MOSER, Isabel Pestana - ECUMENISMO E IRENISMO NO PENSAMENTO DE DAMIÃO DE GÓIS. Lisboa, Ediual, 2006. In-4.º (23,5x17 cm) de 402, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego. Importante subsídio biográfico sobre Damião de Góis - o homem, o humanista, o seu pensamento.
Ilustrada em página inteira com retratos do biografado, a cores e p.b. (3), e outros filósofos coevos: Erasmo; Lutero; Melanchthon.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
"Damião de Goes, sem dúvida o português mais erasmista e em especial irenista, pelo seus diálogos com os humanistas católicos e protestantes já em plena Reforma mas abertos à paz, pela sua defesa dos Lapões serem ensinados e não forçados a converterem-se, e pela valorização do cristianismo etíope dos Prestes João e de uma religião de coração e não de ritos, preceitos, intermediários e superstições."
(Fonte: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2020/01/humanismo-e-irenismo-no-renascimento-e.html?m=1)
(Fonte: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2020/01/humanismo-e-irenismo-no-renascimento-e.html?m=1)
"O trabalho que hoje apresento vem na sequência das investigações que, desde há muito, tenho efectuado sobre a vida e a obra de Damião de Góis, o mais europeu dos humanistas portugueses, particularmente no que respeita à prática e conceito do Irenismo e Ecumenismo de que deu exemplo constante ao longo da sua vida, e da larga repercussão que a figura ainda representa nos dias de hoje..."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Apresentação | Agradecimentos | Introdução | I - A Vida de Damião de Góis e a Crítica Moderna. II - Humanismo, Movimento de Diáspora. III - Damião de Góis e a História: Atitudes e Critérios. IV - Damião de Góis e o Irenismo. V - Damião de Góis e o Ecumenismo. O Processo na Inquisição. Estudo Crítico. | Conclusão | Bibliografia | Índice Remissivo.
Damião de Góis (Alenquer, 1502-1574). "Historiador e humanista, epistológrafo, viajante, diplomata e alto funcionário régio, foi figura ímpar e uma das personalidades mais relevantes do Renascimento em Portugal. De cultura enciclopédica e dotado de um dos espíritos mais abertos e críticos da sua época, pode ser considerado como um verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI. Foi hóspede de Erasmo de Roterdão e privou com humanistas como Glareanus, Veit Amerbach, Albrecht Dürer, Sebastian Münster, os cardeais Pietro Bembo e Jacopo Sadoleto e o historiador e geógrafo Giovàn Battista Ramùsio. Conheceu Inácio de Loyola. Frequentou a Universidade de Pádua, entre 1534 e 1539, e completou a sua formação no Colégio Trilingue da Universidade de Lovaina.
Em 1545 a convite do rei D. João III, mudou-se para Portugal com a família, ao tempo a mulher e três filhos, para ser mestre do príncipe D. João. Contudo, apesar de ter regressado aureolado de prestígio pelas amizades que contraíra na Europa e da evidente protecção régia, ainda assim foram-lhe movidos dois processos no Tribunal do Santo Ofício, o primeiro dos quais, logo em 1545, ao ser acusado de heterodoxia e denunciado à Inquisição pelo seu antigo companheiro de estudos, o padre Simão Rodrigues, ao tempo o preceptor do príncipe herdeiro D. João e pouco depois nomeado por Inácio de Loyola como primeiro provincial da Província Portuguesa."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€
Reservado

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