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16 agosto, 2015

PONTES, José – MUTILADOS DA GUERRA (conferencia inter-alliados para a sua reeducação). Lisboa, Centro Typographico Colonial, 1917. In-8º (19cm) de 176 p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Conjunto de crónicas sobre os mutilados de guerra redigidos em pleno conflito.

“O auctor teve a honra, como medico do exercito, de ser escolhido para ir a Paris assistir á conferencia inter-alliados dos mutilados da guerra. Do que viu, do que observou, do que lhe disseram e lhe pareceu digno de menção, tentou dar conta, em artigos sucessivos, que foram publicados n’A Capital. São esses artigos que hoje aparecem reunidos em volume, transplantados do jornal para o livro por o auctor estar convencido de alguma coisa ha n’elles digno de ter vida mais longa do que a que podia emprestar-lhes a publicidade d’um diário, por grande que ella fosse.”
(excerto da introdução, Duas palavras)
Matérias:
- Em terras de Hespanha. - Preparando a Conferencia Inter-Alliados. - Antes da inauguração do Congresso. - A sessão de inauguração. - Pernas e braços artificiaes. - O serviço de saude belga no principio da lucta. - Um amputado por sete invalidos. - Cincoenta e tres mutilados. - É um portuguez que fala. - Os maçagistas de piscinas e de velodromos. - O emprego dos mutilados. - Desapprovando o militarismo hospitalar. - Noticia agradavel aos portuguezes. - No hospicio de Saint Maurice. - Mutilados fazendo cabelleiras. - A grande sessão plenaria. - Escrevendo sem braços. - Noticias dos nossos cirurgiões. - Fazendo brinquedos em 10 dias de escola. - As primeiras horas de guerra na Belgica. - Visita a Port-Villez. - Vasco Menezes, em Paris. - Vinho do Porto, branco ou tinto? - Na legação de Portugal. - A educação dos cegos de guerra. - Os surdos da guerra. - Braços e mãos artificiaes que trabalham. - Um officio, mesmo sem pernas e braços. - As profissões dos mutilados. - A reeducação dos mutilados. - A assistencia na Inglaterra. - O hospital de Bonsecours. - O professor Camus. - O hospital de Port-Villez. - Hospitaes de guerra.
José Joaquim Fernandes Pontes (1879-1961). “Foi médico, jornalista e dirigente desportivo. Formou se pela Escola de Lisboa em 1908, defendendo a tese: Corridas de Maratona (1912). Foi mobilizado para a1.a Grande Guerra, onde serviu como capitão médico. Foi delegado oficial Português na 1.a conferência Inter Aliados. No regresso trabalhou num hospital que tratava dos traumatizados e deficientes da guerra. Houve nessa altura, algumas conferências inter-aliados para estudarem medidas que viessem de encontro às vítimas da Guerra. Ele esteve nessa linha de combate. Foi pioneiro e chefiou o organismo central que zelava aqueles ex combatentes. Por força dos bons serviços que prestou ao país e ao estrangeiro, recebeu diversas condecorações. Foi autor de vários livros: Madrugadas (versos dos 18 aos 19 anos); Mutilados de guerra; Corridas de Maratona; Quase um Século de Desporto. Colaborou em vários jornais: O Século, A Capital, Jornal da Noite. Foi director do Spots que iniciou a saída em 1905 e a suspendeu em 1907. Foi eleito senador pelo distrito de Vila Real, desde 1922 a 1926. Foi dirigente do olimpismo e foi o secretário-geral no 1.° Comité Olímpico Português (1909 a 1914). Foi o representante de Portugal no Comité Olímpico Internacional. E em 1942 colaborou no livro: O Comité Olímpico Internacional, o Comité Olímpico Português e os Jogos Olímpicos Modernos.”
(in www.dodouropress.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas sujas, apresentado falhas marginais.
Muito invulgar.
25€
Reservado

25 junho, 2014

PONTES, José - MUTILADOS PORTUGUESES : narrativas de guerra e estudos de reeducação. Lisboa, Guimarães & C.ª, 1918. In-8.º (20cm) de 192 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas baseadas em testemunhos de soldados portugueses, feridos, regressados da Grande Guerra.
"Chronicas de jornal, feitas sobre o joelho, sem preocupações litterarias, breves, vivendo de impressões colhidas em conversas, transparecendo n'ellas a sinceridade e a modestia dos narradores, - vão ser reunidas em volume, porque, amigos dedicados, trabalhando com amor, pela obra de assistencia aos Invalidos da Guerra, julgam que são proveitosas á propaganda d'essa assistencia. Dizem respeito aos primeiros heroes portuguezes que se invalidaram fisicamente na guerra contra os allemães."
(excerto da apresentação)
Crónicas:
- De regresso da guerra, mostravam-se desalentados e deprimidos. - O primeiro cabo Pinho da Graça. - O bravo soldado Sequeira. - O soldado Eugenio Duarte. - O soldado Nuno Robalo. - Nunca mais será piloto de navios. - Os 4 bravos do posto de Mahuta. - O imperador Napoleão e o cirurgião Larrey. - A historia do José Duarte. - Dois feridos dos sitios de Coimbra. - O mutilado Seraphim Lourenço. - Joaquim Lopes, o cabo granadeiro. - Valente nas trincheiras e deprimido depois. - O cabo Torres foi um valente. - A anciedade de regressar á terra. - De retrozeiro a electricista. - Como morreu o tenente Grilo. - Estropiado pelos gazes asphyxiantes. - Esta guerra... é a guerra dos alferes. - O cabo Arnaldo Cabral. - Um soldado do 35. - O Henriques, do 15 de infantaria. - Até os mortos combatiam. - A ideia da Patria acima de tudo. - O Gonçalves, d'ao pé de Sacavem . - Ferido por um camarada. - O soldado Ramiro. - O alferes Campos Cazaes. - ... E desde hoje fez-se barbeiro. - Doentes e abandonados! - A gente de Portugal não treme. - De noite, ao soco aos «boches». - O regimento de infantaria 7. - Dois alferes do exercito de Portugal. - Exercicios de pre-reeducação. - Ainda os problemas da reeducação. - Uma só religião: - a da bondade. - Curas que parecem milagres. - As primeiras pernas provisorias. - Critica... de criticos que não sabem. - O primeiro braço de trabalho.
José Joaquim Fernandes Pontes (1879-1961). "Médico, jornalista e dirigente desportivo. Formou se pela Escola de Lisboa em 1908, defendendo a tese: Corridas de Maratona (1912). Foi mobilizado para a 1.ª Grande Guerra, onde serviu como capitão médico. Foi delegado oficial Português na 1.ª Conferência Inter Aliados. No regresso trabalhou num hospital que tratava dos traumatizados e deficientes da guerra. Houve nessa altura, algumas conferências inter aliados para estudarem medidas que viessem de encontro às vítimas da Guerra. Ele esteve nessa linha de combate. Foi pioneiro e chefiou o organismo central que zelava aqueles ex-combatentes. Por força dos bons serviços que prestou ao país e ao estrangeiro, recebeu diversas condecorações."
Exemplar brochado, em parte por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas manchadas; contracapa restaurada nos cantos; lombada com sinais de manuseio.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível