PORTUGAL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918). Tomo I. As Negociações Diplomáticas até à Declaração de Guerra [Tomo II. As Negociações Diplomáticas e a Acção Militar na Europa e em África.]. Lisboa, Ministério dos Negócios Estrangeiros, 1997. 2 vols in-4.º (26x17 cm) de 449, [2] (I) e 383, [1] p. (II) ; B.
1.ª edição.
1.ª edição.
Obra
em dois volumes (completa). Trata-se de um conjunto de documentos diplomáticos
relevantes para o estudo das decisões políticas e militares tomadas
antes e durante a participação portuguesa no conflito mundial, com
influência nos diversos teatros de operações em que o país se viu
envolvido militarmente - na Europa, em França, e nas colónias
portuguesas africanas. Em 1920, fora já impressa uma parte bastante
incompleta dos documentos que iam até à declaração de guerra, com a
finalidade de ser apresentado nesse ano pelo Ministro dos Negócios
Estrangeiros ao Congresso da República.
Índice:
Tomo I - As negociações diplomáticas, os incidentes ocorridos nas colónias portuguesas e as pressões exercidas no sentido de levar Portugal a entrar na guerra.
Tomo II - As negociações preparatórias da entrada do Corpo Expedicionário Português na guerra da Europa e o desenrolar das operações militares em França e em África.
"Com a publicação destes dois volumes do Livro Branco sobre a primeira guerra mundial (1914-1918) realiza-se o propósito do Ministério dos Negócios Estrangeiros de trazer a lume o texto dos documentos respeitantes à acção diplomática desenvolvida por Portugal. [...]
No primeiro tomo desta obra, reproduz-se a documentação referente às diligências diplomáticas levas a efeito entre o nosso país e a Inglaterra no sentido de procurar definir, no quadro da Aliança Inglesa, a atitude a tomar pelo Governo português em vista da entrada da nossa aliada na guerra, e bem assim perscrutar a posição que aquela assumiria, no caso de virem a ser atacados os territórios portugueses em África.
Igualmente se alude, nesta primeira parte de tal colectânea, aos incidentes ocorridos nas nossas colónias do continente africano com as tropas da Alemanha e às decorrentes relações então estabelecidas entre os Governos dos dois países. A apropriação dos navios alemães surtos em portos portugueses e a reacção que tal medida provocou por parte do Governo de Berlim são também referidas nas comunicações na altura trocadas.
Assume ainda especial relevo a documentação alusiva ás pressões exercidas, quer interna quer internacionalmente, sobre o Governo no intuito de nos levar a participar nas hostilidades na Europa ao lado das potências aliadas A situação daí resultante veio a ser considerada insustentável,o que provocou a dissolução do Governo, aliás, explicitamente referida em carta dirigida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros cessante ao Ministro de Portugal em Londres.
Com a declaração de guerra, em 9 de Março de 1916, e as suas repercussões imediatas no domínio internacional conclui-se a parte mais assinalável do primeiro volume da obra."
(A. de Paula Coelho, Nota Prévia do Tomo I)
"Conclui-se, neste segundo tomo do Livro Branco, a reprodução dos documentos respeitantes à actividade diplomática desenvolvida e, sobretudo, à acção exercida pelo Corpo Expedicionário Português no teatro das operações na Europa.
Sobreleva, de entre o acervo encontrado, a correspondência relativa a diversos aspectos da guerra de que se destacam:
As diligências destinadas a determinar o transporte e a participação das forças militares portuguesas nas hostilidades em França, e a sua integração nas tropas aliadas que combatiam naquele país.
Os incidentes militares ocorridos em Angola e Moçambique entre tropas portuguesas e alemãs.
A questão da administração dos territórios africanos conquistados pelas forças portuguesas aos alemães.
A reacção provocada entre os Aliados por uma proposta de paz apresentada pela Alemanha e seus aliados, bem como uma nota, também a favor da paz, enviada pelo Presidente dos Estados Unidos da América aos Governos dos países na guerra.
Tentativas inglesas no sentido de conseguir que os navios apropriados aos alemães passassem a participar do esforço de guerra da Grã-Bretanha.
Incidente resultante de uma declaração do «Labour Party» acerca dos territórios portugueses em África e posição a este respeito assumida pelo Governo britânico.
Diligências inglesas no sentido de ser autorizado o recrutamento de indígenas em Moçambique destinados a operarem com as forças inglesas em África.
Arranjos propostos para a inserção das forças das forças militares portuguesas nos exércitos que combatiam em França.
Colaboração militar entra as forças portuguesas na África oriental."
(Excerto da Nota Prévia do Tomo II)
Exemplares em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar conjunto.
Com interesse histórico.
Índice:
Tomo I - As negociações diplomáticas, os incidentes ocorridos nas colónias portuguesas e as pressões exercidas no sentido de levar Portugal a entrar na guerra.
Tomo II - As negociações preparatórias da entrada do Corpo Expedicionário Português na guerra da Europa e o desenrolar das operações militares em França e em África.
"Com a publicação destes dois volumes do Livro Branco sobre a primeira guerra mundial (1914-1918) realiza-se o propósito do Ministério dos Negócios Estrangeiros de trazer a lume o texto dos documentos respeitantes à acção diplomática desenvolvida por Portugal. [...]
No primeiro tomo desta obra, reproduz-se a documentação referente às diligências diplomáticas levas a efeito entre o nosso país e a Inglaterra no sentido de procurar definir, no quadro da Aliança Inglesa, a atitude a tomar pelo Governo português em vista da entrada da nossa aliada na guerra, e bem assim perscrutar a posição que aquela assumiria, no caso de virem a ser atacados os territórios portugueses em África.
Igualmente se alude, nesta primeira parte de tal colectânea, aos incidentes ocorridos nas nossas colónias do continente africano com as tropas da Alemanha e às decorrentes relações então estabelecidas entre os Governos dos dois países. A apropriação dos navios alemães surtos em portos portugueses e a reacção que tal medida provocou por parte do Governo de Berlim são também referidas nas comunicações na altura trocadas.
Assume ainda especial relevo a documentação alusiva ás pressões exercidas, quer interna quer internacionalmente, sobre o Governo no intuito de nos levar a participar nas hostilidades na Europa ao lado das potências aliadas A situação daí resultante veio a ser considerada insustentável,o que provocou a dissolução do Governo, aliás, explicitamente referida em carta dirigida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros cessante ao Ministro de Portugal em Londres.
Com a declaração de guerra, em 9 de Março de 1916, e as suas repercussões imediatas no domínio internacional conclui-se a parte mais assinalável do primeiro volume da obra."
(A. de Paula Coelho, Nota Prévia do Tomo I)
"Conclui-se, neste segundo tomo do Livro Branco, a reprodução dos documentos respeitantes à actividade diplomática desenvolvida e, sobretudo, à acção exercida pelo Corpo Expedicionário Português no teatro das operações na Europa.
Sobreleva, de entre o acervo encontrado, a correspondência relativa a diversos aspectos da guerra de que se destacam:
As diligências destinadas a determinar o transporte e a participação das forças militares portuguesas nas hostilidades em França, e a sua integração nas tropas aliadas que combatiam naquele país.
Os incidentes militares ocorridos em Angola e Moçambique entre tropas portuguesas e alemãs.
A questão da administração dos territórios africanos conquistados pelas forças portuguesas aos alemães.
A reacção provocada entre os Aliados por uma proposta de paz apresentada pela Alemanha e seus aliados, bem como uma nota, também a favor da paz, enviada pelo Presidente dos Estados Unidos da América aos Governos dos países na guerra.
Tentativas inglesas no sentido de conseguir que os navios apropriados aos alemães passassem a participar do esforço de guerra da Grã-Bretanha.
Incidente resultante de uma declaração do «Labour Party» acerca dos territórios portugueses em África e posição a este respeito assumida pelo Governo britânico.
Diligências inglesas no sentido de ser autorizado o recrutamento de indígenas em Moçambique destinados a operarem com as forças inglesas em África.
Arranjos propostos para a inserção das forças das forças militares portuguesas nos exércitos que combatiam em França.
Colaboração militar entra as forças portuguesas na África oriental."
(Excerto da Nota Prévia do Tomo II)
Exemplares em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar conjunto.
Com interesse histórico.
50€


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