e doutros códices. Braga, [s.n.], 1960. In-4.º (24 cm) de 23 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata de 4 Ventos : Revista lusíada de literatura e arte, 2ª série, tomo I (1959), n.ºs 3-4.
"Ao demonstrar em 1946 a nacionalidade portuguesa do trovador medieval D. João Garcia de Guilhade, sugeri, como argumento confirmatório da minha tese, a identificação de um certo Martin jograr, a que o citado trovador alude, com o jogral Martim de Ginzo, cuja terra de origem, nesse caso, se poderia fixar na antiga paróquia de Ginzo, do concelho de Barcelos..."
(Excerto do preâmbulo)
Bom exemplar.
Curioso.
Indisponível

21 junho, 2011

D. DINIS - TROVAS DE D. DINIS. Actualização e Prefácio de Natália Correia ; Ilustrações de Elo-Mafra ; Capa de Duarte Chaparreiro. Alfragide, Galeria Panorama, [1970]. In-8º (21cm) de 159, [6] p. ; il. ; E.
Título original: TROBAS D'E REY D. DENIS.
Com um retrato de D. Dinis.
"Pela primeira vez se adapta à linguagem actual o Cancioneiro deste famoso rei-poeta da alvorada do nosso lirismo, havendo a preocupação de se conservar das adaptações todo o sabor e espírito da expressão medieval dessas trovas que são um verdadeiro expoente da poesia trovadoresca. Edição comparada das versões arcaicas e contemporânea, com actualização de Natália Correia." (da nota do editor)
"Ilustrado com 16 reproduções medievais a cores e a preto e branco."
Encadernação editorial cartonada com ferros a negro.
Exemplar em bom estado geral, descontando pequenas falhas na capa, junto à lombada e no topo da lombada.
Invulgar.
Invulgar.
Indisponível

18 janeiro, 2011

VIEIRA, Afonso Lopes - O POEMA DO CID : versão em prosa da gesta castelhana do século XII "cantar de mio Cid", por... Pref. Ramón Menendez Pidal. Lisboa, Portugal-Brasil, [1929]. In-8º XIII, 148 p. ; B.
1.ª edição.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
15€