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09 março, 2026

BOAVENTURA, Manuel de -
AMORES MEDIEVAIS
(Conto de Natal). Barcelos, Edição da Papelaria - «Liz» - Livraria, 1960. Oblongo (11,5x16 cm) de 11, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Bonito conto histórico, "inspirado na leitura de vetustos alfarrábios".
Obra rara, por certo com tiragem reduzida. Edição cuidada, impressa em papel de superior qualidade. Junta-se folhinha volante a cores e encartável poético de homenagem ao autor.
"Quando os Senhores Condes-Duques estabeleceram, em definitivo, a sua faustosa Corte, no medieval palácio, que assenta os alicerces «sôbolas arribas do Cávado», em Barcelos, - um ingénuo pagem apaixonou-se, romanescamente, por D. Mécia, bela dama do honor da senhoril, - mas menos bela - Duquesa!
Porém, o que, tão intensamente ferira a sensibilidade amorosa do mancebo palação, também «empeceu» certo fidalgo da corte ducal, dotado de ruis e exaltados humores, acirrantes de desenfreado ciúme."
(Excerto do Conto)
Manuel Joaquim de Boaventura (1885-1973). "Nasceu a 15 de agosto de 1885, na freguesia de Vila Chã, Esposende, e faleceu em Esposende a 25 de abril de 1973, vítima de um acidente de viação. Em 1906 e por casamento com D. Ana da Conceição de Azevedo fixou residência no lugar de Susão, na freguesia de Palmeira de Faro, Esposende, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais."
(Fonte: https://esposende-educa.pt/noticias/municipio-de-esposende-trata-espolio-do-escritor-manuel-de-boaventura/)
Exemplar em brochura, por abrir, bem conservado.
Raro.
Indisponível

31 março, 2023

COSTA, Amadeu -
O CASO DO ANTONINHO. 
Coisas da Nossa Ribeira. Por... [S.l.], [s.n.], [1982]. In-4.º (23 cm) de 6, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
História do Antoninho, moço rústico, que terá sido injustamente condenado à morte por roubo.
Livrinho ilustrado com duas fotografias a p.b. no texto: Nicho do Senhor da Boa Memória...; Almas, da Igreja Velha (vulgo Capela ou Igreja das Almas)...
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Álvaro Salema.
A propósito do Antoninho, e relacionado com este, o autor narra um episódio protagonizado por Camilo Castelo Branco no Cemitério das Almas, onde as ossadas do desventurado rapaz se encontravam depositadas.
"Vou falar de um acontecimento que apaixonou verdadeiramente as gentes do povo da Foz do Lima, em particular a do Bairro da Ribeira, o qual teve como epílogo o enforcamento, no Cais do Postigo, de António Manuel Barreto, de 25 anos de idade, moço de lavoura, natural e residente na freguesia de Capareiros, Barroselas.
Nos meus tempos de rapazinho - e ainda hoje tal acontece - naquele Bairro assim se descrevia o sucedido:
- Vindos de uma feira do norte, o ourives Joaquim Moninhas, de Nabais, e o seu compadre, contratador de gado, da Apúlia, ambos, portanto, do concelho de Esposende, entraram depois do sol posto, já com estrelas, numa estalagem de Viana para cear. [...]
Ali pernoitaram também esses dois feirantes, até que, de madrugada, atravessaram a «ponte de pau», nas suas montadas, com rumo aos seus destinos.
Cavalgando e cavaqueando, a viagem ia decorrendo, e atingido havia sido já o Faro de Anha quando os assaltantes os surpreendem.
Trocam-se tiros!
João Pereira Saraiva cai do cavalo, ferido de morte! O seu companheiro, metendo a galope, consegue escapar-se..."
(Excerto da narrativa)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
Indisponível