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24 agosto, 2026

BASTOS, J. T. da Silva -
DITOSA PATRIA, MINHA AMADA. (Nova edição actualizada com os acontecimentos da Revolução até á proclamação da Republica). Educação Civica. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1911. In-8.º (21x14,5 cm) de XVI, 274 p. ; il. ; B.
Ditosa Pátria, minha amada é um livro de índole patriótica e educação cívica da autoria de José Timóteo da Silva Bastos, dirigido ao público juvenil. Trata-se da reedição deste livro que saiu originalmente em 1909, sendo esta a versão actualizada já com os momentosos acontecimentos da revolução de 5 de Outubro de 1910 até à proclamação do regime republicano. O autor inspirou-se no conhecido trecho do Canto III de Os Lusíadas de Luís de Camões - "Esta é a ditosa pátria minha amada" - para intitular a obra.
Livro ilustrado no texto com bonitos desenhos e retratos de insignes figuras da história nacional, sendo alguns em página inteira.
"Cinco meses esteve o dr. Bondade ausente da sua escola, retido em Lisboa pelos acontecimentos de 4 e 5 de outubro de 1910. Só queria voltar á sua aldeia, depois de vêr em bom caminho os negocios do novo regime politico, proclamado após uma revolução, decidida em pouco mais de 30 horas.
(Excerto de Proclamação da Republica Portugueza)
José Timóteo da Silva Bastos (1852-1939). "Foi um destacado publicista, historiador, ensaísta e tradutor português. É amplamente reconhecido no meio académico pelo seu valioso contributo para o estudo da liberdade de expressão e da história institucional em Portugal. (IA)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis, com pequenas falhas marginais.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€
Reservado

12 abril, 2024

LÓ, Silvano -
VOLTA AO MUNDO NUM CARTUCHO. Romance de aventuras para a juventude. Por... [Prefácio de Maria Archer]. Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1940. In-8.º (18 cm) de 153, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Obra aventurosa de teor patriótico, composta por duas novelas, dirigida aos mais novos. O autor, tipógrafo de profissão, escreveu e compôs graficamente o livro.
Ilustrada com três bonitos desenhos em página inteira assinados por Rodrigues Alves.
"Um desconhecido, modesto de trajo, com a lancheira e um rôlo de papéis na mão, senta-se no meu gabinete de trabalho. [...] Declina o nome e o móbil da visita - pedir-me um prefácio para o livro que vai publicar, e do qual é autor e compositor tipográfico. [...]
A idéia é sumamente simpática, e simpática é, também, a obra empreendida pelo meu novo camarada das letras. O seu livro entre no «mare magnum» da literatura infantil. A crianças devem amá-lo e preferi-lo. O enrêdo é simples: uma aventura extraordinária leva três garotos a correr o  mundo. Silvano Ló transporta os seus pequenos leitores pelo mar e pela terra, desdobrando, com uma nobre intenção patriótica, sucessivas passagens da colonização portuguesa nas plagas ultramarinas."
(Excerto do Prefácio)
"«Século»!... «Diário»!... República»!... Traz a bola!...
Pendurado no estribo do combóio, cuja máquina já silvava, anunciando a partida, Manuel virava-se, ainda na esperança de vender alguns dos poucos exemplares que lhe restavam na sacola.
A máquina, num arranco, puxou as carruagens, e o combóio engolfou-se na negra bocarra do túnel, que logo o tragou.
Esgotado pelo trabalho de jornaleiro - um dia inteiro a calcorriar a cidade, berrando a plenos pulmões - o «ardina» deixou-se cair num banco e começou a pensar na sua triste vida...
Com treze anos de idade, órfão de pai e mãe, completamente só neste mundo, vivia em casa duma pobre viúva, a qual trabalhava todo o santo dia, para poder sustentar os seus dois filhos, João e Maria, respectivamente de oito e dez anos."
(Excerto de I - A mensagem do Infante)
Encadernação simples em meia de percalina. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

17 fevereiro, 2023

MÜLLER, Adolfo Simões -
A VIAGEM MARAVILHOSA DO COMBOIO.
Ilustrações de Fernando Bento
. Lisboa, Edição da C. P., 1956. In-4.º (24,5 cm) de 46, [2] p. ; mto il. ; E.

1.ª edição.
Esta edição da C. P. - para a juventude - que comemora o primeiro centenário do Caminho de Ferro em Portugal [1856-1956], apresenta em separata «O jogo do comboio».
Obra procurada. Livro belíssimo, de grande esmero e apuro gráfico, impresso em papel encorpado de superior qualidade. Ilustrado na páginas do texto com desenhos a cores da autoria de Fernando Bento (1910-1996), que também assina a sobrecapa.
Inclui desdobrável: «O jogo do comboio» (38,5x50 cm).

Adolfo Simões Müller (1909-1989). "Natural de Lisboa, foi escritor, poeta e jornalista. Trabalhou como secretário de redacção do jornal Novidades, fundou e dirigiu o jornal infantil O Papagaio e foi director do Diabrete e do gabinete de programação da Emissora Nacional, onde produziu diversos programas radiofónicos. Estreou-se na literatura com o livro de poemas Asas de Ícaro (1926) mas foi na literatura infantil que se celebrizou. Escreveu dezenas de livros infantis e juvenis onde se incluem o Meu Portugal… Meu Gigante, O Livro das Fábulas e as adaptações de Os Lusíadas, A Peregrinação e As Pupilas do Senhor Reitor. Em 1982 foi distinguido com o Grande Prémio da Literatura Infantil, da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra literária."
(Fonte: wook)
Encadernação editorial cartonada, com título e desenho de comboio em verde na capa, revestido de sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sobrecapa apresenta pequeno corte à cabeça.
Muito invulgar.
Indisponível

23 dezembro, 2022

AYORA - CONTOS AZUES.
Com um prefacio de Claudia de Campos. Illustrados com aquarellas de Carlos Reis
. Lisboa, M. Gomes, Editor : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, 1897. In-8.º (19 cm) de VII, [1], 149, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Edição original desta colectânea de contos juvenis da autoria de Ayora, pseudónimo literário de Dilara de Campos de Ornelas e Matos (1877-1952), filha da prefaciadora. Julgamos que este livro é tudo quanto foi publicado da sua lavra.
"As despretenciosas narrativas de Ayora são pequenas e elegantes versões onde predomina o elemento phantastico. E ella teve, talvez, razão dando a esse elemento a preferencia. [...]
É o sonho a sorrir-nos e a chamar-nos, cheio de tentadoras promessas; é o Reino da ficção a embalar-nos com as suas captivantes miragens e abir-nos as portas do mysterioso e attrahente Infinito, supremo anhelo de toda a alma humana."
(Excerto do Prefacio)
Indice:
Prefacio. | A gata branca. | A pequenina herdeira. | A filha da Virgem Maria. | Os ducados cahidos do céo. | O preguiçoso. | A flôr de Glady. |  Os musicos da cidade de Brême. | O judeu nos silvados. | O corvo. | Os vagabundos. | Uma estranha aventura. | A ondina do lago. | A fada das nesperas.
Encadernação editorial com desenho e letras impressos a seco e a ouro e negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem as estampas referenciadas na f. rosto. Folha de índice apresenta rasgão no pé com perda de suporte.
Muito invulgar.
Indisponível

04 janeiro, 2022

BONNEFOUT, A. - LIÇÕES DE ESPIRITISMO PARA AS CRIANÇAS.
Por... Traduzidas da 5.ª edição francesa. Bom Jesus [Braga], Edição da Emprêsa Literária "Luz e Caridade", 1922. In-8.º (17,5 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Curioso manual de espiritismo dirigido às crianças, publicado pelo Centro Espírita de Braga - Bom Jesus, composto por 44 "lições".
"Sentindo, como vós, êsse afecto íntimo, que existe em todo o coração materno, traduzi do francês para a nossa língua o presente livrinho, que vos ofereço.
Nada vos peço por tão insignificante trabalho; entretanto me será grato que busqueis nestes ensinamentos da nova revelação o que realmente existe de bom e útil para a educação moral de vossos filhos, pequeninos rebentos do vosso amor, que cumpre cuidar com especial carinho, encaminhando-os para êsse foco luminoso, irradiante de verdade de amor - os Evangelhos de Jesus.
Sois capaz de tudo para salvar  vida do pequenino ser que é vosso filho - quando doente do corpo, está no leito de dôr; fazei pois também o mesmo esfôrço, ou, antes, duplicai toda a vossa dedicação no sentido de conservar os seus espírito, as suas almas perfeitamente imunes das tentações do mal, êsse ambiente de imperfeições em que a pobre humanidade se debate.
Purificai-os com os ensinamentos de Jesus; alimentai-os dia a dia com êsse pão espiritual - cheio de seiva, de luz e amor."
(Introdução - Às mães)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sobrecapa de protecção apresenta pequenas falhas de papel.
Muito invulgar.
15€

18 agosto, 2020

OS CÃES. Amigos e defensores dos homens - A VIDA DOS ANIMAES. Lisboa, Alfredo David : Encadernador, [1911?]. In-8.º (17,5 cm) de 196, [4] p. ; il. ; E. Bibliotheca da Infancia, VIII
1.ª edição.
Monografia sobre o cão dirigida ao público infanto-juvenil.
Inclui interessantes histórias de cães passadas sobretudo em Lisboa.
Ilustrada com 21 magníficas estampas, sendo a maioria impressas sobre em página inteira sobre papel couché, reproduzindo desenhos e e fotogravuras dos animais.
"Defensores e guardadores dos ricos, amigos dos pobres e das creanças, e unicos seres que se dedicam até á morte - os cães são, mas ainda que os gatos, os animaes domesticos por excellencia, e teem desempenhado sempre na vida do homem e na historia social da Humanidade um papel importantissimo."
(Excerto do Cap. O cão e o homem)
"O Pardal que pertence áquella raça de cães allemães que tão bons resultados teem dado na organização das brigadas extrangeiras dos cães da policia, foi levado para a esquadra [dos Caminhos de ferro] e alli se acclimou de tal maneira que ficou fazendo parte d'aquella secção da policia de Lisboa, onde era sinceramente estimado.
Poucos dias depois de alli ter dado entrada, praticou o Pardal a sua primeira façanha.
Estava de serviço o cabo guerra, e em frente da porta da esquadra girava no passeio a sentinella. Eram cerca de 11 horas da noite.
Entrou um preso, um vadio, que, aproveitando um momento de distracção do guarda, saiu correndo, do gabinete do cabo e transpondo de um pulo a porta da rua, foi direito a um electrico que passava, saltando para a plataforma com o carro em andamento.
O Pardal vendo-o fugir, segui-o furioso, e saltando tambem para o carro, tal barafunda e gritaria alli fez que o electrico teve de parar na Fundição, onde o preso foi recapturado pelo mesmo policia, que seguira no encalço do cão.
Ensinado a intervir nas desordens e a separar os desordeiros, o Pardal não pode vêr duas pessoas agarradas uma á outra.
Aconteceu uma noite ir com o chefe rondar uns guardas que estavam de serviço no Lusitano Club; o cão tanto se incommodou ao vêr os pares dansantes, que irrompendo pelas sala de baile, poz todos em debandada, sem que os mordesse, tornando-se necessaria a rapida e energica intervenção do chefe, para que o baile, tão extraordinariamente interrompido, pudesse continuar.
Por causa d'esta mania o Pardal tem de ficar preso nas vesperas de Santo Antonio e de São João."
(Excerto do Cap. VII, O cão da policia)
Indice:
I - O cão e o homem. II - O defensor do homem. III - O cão salvador do homem. IV - O amigo das creanças. V - O cão de trabalho. VI - O cão de caça.VII - O cão da policia- VIII - Os cães na guerra. IX - Os cães actores. X - O cão de Lisboa. XI - O culto do cão.

Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a negro e ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

22 janeiro, 2020

A LUA. Texto de O. Binder. Ilustrações de G. Solonevich. Tradução de Carlos Santos. Lisboa, Editorial Verbo, 1963. In-8.º (20,5 cm) de 53, [1] p. ; mto il. ; E. Col. Ver e saber : Maravilhas do Mundo e da Ciência, 4
1.ª edição.
Curiosa monografia de educação científica sobre a Lua, publicada originalmente em 1962 (versão portuguesa, 1963), sete anos antes do homem pisar solo lunar.
Ilustrada com fotografias a p.b. e bonitos desenhos a cores ao longo do texto.
"Com um diâmetro de 3473 km, a Lua tem cerca de 1/4 do tamanho da Terra. Para um satélite é bastante. De todos os satélites dos nove planetas do nosso sistema solar a Lua é o sexto em tamanho. Apesar das suas dimensões, o peso (massa) da Lua é apenas 1/80 do da Terra. A Lua compõe-se de elementos mais leves e provavelmente não terá um denso núcleo de ferro, como a Terra. Em virtude dessa massa mais leve, tem a Lua à superfície, uma baixa atracção de gravitação, 1/6 da da Terra. Um homem de 90 quilos pesaria na Lua apenas 30."
(Excerto de A Lua, mundo nosso vizinho)
"Em 11 de Outubro de 1958, a aviação americana enviou o Pioneiro I, míssil de 80 kg, a uma altura de 115 000 km, quase um terço da distância à Lua. [...]
Outros mísseis serão enviados em direcção à Lua. Todas essas experiências lunares serão baseadas nas leis imutáveis do movimento no espaço. Um míssil tem de atingir, pelo menos, uma velocidade horária de 40 000 km, a fim de se libertar da poderosa atracção gravitacional da Terra.
Depois construir-se à um míssil que não só aterre na Lua como a deixe por si próprio, para voltar à Terra. Para tanto será necessária uma reserva de combustível que lhe permita vencer a velocidade de escape da Lua (8400 km/h).
Então, depois de esse mísseis terem preparado o caminho, uma nave espacial pilotada por homens alcançará a Lua. Ninguém sabe exactamente quando chegará esse dia. As previsões variam entre 1965 e o fim do século."
(Excerto de Direcção: Lua)
Matérias:
- A Lua, mundo nosso vizinho. - A origem da Lua. - O mapa das paisagens lunares. - As crateras e os raios. - As fases da Lua. - Eclipses. - As marés. - Como nos servimos da Lua. - Direcção: Lua.
Encadernação cartonada do editor.
Exemplar em bom estado de conservação. Capas com pequenos defeitos.
Invulgar.
Indisponível

27 outubro, 2017

BRUNO, G. - CHIQUINHO. Ecyclopedia da infancia. Por... Traduzido para o portuguez por Victoria Colonna. Rio de Janeiro, B. L. Garnier : Livreiro-editor do Instituto Historico, [1873]. In-8.º (18,5 cm) de 320 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante livrinho enciclopédico para uso da mocidade, elaborado em forma de diálogos. As referências a esta obra são muito escassas; a Biblioteca Nacional (de Lisboa) não possui nenhum exemplar.
"Sob o modesto titulo Francinet (Chiquinho) publicou-se ha poucos annos em França o mais interessante livro de leituras infantis que tem chegado ao nosso conhecimento.
Suppõe o auctor que um rico industrialista desejando educar e instruir seus netos (uma menina e um menino) pelo methodo inglez e americano, convidára um douto professor para dar particularmente aos ditos seus netos as noções as mais indispensaveis ao uso da vida. A esse limitadissimo auditorio juntou-se mais tarde um aprendiz, genuino typo da classe operaria.
Natural e insensivelmente discutem-se, em fórma de dialogos, as mais interessantes questões que interessam a sociedade moderna e sem o minimo pedantismo explica-lhes ingenuamente o illustrado professor as theorias das caixas economicas, dos monte-pios, dos seguros, do credito, do cambio, etc., etc., introduzindo nessas amenas practicas as biographias dos grandes bemfeitores da humanidade, taes como Turgot, Guttenberg, Stephenson, Fulton e outros.
As noções rudimentares de physica, bottanica, geologia, etc., são ministradas com encantadora simplicidade, e com uma clareza que os põe ao nivel das mais vulgares intelligencias.
A parte porém predominante nesta encyclopedia é a moral doutrinada com singeleza verdadeiramente seductora.
Tal é em substancia o livrinho que ora offerecemos á juventude brazileira."
(Prefácio)
Bonita encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Rubrica de posse datada na f. prefácio.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
Indisponível

21 abril, 2017

GALLICO, Paul - THE SNOW GOOSE. By... Illustrations by Peter Scott. London, Michael Joseph, 1958. In-4.º (25cm) de 54, [2] p. ; [4] f. il. ; il. ; E.
Conhecida história infantil, múltiplas vezes reeditada, impressa em inglês - no original. Edição magnificamente ilustrada com bonitos desenhos no texto e belíssimas estampas em separado.
"The great Marsh lies on the Essex Coast between the village of Chelmbury and the ancient Saxon oysterfishing hamlet of Wickaeldroth. It is one of the last of the wild places of England, a low, far-reaching expanse og grass and reeds and half-submerged meadowlands ending in the great saltings and mud flats and tidal pools near the restless sea.
Tidal creeks and estuaries and crooked, meandering arms of many little rivers whose mouths lap at the edge of the ocean cut trough the sodden land that seems to rise and fall and breathe with the recurrense of the daily tides. It is desolate, uttery lonely, and made lonelier by the calls and cries of the wildfowl that make their homes in the marshlands and salting - the wildgeese and the gulls, the tteal and widgeon, the redshanks and curlews that pick their way trough the tidal pools. Of human habitants there are none, and none are seen, with the occasional exception of a wild-fowler or native oysterfishermen, who still ply a trade already ancient when the Normans came to Hastings."
(excerto do Cap. I)
Encadernação em tela com ferros gravados a prata na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Dedicatória manuscrita na f. anterrosto (não do autor).
Invulgar.
10€

21 fevereiro, 2017


LOPES, José Quintino Travassos - HISTORIAS DE ANIMAES : sua vida, costumes, anecdotas, fabulas, etc. Noções amenas de zoologia para creanças. Por... Volume I : illustrado com 186 gravuras e vinhetas [e Volume II. Narração de coisas extraordinarias succedidas no Jardim Zoologico de Lisboa : illustrado com 200 gravuras e vinhetas e Volume III. Narração de coisas extraordinarias succedidas no Jardim Zoologico de Lisboa : illustrado com muitas gravuras e vinhetas]. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira-Editor, 1894-96-99. 3 vols in-8.º (19 cm) de XVI, 129, [3] p. e [4], 140 p . e [4], 138, [2] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Belíssimo conjunto de histórias sobre os animais em 3 volumes (colecção completa). Todos os livros encontram-se muito ilustrados com bonitos desenhos, alguns em página inteira.
"Li, não me lembro onde, que houve um sabio a quem a fama do grande Aristoteles não deixava dormir. É claro que se trata d'um sabio invejoso e da antiguidade.
Saber tudo, falar de tudo, deixar milhares de volumes escriptos ácerca de tudo, e chegar assim, como o grande philosopho, á gloria, á immortalidade, era o que elle queria.
A methaphysica, julgou-a explorada; a moral e a litteratura eram banalidades que só por novidade formavam uma escola...
- Nada, nada d'isto: sciencia, muita sciencia, dizia elle.
Um bello dia, o sabio achou que a sua gloria, a immortallidade do seu nome estava numa Historia dos animaes que elle atirasse á admiração do mundo inteiro!"
(Excerto da introdução)
Encadernações do editor inteiras de percalina com desenhos e letras gravadas a seco e a negro e ouro nas pastas e nas lombadas.
Exemplares em bom estado geral de conservação. Todas as encadernações apresentam pequenos defeitos. O vol. II tem a pasta posterior descorada; o vol. III contém o mesmo defeito do II, somando pequenas falhas na lombada.
Raro conjunto.
Sem registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível

06 janeiro, 2017

LLAMAS, Fernando - O HOMEM PÁSSARO. Adaptação de... Pôrto, Editôra Educação Nacional, L.da, 1942. In-8.º (18cm) de 62, [2] p. ; il. ; B. Col. Contos para as Crianças e Mocidade, N.º 7
1.ª edição.
Ilustrada com bonitos desenhos de Maria Vasconcellos ao longo das páginas do texto.
Biografia de Clem Sohn (EUA, 1910 - França, 1937), um dos primeiros birdman (homem-pássaro), e percursor do wingsuit, desporto radical praticado por pára-quedistas experientes. Desenvolveu as suas "asas de morcego" feitas de lona e hastes de metal com as quais se dedicava à queda livre. Sohn, o mais famoso jumper da sua época, viria a falecer a 25 de Abril de 1937, quando num salto, durante um festival aéreo no aeródromo francês de Vincennes, o pára-quedas não abriu.
"Clem Sohn começou os seus treinos de descida em pára-quedas com o intuito de se familiarizar o mais possível com o reino dos ares. As repetidas e audaciosas descidas conquistaram-lhe um certo renome. Mas não era a fama de arrojado paraquedista que o seduzia. O seu sonho constante eram as asas, de que construira um novo modêlo. Quando se sentiu com suficiente firmeza para as utilizar, começou o seu aprendizado de homem-pássaro. O sucessivo emprêgo que delas fazia tinha por objectivo uma manobra cada vez mais perfeita. O seu desejo não era unicamente pairar no espaço, mas sim dirigir a descida e pousar no sítio que prèviamente tivesse determinado."
(excerto de No aeródromo de Gatwick)
Índice:
I - Um jovem sonhador. II - Os conselhos de James Rewer. III - O reino dos ventos. IV - A primeira experência. V - História do pára-quedas. VI - O vôo sem motor. VII - No aeródromo de Gatwick. VIII - Asas quebradas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Escritos na f. rosto e de anterrosto.
Invulgar.
10€

13 agosto, 2016

NAVARRO, Arlete Lopes - FLORBELA OU A VITÓRIA DA BONDADE. Lisboa, Editorial Globo Limitada, 1942. In-8.º (18cm) de 170, [6] p. ; il. ; B. Col. Narrativas Infantis, II
1.ª edição.
Conjunto de três novelas de cunho histórico-lendário, dirigido aos mais jovens.
Livro belissimamente ilustrado no texto e em página inteira.
"No lindo palácio dourado do Rei Florentino, havia uma grande festa! Realizava-se a cerimónia da apresentação da princezinha às fadas que a iriam baptizar.
De todos os lados partiam gargalhadas e risos alegres, que, convergindo numa onda de alegria, espalhavam-se pelos salões. E o eco dessas risadas ia soar ao ouvido da populaça, dispersa pelo parque, que, numa gritaria ensurdecedora, repetia a mesma frase, proferida já, um incalculável número de vezes:
- Viva a princezinha!...
(excerto de A vingança da Fada-Negra)
Contos:
- Florbela ou a vitória da Bondade. - A Gruta Misteriosa. - A vingança da Fada-Negra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas sujas. Vestígios antigos de humidade nas f. de guarda e de anterrosto.
Invulgar.
Indisponível

24 março, 2016

RIBEIRO, Aquilino - ROMANCE DA RAPOSA. Ilustrações de Benjamin Rabier. Tomo I [e Tomo II]. Paris-Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924. 2 vols in-8.º de [2], 90, [4] p. e 95, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada ao longo da obra com belíssimos desenhos a p. b. e a cores de Benjamin Rabier.
O Romance da Raposa conta a vida aventurosa de uma raposa chamada Salta-Pocinhas, e foi dedicada por Aquilino a seu filho Aníbal.
"As aventuras maravilhosas da Salta-Pocinhas - raposeta pintalegreta, senhora de muita treta - contei-tas, sentado tu nos meus joelhos. Contigo nos joelhos, me veio a ideia de as escrever. Além de inspirador, com os teus silêncios, preguntas e interrupções colaboraste na frágil meada. Só por êste título, o livrinho teria de levar o teu nome. [...]
Aí fica, meu homem, no teu sapatinho de Natal esta pequena prenda. Aceita-a com os meus beijos de pai, que ao menino Jesus vou pedir perdão do pecado, pois que a raposa é matreira, embusteira, ratoneira, e êle só costumava brincar com pombas brancas e um branco e inocente cordeirinho."
(excerto da dedicatória)
“Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas – raposeta matreira, fagueira, lambisqueira – andava por aquelas brenhas, sempre a correr, sempre a bater, sem conseguir pôr a unha em outra presa além duns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um soninho descansado.Desesperada de tão pouca sorte, vinham-lhe tentações de tornar para a cova dos pais, onde a cama era mais quente e segura que no castelo dum rei, e onde nunca faltava galinha, quando não fôsse fresca, de conserva, ou então coelho bravo, acabado de degolar.”
(excerto do Cap. I, A raposinha)
Aquilino Ribeiro (1885-1963). “Nasce a 13 de Setembro de 1885 em Carregal de Tabosa, concelho de Sernancelhe. Aos dez anos, vai residir com os pais para Soutosa, onde faz a instrução primária. Transita depois para Lamego e Viseu, onde chega a frequentar o seminário, abandonando-o por falta de vocação. Em 1906 muda-se para Lisboa e, em pleno período de agitação republicana, começa a escrever os primeiros artigos em jornais. Em 1907, devido à explosão de uma bomba, é preso. Mas consegue evadir-se e, entre 1908 e 1914, divide a sua residência entre Paris e Berlim. Em 1914, com a eclosão da I Grande Guerra, volta a Portugal. Em 1918 publica o primeiro romance, "A Vida Sinuosa", que dedica à memória do seu pai, Joaquim Francisco Ribeiro. A convite de Raul Proença, entra em 1919 para a Biblioteca Nacional. A partir desse ano, escreve incessantemente: "Terras do Demo" (1919), "O Romance da Raposa" (1924), "Andam Faunos Pelos Bosques" (1926), "A Batalha Sem Fim" (1931) e muitos outros títulos. Envolvido em revoltas contra a ditadura militar, no Porto e em Viseu, exila-se por duas vezes em Paris (1927 e 1928), onde casa pela segunda vez (a primeira mulher falecera). A partir de 1935 o seu labor literário torna-se mais fecundo: "Volfrâmio" (1944), "O Arcanjo Negro" (1947), "O Malhadinhas" (1949), "A Casa Grande de Romarigães" (1957), "Quando os Lobos Uivam" (1958), este último apreendido pela censura e pretexto para um processo em tribunal. Entretanto, viaja: Brasil, Londres, Paris. Em 1963, durante as comemorações do 50° aniversário do seu primeiro livro - promovidas pela Sociedade Portuguesa de Escritores, então presidida por Ferreira de Castro - adoece inesperadamente. Morre a 7 de Maio de 1963, no Hospital da CUF, com 78 anos."
(in http://escola-freixinho.planetaclix.pt/aquilino_ribeiro.htm)
Benjamin Rabier (1864-1939). Foi um ilustrador e teatrólogo francês, mundialmente famoso pelo desenho da marca do queijo A vaca que ri. “Começa a trabalhar em 1890 como contador no Bon Marché, em Paris, e em Les Halles. Graças ao apoio de Caran d’Ache, que ele conheceu no ano anterior, várias revistas francesas começam a publicar os seus desenhos (La Chronique Amusante, Gil Blas Illustré), mas também em Inglaterra e nos Estados Unidos, onde ele obteve mais sucesso. Foi finalmente publicado regularmente em Le Rire e Pêle-Mêle, o que possibilitará a publicação de seus primeiros álbuns, nomeadamente Tintin Lutin [que inspiraria o Tintin de Hergé, anos mais tarde]. No início do século XX, Benjamin Rabier impõe-se como um autor de sucesso, como evidenciam suas publicações nas conhecidas L'Assiette au Beurre ou le Chat Noir. Lança-se também na edição para crianças, publicando um jornal: Histoire comique et Naturelle des Animaux (1907-1908). Apesar do sucesso, ele continuará o seu trabalho em Les Halles até 1910.”
(fonte: wikipédia)
Exemplares brochados em bom estado geral de conservação. Capas sujas, com defeitos e pequenas falhas de papel nos cantos e nas lombadas. A capa do vol. I apresenta dois rasgões sem perda de papel e mancha no canto inferior dto.
Obra muito invulgar, quando em edição original.
Indisponível

13 janeiro, 2016

CONTOS E HISTORIAS. Illustrações de Roque Gameiro e Manuel Gustavo Bordallo Pinheiro. Lisboa, Empreza do Jornal O Seculo, 1897. In-8.º (18cm) de 199, [5] p. ; mto il.; E.
Capa de Roque Gameiro.
1.ª edição.
Colecção de 20 contos juvenis, na sua maioria de autores estrangeiros, profusa e superiormente ilustrados nas páginas do texto por Alfredo Roque Gameiro e Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.
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"Era uma vez um rei, um certo rei da Lydia, chamado Créso.
Este rei, meus meninos, era tão rico, tão poderoso, tão opulento, que contar a infinidade dos seus cosinheiros, das suas cavallariças, das suas baixellas, dos seus palacios de cem janellas, e do ouro amoedado dos seus erarios, seria uma tarefa tão fadigosa e inutil, como contar as estrellas do ceu, ou as areias do mar.
Muito rico era este Créso, muito rico, mas tambem muito vaidoso da sua opulencia e dos seus palacios, em que os telhados de ouro resplandeciam ao sol."
(excerto de A opulencia e o philosopho, de Gomes Leal)
Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Conhecido pintor, foi também um importante aguarelista e ilustrador. Pretendeu seguir a carreira naval, mas, não o tendo conseguido fazer, empregou-se como aprendiz numa empresa litográfica, onde cedo demonstrou os seus dotes. Publicou com outros autores de renome da sua época – Rafael Bordalo Pinheiro, Columbano e Manuel de Macedo – uma série de litografias intituladas Tipos populares portugueses. Chegou a ser considerado como o primeiro aguarelista português. Os seus temas alargavam-se das paisagens às cenas da vida lisboeta, passando pelas suas célebres marinhas. Notabilizou-se também como retratista e ilustrador.”
Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (1867-1920). Artista plástico português, filho de Rafael Bordalo Pinheiro. “A sua arte seguiu os mesmos trilhos que o seu pai, quer na caricatura quer na cerâmica, tendo obtido vários prémios como ceramista, cartoonista e desenhador de cartazes. A despeito das suas magníficas qualidades como caricaturista, confirmadas nas páginas de "A Paródia", "O António Maria” e na revista quinzenal O Gafanhoto (1.º herói dos "comics" infantis portugueses), Manuel sentiu que o seu futuro estava na olaria e, assim, dedicava todo o seu entusiasmo à Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.”
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP (Biblioteca Nacional).
Indisponível

16 setembro, 2015

SÁ, João de Vasconcellos e - ANTÃO E A SUA HISTÓRIA. Desenhos de Eduardo Malta. Lisboa, [s.n. - Gravuras, composição e impressão Bertrand (Irmãos) L.da, Lisboa]], 1930. In-fólio (32,5cm) de 16 f. ; 15 grav. ; B.
1.ª edição.
Magnífica edição de grande apuro gráfico, impressa em papel de qualidade extra, e superiormente ilustrada em separado por Eduardo Malta, a p.b. e a cores.
Exemplar [suplementar] de edição de mil e quinhentos exemplares.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Diário de Lisboa.

"Antão, era pastor, pastor de ovelhas;
e tinha um cão de gado sem orelhas,
como todos ouviram já contar.
... Mas, não será deveras singular,
andar na bôca, assim, de toda a gente,
teimoso, persistente
e quási com sabôr de tradição,

o nome de um pastor, chamado Antão?..."

(1.ª estrofe da obra)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Folha de guarda (que precede a f. anterrosto) apresenta dois pequenos orifícios.

Invulgar e muito procurado.
Indisponível

26 março, 2015

NA TERRA DOS FELUPES. [S.L.], s.n.], [s.d.]. In-4.º (24,5cm) de 6 f. ; il. ; B.
Conto infantil manuscrito, sem indicação de autor.
Ilustrado com bonitos desenhos coloridos.
"Naquela manhã quente, manhã de Africa, na terra dos felupes o Joãozinho sentia-se o protagonista dalguma das aventuras que lêra nas A.B.C. - Zinhas que a mamã lhe tinha dado. O rei da selva, e porque não?"
(excerto do texto) 
Felupes 
"Povo autóctone da Guiné-Bissau. Os felupes são um grupo étnico, sub-grupo dos Diolas e que compreende as populações existentes no Sul de Casamança e São Domingos na Guiné-Bissau, isto é, entre o Rio Casamansa e o Rio Cacheu. Os felupes dedicam-se além da pesca, à cultura do arroz, da mandioca e da batata-doce.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos; margens apresentam danos e manchas de humidade. 
Muito invulgar.
Indisponível