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25 julho, 2026

DUBRAZ, João - 
ACHMET. Conto de fadas : fundado em lendas patrias. Lisboa: Vende-se na Loja de A. M. Pereira. Rua Augusta, n.º 188. 1852. In-8.º (16,5x11,5 cm) de XII, [2], 250 p . ; E.
1.ª edição.
Romance histórico de João Dubraz publicado sob anonimato. Obra oferecida pelo editor a Francisco d'Assis Salles Caldeira, que sobre a autoria de Achmet, nos diz na dedicatória: "O author do livro que ousei dedicar a V. S.ª já não existe: viveu obscuro e morreu ignorado - vida e fim communs a todos os engenhos desvalidos n'esta epoca corruptamente alchymica, que parvos e velhacos intitularam civilisada. Sem ser um genio, o author do Achmet era comtudo mancebo de rasão clara, juizo recto, e leal coração, que algumas decepções haviam quiçá lançado no scepticismo".
"Trata-se de um romance em prosa, muito inspirado na obra, D. Branca considerada uma das primeiras expressões do romantismo em Almeida Garrett,escritor que João Dubraz muito admirava e com o qual muito se identificava devido às convicções políticas que ambos perfilhavam.
O herói deste romance é Achmet, jovem mouro, guerreiro valente, amante apaixonado, sofrendo amores incompreendidos e cuja breve existência decorreu nos campos cerca dos rios Xévora e Caia, ou seja, nas terras onde foi fundada a vila de Campo Maior."
O romance foi apresentado pelo editor como se o texto lhe tivesse chegado às mãos sem nele constar o nome do autor. Por isso, era publicado anonimamente."
(Fonte: https://alemcaia.blogs.sapo.pt/21457.html)
A última parte do livro, desde a página 211 até ao final, é preenchida com uma colecção de poesias do autor do Achmet, também de cariz histórico.
"O som da buzina venatoria fere as montanhas, e echôa nas profundezas do valle. O real veado, surprehendido em seu leito de verdura, ergue-se d'um pulo ao fatal clangor estirando os membros ageis; e depois d'haver interrogado a impregnada aragem, e escutado com ouvido attento, busca refugio nos matos onde alteia sobrelevada a sua ramosa corõa; entretanto o bravo javali corre por entre as moitas intrincadas, e evita o perigo que se aproxima, fugindo por instincto ao ruido da montaria.
Sôa ao longe o latido dos sabujos, que em matilha farejam os passos da rez fugitiva: conjuntamente rebôa o galope de guerreiros ginetes e o clangor das buzinas de caça, tangidas com frequencia por fervidos caçadores.
Redobra mais e mais este ruido longinquo: os cães seguem açodados a pista da venção, e os briosos corceis, contidos por seus cavalleiros, brincam agora impacientes, porque os não deixam ultrapassar as recovas dos alões.
Progride a montaria, e o arruido é cada vez maior. Olfactando a caça, os sabujos embrenham-se nas selvas, e vam descobrir o real fugitivo, que colhido em asylo da charneca, de mau grado o deixa para correr diante dos mastins que inutilmente o perseguem."
(Excerto do Cap. I, O Lago do Muro)
Índice:
Achmet: [Dedicatória] | [Prólogo do Editor] | [Prólogo do Autor] | Achmet - Invocação | 1.º O Lago do Muro. 2.º A dama do corcel fouveiro. 3.º A lucta das alimarias. 4.º A ilha encuberta. 5.º A Torre-do-Moiro. 6.º O Castello-do-Amor. 7.º O torneio na Cabela-aguda.
Poesias: A pastora perdida | O pagem cioso | Dom Florisel | Dom Rodrigo, o Trovador | Liberdade.
João Francisco Dubraz (1818-1895). Natural de Campo Maior. "Professor de latim e francês. Dedicou-se ao comércio, que depois trocou pelo professorado. Foi também advogado provisional. Escreveu: Achmet (Lisboa, 1852); Recordações dos últimos quarenta anos, esboços humorísticos, descrições, narrativas históricas, e memórias contemporâneas (Lisboa, 1868) (2.ª edição em 1869); A Republica e a Ibéria (Lisboa, 1869); Cinco finados ilustres (autopsias e comemorações) (Lisboa, 1869); O aventureiro francês (Lisboa, 1869). Colaborou também em vários jornais."
(Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. IX, p. 327.)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos e falhas de papel marginais. Lombada restaurada, cadernos colados.
Raro.
85€
Reservado

10 abril, 2025

LOPES, Francisco José & VIEIRA, Rui Rosado -
DEGOLADOS (elementos para a sua história)
. [S.l.], Edição da Junta de Freguesia de N.ª Sr.ª da Graça de Degolados, 1987. In-4.º (24,5x17,5 cm) de 72, [4] p. ; [1] f. advert. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia sobre Degolados, castiça aldeia do concelho de Campo Maior.
Profusamente ilustrada no texto com fotografias a p.b., mapas, tabelas e quadros estatísticos.
Edição limitada a 500 exemplares.
"Não é possível hoje conhecer a origem do nome atribuído à povoação, nem certamente, alguma vez se saberá.
Mas se ignorarmos a explicação factual que possa esclarecer os motivos que originaram a atribuição do nome de Degolados ao actual aglomerado populacional, designação provavelmente relacionada com mortes violentas - degolas - ocorridas nas proximidades da presente povoação, temos, porém, informações que permitam concluir que a toponímia derivada daquele nome já era usada em meados do Séc. XIII.
O nome Degolados aparece, pela primeira vez, atribuído a um ribeiro que, segundo supomos, é o ribeiro que corre nas imediações da actual povoação, cruzando a estrada que percorre a aldeia em direcção a Campo Maior, localizado imediatamente à saída do lugar, ao qual hoje chamam Ribeiro das Hortas.
Numa carta de "Doação" de Campo Maior feita, em 28 de Maio de 1255, pelos "homens-bons" de Badajoz ao bispo desta cidade, ao estabelecerem-se os limites de Campo Maior com Arronches, indica-se que os marcos que na zona balizavam aqueles territórios percorriam uma linha que vinha das "ferrarias viejas", descendo directamente ao caminho que da Codiceira ia para Elvas e daqui até ao "caminho que vem de Arronches para Campo Maior e se encruza a águas vertientes contra o arroyo que disen dos Degolados", até este ribeiro desaguar no Rio Caia."
(Excerto de III - Das Origens à República - 2. Sobre as origens do aglomerado populacional)
Índice:
I - À maneira de explicação. II - Degolados: uma incursão no passado. III - Das Origens à República. IV - Da República aos anos 50. V - Apontamentos vários.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

22 março, 2025

VIEIRA, Rui Rosado - CAMPO MAIOR: DE LEÃO E CASTELA A PORTUGAL (SÉCULOS XIII - XIV).
Comunicação do autor às Jornadas de História Medieval realizadas, em Junho de 1985, na Faculdade de Letras de Lisboa. [S.l.], Edição do Autor, 1985. In-8.º (201x15 cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das relações de vizinhança entre Portugal e Castela na zona raiana do Alto Alentejo ao longo da Idade Média, e em particular no concelho de Campo Maior e regiões limítrofes.
Ilustração da capa: Imagem, em mármore, de Santa Bárbara, existente no interior da igreja do Castelo de Campo Maior. O edifício empunhado pela Santa representa a altíssima Torre de Menagem já desaparecida.
"Campo Maior, vila situada a cerca de dezoito quilómetros de Elvas e a semelhante distância de Badajoz, foi, conjuntamente com Ouguela, e só ultrapassada por Olivença, o lugar do Alto Alentejo que durante mais tempo se manteve ao lado dos partidários de Castela, no conflito que opôs os dois reinos ibéricos, a partir de finais de 1383.
Descobrir o fio condutor que explique essa singularidade é o principal objectivo deste texto.
Para tal, e com base em documentação de proveniência diversa, procurou-se acompanhar, através das suas vicissitudes, a evolução político-institucional desta vila raiana, desde o período histórico melhor documentado (isto é, desde 1255) até ao momento em que, no ano de 1388, Campo Maior foi conquistada aos castelhanos pelo exército de D. João I de Portugal. Período ao longo do qual se deram passos decisivos para a formação do concelho, para a definição dos limites do seu território e da fronteira luso-espanhola na região, e para a integração plena da vila no corpo físico e ideal da nação portuguesa."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Nota prévia | I - Introdução. II - Campo Maior no período da reconquista cristã. III - A segunda metade do século XIII. IV - Do Tratado de Alcanizes, a finais de 1383. V - Campo Maior, um bom lugar que tinha voz por el Rei de Castela. VI - Conclusão. | | Apêndice documental | Fontes e bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

21 setembro, 2015

FONSECA, Fr. João Marianno de N. Senhora do Carmo - MEMORIA HISTORICA DA JUNTA DE CAMPO-MAIOR OU HISTORIA DA REVOLUÇÃO DESTA LEAL E VALOROSA VILLA. Por... Elvas, Antonio José Torres de Carvalho, 1912. In-8.º (19cm) de 326, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Tiragem de 100 exemplares. 
Importante subsídio para a história da 1.ª das Invasões Francesas. Obra ilustrada com bonitas capitulares e vinhetas tipográficas. Contém reprodução de ordens, proclamações, ofícios, cartas, etc.
Matérias: [Dedicatória]. [Nota explicativa]. Introducção - Campo maior: sua topoggraphia; conjecturas sobre a origem do seu nome: do seu timbre: trasmudação do seu dominio de Castella a Portugal: sua Fortificação, e suas differentes alteraçoens em differentes tempos, e suas causas, e seu estudo até á epoca da Revolução.
I - Estado de Campo-maior relativo ao do Reino: transito dos Hespanhoes, e commisão do Sargento-mór da Praça João José Antunes Gaivão. II - Revolução de Campo-maior: sua origem e Authores. III - Entrafa das tropas Hespanholas: Proclamação de Moreno: seu governo, e estado apparatoso. IV - Acclamação solemne de S. A. R.: benção das bandeiras, Portugueza e Hespanhola: juramento ás mesmas: seu levantamento e descubrimento das Armas Reaes. V - Congresso geral, e seu objecto. VI - Estabelecimento da Junta: reflexoens sobre a mesma: sua necessidade. VII - Investidura da Junta de governo provisional: origem de independencia. Surpresa de Michel. VIII - Deputação da Junta a Badajoz: seu objecto e resultado. IX - Disposiçoens ácerca da organisação dos Corpos Militares: obstaculos á sua execução: do novo Regulamento de Cavallaria; ordem inhibitoria dos abuso dos laços; das Ordenanças de pé, e Companhias de Egoas; erecção da Caixa Nacional; nomeação do Inspector de viveres, e suas funcçoens. X - Estabelecimento da Junta Militar: seu regimento, e motivo delle; entrada dos Artilheiros Portuguezes: nomeação do Aposentador mór, e sua causa. XI - Do hospital militar, e providencias a elle relativas, e a outros objectos interessantes. XII - Expedição do Capitão João Couceiro da Costa: progressos da Restauração. XIII - Continuação do mesmo sujeito. XIV - Prisão do Brigadeiro João Barreiros Garro Tavares, e do Major de Ordenanças, José Dias Alão, e do genro deste, Antonio Joaquim dos Santos: sua causa e circunstancias. Impetração da sua justificação, e livramento. XV - Continuação do mesmo sujeito, e seu resultado. Cezario, e Xara são mandados a Coimbra. XVI - Ordem para marchar de Campo-maior a Tropa Portugueza; obstaculo á sua execução: conselho de guerra dos Hespanhoes, e seu objecto. XVII - Divulga-se a desgraça de Evora: precauçoens da Junta: Concelho militar, e seu objecto. XVIII - Segunda Deputação: seu objecto, e resultado Entrada do Regimento N.º 8, do novo de Voluntarios de Portalegre, e de Millicias desta Cidade em Campo-maior. XIX - Intimação de Loison: sua ardileza na occultação da sua marcha. Procedimento honrado de Moreno, e vigilancia da Guarnição. Eleição do Juiz de Fora em Deputado residente em Badajoz. XX - Estabelecimento da Junta de Finanças: Amplidão dos seus puderes e suas funcções. XXI - Junta de Policia, e suas funcções. XXII - Cezario e Xara voltão da sua dilligencia: descripção della. Recebimento de Cezario por Moreno. XXIII - Instrucçoens do General Bernardim Freire de Andrada. XXIV - Commissão de Cezario a Badajoz, e sujeito da mesma. XXV - Desavenças de Moreno com Cezario, seus motivos, e resultado. XXVI - Terceira e ultima Deputação. XXVII - Retirada de Moreno: anecdotas do seu governo, e outras particularidades. XXVIII - Entrada de Trias, e seu recebimento. XXIX - Presidencia da Junta de Governo. XXX - Continuação do mesmo sujeito. XXXI - Inspecção do Major Bilstein. XXXII - Pretençoens do General Galluzo. XXXIII - Tomadias de effeitos dos Francezes. XXXIV - Extremidades da Junta de Governo, e seus ultimos recursos. XXXV - Entrada do General Leite em Campo-maior, e seu recebimento. Tornada de Cezario, e Xara. XXXVI - Movimento das tropas Portuguezas. Presidencia de Vasconcellos. XXXVII - Movimento das tropas Hespanholas. Governo de Vasconcellos. XXXVIII - Resolução do Supremo Governo. XXXIX - Regimento da Junta de Governo, e seus feitos. Seu zelo. XL - Sessão ultima.
Fr. João Mariano de Nossa Senhora do Carmo da Fonseca. "Religioso dos Menores observantes da Provincia do Algarve, Prégador da Real Capella de Villa Viçosa. Líder da população e ídolo das gentes de Campo Maior, na sua tomada de posição colectiva apoiando D. Miguel I. Chefe do partido absolutista, escreveu Relação Abreviada dos Factos mais Recomendáveis da Revolução de Campo Maior e Memória Histórica da Junta de Campo Maior."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa suja com defeitos. Sem contracapa.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível