Mostrar mensagens com a etiqueta Satanismo/Diabolismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Satanismo/Diabolismo. Mostrar todas as mensagens

25 outubro, 2025

GOMES, Manuel João -
15 HISTÓRIAS SUPERSTICIOSAS E 100 LUGARES-COMUNS SOBRENATURAIS.
Antologia organizada e apresentada por... Lisboa, Arcádia, 1976. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 215, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra curiosa, publicada na apreciada Colecção Meia-Noite da editora Arcádia. O diabo e a morte na tradição chinesa, árabe, espanhola, portuguesa, bretã, irlandesa, russa, americana, belga germânica e sueca.
Ilustrada em página inteira com 5 desenhos "diabólicos".
"As histórias sobrenaturais da nossa tradição cultural ocidental-cristã, poderão ser estudadas enquanto «ficção» ou enquanto «verdadeira história».
Digamos de outra maneira: as ficções sobrenaturais da nossa tradição cultural têm o seu fundo de verdade... [...]
É importante estudar a primitiva função dos  mitos primitivos: é uma maneira de estudarmos a função do mito nas nossas sociedades, a função da «ficção» dentro da nossa cultura.
Este volume de narrativas sobrenaturais seleccionadas pretende fazer isso mesmo no campo específico do tema «Diabo» e certos aspectos do tema «morte».
(Excerto da Introdução - Átrio - Diabolicamente falando)
Índice:
Átrio - Diabolicamente falando: 1) Do Diabo; 2) Literatura e Diabo; 3) Feiticeiras(os) e Fadas; 4) Diabo e Tirania; 5) Das Almas Penadas; 6) Uma última nota. | I - Do Oriente: O Macaco Branco (China); O Pródigo e o Alquimista (China); A História de Zobeide (Arábia) II - II Do Diabo Cornudo: O Cavaleiro que Fez Pacto com o Diabo (Portugal); O Diabo Escudeiro (Portugal); Senhor Brown, o Moço (E. U. A.); Aventura Incompreensível... (França); O Sabbat de Moflaines (Sabóia); O Diabo Vestido de Padre (Bretanha). III - Dos Tiranos Vestidos à Diabo: O Violino do Sabbat (Bélgica); A Cruz do Diabo (Espanha); O Tirano Comorre (Bretanha); A Casa do Juiz (Irlanda). IV - Das Almas Penadas: A Visão de Carlos XI (Suécia); A Dama de Espadas (Rússia); A Dança dos Mortos (Alemanha). | Apêndice - 100 lugares-comuns sobrenaturais.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

19 agosto, 2025

CAUFEYNON e JAF, Drs - AS MISSAS NEGRAS. Feitiços, diabruras, maleficios e sortilegios. Os amores e o culto de Satanaz. Lisboa, Typographia Lusitana Editora, 1909. In-8.º (20,5x13 cm) de 258, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso estudo sobre feitiçaria e o culto a Satanás. Obra dividida em duas partes: as seitas e o culto demoníaco em si, através do cerimonial e das missas negras; a adoração a Satanás sob o ponto de vista dos costumes - eróticos e sensuais.
Obra invulgar e muitíssimo interessante. A BNP não menciona.
"As missas negras, seja qual fôr o cerimonial que n'ellas se observe, teem sempre por objectivo o culto do Demonio; aquelles que as celebram, sacerdotes ou não, são crentes do dogma christão, porque é evidente que o sacrilegio não poderia existir onde não houvesse a crença; a profanação intencional caracterisa o proprio acto. [...]
As missas negras caracterisam-se especialmente pela inversão absoluta do rito christão; são officios ao revez e nos quaes, com o espirito de se pôr bem em relevo a profanação aprazivel a Satanaz, se ministra a hostia consagrada maculando-a de differentes maneiras. [...]
Quando se estuda a origem das seitas dos primeiros seculos da era christã, fica-se profundamente impressionado pelas indubtaveis analogias que taes associações offerecem com os mysterios da antiguidade. Os prazeres sensuaes formam o seu principal attractivo; quanto ao dogma, consiste em considerar Baccho como o verdadeiro Senhor dos Deuses, desthronado pelo usurpador Jupiter. As seitas gnosticas e as que d'ella derivam, consideravam Saranaz como o verdeiro Deus, desthronado pelo Altissimo. Entre uns e outros todos os desregramentos se julgavam legitimos. Os vicios constituiam virtudes.
As missas negras derivam das primeiras seitas que ministravam a Eucharistia mesclada de substancias repugnantes e sangue, que veneravam Satanaz e se abstinham de tudo que o Evangelho preceitua, recorrendo a quanto n'elle se prohibe.
As missas negras revestem um caracter especial de maleficio; são geralmente celebradas como as missas lithurgicas, por intenção de determinadas pessôas; differem apenas n'isto: as primeiras visam os vivos, as segundas os mortos. Quando se deseja mal a alguem, faz-se consagrar no altar, pelo officiante, uma figurinha de cêra, na qual se cravam alfinetes de ferro; isto basta para causar, n'aquelle que se visa, enfermidades terriveis e muitas vezes a morte. A missa negra serve tambem de feitiço para o amor, quer dizer, obriga o homem ou a mulher ao sacrificio corporal em favor do feiticeiro; para varrer do caminho um rival ou uma rival, e, n'este caso, para lhes causar a morte ou, pelo menos, provocar-lhes qualquer doença incuravel, e ainda levál'os a praticar qualquer acto que resfrie o amor d'aquelle ou d'aquella que os ama.
Finalmente, as missas negras, verdadeiro culto satanico, constitue uma das superstições mais aferradas do nosso tempo, porque a verdade é que estão ainda em uso, fazem parte integrante da prostituição moderna."
(Excerto do Prefacio)
Indice:
Prefacio | Primeira Parte: O culto de Satanaz: I - Origens e progressos dos Mysterios. II - A Demonomania dos Antigos. III - As seitas heresiarchas e as suas cerimonias. IV - Festas licenciosa do seculo XII. V - Votos e maleficios consagrados. VI - Profanações dos seculos XIV e XVI. VII - As missas e cerimonias escandalosas do seculo XVI. VIII - Assembléas satanicas. - Missas negras dos feiticeiros. IX - Maleficios, sortilegios, sacrilegos e missas negras do seculo XVII. X - Os Convulsionarios e as suas doutrinas singulares. XI - O Templo da Maçonaria Egypcia. - Cagliostro. XII - Cerimonias sacrilegas da Revolução. XIII - Missas negras modernas. Segunda Parte: Os amores de Satanaz. Orgias do tempo antigo: I - Torpezas dos grandes senhores e do clero. II - Costumes dissolutos dos reis francos e dos bispos da Edade Media. III - Costumes publicos e privados a partir do seculo XI - Os possessos demoniacos. IV - As possessas de Loudun e Louviers. V - Os vicios dos seculos XVII e XVIII. VI - Os possessos de Morzina.
Jean Fauconney  (1870-1970). Escritor francês e médico militar, conhecido sobretudo pelas suas obras de índole erótica, algumas delas relacionadas com a sexualidade, saúde e e hábitos de higiene. Escreveu sob os pseudónimos Dr. Jaf (ou Jaff), Brennus e Dr. Caufeynon, sendo este último um anagrama do seu apelido. A obra As Missas Negras, no original Les Messes Noires, le culte de Satan-Dieu. (Paris: Pancier, 1905), que representa uma inusitada incursão do autor no tema da superstição e do sobrenatural, é praticamente desconhecida, sendo raríssimas as referências ao livro.
Encadernação meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Papel de fraca qualidade, folhas escurecidas. Sem f. ante-rosto.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

25 dezembro, 2023

VAESSEN, C.M., Pe. Guilherme - SATANÁS : sua natureza, existência e atuação. Caxias do Sul - R.S., Edições Paulinas, 1958. In-8.º (18x12,5 cm) de 157, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso ensaio sobre os "trabalhos" de Satanás, um dos nomes por que é conhecido esta figura bíblica, "inimiga" da humanidade, sobre o qual recai a culpa por todo o mal terreno, material e espiritual.
"Trabalho sério, vazado em estilo popular". Raro e muito curioso.
"Não é de bom grado, nem por gosto, nem por diletantismo que se pega da pena para abordar e focalizar certos assuntos misteriosos e, por isto mesmo, facilmente sujeitos a controvérsias e a contestações.
Assim, falarem demónio, em espírito mau, em feitiçaria, em possessão diabólica, em nossos tempos, de prodigioso progresso científico e técnico [...], não será expor-se a passar por retardatário, tolo, ridículo?
Assim foi em tempos passados, não muito distantes. [...]
Há alguns anos, as coisas mudaram. Um espírito novo soprou sobre o mundo da ciência materialista. Homens perfeitamente isentos de escrúpulos cristãos, depois de numerosas experiências, sob a inspiração da mais rigorosa crítica científica, viram-se forçados a admitir factos extranaturais. Tomemos, por exemplo, as aparições de Lourdes e de Fátima. A princípio foram recebidas, mesmo pela Igreja, com prudente desconfiança, quase com ceticismo, mas hoje são evidências que se impõem, diante de curas extraordinárias operadas ali, sob rigorosa fiscalização médica, curas absolutamente inexplicáveis pela sugestão, a super-excitação, a água fria, e o famoso sopro curativo das turbas de Zola, no veredito dos grandes cientistas. [...]
Mas, perguntará alguém, que vem fazer aqui esta longa e extemporânea dissertação sobre os milagres de Lourdes, que tem isto com Satanás? O que tem? Prova que fora deste mundo visível há outro mundo, outras criaturas, outras leis, outras forças que dão testemunho de sua existência e de sua atuação, cousas que não podem negar-se sob pena de negar a própria ciência, uma vez que a ciência nada mais é que o fruto do testemunho, da experiência dos outros. Satanás existe, não é um mito, mas um facto; o seu mundo confina como nosso ou antes o compenetra..."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio | I - Natureza de Satanás. II - Existência de Satanás. III - Satanás na Sagrada Escritura. IV - Satanás na Liturgia. V - Satanás na Tradição e na história. VI - Satanás nas tentações quotidianas. VII - Satanás nos governos e na política. VIII - Satanás na civilização moderna. XI - Satanás e a maçonaria. X - Satanás e o espiritismo. XI - Satanás e o comunismo. XII - Pacto com Satanás. XIII - Magias e feitiçarias. XIV - 
Padre Guilherme Vaessen (1873-1965). "Padre da Congregação da Missão, lazarista, nascido na Holanda, chegou ao Brasil em 1898. Após ter pregado missões em Minas Gerais, na Bahia e no Ceará, e se ter dedicado a obras de assistência aos mais pobres no Recife, foi nomeado reitor do Seminário Episcopal do Ceará, mais conhecido como “Seminário da Prainha”, em 1914, por Dom Manuel da Silva Gomes, bispo de Fortaleza, promovido a arcebispo no ano seguinte."
(Fonte: https://www.skoob.com.br/autor/22657-pe-guilherme-vaessen)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas com pequenos defeitos.
Raro.
25€

01 maio, 2023

BARBOSA, Pedro -
A SIMBÓLICA DO MAL NAS PINTURAS DA IGREJA DA COLEGIADA DE GUIMARÃES
. Congresso Histórico de Guimarães e sua Colegiada. Guimarães, [s.n. - Tipografia Barbosa & Xavier, Lda., Braga], 1981 In-4.º (24,5 cm) de 18 p. (478-489 p.) ; [2] f. il. ; B. Separata do Volume IV das Actas
1.ª edição independente.
Interessante trabalho sobre a simbologia "maléfica" existente na igreja da Colegiada de Guimarães.
Ilustrado em separado com 5 figuras a p.b. distribuídas por 3 páginas impressas sobre papel couché.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Como diz Emile Mâle, para a Idade Média «o mundo pode definir-se: 'Uma ideia de Deus realizada pelo Verbo'. Se assim é, todo o ser esconde um pensamento divino. O mundo é um livro imenso escrito pela mão de Deus, onde cada ser é uma palavra cheia de sentido». A Idade Média é unânime em dizer que o mundo é um símbolo.
É este, realmente, o sentimento que nos fica quando olhamos para o conjunto de pinturas da igreja da Colegiada de Guimarães. Os símbolos multiplicam-se, sucedem-se. [...]
Nos nossos trabalhos sobre a simbólica da igreja da Colegiada de Guimarães, adoptamos uma sistematização artificial dos símbolos, apenas como um auxiliar de trabalho, e é essa sistematização que nos propomos utilizar aqui, para uma maior comodidade nossa:
Dividimos os símbolos em três grupos:
a) do Bem ou da Ordem;
b) do Caos ou do Mal;
c) símbolos neutros.
No presente trabalho interessa-nos a categoria b) que, como é evidente, se encontra também subdividida.
Um primeiro grupo (abusivamente chamado grupo) refere-se à «Adoração do Bode Negro», cena de «sabbat» demoníaco representado na nave central.
Um segundo grupo diz respeito a símbolos isolados. Neste grupo incluímos figuras isoladas que sejam representações do Mal, como certos animais, os dragões, as figuras híbridas...
Em terceiro lugar, os que chamamos símbolos composto e que, no fundo, são cenas que prefiguram o Mal, mas em que existe mais do que um componente. Por exemplo, a cena onde figura um tocador e uma bailadeira e que pode, segundo uma simbólica que nos vem do romântico, representar a luxúria.
Num quarto grupo colocaremos as cenas de psicomaquia (as que o são realidade e aquelas que têm fortes possibilidades de pertencer a este grupo).
Por último, as representações que, sem sombra de dúvida, representam criaturas relacionadas com o Mal e que não conseguimos ainda decifrar o significado."
(Excerto de A simbólica do Mal...)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
15€