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07 janeiro, 2026

MONTEIRO, Rafael -
A VERDADE SOBRE OS LIMITES DOS CONCELHOS DE SESIMBRA, ALMADA E SEIXAL
. Sesimbra, [s.n. - Composto e impresso na União Gráfica - Lisboa], 1970. In-4.º (23x16 cm) de 168 p. ; il. ; [7] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre os limites territoriais de importantes polos da Margem Sul - Sesimbra, Almada e Seixal.
Ilustrada no texto e em página inteira com fotografias, plantas, mapas e documentos fac-símile, e em separado, com 7 desdobráveis que reproduzem mapas e documentos antigos.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Desde há muito se sabia - pelo menos na Vila de Sesimbra - como andavam «confundidos» os limites deste Concelho com os do Seixal, na região de Fernão Ferro, e com os de Almada, na região da Fonte da Telha. [...]
Mais tarde (em 1950, se não erramos), Almada entrou na liça. E assim começou a «questão», que não vamos historiar, mas tentar esclarecer - no interesse comum."
(Excerto do Preâmbulo)
Rafael Alves Monteiro (1921-1993). "Etnólogo, Arqueólogo, Paleontólogo, Historiador e Funcionário Público. Foi um sesimbrense que se destacou  em função do seu trajeto intelectual, fruto de um trabalho contínuo e aplicado de aprendizagem por iniciativa própria. Autodidacta, dedicou a sua vida ao estudo da história local, tendo versado sobre diversas temáticas, com especial incidência sobre o concelho de Sesimbra."
(Fonte: https://arquivo.cm-sesimbra.pt/authorities/32)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
30€

30 maio, 2025

NABAIS, António J. C. Maia - MOINHOS DE MARÉ : património industrial. 
História do Concelho do Seixal
. [Seixal], Câmara Municipal do Seixal, 1986. In-8.º (21 cm) de 155, [1] p. ; [XVIII] f. il. ; [5] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história dos moinhos de maré situados na Margem Sul do estuário do Tejo.
Livro ilustrado com 28 estampas extra-texto - impressas sobre papel couché - que reproduzem esboços, mapas, desenhos e fotografias relacionadas com o assunto, bem como 5 folhas desdobráveis referentes a dois moinhos de maré: Planta do Moinho do Castelo - Corroios (1); Desenhos do auto de levantamento do Moinho Velho dos Paulistas - Seixal - realizado em 1981/82 (4).
"O presente estudo subordinado aos moinhos de maré pretende apenas divulgar alguns aspectos gerais deste tipo de actividade industrial que, desde a Idade Média até ao século XX, ocupou um espaço importante  entre a indústria alimentar da Margem Sul do Estuário do Tejo, não só para servir as populações locais e os Fornos do Biscoito de Vale de Zebro, mas, especialmente, para abastecer a cidade de Lisboa, que recebia a maior parte de farinha através dos barcos dos moinhos que, ao mesmo tempo, garantiam o transporte do cereal. [...]
O estudo não se reduziu aos moinhos de maré da área do território do concelho do Seixal. Houve, antes de tudo, a necessidade de os integrar no conjunto moageiro que se ergueu na Margem Sul do Estuário do Rio Tejo e de estabelecer a sua relação com a cidade de Lisboa, a fim de compará-los, e, ao mesmo tempo, recolher dados que ajudassem a compreender os aspectos técnicos e arquitectónicos. Por outro lado, tentámos fazer um levantamento geral dos moinhos de maré portugueses, a fim de obter informações quanto à sua localização e quanto às características gerais  destas construções industriais populares, não só para as podermos comparar, como também para melhor situarmos, no tempo, a antiguidade deste tipo de moagem."
(Excerto da Introdução)
Índice geral:
Nota de abertura. | Introdução. | Abreviaturas. | Cronologia. | Os moinhos de maré: situação geográfica. | Moinhos de maré do estuário do rio Tejo. | Barcos dos Moinhos. | Moinhos de maré do concelho do Seixal. | Arqueologia do moinho de maré: - Funcionamento e equipamento; - Mecanismo da moagem; - morfologia do edifício; - materiais, processos e elementos de construção. | O moinho e o moleiro. | O projecto Jorge Higgs: o motor hidráulico «Seixal». | Apêndice documental: [8 documentos]. | Glossário. | Fontes e bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
25€

05 maio, 2025

ARTUR, Maria de Lourdes -
O PORQUÊ DE SÃO JOÃO DE ALMADA. [S.l], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Portuguesa, Lda. - Lisboa], 1959. In-4.º (25x18,5 cm) de 10, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida no Salão Nobre do Município de Almada em 22 de Junho de 1955, integrada nas festas em honra de S. João Baptista.
"Assim, querem alguns que Almada entre na História pela mão de S. João Baptista. Para eles foi o Santo Precursor que presidiu às manifestações advindas da vitória alcançada pelos cristãos almadenses, no séc. XII, sobre os mouros, senhores de grande parte do território na Península Ibérica desde o séc. VIII.
Como sempre, a lenda cria-a o povo, é ele o seu fautor, transmite-a oralmente através dos séculos até que um dia é escrita por um, por outro e ainda por outros que, se bem que seguindo a mesma fonte informativa, não obstante dão uma versão que tem muito de pessoal; assim as diferenças posto que acidentais, assim os seus distintos cambiantes!...
O caso do S. João da Ramalha em relação com a conquista de Almada aos mouros não se encontra documentada nos livros nem anda na boca do povo pelo que se torna de fácil contestação uma vez dissecados os factos históricos. Se não, vejamos: - Como sabemos, a tomada de Almada aos mouros anda ligada à de Lisboa, como aliás todos os acontecimentos históricos ocorridos nesta.
A pedido de D. Afonso Henriques, do qual foi porta-voz o bispo do Porto, D. Pedro, os cruzados que seguiam com destino à Palestina, aceitam a intervenção na empresa da conquista de Lisboa. Haviam chegado ao Douro a 16 de Junho de 1147 e entram no Tejo 12 dias depois. Entretanto havia passado dia de S. João sem que algo houvesse ocorrido em Almada!...
Depois de concretizadas as negociações, não sem grande dificuldade por serem de proveniência vária os componentes do "Navalis Exercitus Dei", a cidade de Lisboa é tomada pelos cristãos entre os dias 21 e 24 de Outubro.
A História omite o caso de Almada mas refere-se a Sintra e Palmela que capitularam. É natural que o mesmo tivesse sucedido à nossa vila quando os mouros divisaram que no castelo de S. Jorge a bandeira da cruz substituíra a do crescente. É provável ainda que se tivessem posto em fuga tanto mais que haviam experimentado já a violência dos cruzados ao vingarem a morte dos seus companheiros quando certo dia foram pescar àquelas margens."
(Excerto da Conferência)
Maria de Lourdes Costa Arthur (Amora, Seixal (Setúbal), 1924-2003). "Foi uma arqueóloga e feminista portuguesa. Foi a primeira arqueóloga portuguesa a trabalhar de forma sistemática numa ação de salvamento na Quinta de São João no Seixal, em 1950. Anteriormente a ela, a primeira mulher a realizar trabalhos arqueológicos em Portugal foi Vera Leisner em conjunto com o seu marido, Georg Leisner. Com isto abriu-se um precedente da atuação da mulher no campo da Arqueologia em Portugal, com pelo menos sete mulheres a trabalharem na área da arqueologia e da museologia desde a década de 1940."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
10€