LEAL, Cunha – A OBRA INTANGÍVEL DO DR. OLIVEIRA SALAZAR.
Lisboa, Editor: O Autor, 1930. In-8º (19cm) de 141, [3] p. ; il. ; B.
Contém diversos quadros e gráficos.
Obra crítica do desempenho de A. Oliveira Salazar no
desempenho do cargo de Ministro das Finanças durante o período da Ditadura
Nacional.
“As páginas deste livro foram escritas sem nervos e sem
paixão. Procura-se focar nelas a obra do dr. Oliveira Salazar – o estadista que
é, sem favor, a melhor criação e, ao mesmo tempo, o melhor símbolo duma
tentativa de governar Portugal sem Rei, nem Roque.”
(excerto da introdução)
Francisco Pinto Cunha Leal (1888-1970). “Nasceu no concelho
do Fundão em 1888. Figura de proa da Primeira República, chefe partidário, Ministro
das Finanças, Ministro do Interior e Primeiro-Ministro (Presidente do
Ministério), de 16 Dez. 1921 e 6 Jan. 1922, aos 33 anos de idade. Teve uma
trajectória política contraditória e plena de atribulações. Capitão do Exército,
participou como voluntário na 1.ª Guerra Mundial, na Flandres. Democrata desde
muito novo, chegou a advogar a ditadura com o apoio do exército, em conferência
produzida na Sociedade de Geografia, em 1923. Olha com simpatia para o Golpe de
28 de Maio de 1926, mas, pouco depois, descontente com o rumo o país, combate a
ditadura e Salazar, exilando-se em Espanha entre 1935 e 1937. Participa nas manifestações
da oposição democrática até à sua morte, em 1970. Foi dos primeiros políticos,
em 1960, a chamar a atenção para o problema das colónias e a advogar uma
evolução para a autonomia, evitando dessa forma uma guerra previsível. Foi
ainda reitor da Universidade de Coimbra.”
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
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