10 agosto, 2021

FURTADO, Diogo - O PROBLEMA DA EPILEPSIA E A MEDICINA MILITAR.
[Por]... Chefe dos Serviços de Neurologia e Psiquiatria do Hospital Militar Principal, Médico dos Hospitais Civis de Lisboa. Separata da Revista Clínica, Higiene e Hidrologia
. Lisboa, [s.n. - Tip. Henrique Tôrres, Lisboa], 1935. In-4.º (25,5 cm) de 14, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Conferência dedicada à epilepsia numa ocasião em que os esforços nesta área da neurologia dava os primeiros passos entre nós.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Diogo Furtado.
"Considerada sucessivamente como uma punição dos Deuses escorraçados, como um aviso de Divindade bemfazeja, como um tormento inventado por Satan, divinizada ao ponto de que em Roma os comícios se interrompiam ao eclodir na assistência um ataque do que passou então a ser chamado o mal comicial, a epilepsia permaneceu através dos séculos como uma das mais formidáveis incógnitas da ciência dos discípulos de Hipócrates.
No progresso vertiginoso da Medicina nos séculos passado e presente, o conhecimento da epilepsia progrediu também: conhecemos perfeitamente hoje os detalhes da sua sintomatologia, grande parte das causas que a determinam, mas é-nos forçoso confessar que o mecanismo íntimo da crise, a sua patogenia, em definitivo nos escapam por ora.
O fenómeno capital da epilepsia consiste na crise convulsiva generalizada, conhecida dos neurologistas do século passado com a designação de crise de grande mal."
(Excerto da conferência)
Diogo Guilherme da Silva Alves Furtado (1906?-1963). Neurologista renomado. Professor catedrático (Faculdade de Medicina de Lisboa). Foi Professor da Faculdade de Medicina, Director do Hospital Militar Principal (Hospital Militar da Estrela), Director dos Serviços de Neurologia dos Hospitais Civis e investigador do Instituto Nacional de Oncologia. Fundou e dirigiu o Serviço 11 (Neurologia) do Hospital dos Capuchos. Médico militar do QP, e também fundador do Serviço de Neurologia do HMP, Estrela, Lisboa. Colaborou com Egas Moniz na primeira série de leucotomias realizadas em 1936, técnica que daria o Prémio Nobel a Moniz anos mais tarde (1949). Presidiu à Comissão Administrativa que liderou os destinos do SCP no final de 1943.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam mancha de humidade junto à lombada, prolongando-se no interior do livro.
Raro.
A BNP dá notícia da obra sem no entanto incluir descrição bibliográfica.
15€

09 agosto, 2021

PIMENTEL, Alberto - FLOR DE MYOSÓTIS : romance original
. Lisboa, Imprensa Moderna, 1886. In-8.º (18,5 cm) de 282, [6] p. ; E.
1.ª edição.
Romance assente em factos históricos, incluindo os personagens que nele participam. A acção decorre no norte do país durante o período da Guerra Civil portuguesa; narra as desinteligências entre as famílias do morgado de Sande e do Creixomil, pentieiro, "pandego avinhado, volteiro em rapiocas e bernardas", e as consequências daí resultantes. Obra muitíssimo interessante, superiormente redigida.
"Ha cincoenta e um annos que foram abolidas em Portugal as ordens religiosas. O governo liberal desalojou os frades, e permittiu ás freiras que fiassem. O ministro que referendou o decreto, Joaquim Antonio de Aguiar, recebeu por esse facto a alcunha do Mata-frades.
O tempo, que não pára nunca, foi dando cabo de tudo, até do ministro, que déra cabo dos frades.
O imperador morrera primeiro.
E os frades foram acabando espalhados pelo fundo das provincias, não longe dos seus conventos, que se secularisaram n'uma garridice hybrida de brazões modernos e de brazileirismos architectonicos, - leões rompentes de marmore sobre os portões e bull-dogs de louça sobre as cornijas.
Durante alguns annos, os benedictinos do norte do paiz poderam ainda juntar-se para celebrar a festa do padroeiro na egreja de S. Bento da Victoria, no Porto. [...]
Dobrados os primeiros vinte annos d'este seculo, estava no mosteiro de Santo Thyrso um frade natural de Guimarães, irmão mais novo do morgado de Sande. Chamava-se frei Antonio de Jesus Maria. O segundo irmão do morgado professara na ordem de S. Jeronymo, e recolhera-se ao convento da Costa, que é hoje propriedade do sr. Custodio Teixeira Pinto Basto, do Porto.
Desde que em Portugal houve conventos, os filhos segundos das casas vinculadas seguiam, ordinariamente, a vida monastica. A casa de Sande era nobre e opulenta, e não se apartou da lei da nobreza observada n'aquelle tempo. [...]
Os de Sande militavam no partido absolutista  com tanto maior ardor quanto fôra o desgosto com que receberam a noticia da revolução liberal de 20."
(Excerto do Cap. I - O desacato ao solar de Sande)
Indice:
I - O desacato ao solar de Sande. II - Projecto de casamento. III - Tio e sobrinho. IV - Romeu e Julieta. V - A entrega da carta. VI - Na romaria do Senhor do Monte. VII - O que se passava no espirito da morgada de Candoso. VIII - A prisão do pentieiro. IX - O frade de Santo Thyrso. X - Revelação de um segredo. XI - Duas mulheres. XII - Reconciliação no leito de morte. XIII - Luctas intimas. XIV - Encontro de duas almas. XV - A morgada do Pico. XVI - Um revoltado. XVII - Pensamentos de um poeta. XVIII - O tedio da posse. XIX - Eva expulsa do paraiso. XX - Louco. XXI - Emfim! | Conclusão.
Alberto Augusto de Almeida Pimentel (Cedofeita, 1849 - Queluz, 1925). "Foi um prolífico escritor portuense da segunda metade do século XIX. Teve uma produção escrita notavelmente extensa, abrangendo uma diversidade de áreas como: romance, poesia, biografias, peças teatrais, obras políticas, estudo de tradições populares, etc., sendo uma das principais características da sua obra retratar os períodos históricos presentes nos seus romances de forma fiel aos costumes, tradições, datas, figuras e acontecimentos marcantes para a história portuguesa."
(Fonte: wikipédia)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em razoável estado geral de conservação. Cansado. F. rosto ostenta carimbo e assinatura de posse. Reforço-restauro com tira de papel nas três primeiras folhas do livro junto ao festo. Sem f. anterrosto(?).
Muito invulgar.
Indisponível

08 agosto, 2021

SILVA, Joaquim Morais da - ALGUNS FENÓMENOS DE LEVITAÇÃO. (Publicado pela primeira vez n'«O Brado Africano», de 1925). Obra profusamente ilustrada. 2.ª edição. Leiria, Tip. Central, Limitada, 1928. In-8.º (18 cm) de 16 p. ; il. ; B.
Curioso trabalho sobre levitação, revela os processos e técnicas de suspensão dos objectos. Nada foi possível apurar acerca do autor dado não existirem referências biográficas, a não ser que será, talvez, natural (ou residente) na região de Leiria - todos os seus livros foram impressos na Cidade do Lis; em termos bibliográficos, a BNP dá notícia de duas obras da sua autoria - Os milagres de Lourdes (1927); O Hipnotismo ao alcance de todos (1931), e uma tradução - Universalidade da Sociedade Vedanta (1931).
Opúsculo ilustrado com desenhos exemplificativos ao longo do texto.
"Dá-se o nome de levitação à suspensão dum corpo, de forma a não ter, durante um tempo indeterminado, contacto algum com o solo ou qualquer outro ponto de apoio.
Este fenómeno, entre nós extraordinário e quási inacreditável, é vulgar entre os orientais. [...]
Se agora passarmos ao Ocidente, fácil se nos torna reunir inúmeros casos de levitação, observados nos santos e outros religiosos, que se elevam do solo para grande pasmo dos ignorantes, que viam nisso um milagre."
(Excerto de A Levitação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
20€

07 agosto, 2021

MUSSOLINI, Benito - A AMANTE DO CARDEAL : novela. Traducção directa de Teixeira da Fonseca. Lisboa, Livraria Bertrand, [193-]. In-8.º (18 cm) de 222, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico da autoria de Benito Mussolino - "Il Duce" - que durante duas décadas governou a Itália com punho de ferro.
Precede a narrativa o prólogo da edição espanhola subordinada ao título "O anti-clericalismo de Mussolini".
"Das pequenas igrejas, escondidas entre a verde louçânia dos vales, chegavam os toques da Ave Maria, que, flutuando suavemente, vinham morrer sôbre as águas do lago. Os cumes talhados das montanhas fulguravam sob os últimos reflexos do sol moribundo, e já as primeiras sombras da noite, baixando lentamente sôbre os bosques e casinhas solitárias, obrigavam os caminhantes da estrada de Giudicarie a apressar o passo. Sob a carícia duma mão invisível, frizavam-se as ondas do lago, beijadas, com triste murmúrio, pelos velhos chorões, eternamente desgrenhados sôbre a água. [...]
Carlos Manuel Madruzzo, Cardeal e Arcebispo de Trento, e príncipe secular do Trentino, tinha soltado os remos da barquinha e parecia enebriado com a poesia daquela hora. Diante dêle, estava Cláudia. Os amantes mantinham-se silenciosos. O Cardeal toucava-se com um elegante capêlo de sêda preta, e caía-lhe dos ombros uma ampla capa de veludo sôbre a qual fulguravam as fivelas de prata do cinto do regulamento.
Uma temporada dum mês no castelo não conseguira melhorar a saüde do príncipe. Não lhe tinha sido possível descansar como era o seu projecto. Atormentavam-no preocupações sem fim, e um sem fim de tempestades assolavam-lhe a alma."
(Excerto do Cap. I)
Benito Amilcare Mussolini (1883-1945). Filho de uma professora de escola e de um ferreiro, foi professor primário, jornalista e agitador político. Foi director do jornal L'Avvenire del Lavoratore onde expressava os seus ideais políticos e o seu anticlericalismo, tendo sido preso várias vezes. "Il Duce" governou a Itália de 1922 até 1945, quando foi executado pela resistência, junto com outros partidários e a sua amante, Clara Petacci.
O jovem Mussolini, socialista e revolucionário, é pouco conhecido como ensaísta e romancista. Aos 27 anos publicou o romance histórico A Amante do Cardeal, baseado em factos reais ocorridos na primeira metade do século XVII no principado de Trento, atcual província de Trentino Alto-Ádige. O livro foi publicado em 1910 em capítulos no jornal Il Popolo, de Trento, e narra o escândalo amoroso do príncipe bispo Carlos Emanuel Madruzzo e a bela cortesã Cláudia Particella. Mussolini faz uso de uma narrativa cativante e envolvente com intrigas, traições, perversões e crimes, numa época em que a igreja católica era dominada pela volúpia, luxúria e corrupção."
(Fonte: https://www.amazon.com.br/Amante-Cardeal-Cl%C3%A1udia-Particella/dp/8595852189)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

06 agosto, 2021

ABREU, Solano de - MULHER PURIFICADA.
[De como esta novela aconteceu em nossos dias]
. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1926. In-8.º (19 cm) de 190, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Romance naturalista de ambiência rural. Alberto Doirado - o Doiradinho -, oficial dos correios, tudo faz para subir na escala social (e material) pelo casamento.
Obra interessante e muito bem redigida, rica em vocabulário e expressões patuscas, como é apanágio do escritor abrantino. Trata-se de uma história que o autor reputa de verídica, conforme inscrição na capa do livro: "De como esta novela aconteceu em nossos dias".
"O Alberto Doirado, ou o Doiradinho, como familiarmente o tratavam as damas, a quem com freqúência e multiplicidade fazia a côrte, era dos primeiros oficiais dos correios e telegrafos e fazia serviço nas ambulancias postais. Tinha figura, gestos, maneiras para alinhar com distinção na sociedade, que freqúentava. Podia até ser árbitro de elegancias, se as condições dos Petronios atuais fossem compativeis com os ordenados dos correios. Alto, talhado em esguio, escanhoado como um leitão em toilete de forno, a espinha levemente curvada anunciando marreca precoce, os braços caídos ao longo do corpo, o olho direito envidraçado com monoculo constante. Sempre enluvado fora do mister profissional, embora muitas vezes os dedos protestassem contra a prisão da pelica e da camurça, deitando a cabeça de fóra num esfôrço libertador. [...]
Economico, até quási à avareza, amealhava todo o ano para no verão gastar nas estancias de águas e termas e mais freqúentemente em Vizela, campo de preferencia escolhido para a ambicionada conquista de noiva rica entre afamadas herdeiras, com quem era facil o conhecimento e o trato nos piqueniques, nas ceias americanas, nos chás dançantes de cada hotel, e no baile do casino, onde ele todas as noite tomava de empreitada as javas, os foxtrots, os one stép, os tangos e os maxixes. [...]
A realisação dum bom casamento era o seu sonho constante, de todas as horas, porque mesmo acordado trazia sempre a imaginação cheia de fantasia, que era um ideal absorvente de todos os pensamentos e acções. De procedimento correto, maneiras educadas, facilmente conquistava simpatias, cercando-se duma atmosfera benígna, acolhedora mesmo, num meio social em que lhe era facil entrar e manter-se dignamente na posição vertical, que o Creador lhe dera e ele aperfeiçoára."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Eduardo Solano de Abreu (1858-1941). "Nasceu a 19 de Julho de 1858 em Abrantes, tendo-se formado em Direito pela Universidade de Coimbra em 1885. Embora tenha exercido advocacia e a magistratura, foi noutras áreas que se tornou conhecido na sociedade abrantina, nomeadamente como empresário agrícola e sobretudo na área de assistência social, onde a sua filantropia o tornou estimado de muita gente a quem ajudou a minorar múltiplas carências socio-económicas. A título de exemplo refira-se a fundação em 1921 da Sopa dos Pobres ligada ao Montepio Abrantino a cujos corpos sociais pertenceu. Pelas suas atividades humanitárias recebeu o grau de Comendador da Ordem de Benemerência e a medalha de Mérito, Filantropia e Generosidade.
Homem de cultura e amante das atividades cénicas, foi diretor do jornal "Correio de Abrantes e escreveu romances e peças de teatro, como a revista "No País da Aletria" que foi representada no desaparecido Teatro Ator Taborda. Solano de Abreu faleceu em 1941."
(Fonte: ae1abrantes.esdrsolanoabreu.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível

04 agosto, 2021

CARVALHO, Francisco Assis de - INSTRUCÇÕES SOBRE O MODO DE PREPARAR, E CONSERVAR ACCIDENTALMENTE OS DIFFERENTES EXEMPLARES ZOOLOGICOS, QUE HOUVEREM DE SER CONDUZIDOS DAS POSSESSÕES PORTUGUEZAS ULTRAMARINAS ATÉ Á SUA DEFINITIVA PREPARAÇÃO.
FEITAS POR ORDEM DA ACADEMIA R. DAS SCIENCIAS. POR..., Bacharel Formado em Medicina e Filosofia Natural pela Universidade de Coimbra, Lente de Zoologia e Anatomia comparada pela Academia Real das Sciencias de Lisboa
. LISBOA : Na Typografia da Academia, 1836. In-8.º (15,5x10,5 cm) de [4], 83, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho taxidérmico. Publicado numa época em que a curiosidade - mundana e científica - justificava expedições a África e ao Brasil, instrui no modo de preservar da corrupção os cadáveres dos animais capturados nas colónias durante o seu transporte para a metrópole. De autor português, foi dos primeiros livros que sobre este assunto se editou entre nós.
Inclui um glossário de nomes latinos e dos seus equivalentes em português para vários tipos de animais encontrados nas colónias de África, Brasil e Índia. Indice De algumas especies, que nos podem vir das Possessões Portuguezas Ultramarinas, e do Imperio do Brazil: Angola [e Cabo Verde, S. Tomé, Guiné e Moçambique]; India em geral e Goa em Particular; Minas Geraes; Pará; Brazil em geral, e Rio de Janeiro em particular.
"A Collecção de regras e preceitos, que se comprehendem neste compendio, com o titulo "Instrucções sobre o modo de preparar, e conservar accidentalmente os differentes exemplares zoologicos, que houverem de ser conduzidos das Possessões Portuguezas Ultramarinas até á sua definitiva preparação" não deve ser considerado como prova de erudição, ou producto de engenho neste ramo de Filosofia Natural: nem a brevidade, com que deve ser tratado o assumpto, nem a recommendação muito especial, que temos, para o accomodarmos a todas as capacidades não filosoficas, nem as pessoas, a quem dirigimos estas Instrucções, permittem que façamos uso dos trabalhos zoologicos publicados a este respeito, nem que nos exprimamos sempre em termos zoologicos e chymicos essencialmente technicos, sem que desenvolvamos alguma theoria sobre a doutrina, que exporemos.
O estudo da Zoologia pode hoje dividir-se em differentes ramos, cada hum dos quaes faria objecto de hum longo estudo, este seria hum delles; em consequencia, pedimos aos nossos Leitores que tenhão todas estas considerações em attenção, para não nos julgarem nem pela brevidade da materia, nem pela impropriedade dos termos, nem pela falta de doutrina theorica, que houver nestas Instrucções; o nosso fim he unicamente fazer entender ás pessoas, a quem nos dirigimos, o modo, como nos devem remetter os exemplares zoologicos, e o que devem praticar antes da sua remessa, para que possão chegar a Lisboa em estado de poderem ser preparados, e conservados definitivamente com todos os caracteres da sciencia, que nem sempre são os caracteres mais salientes.
Nós recommendaremos em cada huma das Classes, Ordens, Familias ou Generos os caracteres mais importantes na sciencia, para com elles haver o maior cuidado em não se alterarem, desfigurarem, ou modificarem; assim como quaes são as partes ou orgãos mais importantes cuja conservação deve ser maiis attendida. Apontaremos nos differentes Generos algumas especies indigenas das Possessões Ultramarinas, e Imperio do Brasil, e notaremos os nomes vulgares, que tem em sua Patria."
(Advertencia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas de protecção simples, lisas, com falhas marginais. Livro apresenta um ou outro pequeno orifício de traça, sem significado. Deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

03 agosto, 2021

SAMPAIO, Albino Forjaz de - VOLÚPIA.
(A nona arte: a Gastronomia). Portrait-charge do autor, por Arnaldo Ressano
. Pôrto, Domingos Barreira, editor - Livraria Simões Lopes, 1939 [capa, 1940]. In-8.º (19 cm) de 177, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa obra de gastronomia. Ilustrada com caricatura do autor em extratexto, desenho de Arnaldo Ressano.
"Achar o título de um livro, título que dê ao autor a mesma concordância plástica da mão com a luva, do assunto com a denominação, é difícil. Senti-o buscando título para o presente. É certo que tinha uns, mas porque há nuances em todos os casos, êles, neste, ficavam muito aquém ou muito além. Comes e bebes ou Vinhos e petiscos davam mais a boémia popular. Túberas e faisões era melhor mas excedia-o.
E vai senão quando, da livraria, se ergue uma voz que me trazia um título. A voz era a de Bartholomeu de Sacchi, conhecido por Platina, vélho historiador do «quatrocentos». O título do livro era o do seu, primeiro escrito em latim, traduzido depois da sua língua natal: De honesta voluptate. Estava certo e estava achado o título. Mas porque O Livro da Honesta Volúpia dava um título raro e exquisito, ficou Volúpia, e parece-me que não ficou mal. Volúpia diz tudo. A volúpia de comer, de encher o papo, volúpia necessária e pela qual tudo se faz. Honesta? Pois sim. Como quiserem."
(Excerto de Prefaciando)
Índice:
Prefaciando. | Portugal Gastronómico.| Culinária portuguesa dos velhos tempos. | Anotando um vélho livro.| Uma Academia de Gastrónomos: I - Nacionais; II - Estrangeiros. | Cozinhas de todo o mundo: Cozinha brasileira; A cozinha espanhola; A cozinha francesa; A cozinha italiana; A cozinha alemã e a cozinha inglêsa; A cozinha húngara; A cozinha africana; Cozinhas exóticas. | A Gastronomia e a Literatura: Eça de Queirós; Fialho de Almeida; Ramalho Ortigão e o culto da Arte... de comer. | Vinhos e Comidas: Vinhos e Petiscos. | Guloseimas e lambarices: Bolos, biscoitos e doces regionais. | Silva de prosa vária: Pastéis de bacalhau; Alcaparras; À Americana ou à Armoricana?; Blasco Ibañez e o arroz «abanda»; A sopa alimento; A Gastronomia; a Literatura e a Arte; O António das Caldeiradas. | Os primeiros livros de cozinha: Portugal; Espanha; França; Flamengos; Itália; Inglaterra; Alemanha; Latinas.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico, gastronómico e bibliográfico.
Indisponível

02 agosto, 2021

RELIGIÕES. História : Textos : Tradições.
[Hinduísmo - Judaísmo - Budismo - Cristianismo - Islão - Fé Bahá'í]. Lisboa, Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões : Paulinas, 2006. In-8.º (22 cm) de 879, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante trabalho inter-religioso, que contempla os credos doutrinais com alguma dimensão existentes no território nacional.
"Religiões - História, Textos e Tradições é um projecto da Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões (Presidência do Conselho de Ministros), elaborado e executado em parceria editorial com Paulinas Editora, que se socorreu da ajuda de representantes institucionais de cada religião tratada e também de especialistas da área das religiões, da história, da antropologia, da sociologia e da linguística. O empenhado trabalho de investigação para a recolha, tradução e contextualização dos textos é o resultado manifesto do presente livro.
Como primeiros objectivos desta obra, contam-se a preocupação de dar a conhecer ao grande público o essencial da história das principais religiões implantadas na comunidade portuguesa, assim como os seus textos, as suas diversas tradições e formas de expressão; e, num plano complementar, é também objectivo deste trabalho contribuir para a criação de ambiências propícias a reciprocidades de respeito e de valorização por parte de todos os portugueses ou residentes que, apesar da diversidade das suas crenças, habitam o mesmo espaço nacional e nele concretizam os seus sonhos de vida familiar e afectiva afirmando, em cada dia, também as suas diversificadas actividades.
Este é um trabalho original, em língua portuguesa, e elaborado por especialistas portugueses que esperamos encontre grande receptividade e grado acolhimento, correspondentes ao esforço de todos os envolvidos neste processo."
(Retirado da badana da sobrecapa)
Supervisão Religiosa/Institucional:
Hinduísmo - Ashok Hansraj (Comunidade Hindu de Portugal). Judaísmo - Boaz Pash (Comunidade Israelita de Lisboa). Budismo - Paulo Borges (União Budista Portuguesa). Cristianismo - Peter Stilwell (Igreja Católica Romana); Samuel Pinheiro (Aliança Evangélica); Alexandre Bonito (Igreja Ortodoxa Grega); Arsénio Sokolov (Igreja Ortodoxa Russa). Islão - Abdool Magid A. Karim Vakil e David Munir (Comunidade Islâmica de Lisboa). Fé Bahá'í (Mário Mota Marques (Comunidade da Fé Bahá'í de Lisboa).
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada, revestida de sobrecapa carmim com letras a branco.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

01 agosto, 2021


LINDOLT, Candido - A POVOA LINDA. (Lendas e tradições regionais). Povoa de Varzim, Tip. d'A "Propaganda" - Editora, 1914. In-4.º (22,5 cm) de 176, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Póvoa de Varzim, castiça cidade piscatória do litoral nortenho.
Livro ilustrado com o retrato do autor em separado, e 15 estampas ao longo do texto, sendo a maioria em página inteira.
"A minha terra, ninho de amores, é mais doce do que um favo de mel dourado. Em todos os cantos ha um sorriso, em todas as coisas uma alegria!
Da minha humilda casa ouço as toadas do Mar e aspiro os perfumes da varzea extensa. É o mesmo que beber licor dos deuses e comer manjar de fadas. [...]
E sempre que venho de brincar nas fulvas areias da nossa praia, e me quedo absorto no remanso dêste viver tam doce, penso que devo escrever ácêrca do passado, para que outros, que me tém de suceder, saibam as lendas e tradições, afim de um dia chegarem a escrever a historia completa deste rincão do Minho a quem tam enternecidamente chamo - a Povoa linda!"
(Excerto de A minha terra!)
Indice:
A Póvoa linda! | A minha terra! | A Tradição e a Crença. | A noite dos tempos. | Teoria etimológica. | No Rio da Historia. | Provas e Contra-provas. | Coisas do Foral velho de D. Diniz. | O primeiro Templo cristão. | O que era a Madre de Deus. | A Semana Santa. | A Santa Casa da Misericordia. | Origem do Hospital. | O Patrimonio dos Pobres. | S. Pedro de Rates. | S. Miguel de Laundos. | A freguezia de Argivai. | Mónica Cardia. | O mais lindo caravançará de Verão: Banhos do Mar; A Praia da Póvoa; O mez de Julho; O mez de Agosto; O mez de Setembro; O mez de Outubro; Ao partir. | A obra e o Autor.
Cândido Augusto Landolt (1863-1921). "Nasceu no Porto, a 6 de março de 1863, e morreu na Póvoa do Varzim a 12 de junho de 1921. Desenvolveu atividade enquanto escritor, jornalista e etnógrafo, destacando-se na Etnografia Portuguesa dos finais do século XIX e início do século XX com estudos de âmbito local e regional. Dedicou parte fundamental da sua produção etnográfica à cidade da Póvoa do Varzim, privilegiando os estudos sobre os costumes e tradições populares da comunidade piscatória poveira.
Desde 1887, o percurso profissional de Cândido Landolt ficou marcado pela sua atividade numa das principais publicações periódicas locais, o jornal A Independência, do qual foi posteriormente proprietário. Anos mais tarde, fundou e dirigiu o jornal A Propaganda, publicado de 1903 a 1916, tendo colaborado ainda na Revista Póvoa do Varzim de 1911 a 1917. Sublinhando-se igualmente a sua colaboração com a publicação da Colecção Silva Vieira, de Barcelos. Esteve ligado ao associativismo da Póvoa do Varzim.
Em 1893, foi responsável pela catalogação e divulgação das coleções de arqueologia e história do Museu do Padre Brenha, acervo museológico atualmente integrado no Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa do Varzim.
O interesse de Cândido Landolt pelo estudo da cultura popular e tradicional surge do estímulo do etnógrafo Rocha Peixoto, que o incentivou a publicar no periódico A Propaganda uma série de artigos consagrados aos costumes e tradições dos pescadores poveiros, privilegiando o registo in loco da realidade cultural.
A recolha e investigação preconizadas no seio da comunidade pelo etnógrafo deram expressão ao seu trabalho Folk-lore Varzino – costumes e tradições populares, publicado em 1915. Este estudo representa a sua obra de referência para a Etnografia Portuguesa, na qual percorreu os vários domínios da vida e cultura tradicional da Póvoa do Varzim, desde a literatura oral e tradicional, na qual privilegiou o estudo das crenças e superstições, apodos e siglas poveiras, à habitação, ao casamento, à alimentação, à medicina popular e, particularmente, ao ofício tradicional da pesca.
Destacam-se outros trabalhos de índole regionalista, que versaram as temáticas das festividades, das tradições e expressões orais, nomeadamente, As Bodas de uma Poveira (1902), A Póvoa Linda: lendas e tradições regionais (1914), O meu pantéon – Onde se acham os homens que engrandecem a vila e o concelho da Póvoa do Varzim (1914) e As Pérolas do Minho (1917)."
(Fonte: http://www.matrizpci.dgpc.pt/MatrizPCI.Web/pt-PT/RecursosSearch/PesquisaInvestigadores?IdEntidade=439)
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas algo descoradas.
Raro.
Indisponível

31 julho, 2021

A BRIOSA. Revista da Associação Académica de Coimbra.
Ano I - N.º 7. 30 de Maio de 1988. Preço 150$00. [Germano : um futebolista universitário na Queima/88]. Director: Alfredo Castanheira Neves
. [Coimbra], Departamento Cultural da Associação Académica de Coimbra, 1988. In-4.º (28 cm) de 48 p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Revista da AAC, cujo nome impresso na ficha técnica é: Revista Académica de Actualidade Cultural, Desportiva e Social. Contém variadas crónicas e artigos sobre a cidade e a actividade estudantil, bem como homenagens e entrevistas a personalidades do meio académico. Muito ilustrada no interior, a p.b., ao longo das páginas de texto.
Pouco foi possível apurar acerca desta revista já que não existem referências bibliográficas, e a BNP dá conta apenas do n.º 1 (1987), ficando por saber quantos números se publicaram e até quando.
"Sente-se crescer uma  onda de academismo por esse País fora, em geral, e na Academia em especial. Depois da "Iª Semana da Cultura Académica" veio a "Europa Universitária Coimbra-88", a seguir a "Queima das Fitas", logo de imediato as "Comemorações das Bodas de Ouro (50 anos) da 1.ª Viagem do Futebol da Académica a África". Para além disso, o "Centenário da Tuna Académica" e o nervosismo inerente a este campeonato nacional da Iª Divisão. Parece que quanto mais aflitos mais a "malta" se lembra da Académica. É bom que também se lembrem de contribuir para a divulgação do espírito académico que nos envolve a todos quanto passamos ou já passámos (e nalguns casos nunca passaram!) por esta linda e nossa Coimbra, divulgação que implica uma passagem de mensagem entre todos, de que existe uma Revista que nos deve e pode ligar - toda a família Académica. Essa Revista, "A Briosa" quer chegar a todos. Trabalhamos para isso, esperamos o vosso contributo, lendo-a, divulgando-a, assinando-a e, inclusivé, participando nela. O desafio aqui fica."
(Nota de abertura)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

30 julho, 2021

MACHADO, J. T. Montalvão - GRANDEZAS E FRAQUEZAS DEMOGRÁFICAS DA PROVÍNCIA DE TRÁS-OS-MONTES.
[Por]... Delegado de Saúde
. [S.l.], Edição da Comissão Regional de Chaves da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro : por amável deferência do Autor, [1959]. In-4.º (23,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Palestra realizada na «Casa de Trás-os-Montes», em Lisboa, em 26-2-1958.
Importante ensaio/palestra sobre a demografia transmontana no final da década de 50 do século passado.
"Debatem-se problemas políticos, à roda de ideologias, as mais antagónicas; discutem-se problemas económicos, subordinados às mais tirânicas influências da natureza; encaram-se as necessidades de educar e instruir a mocidade, de salvaguardar a saúde pública, de velar pela defesa nacional, mas, sempre e em todos os casos, ao enfrentar cada um dêsses problemas, é ao homnm que temos de referir cada monómio da nossa equação e é para o homem e a favor do homem que devemos orientar o estudo de cada questão. De nada nos valerão as vinhas das nossas encostas, nem as hortas dos nosso vales, os extensos olivais e os pomares de deliciosas frutas, as searas douradas, os minérios da Borralha, Jales e Reboredo, se o homem, são e robusto, não aparecer a secundar, com trabalho e inteligência, os favores e oportunidades da Natureza.
Quantas pessoas habitam a Província de Trás-os-Montes? Quantos nascem e quantas morrem em cada ano? Quantas se casam? Quantas emigram e quantas regressam? Quantos são os activos e os inactivos? Quais são os seus índices de saúde e doença?
Eis aqui uma série de perguntas, sempre oportunas, jámais indiscretas, cujas respostas precisas devem constituir a segura base informadora do estudo e solução dos problemas económicos e sociais, educacionais e sanitários, fiscais e militares."
(Excerto de Importância da Demografia)
Sumário:
a) Importância da Demografia; b) Densidade Populacional; c) Formas de povoamento e actividades profissionais; d) Natalidade Geral; e) Nascimentos legítimo e ilegítimos; f) Casamentos e divórcios; g) Emigração; h) Mortalidade geral; i) Mortalidade por doenças evitáveis e curáveis; j) Duração média de vida; l) Atrozes deficiências; m) Urge incrementar a assistência médica rural; n) Para finalizar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

29 julho, 2021

CAMPOS, Agostinho de - A CARRANCA DA PAZ.
V. Comentário Leve da Grande Guerra
. Paris - Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1925. In-8.º (18,5 cm) de 315, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de artigos - algo irónicos - com interesse para a história da Primeira Guerra Mundial, conflito global que teve participação portuguesa.
"A pequenina finta que o Marechal Foch realizou em 15 de Julho dêste ano de 1918, à ilharga de um exército alemão, na «hérnia» de Chateau-Thierry, determinou em menos de três meses o desmoronamento irremediável de todo o colossal edifício militar da Alemanha e das suas alianças. Mas, para êste resultado estratégico, trabalharam sobretudo factores psicológicos, e não apenas, nem principalmente, o factor material da superioridade numérica, assegurada aos Aliados pela intervenção americana. Dêsses factores psicológicos são talvez os mais importantes, por um lado, o brutal orgulho alemão na guerra feita aos outros; e, por outro lado, o invencível pavor alemão de que a guerra seja feita à Alemanha, na casa própria, com a mesma brutalidade com que a Alemanha a fêz na casa alheia.
A falta de escrúpulo no ataque e o abuso insolente da vitória deram à guerra contra os Alemães carácter de cruzada universal."
(Excerto do Cap. I - Vitória!)
Agostinho Celso Azevedo de Campos (1870-1944). "Escritor, jornalista, pedagogo e político português. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1892, exercendo advocacia por pouco tempo. Entre 1893 e 1894, ensinou língua e cultura portuguesas em Hamburgo (Alemanha), altura em que iniciou a sua colaboração jornalística nos jornais O Primeiro de Janeiro e Novidades. Em 1895, quando regressou a Portugal, continuou a publicar artigos sobre literatura, política, pedagogia e linguística em diversos órgãos de imprensa, como no O Comércio do Porto, no Diário de Notícias e no O Diário Ilustrado, órgão oficioso do Partido Regenerador Liberal, nos Cadernos de Pedagogia, no Boletim do Instituto de Orientação Profissional, entre outros e também em jornais e revistas estrangeiras. A par com a carreira de jornalista, exerceu simultaneamente o cargo de professor de Alemão no Liceu Central de Lisboa, na Casa Pia, no Liceu Pedro Nunes, no Instituto Superior do Comércio e nas Faculdades de Letras das Universidades de Coimbra (1933-1938) e de Lisboa (1938-1941), jubilando-se nesta última, em 1940. Entre 1906 e 1910, Agostinho de Campos foi director-geral da Instrução Pública."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam pequenas falhas marginais bem como nas extremidades da lombada, que se encontra fendida.
Invulgar.
Com interesse histórico. 
Indisponível

28 julho, 2021

PEREIRA, Porphyrio José – QUADROS D’ALMA OU A MULHER ATRAVEZ DOS SECULOS. Por… Lisboa, José Maria Correa Seabra, 1862. In-8.º (20 cm) de IX, [1], 276, [2] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Curioso estudo sobre a Mulher, evidenciando este uma certa condescendência e paternalismo acerca da sua condição, como aliás era norma na época.
Raro e muito interessante.
Ilustrado com um retrato do autor em separado.
"A mulher nunca é tão forte como o homem, e o maior uso ou abuso, que este tem sempre feito da força, é o ter-se valido d’ella para escravisar tyrannicamente essa bella metade do genero humano, que o deve aliás acompanhar no leito da dor e do prazer.
Os selvagens obrigam, em diversas plagas, as suas mulheres a trabalharem constantemente. São ellas, por exemplo, entre os Kirghiz, Cafres, Zelandezes, Kalmukos, Hottentotes e outros nómades, que cultivam as terras e executam as tarefas mais árduas e penosas, em quanto elles se conservam desmazeladamente deitados na rede ou choça, d’onde saltam para a caça, pesca ou pilhagem, á similhança da fera, que só abandona o covil quando a fome sanguisedenta aperta.
Tambem muitas vezes o fazem para se conservarem inertes, extaticos longas horas, porque os selvagens desconhecem o passear."
(Excerto do texto)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Indisponível

27 julho, 2021

DIAS, José Guilherme Baptista - PARASITAS E MOSQUITOS NA MALARIA.
Memoria apresentada por... Sub-Director do hospital militar permanente do Porto. Congresso Colonial Nacional
. Lisboa, A Liberal - Officina typographica, 1903. In-4.º (23,5 cm) de 29 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio coevo para o conhecimento e profilaxia da malária - doença infecciosa transmitida pelo mosquito - que atingiu proporções preocupantes, particularmente, nas colónias portuguesas de Angola e Moçambique, no final do século XIX - princípio do século XX.
"A producção exuberante d'industrias, empenhadas nas refertas d'uma competencia a todo o transe; o ancioso bescar de novas terras, onde se refugiem os sobejos de populações oppressas pelo numero, - eis o que se diz mover as nações cultas a cuidar da questão colonial com particular desvelo. [...]
Nos paizes quentes ha muitos inimigos apostados a contrariar a nossa actividade, uns proprios ao meio climaterico, outros pertencentes á flora pathologica. [...]
A malaria, portanto, é digna das attenções geraes que lhe dedicam ao seu estudo, emprehendido por medicos eminentes de quasi todos os paizes, prosperou n'estes ultimos annos em numerosos trabalhos do mais decidido valor. A etilogia conseguiu a preferencia nas publicações em voga, o que não causará surpreza a quem reflectir que a falta de conhecimento do factor morbigeno e do seu modo de acção não se compadece com uma prophylaxia racional e segura."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta discreta rubrica de posse.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

26 julho, 2021

FERREIRA, Rafael - DA FARSA À TRAGÉDIA.
Teatros, circos e mais diversões de outras épocas
. Pôrto, Domingos Barreira - Editor, 1943. In-8.º (19 cm) de 207, [3] p. ; mto il. ; B.

1.ª edição.
Importante subsídio para a memória do entretenimento, das actividades lúdicas e passatempos populares de outros tempos. Livro que trata dos divertimentos antigos - desde o teatro do tempo de Gil Vicente ao teatro de revista, magia, oratórias, circos, ilusionismo, entre outros." (Museu da Marioneta). Obra com interesse histórico, cultural e etnográfico.
Muito ilustrado ao logo do texto e em página inteira com bonitos desenhos e fotogravuras a p.b.
"As minhas recordações dos saltimbancos vêm de muito criança, dos tempos em que êles se exibiam por essas ruas de Lisboa, onde estendiam velhos tapetes para realizarem exercícios de acrobacia, no que se mostravam não menos peritos, durante os entrudos, certos elementos das celebradas «danças da luta».
Grupos de ciganos, ou «domadores» isolados, faziam bailar macacos, cães e ursos, ao som de tambores e de pandeiros e, na praça do Campo de Santana, em tardes em que não havia touradas, «troupes» de árabes se exibiam também em vistosos trabalhos acrobáticos.
Quanto a circos, especialmente construídos para apresentação dêsses trabalhos, de números eqüestres, de animais amestrados e de intermédios cómicos e pantomimas - os «cavalinhos», como muitas pessoas lhes chamavam, - as minhas reminiscências conduzem-me ao do Price, à esquina da praça da Alegria para a rua do Salitre..."
(Excerto de Coliseus, palhaços e «cavalinhos»)
Índice:
As peças de costumes populares (De Gil Vicente a Gervásio Lobato e D. João da Câmara). | Monólogos e Cançonetas (De Taborda e Santos Pitorra a Adelina, Alegrim e Amarante). | O velho Gimnásio (Os seus grandes cómicos e a sua camaradagem). | As antigas revistas (Os seus «compères» e as suas «estrêlas». | O «dramalhão» (Nos teatro populares e no normal). | Reinado das Operetas em Portugal (Da «Gran-Duquesa» à «Viúva Alegre»). | Teatro romântico (O que êle foi em França e em Portugal). | As mágicas (Alegria das crianças e distracção dos adultos). | O teatro histórico em Portugal (Ilustres escritores o dignificaram). | As oratórias ( Santo António e outros Santos através os palcos). | O «vaudeville» e as peças num acto (Artistas portugueses que lhe emprestaram todo o seu talento. | Tragédias e paródias. | A alegria dos artistas (Nos palcos e nas «tournées»). | Os teatros particulares e os «furiosos» dramáticos. | Coliseus, palhaços e «cavalinhos». | A psicologia dos palhaços. | Bonifrates ou Fantoches. | Animais sábios. | Ilusionismo e prestidigitação. | O Carnaval português de outras épocas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

25 julho, 2021

DECRETO DE 17 DE DEZEMBRO DE 1867 E RELATORIO SOBRE A MEDIÇÃO DE TERRENOS
. Lisboa, Imprensa Nacional, 1868. In-4.º (23 cm) de [2], 15, [2] p. ; il. [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Decreto histórico, que pela primeira vez estabelece o metro quadrado e seus múltiplos como medida para aferição das superfícies, disposição que viria revolucionar os protocolos de cálculo existentes até então.
Inclui relatório sobre o assunto relativo ao território nacional, bem como folha desdobrável (23x31,5 cm): 
Mappa das medidas agrarias em uso no districto de Coimbra, referente aos Concelhos: Coimbra; Coimbra-freguezia do Botão; Cantanhede; Condeixa; Montemór o Velho; Soure; Villa Nova de Anços; Miranda do Corvo; Lousã; Figueira da Foz; Tábua; Penacova; Arganil; Penella; Oliveira do Hospital; Goes; Poiares; Mira; Pampilhosa, com a Medida agraria em palmos craveiros - Equivalente em metros - Equivalencia em metros quadrados, e respectivas Observações.
"Tendo sido ordenado pelo artigo 2.º do decreto de 22 de agosto ultimo que, a contar de 1 de outubro proximo, seja adoptada no reino a nova medida para a medição das superficies: hei por bem, ouvido o conselheiro chefe da repartição dos pesos e medidas, approvar para a execução do referido artigo o seguinte regulamento, que baixa assignado pelo ministro e secretario d'estado nos negocios das obras publicas, commercio e industria.
O mesmo ministro e secretario d'estado assim o tenha entendido e faça executar. Paço, em 17 de dezembro de 1867.
REI
João de Andrade Corvo"
(Decreto - Introdução)
"As unidades para a medição das superficies serão, de 1 de outubro proximo em diante, o metro quadrado (centiara) e seus multiplos, 100 metros quadrados (ara), e 10:000 metros quadrados (hectara).
§ 1.º Aos infractores d'este preceito será applicada a multa de 2$000 a 10$000 réis, na conformidade do artigo 5.º da lei de 16 de maio ultimo, se a infracção consistir no emprego de qualquer denominação que não designe novas unidades legaes; e as penas do artigo 456.º n.º 3 e seus §§ 2.º, 3.º e 4.º do codigo penal, se ella consistir no uso ou simples detenção das antigas unidades."
(Regulamento, Artigo 1.º, § 1.º)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Texto sublinhado a caneta.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

24 julho, 2021

MONTEIRO, Gomes - O ANTI-LIVRO DE S. CIPRIANO
. Lisboa, Guimarães & C.ª, [1942]. In-8.º (19 cm) de 183, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Stuart Carvalhais.
Obra curiosa sobre superstição e crendice popular, incluindo capítulos dedicados a algumas das mais notáveis figuras da predestinação e adivinhação.
Livro ilustrado com bonitos desenhos no interior, sendo alguns deles em página inteira.
Índice: Introdução. | O Livro de S. Cipriano. | O pacto com o Diabo (S. Frei Gil, o doutor Fausto e outros). | O feitiço do Conde de Castelo Melhor. | As necromâncias do «Padre Voador» [Bartolomeu de Gusmão]. | As trovas do Bandarra e as profecias do «Sapateiro Santo». | As superstições de Catarina de Médicis. | Nostradamus, Cagliostro & C.ª. | As previsões de Madame de Thèbes.| Lobishomens e almas penadas. | Superstições e crendices.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Envelhecido. Capa descorada, com falha de papel marginal e no canto superior direito.
Invulgar.
Indisponível

23 julho, 2021

FEIO, Gonçalo Couceiro & GUERREIRO, Jorge & SEIXAS, Miguel - PIRATARIA E CORSO NO LITORAL BRASILEIRO NO REINADO DE D. JOÃO III
. Lisboa, Direcção do Serviço Histórico-Militar, 1994. In-4.º (24 cm) de 100, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história dos Descobrimentos, a pirataria que assolou a costa brasileira na primeira metade do século XVI, e as medidas tomadas pela coroa portuguesa para fazer face aos ataques.
Livro ilustrado ao longo do texto com diversos mapas em página inteira, e a reprodução do desenho de uma caravela da autoria de Roque Gameiro, que ocupa também uma página.
"É propósito deste trabalho tentar demonstrar as vias através das quais o Brasil contribuiu para a internacionalização dos assuntos ultramarinos ou melhor, de que forma Portugal se viu envolvido em conflitos com outras potências europeias - sobretudo a França - mercê da posse do Brasil, durante o reinado de Dom João Terceiro. Trata-se de um fenómeno complexo que merece ser observado de vários ângulos, pois manifesta-se num tempo de total desagregação de uma Ordem e num espaço abruptamente ampliado, produtor de novas geografias, reflexão de novas vontades. Assim, através da análise pontual, vertical, pretende-se construir um sistema que resulte numa visão global do problema, sem nunca esquecer que cada facto analisado participa e é inseparável de um Todo."
(Excerto de II - O Brasil na Internacionalização dos assuntos Ultramarinos - Introdução)
Índice:
I - O Brasil na estratégia imperial portuguesa (Miguel Seixas)
1 - A estratégia marítima portuguesa na América nos primórdios do século XVI. 1.1 - Antecedentes; 1.2 - As navegações pré-colombinas no Atlântico; 1.3 - O Tratado de Tordesilhas; 1.4 - O descobrimento do Brasil: peso estratégico. 1.4.1 - As notícias do chamamento; 1.4.2 - Primeiras concepções da importância estratégica. 2 - Os ataques ao litoral brasileiro e a evolução do conceito estratégico de "Brasil" ao longo do século XVI. 2.1 - Rivalidades com a Espanha e demarcação de limites; 2.2 - A posição portuguesa frente às outras potências europeias - "mare clausum" e "mare liberum"; 2.3 - Evolução do conceito estratégico de "Brasil". | Bibliografia.
II - O Brasil na Internacionalização dos assuntos Ultramarinos (Gonçalo Couceiro Feio)
Introdução. | 1 - As primeiras intromissões. As primeiras reacções. A crescente Internacionalização dos assuntos Ultramarinos. 1.1 - Carta de Marca. 2 - O Colégio das Artes. Seu enquadramento na política ultramarina de D. João III. 3 - Considerações gerais. | Bibliografia.
III - A resposta administrativa e militar portuguesa às ofensivas estrangeiras (Jorge Guerreiro)
Introdução. | 1 - As medidas administrativas. 1.1 - As Frotas de Patrulhamento; 1.2 - As Capitanias; 1.3 - O Governo Geral e os Regimentos. 2 - A Aliança com os indígenas. 2.1 - O Papel dos Jesuítas. 3 - O Combate à França Antártica. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

22 julho, 2021

MARTINS JÚNIOR - O DEPORTADO.
(Escrito de 7 a 20 de Novembro de 1929)
. Lisboa, [Edição do Autor], 1930. In-8.º (19 cm) de 258, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Silva e Souza.
Romance cuja acção se desenrola em pleno período de Ditadura Militar, com alguns dos factos a ocorrerem pouco antes da publicação do livro, fundado talvez na experiência de vida do autor.
Exemplar ilustrado com o retrato do autor em separado.
Valorizado pela sua assinatura de oferta na f. anterrosto.
"José Manuel era um môço com muita vida e, a pesar de não ter grande instrução, gosava no seu meio de muitas simpatias, porque era uma criatura muito mexida e tinha uma certa aptidão para falar em público.
Vivia em S. Pedro de Sintra, com os seus, no ninho bemdito de amôr e ternura, a que êle chamava a sua guarida.
Uma noite, noite cerrada de nuvens escuras como montanhas incultas, noite de um negrume de procela, José Manuel concluiu que precisava seguir um caminho diferente e ocupar um pôsto de combate onde melhor fossem apreciados os seus trabalhos e a sua dedicação à causa rèpublicana. Era um homem político e, portanto, para êle, S. Pedro de Sintra não existia no mapa dos valores. Precisava valorizar a sua acção a dentro do partido."
(Excerto do Cap. I - Sintra)
Índice:
I - Em Sintra. II - A vida de José Manuel. III - A reünião das comissões políticas. IV - Em casa de José Manuel. V - No Parlamento. VI - A deportação. VII - Desolação e mizéria. VIII - Na África. IX - Além Malange. X - Últimas lárgimas.
João Augusto da Silva Martins Júnior (1883-1946). "Nasceu em 1883 em Carvalhal, freguesia de S. Miguel do Rio Torto. Participou na célebre revolta de Almada, em 2 de Fevereiro de 1926, chefiando uma coluna da Escola de Artilharia de Vendas Novas, pois era republicano mas contra a política desastrosa que considerava que a Primeira República tinha. Com a revolta prontamente controlada pelas forças governamentais, tal como os outros cabecilhas, foi deportado para os Açores, e é aí que recebe a notícia do golpe de 28 de Maio de 1926 e é libertado. No regresso dos Açores, o Marechal Gomes da Costa propôs-lhe o lugar de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa que prontamente recusou, tendo-se dedicado à vida particular e sobretudo à escrita em prosa e poesia. [Publicou, entre outros, O Presidente Landru na Republica da Calabria (1927), A gruta dos vagabundos (1928) e O Deportado (1930)]. Também foi jornalista, participando activamente no Semanário O Libertador, que fundou em Lisboa, em 1924, e do qual foi diretor. Estabeleceu residência em Lisboa, onde faleceu a 3 de novembro de 1946."
(Fonte: http://wikitejo.mediotejo.pt/index.php/linguistica-literatura/literatura-em-geral/344-joao-augusto-da-silva-martins-junior)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
30€

21 julho, 2021

BARROS, M. Marques de - A LITTERATURA DOS NEGROS. Contos, Cantigas e Parabolas. (Separata da "Tribuna"). Lisboa, Typographia do Commercio, 1900. In-8.º (21 cm) de 119, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Curioso repositório popular dos povos indígenas da Guiné. Com interesse entográfico e antropológico.
Livro ilustrado com bonitas vinhetas tipográficas e gravurinhas a assinalar o início e final de cada capítulo.
Inclui diversas partituras ao longo do livro.
"Havia nas terras dos Mandingas uma bonita aldeia, a qual com o rumor e bulicio da sua numerosa população animava as clareiras de uma immensa floresta.
Ainda hoje, para as bandas do sul e não muito longe d'esse logar, se encontra uma praia cujas areias reflectem o sol do meio dia como um ggrande incendio: e uma fila de blocos de basaltho partidos, tombados, ou suspensos no ar, cinge em hemyciclo essa estancia povoada de espiritos encantados, de medos, e de phantasmas.
Do outro lado, ao norte, onde os baobás, os cipós, e as pandanas terminam com os seus massiços de verdura, desdobram-se, até onde a vista pode alcançar, extensas pradarias mosqueadas de garças brancas, de rebanhos, de mergulhões, de flamingos.
E a uma distancia de cincoenta arremessos de lança, destaca-se no horisonte, como um gigantesco ramalhete, um bosque de tamareiras, de fetos arboreos, e de festões de lianas, a cuja sombra umas nascentes de abundantes aguas se ouvem cantarolar no meio de pedregulhos roliços e esverdeados.
Tudo isto ainda se lá encontra. E esse manancial chamava-se a fonte das Ginas, por ser a fonte onde as raparigas da aldeia, em costume do Paraizo, tomavam o seu banho desde o pôr do sol, até as horas tepidas dos fogos fatuos, das estrellas fugazes, e das revoadas dos pyrilampos.
N'uma das numerosas casas de que era formada essa interessante povoação de bambú, como os seus tectos em forma funil, que ao longe se podia tomar por um agrupamento de colmeias, ou cidade de castores - morava uma pequena familia de fidalga linhagem, que se compunha apenas de mãe - Fátima e de suas filhas Cumba e Sira, pobres creanças, que haviam perdido seu pae na sanguinosa guerra de Firdú."
(Excerto de A noiva da serpente)
Índice:
I - A noiva da serpente (Conto Mandinga). II - O conto do vaqueiro de Brichos. III - Historia de Sanhá (Conto Mandinga). IV - Cantigas: Sumá (Canto maritimo); Malan (Canto de uma escrava); Amores, Amores. V - Mondé. Mondeanas (Cantigas). VI - Nha menino. O meu menino. VII - Apologo. O Rei Djambatúto. Storia de djambatûtû ré de pastros. VIII - Nharambá.Nharambanas. Appendice: Ás Nharambanas. Imitações. Cantiga de uma rival de Nharambá - Resposta attribuida a Nharambá. Uma rival de Tóte - Resposta de Tóte. D. Silvana. Canção de partida. Cuscus e batanga. No centro d'Africa. Gigantes. IX - Batira cáò. Hymno Pepel. X - Cryptinas. O lobo e o carneiro. Storia de lobo co' carnél. XI - O jugudi e o falcão (Apologo). Falcon cu jugudi. XII - Morêno. Moreno. XIII - Bende-m'. Vendei-me senhor. Cantifa de uma iinfeliz escrava. Nota. Balaio. XIV - Elegia. Spéra-l. | Errata.
Encadernação em meia de percalina com cantos e ferros gravdos a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Páginas amarelecidas. Dedicatória não do autor na f. rosto.
Raro.
Indisponível