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04 novembro, 2025

MARQUES, José -
OS CASTELOS ALGARVIOS DA ORDEM DE SANTIAGO NO REINADO DE D. AFONSO III.
[Por]... Prof. da Faculdade de Letras do Porto : Da Academia Portuguesa de História. Braga, [s.n.], 1986. In-4.º (26x18,5 cm) de 30, [2] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Estudo sobre os castelo algarvios no âmbito da reconquista empreendida por D. Afonso III, e o relacionamento do monarca português com a Ordem de Santiago, que nem sempre foi fácil
Importante subsídio monográfico, publicado em separata da Revista Caminiana : Ano VIII - Dezembro de 1986 - N.º 13, págs. 9 a 32.
Ilustrado em separado com 4 estampas impressas sobre papel couché:
- Aspecto do castelo de Loulé;
- O castelo de Castro Marim visto do norte por Duarte Darmas;
Planta da fortaleza de Castro Marim;
- Doação do castelo de Aiamonte à Ordem de Santiago [fac-símile].
"Consumada a reconquista do Algarve durante a campanha militar de 1249-1250, os castelos algarvios, para além das virtualidades defensivas inerentes à sua natureza, à semelhança do que tinha acontecido com os que, em séculos precedentes, ponteavam os territórios de Entre-Douro-e-Minho, transformara-se, de imediato, em instrumentos absolutamente indispensáveis à reorganização da vida social e administrativa, nestas regiões meridionais, onde não havia possibilidade de instalar e deixar desprotegidas comunidades concelhias, idênticas às do norte, onde o fenómeno do povoamento seguia, havia muito, por outros caminhos.
É nesta linha que nos parece interessante valorizar os castelos algarvios, na fase subsequente ao encerramento do ciclo da reconquista do território que é hoje Portugal. Importa, contudo, sublinhar que esta função administrativa e social não se pode dissociar da confusa situação política decorrente das pretensões e diferendos existentes entre Afonso X e D. Afonso III sobre o Algarve, que nos obrigam o formular um conjunto de perguntas, cujas respostas se tornam indispensáveis à compreensão do papel por eles desempenhado, sendo as mais pertinentes as seguintes:
- A quem e quando foram entregues esses castelos?
- Que relação havia entre o soberano outorgante e o novo titular de cada um deles?
- Que função desempenharam na efectiva ocupação do solo e na organização administrativa da região?
- Será detectável a existência de alguma estratégia subjacente à entrega destes castelos aos que vieram a ser os seus primeiros titulares, após a reconquista?"
(Excerto de 1 - Introdução)
Índice:
1- Introdução. 2 - Outorga dos castelos algarvios: a quem, quando e porquê? 3 - Relações entre a Ordem de Santiago e D. Afonso III . 4 - Conclusão. | Apêndice Documental: [7].
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

15 maio, 2022

MARQUES, José - DESCONHECIDAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS PORTUGUESAS. Alguns scriptoria cistercienses. Braga, [s.n. - Composição e Impressão Ofic. Gráficas da Editora «Correio do Minho» - Braga], 1986. In-4.º (23,5 cm) de 24, [2] p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata da Revista «Bracara Augusta» : Braga, vol. 39, 1985
Interessante monografia sobre os "copistas" da Ordem de Cister. Inclui lista das obras produzidas nos mosteiros da Ordem em Portugal.
Opúsculo ilustrado com uma estampa em separado, impressa sobre papel couché, - "Reprodução a preto e branco, da inicial miniada das Homiliae Originis super Leviticum", e com um quadro-síntese no texto sobre os mosteiros da Ordem e a sua produção literária.
"O estudos das bibliotecas e códices medievais, nos seus mais variados aspecto, ocupa, actualmente, um lugar de relevo e constitui um dos objectivos de muitas instituições e centros culturais, além fronteiras.
Entre os múltiplos aspectos a abordar no estudo das bibliotecas avultam o da existência e respectiva inventariação, a determinação das instituições a que pertenciam, como se constituíram e se foram enriquecendo, a identificação dos seus doadores ou simples benfeitores, a especificação das obras que as integravam, sem omitir o seu tratamento mediante o recurso a métodos quantitativos, sempre que o seu volume o permita ou mesmo recomende, apurando, assim, as principais tendências e motivações culturais vigentes nas instituições a que pertenciam, etc. [...]
Não se pense, contudo, que os nossos tempos são inteiramente pioneiros no desbravar destas sendas do espírito. De século XVIII chegam-nos provas do manifesto interesse que então havia por muitas destas questões, no claro intuito de salvar para o futuro a memória das instituições e de quantas as serviram.
É precisamente de uma dessas fontes que nos propomos falar e utilizá-la convenientemente, pois nos fornece uma larga informação sobre problemas desta natureza na Ordem de Cister, de que o Mosteiro de Alcobaça, no século XVI, passou a ser cabeça ou casa-mãe. [...]
Na Ordem de Cister, com as notícias recolhidas acerca dos monges-copistas de cada um dos mosteiros e das obras por eles copiadas (ou «escritas» para utilizar a linguagem do tempo) foi elaborado um índice alfabético ou, se quisermos, um dicionário dos «escritores» da Ordem."
(Excerto de 1 - Introdução; 2 - A fonte utilizada)
Índice:
1 - Introdução. 2 - A fonte utilizada. 3 - Alguns sciptoria cistercienses desconhecidos. 4 - Conclusão. | Apêndice documental: 1. Mosteiro de Santa Maria de Aguiar; 2. Mosteiro de Bouro; 3. Mosteiro de Ermelo; 4. Mosteiro da Estrela; 5. Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões; 6. Mosteiro de Maceiradão; 7. Mosteiro de Salzedas; 8. Mosteiro de S. Paulo de Frade; 9. Mosteiro de Seiça; 10. Mosteiro de Tomarães; 11. Mosteiro de S. João de Tarouca.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Com interesse histórico e bibliográfico.
Muito invulgar.
Indisponível