27 janeiro, 2026

NASCIMENTO, João Cabral do - APONTAMENTOS DE HISTÓRIA INSULAR
. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na «Madeirense Editora, Lda.» - Funchal], 1927. In-8.º (18,5x11,5 cm) de 139, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas e reflexões do autor acerca da história madeirense.
"Para se compreender alguma coisa, se é que se chega a compreender, do enigmático descobrimento da Madeira narrado por Gaspar Frutuoso, necessário é lêr todo esse capítulo II de lapis em punho, anotando cuidadosamente os pormenores, e depois conferir com os capítulos IV, V e VI, que dêle são desenvolvimento.
O título do capítulo - Do que escreve João de Barros do descobrimento... e outras opiniões que dêle tem outros Autores parece indício de que Frutuoso vai adoptar a versão do celebrado quinhentista, embora, por um caso de probidade, refira tambem as opiniões que sôbre o o mesmo facto outros autores expuseram. Na verdade, o nosso historiador ilheu, tendo lido a primeira década da Ásia, escrita pelo Tito Lívio português e impressa em 1552, dela extrái uma súmula de eventos com que se alarga até meio do capítulo: e assim, o Infante D. Henrique, á volta de Ceuta, teria ordenado expedições marítimas para além do cabo de Não. Como elas fôssem mal sucedidas, dois cavaleiros da sua casa (João Gonçalves, Zarco de alcunha, e Tristão Vaz, este de menos idade) «vendo os desejos que êle (Infante) tinha de descobrir terra» pediram-lhe os mandasse em uma barca."
(Excerto de As versões sôbre o Descobrimento no livro de Frutuoso)
Índice:
As «Saudades da Terra» | As versões sôbre o Descobrimento no livro de Frutuoso | A «Relação» de Diogo Gomes | O Manuscrito de Gonçalaires | Cartas Régias que desmentem o descobrimento por Tristão e Zarco, e apenas provam que êles foram povoadores | Supremacia de João Gonçalves | Quando morreu Zarco? | Ou louvores de Tristão da Veiga e do Bispo D. Luís de Figueiredo | A «Insulana» de Tomás | A «Georgeida» de Medina | O Cónego Alfredo, Poeta | Os Senhores das Selvagens | Nota final | Advertância e Correcções.
João Cabral do Nascimento (1897-1977). "Poeta e editor atento de obra alheia (que traduziu, antologiou ou prefaciou), João Cabral do Nascimento deixou reunidos os seus versos no volume intitulado Cancioneiro (1962) que espelha o melhor da sua sensibilidade poética, escassamente expressa. Natural do Funchal, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi professor do ensino técnico-profissional. Dirigiu o Arquivo Histórico da Madeira e fundou a revista Ícaro (1919) com Américo Cortez Pinto, Alfredo Brochado e Luís Vieira de Castro. Justamente apreciada foi, ainda, a sua actividade de tradutor."
(Fonte: https://acpc.bnportugal.gov.pt/colecoes_autores/n28_nascimento_joao_cabral.html)
Encadernação simples em tela com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

Sem comentários:

Enviar um comentário