Mostrar mensagens com a etiqueta *QUEIROZ (Teixeira de). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta *QUEIROZ (Teixeira de). Mostrar todas as mensagens

04 setembro, 2026

COSTA, Fernandes -
ELOGIO ACADEMICO DO DR. TEIXEIRA DE QUEIROZ, Socio effectivo da Academia das Sciencias de Lisboa.
Lido na sessão ordinaria de "Classe de Letras" da mesma Academia, em 24 de julho de 1919. Pelo Socio Effectivo... O auctor e o editores d'esta publicação destinam-a exclusivamente a offerecimentos. Nenhum exemplar é posto á venda. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1919. In-8.º (19,5x12,5 cm) de [2], 79, [1] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Homenagem a Teixeira de Queiroz, insigne escritor naturalista, contista e romancista, sobretudo conhecido pela sua obra de fôlego em vários volumes distribuídos por duas séries - a Comédia do Campo e a Comédia da Burgueza - onde se propõe retratar as vivências "do natural" no campo e na cidade.
Elogio proferido e publicado por ocasião da morte da morte do escritor ocorrida poucas semanas antes.
Peça indispensável da bibliografia do homenageado, ilustrada com o seu retrato em folha separada do texto.
"Em 23 de julhgo de 1919, quarta feira, soubemos, pelos jornaes da manhã, que n'esse dia se sepultava Teixeira de Queiroz, fallecido, na vespera, em Cintra. [...]
Tivemos a boa fortuna de acompanhar, passo a passo, desde o primeiro, toda a vida litteraria d'este modelar artista, d'este homem n o mais recto e inquebrantavel caracter, d'este escriptor de mais pura e elegante correcção. E n'ssa boa fortuna, e em tão especiaes condições, nos escudámos, para que nos seja revalada a amplitude que vâmos dar a este simples voto de condolencia..."
(Excerto da Nota explicativa)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lom,bada. Conserva a capa anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

18 fevereiro, 2025

BARROS, João de -
TEIXEIRA DE QUEIROZ (Bento Moreno).
Por... Lisboa, Sera Nova, 1946. In-8.º (19,5x12 cm) de 37, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apontamento biográfico de Teixeira Queiroz (1848-1919), escritor minhoto, natural de Arcos de Valdevez, associado à escola literária do Realismo, conhecido sobretudo pela sua obra de cunho analítico sobre os costumes rurais e citadinos, distribuídos por duas séries de romances/contos - Comédia do Campo e Comédia Burguesa. Trata-se de um ensaio sobre a vida e obra do ilustre romancista lido no Instituto Minhoto de Braga, em Fevereiro de 1945.
Ilustrado com o retrato do biografado - por António Carneiro - em página inteira.
"Aceitei com alegria o honroso convite do Instituto Minhoto para falar do romancista, do novelista e do contista que, segundo creio, melhor do que ninguém revelou e interpretou na sua obra literária a alma encantadora do Minho e de sua gente - porque nesta cidade, de Braga, de tão minhoto sabor, creio existir o ambiente mais adequado para essa, aliás breve e imperfeita, ressurreição literária.
Foi também Teixeira de Queiroz um intérprete de agudíssima sensibilidade, perante os fenómenos complexos da existência citadina pois as suas aspirações literárias não se acomodavam dentro de qualquer espécie de doutrina ou de intuito regionalista. Pelo contrário... E seja-me permitido afirmar que estava e ficava assim na atitude que mais fàcilmente e mais plenamente o levaria a evocar figuras, tipos e aspectos da província onde nascera e que tanto amara."
(Excerto do Ensaio)
João de Barros (1881-1960). “Foi um dos mais prestigiados pedagogos republicanos e, pode dizer-se, o principal ideólogo da escola republicana. Com uma vida inteira dedicada à causa pedagógica sempre pugnou por uma educação anti-dogmática e anti-autoritária e pela laicização da escola, combatendo a tradição jesuítica que influenciara, durante séculos, educação portuguesa. Ministro dos Negócios Estrangeiros, no governo de José Domingos dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925. Autor de «A República e a Escola» (1913) e «Educação Republicana» (1916).
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

23 março, 2023

QUEIROZ, Teixeira de - D. AGOSTINHO.
Por... Comedia Burgueza
. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 1894. In-8.º (19 cm) de 338, [2] p. ; E.

1.ª edição.
Rara edição original do terceiro volume da série naturalista «Comédia Burguesa», e um dos mais notáveis romances do autor.
"Palmyra estava só e triste. Enterrada na poltrona, a pequenina e airosa cabeça entre as mãos constelladas de anneis, esperava anciosamente seu marido. Pouco antes estivera ali a condessa de Franzuella a dispol-a para a dolorosa noticia. As reticencias, as consolações vagas, as esperanças sem horisonte deixadas nas suas palavras, fizeram-lhe peor, tornaram-na excessivamente nervosa. O ranger das botas de Sallustio despertou-a. Quando elle entrou, aquelle seu aspecto convencional de tristeza deu-lhe logo a ideia de que tudo estava perdido. Agarrando-se-lhe freneticamente ao pescoço, perguntou n'uma explosão soluçante:
- Então?...
Sallustio beijou-a amoravelmente na testa, desprendeu-a do seu pescoço, acompanhou-a até ao sophá e, sentando-a a seu lado, disse n'uma voz resignada, designando-lhe o ceu com o olhar:
- Aquelle está melhor que nós
- Morreu! - exclama. Ai! meu querido pae! Tudo está acabado entre nós!
Atirou-se ao troco do marido como a um arrimo. O soluçar doloroso e sentido entrecortava-lhe as palavras de recordação e amor. Eram coisas da infancia, do tempo em que ella já não tinha mãe. Durante a vida, elle, seu pae, nunca tivera outra preocupação, outro pensamento, que não fosse o bem estar, a felicidade de Palmyra. Trabalhou sá para ella, dedicou-se-lhe absolutamente, como humilde escravo d'um sentimento affectuoso e enorme."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). “Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal.”
Encadernação recente inteira de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
35€

06 junho, 2021

QUEIROZ, Teixeira de - CARTAS D'AMOR.
Por... Socio effectivo das Academia das Sciencias de Lisboa. Nova edição, corrigida. Comedia Burgueza
. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1913. In-8.º (19 cm) de VIII, 239, [1] p. ; B.
Sétimo livro da série «Comédia Burguesa», em versão corrigida, com introdução especialmente concebida para esta edição pelo autor.
"Os livros são como as plantas, que nascidas sob o mesmo clima, alimentadas do mesmo humus, e regadas pela mesma agua cristalina, se mostram deseguaes no crescimento e na frutificação. Encanta uma pelo rebento vivaz e pelo folhedo garrido; outra, nem flores nem fructos ostenta. Que razões póde haver para o seu aspecto ser differente? Não são ellas irmãs, oriundas ambas de sementes escolhidas e merecendo eguaes carinhos ao cultivador? [...]
Com as Cartas d'Amor, agora de novo editadas, succcedeu serem recebidas com excepcional apreço pelo anonymo que nos apavora a nós, auctores de livros. Será difficil de encontrar a razão da preferencia, como difficil é descobrir no fundo do mar a pedra branca da fortuna. Seria e especialidade do problema psychologico d'amor, aqui proposto, e a solucção dada por Maldonado com tamanha abnegação e singeleza? Poderá attribuir-se á fórma epistolar, tão appropriada a confissões tão delicadas, ingenuas ou subtis, e aqui renascida depois de tão bem acceite em França, no seculo XVII, o seculo das elegancias?...
O problema do amor, na alma da mulher principalmente, tem sido e continuará a ser a mais procurada base artistica, no seu aspecto de belleza erythmica: encontrar-lhe, n'um dado momento de crise animica, a fórma evocativa mais adequada é o privilegio d'aquelles que tem dignamente na sua mão uma penna, o pincel, uma batuta ou um cinzel. [...]
O romance, como hoje é acceite e comprehendido, tem exigencias especialissimas de technica, que só o aturado estudo e observação podem descobrir. O delicado e espiritual instrumento da palavra tem de penetrar os reconditos da alma humana com delicadeza e tacto, e só se póde impôr pela exactidão e força moral."
(Excerto da introdução - Conversando)
"Depois d'uma contemplação instinctiva, durante alguns dias em casuaes encontros, fixou-se na retina e na memoria de R. aquella physionomia singularmente expressiva, em que muitissimo havia do mysterio das almas e da côr e perfume das flores mais bellas. Não a podia esquecer e não a podia substituir! Que leve cabeça de lavandisca! Como era gracioso o meneio do seu corpo flexivel, tão ligeiramente ondeante no passo breve d'um lindo pé pequenino!
Para a imaginação calorosa de R. era antes visão angelica do que uma creatura da terra; parecia-lhe reflexo de luz, deixando no ar qualquer coisa de espiritual, a fluctuar como aza de nuvem. A sua pupilla scismadora fixava attenta a bella miragem, seguindo-a depois no espaço n'uma via lactea deslumbrante. Não lhe encontrava sempre a mesma expressão, é certo; umas vezes ironica e provocante no olhar e no sorrir; outras, d'esses mesmos olhos e d'esses mesmos labios, derivava uma tristeza tão doce que era um enlevo!"
(Excerto da Primeira Parte, I)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). "Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

05 fevereiro, 2021

QUEIROZ, Teixeira de - A GRANDE CHIMERA.
Romance por... Socio effectivo da Academia das Sciencias de Lisboa. Comedia Burgueza
. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1919. In-8.º (19 cm) de 268 p. ; E.

1.ª edição.
"A Grande Chimera abraça a comédia e a sátira romanceando numa escrita ritmada e de boa qualidade uma história que, em certas passagens, lembra trechos de Camilo ou de Eça, mas que, contudo, deles se diferencia por um estilo próprio e original."
Oitavo romance da série «Comédia Burguesa», e última obra publicada em vida do autor.
"Passava um dia frio e nevoento do mez de Natal; o chimico, após exhaustivo trabalho de laboratorio, reconheceu precisar de ver gente. Procurou o Barbas, que sempre, com o seu philosophar, lhe agitava satisfatoriamente os nervos e o cerebro entorpecido na fadiga do estudo. O seu espirito desejava expor-se ao vento aspero da contenda, como o corpo d'um athleta em descanço forçado, procura experimentar a elasticidade dos seus musculos, luctando. Á bocca da noite deitou á calçada de Santo André, onde o epicurista vivia casado com Josefina, mais a velha e autoritaria Joanna, e tambem os doentinhos entregues aos disvelos dos dois."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). "Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal."
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

11 julho, 2020

QUEIROZ (Bento Moreno), Teixeira de - MORTE DE D. AGOSTINHO. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira - editor, 1895. In-8.º (18,5 cm) de [4], 334, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Rara edição original do quarto volume da série naturalista «Comédia Burguesa», e um dos mais apreciados romances desta colecção.
"A luz do candieiro de petroleo, quebrada por um abat-jour de papel verde de ramagens, incidia sobre a larga mesa redonda, na qual estava espalhada muita obra. Josefina trabalhava com afinco e esmero, envolvida por aquelle longo silencio, apenas interrompido pelo resonar asmatico d'um gato que adormecera ao calor da chamma, e pelas rufadas do vento e da chuva sobre o telhado e contra os vidros da janella. Dentro de pouco tempo tinha de concluir este enxoval de noiva, que tanto lhe fôra recommendado.
É sempre um trabalho pequilhento e de grande responsabilidade. Nunca deixa de haver reparos. Por muito cuidado que se empregue postas a espiolhar tudo, a examinar ponto por ponto. A perfeição em casos taes não se póde attingir. [...]
Aquelles dedos finos e compridos introduziam-se no fofo das cassas e mussellinas, sem as abater; as pregas do linho de Courtrai ficavam perfeitamente alinhadas como n'uma prensa; os franzidos cahiam com regularidade tal, que nem o olho mais esperto poderia notar a imperfeição. D. Genoveva, que muito estimava Josefina pela suavidade do seu caracter, afeiçoou-se-lhe dedicadamente, quando lhe apreciou esta virtuosa inclinação para ser util, para ter prestimo e suavisar a velhice do velho D. Agostinho, de quem a pequena se considerava filha adoptiva. Poderia muito embora o incorrigivel fidalgo não ser digno de que tanto se lhe dedicassem; porém isso mais encareciao bom coração da pupilla, que aos dezoito annos tinha a madureza dos trinta."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). “Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal.”
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Com assinatura de posse na parte superior da f. rosto e anterrosto.
Raro.
45€

06 outubro, 2019

QUEIROZ (Bento Moreno), Teixeira de -  A NOSSA GENTE. Por... Comedia do Campo (scenas do Minho). Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira (Livraria-editora), 1900. In-8.º (18,5 cm) de [4], 248, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Colecção de pequenas novelas campestres de cunho naturalista.
Edição original do sexto volume da série «Comédia do Campo».
"Era adoravel no berço pela sua tranquillidade feliz: esse primeiro anno de existencia passou-o a mammar e a dormir, deixando de ammar para dormir, e interrnpendo o dormir só para mammar. Nos curtos intervallos d'estas occupações sérias mostrava pouca vivacidade de caracter: para tudo e para todos olhava com tal incomprehensão, que se julgou que fosse doente, ou de somenos intelligencia. Pouco mais do que a planta que vegéta apegada á terra, e que só estima terra que a nutre; pois o unico apego ou affeição manifestado n'este primeiro periodo de vida, foi pela ama, a Antonia, mulher do caseiro, e desdenhava os afagos da mãe verdadeira, preferindo-lhe os d'aquella que a sustenttava de leite. A boa creatura ufanava-se com isto e no intimo julgava-se com melhor parte na maternidade de Margarida do que a propria D. Claudina, que a déra á luz. Este ciume levou-a a dizer ao seu homem, que mais queria aquella menina que ao seu Zé, cuja creação entregara a uma irmã, para tomar conta da filha dos patrões, como estava assente e ajustado que fosse, mesmo antes dos dois partos."
(Excerto de Santa Margarida)
Indice:
Santa Margarida. | Pastoral. | Fogo do Céu. | Voltou. | Cresce o Mar. | O Gamarrão. | O Calvario do Amor.
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). “Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal.”
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

17 julho, 2019

QUEIROZ, Teixeira de - AO SOL E Á CHUVA : romance. Por... Comedia do Campo. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1916. In-8.º (19cm) de [4], 241, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Edição original do oitavo volume da série naturalista «Comédia do Campo».
"- Entre vossa reverendissima. Mui pouco vem a esta residencia. A sua visita indica sempre novidade.
- Novidade trago e boa, meu reverendo abbade. A minha idade desobriga-me das ceremonias dos homens das villas e cidades.
E o padre Clemente Carvalhosa, com grande peso d'annos ás costas, acceitou a cadeira que o abbade Celestino lhe aproximara, sentando-se para dizer:
- São sessenta mil réis que deposito nas suas mãos, por incumbencia d'um bemfeitor, que me recommendou o sigillo. Servirão, se n'isto vossa reverendissima concordar, para fazer um portal, que impeça os cevados de entrarem no adro da nossa egreja, e de não respeitarem as sepulturas dos que ali estão enterrados.
- Grande esmola essa, senhor padre cura! Optimo melhoramento! Pena é não se poder publicar o nome do generoso bemfeitor.
- Prohibiram-m'o...
- Tacemus. Fico então d'elles depositario...
- Para dar começo á obra, como e quando vossa reverendissima entender. Em todo o caso, o bemfazente, desejaria brevidade, para que se não repitam os damnos que, ainda ha bem pouco, se deram no terreno sagrado."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). “Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal.”
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta um ou outro risco branco na pasta frontal e na lombada.
Invulgar.
Indisponível

22 maio, 2019

QUEIROZ (Bento Moreno), Teixeira de - O FAMOSO GALRÃO. Por... Lisboa, Editores: Tavares Cardoso & Irmão, 1898. In-8.º (19cm) de VIII, 340, [4] p. ; B. Comedia Burgueza, V
1.ª edição.
Rara edição original do quinto volume da série naturalista «Comédia Burguesa».
"Vi, pela vez primeira, Galrão, na Taberna Ingleza, ao caes do Sodré, estando eu a jantar uma sopa de rabo de boi e um bife com batatas.
Em frente do meu logar, vieram sentar-se tres individuos, um só dos quaes eu conhecia; era D. Agostinho. O velho fidalgo nem pela minha presença deu, de absorvido que estava nos formidaveis calculos, que, com magestoso lapis azul, sobre larga folha de papel almaço, fazia um dos seus companheiros, homem novo, de forte barba preta, atarracado no corpo, largo de hombros, e olhar tão vivo, que incendiava. Este, acompanhando as falas mansas, mas persuasivas, com gesto imperante, apontava os complicados algarismos, que lançava no papel, em soberbas pyramides. Em taes momentos, no rosto de D. Agostinho despontava fulguração tão febril, que me impressionou pelos longes que me dava de loucura. O segundo ouvinte, homem de vasta fronte, ornada de cabelleira loira, recebia esses raciocinios com certa indifferença, bebendo paulatinamente golinhos de genebra e fixando-me distrahido,  com os seus severos oculos d'oiro. Eu soube, depois, que aquelle apparente desdem ou apathia mental, provinha de ser este individuo o auctor dos raciocinios e calculos, que o outro fazia.
Á sahida é que D. Agostinho, repentinamente, se lembrou da minha presença; mesmo da porta me agradeceu com sorriso amavel o cumprimento com que eu o recebera á entrada. Impressionou-me aquelle desvairamento physionomico, em homem de tão serenas maneiras, tão desprendido das opulencias da vida, e que eu representava sempre na minha imaginação com a sua delicada expressão no rosto. Na modestia da sua existencia, apesar de certo desleixo moral, conservara sempre a linha placida, que n'esse dia vi alterada, por singular perturbação. Este acontecimento deixou-me apprehensivo, durante algumas horas. Quando á noite o encontrei no Gremio perguntei-lhe: quem eram aquelles dois amigos, com que o vira, na Taberna Ingleza, ao caes do Sodré. O mesmo incendio da pupilla lhe illuminou subitamente o rosto; mas d'esta vez elle proprio o apagou, por força da sua vontade, baixando as palpebras. N'uma voz macia, voz assente em notas de interessante segredo, esclareceu-me:
- O da barba preta é o famoso Galrão; o loiro um grande sabio que elle nos trouxe. Dois homens extraordinarios."
(Excerto de Á memoria de D. Agostinho)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). “Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal.”
Exemplar brochado, protegido por sobrecapa de papel vegetal, em bom estado de conservação. Assinatura de posse nas f. rosto e anterrosto.

Raro.
Indisponível

18 outubro, 2014

QUEIROZ, Teixeira de (Bento Moreno) - AS MINHAS OPINIÕES (estudos psychologicos e sociaes). Lisboa, Edição do «Dia» : Deposito - Livraria M. Gomes, 1896. In-8.º (18cm) de X, [2], 311, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso e pouco conhecido livro de crónicas do autor sobre personalidades e assuntos da sua época. Trata-se de uma obra, em tudo diferente daquilo que Teixeira de Queiroz publicou, ou viria a publicar.
"Este livro não encerra todas as minhas opiniões ácerca dos aspectos da vida moral e material da hora presente, nem isso era possivel em notas escriptas ao acaso dos acontecimentos. São meras reflexões provocadas por incidentes sociaes, não constituem corpo de doutrina em nenhuma dos interesse do meu espirito, posto que a esmo se encontrem espalhadas as idéas que professo ácerca da épocha em que me encontro. [...]
Ao offerecer á estampa estas paginas consagrei-lhes cuidadoso trabalho de remodelação litteraria, dando-lhes n'esta ultima forma todo o esmero que o exercicio de escrever me tem ensinado. É um acto de probidade artistica, que sinto grande satisfação em cumprir quando encontro alguma investidura que melhor me quadre, para apresentar o pensamento. [...]
Encontrar-se-ha n'estas paginas, um pouco de tudo: litteratura, sciencia, politica, psychologia, paisagem, observação de costumes e, por ventura, um pulvilhado d'essa dolente ironia philosophica que a experiencia do viver nos trouxe."
(excerto do prólogo)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). “Romancista e contista, Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros, neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente», «Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida», «Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em 1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa», imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores. Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal.”
Encadernação em meia de pele com nervuras, rótulos carmim e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Trabalho de xilófago nas pastas e na lombada. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Indisponível

22 novembro, 2012

QUEIROZ, Teixeira de - A CANTADEIRA. Comedia do Campo. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1913. In-8.º (20cm) de [4], 234, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Romance da série Comédia do Campo. Esta série centra-se nos usos e costumes das aldeias minhotas, com a apresentação do seu modo de pensar, da vivência religiosa, das superstições e da sua actuação nos eventos característicos da vida do campo. 
Francisco Teixeira de Queirós. (1848-1919). Romancista e contista português, foi fiel seguidor da escola naturalista/realista. Formou-se em medicina pela Universidade de Coimbra. Usou o pseudónimo literário de Bento Moreno.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

02 setembro, 2011

QUEIROZ, Teixeira de - AO SOL E Á CHUVA : romance. Por... Comedia do Campo. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1916. In-8.º (20cm) de [4], 241, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Francisco Teixeira de Queirós (1848-1919). "Foi um escritor português, que usou o pseudónimo literário de Bento Moreno. [...] Logo no princípio da sua carreira literária, ainda estudante, em obediência a um plano prévio, iniciou duas séries paralelas de contos e romances, a que deu os títulos de Comédia do Campo e Comédia Burguesa, plano que pouco a pouco foi realizando, com uma tenacidade e persistência notáveis. Essa organização, escolhida pelo autor para aquele que é considerado o conjunto mais significativo da sua obra, reflecte uma inspiração no modelo de Balzac, que se evidencia também ao nível do conteúdo, de raiz predominantemente realista/naturalista."
(Fonte: wikipédia)
Belíssima encadernação recente, meia-francesa, com ferros gravados a ouro na lombada; corte superior das folhas carminado. Conserva as capas originais.
Excelente exemplar.
Invulgar.
Indisponível

15 junho, 2011

QUEIROZ (Bento Moreno), Teixeira de - ARVOREDOS. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira-Editor, 1895. In-16.º (12cm) de [12], 296, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Volume em formato "diamante" ilustrado com 11 magníficas gravuras intercaladas no texto. Porventura, a mais bela obra do autor.
Francisco Teixeira de Queirós (1848-1919). "Foi um grande escritor português e o melhor contista do Minho. «Deve-lhe o Minho gratidão e devoção especiais. A paisagem, as figuras, os costumes minhotos – revivem, e prodigiosamente vivos sempre, na Comédia do Campo, como, suponho eu, em nenhuns outros livros de nenhuns outros autores.» (João de Barros, Teixeira de Queiroz (Bento Moreno), Seara Nova, Lisboa, 1946, pg. 17). "Em 1876, publicou sob o pseudónimo de Bento Moreno o seu primeiro romance, Amor Divino. Foi a partir dessa altura que projectou repartir as suas obras por dois grupos, Comédia de Campo e Comédia Burguesa, imitando assim a Comédie Humaine de Balzac. [...] Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu programa realista-naturalista de base científica."
(Fonte: infopédia)
"Arvoredos data de 1895, pertence à série de obras Comédia do Campo, e em duas breves páginas Teixeira de Queiroz (ou Bento Moreno) é esclarecedor: "…a Comedia do Campo, especialmente os dez contos hoje colligidos, manifestação expontanea de amor à província."
(Fonte: repositorioaberto.univ-ab.pt)
Encadernação do editor inteira de percalina com desenho de uma cena campestre a negro e dourados gravados na pasta anterior; corte das folhas a ouro.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível