(Fonte: Emília Tavares in http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/94/artists)
02 maio, 2022
(Fonte: Emília Tavares in http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/94/artists)
01 maio, 2022
(Fonte: https://academica.pt/festas-academicas/)
Um exemplo da irreverência e do humor que carateriza a academia coimbrã. Um período de festa a que adere a população da cidade, que ocorre a assistir e participar: nas ruas, das janelas…
Alberto Sousa Lamy, em A Academia de Coimbra 1537-1990, Lisboa: Rei dos Livros, 1990, págs. 168 - 170, narra o que foi o Enterro do Grau e a sua origem. Destaco uma parte:
«A Reforma de 1901 dos cursos universitários (decreto n.º 4, de 24 de dezembro), do dr. Abel de Andrade, acabando com a distinção entre bacharel e bacharel formado (a aprovação no exame do último ano dava direito ao título bacharel formado), e passando o grau de bacharel a ser dado no último ano, foi motivo para a realização, em 1905, do Enterro do Grau.
(…)
Em Abril foi afixado o cartaz anunciador das festas, que se vieram a efetuar a 31 de Maio e 1 de Junho.
No sarau realizado, a 31 de Maio, no Teatro-Circo, foi representada a farsa em verso Auto do Grau, do estudante do 4.º ano de Direito António Gomes da Silva. Justino Cruz fez o papel de Grau, Luís Carlos, o da Sebenta, sua esposa; António Gomes da Silva o de espectro de D. João I, António Mexia, o do Manuel das Barbas; e Augusto Moreira o de Abel, enviado de el-rei.
A 1 de Junho, teve lugar o cortejo fúnebre, com mais de uma dúzia de carros alegóricos, destacando-se entre eles, o ataúde do Grau; e foi posto à venda o folheto intitulado História genealógica do Grau por um grupo de sábios do Instituto de Coimbra.»"
29 abril, 2022
28 abril, 2022
Ao abordar temas como a caracterização de um Portugal arquétipo, a Atlântida finalmente identificada com a civilização megalítica galaico-portuguesa ou as raízes templárias, cistercienses e joaninas do nosso país nos seus primeiros séculos, e, seguidamente, o que foi o projecto áureo de um Império do Espírito Santo, e depois os caminhos labirínticos para onde nos levou a saudade da Pátria prometida em termos cíclicos de mito, de decadência e de desejo regenerador, António Quadros procura mostrar-nos simultaneamente um Portugal profundo, um Portugal imaginário e também um Portugal ainda potencial, que depende menos de uma vontade política do que de um saber da sua essência ocultada e empecida."
27 abril, 2022
No dia 18 de setembro de 1859 começou a prestar serviço no Ministério da Marinha, como Ajudante de Ordens do Ministro da Marinha, o que lhe permitiu vir a conhecer profundamente a organização da Marinha. Anos mais tarde foi nomeado comandante interino da corveta Sá da Bandeira e em 1866 lança o seu primeiro livro, Considerações sobre os navios de guerra em relação aos sistemas de construção e armamento."
(Fonte: https://ccm.marinha.pt/pt/museumarinha_web/multimedia_web/Paginas/efemeride-150-anos-anais-clube-militar-naval-17nov20.aspx)
25 abril, 2022
24 abril, 2022
23 abril, 2022
1.ª edição independente.
Compilação de artigos publicados n'O Século. O autor - proprietário e director do jornal -, denuncia três conhecidos médicos - Costa Sacadura, Francisco Gentil e Augusto Monjardino - por corrupção e incompetência (reportando ao seu caso clínico) - em oposição ao médico Amândio Pinto, o seu "salvador". Trata-se de "uma memória da sua vida íntima, que evocava a história da sua doença e do que sofrera às mãos dos ditos médicos". (Rita Correia, 16 Dez. 2016, Hemeroteca Lx)
"O que vai lêr-se borbulha ha muito na minha reminiscencia. Ha mais de dois anos que dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, arranha cruelmente a minha sensibilidade. [...] Deram-se, porém, factos recentes, que me obrigam a tornar publico aquilo que tantas vezes julguei ter de conservar para sempre arquivado no meu fôro intimo. A fatalidade assim o quis. [...]
Sôbre a opinião publica adeja uma infamia - a dum homem que quere inutilizar outro homem, a dum cirurgião que pretende esmagar outro cirurgião, por ele lhe fazer sombra, por ser seu concorrente, por ameaçar subverter-lher o prestigio, destruindo-lhe a fama, alcançada em muitos anos de isolamento, de unico grande sacerdote da nobre arte de retalhar o corpo humano, para se lhe restituir, mercê do bisturi e da lanceta, um fluido vital, a abandoná-lo lentamente.
João Pereira da Rosa (1885-1962). "O homem do jornal O Século. Aí começa a trabalhar com 13 anos, mas cinco anos depois já é sub-diretor, com Silva Graça. Este sai da direção em 1921, quando o jornal é comprado pelas Moagens. Pereira da Rosa abandona o jornal em 1922 passando para secretário da Associação Comercial de Lisboa, onde se liga ao grupo de Moses Amzalak e os dois, em conjunto com Carlos de Oliveira, dirigentes da União dos Interesses Económicos, criada em 18 de setembro de 1924, compram o mesmo jornal no fim desse ano. Depois do 28 de maio de 1926, Pereira da Rosa passa a diretor do jornal, transformando-o no de maior circulação no país e que se assume como um dos esteios do novo regime, sempre ligado a uma mentalidade maçónica conservadora, distante do Grande Oriente Lusitano. Procurador à Câmara Corporativa, é também presidente do Grémio da Imprensa."
(Fonte: http://www.politipedia.pt/rosa-joao-pereira-da-1885-1962/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
10€
22 abril, 2022
Com dezoito meses de idade foi enviado para Lisboa, sendo educado pela avó paterna. Aos dezanove anos de idade aderiu ao ideário do anarquismo e iniciou colaboração no diário anarco-sindicalista A Batalha e, posteriormente, no jornal anarquista A Comuna, da cidade do Porto. Nesse período participou nas atividades de um grupo libertário que, entre outros, integrava Cristiano Lima e David de Carvalho. Fez parte da redação da revista Renovação (1925-1926) e colaborou na organização do congresso anarquista da União Anarquista Portuguesa (UAP). Publicou diversas obras de ficção, entre as quais Hugo, o Pintor (1922), Delicioso Pecado (1923), A Audácia de um Tímido (1923), Entre Vinhedos e Pomares (1926) e O Preto de Charleston (1930). Após a Revolução de 28 de Maio de 1926 dedicou-se ao jornalismo e tornou-se escritor profissional. Voltou-se para a história, escrevendo mais de uma dezena de volumes. Também se dedicou ao romance policial, de aventuras e à literatura cor-de-rosa recorrendo a pseudónimos pretensamente estrangeiros.
A 10 de julho de 1970, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada."
(Fonte: Wikipédia)
21 abril, 2022
MASON, James - CATALOGO DOS OBJECTOS PERTENCENTES Á MINA DE S. DOMINGOS. Exhibidos na Exposição Internacional do Porto em 1865. Por..., Engenheiro e Director Gerente. Lisboa, Typ. da Sociedade Typographica Franco-Portugueza, 1865. In-8.º (22,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Notável subsídio para a história da Mina de São Domingos, importante pólo mineiro alentejano localizado no concelho de Mértola, redigido por um dos seus proprietários - James Mason.
"A tradição mineira na zona de São Domingos remonta aos Fenícios e Cartagineses e, depois destes aos Romanos, cujo labor mineiro se estendeu desde o inicio do séc. I até aos finais do séc. lV, sendo o seu principal objetivo a extração de cobre, ouro e prata.
A exploração mineral no local de São Domingos é anterior à invasão romana da península Ibérica, período em que os trabalhos se intensificaram com a exploração do "chapéu de ferro" que cobria a massa piritosa, para a exploração de cobre, ouro e prata.
Em 1858 tem início a moderna exploração da mina, por iniciativa da companhia de mineração "Mason & Barry". Os trabalhos prolongaram-se até 1965, ano de esgotamento do minério e de encerramento da mina. Neste período, a lavra foi feita a céu aberto até aos 120 metros de profundidade, tendo os trabalhos continuado por meio de poços e galerias até aos 400 metros.
Com o fim da lavra, a aldeia mineira entrou em decadência. Esta foi a primeira aldeia do país a ter luz elétrica.
O conjunto encontra-se atualmente em Vias de Classificação."
(Fonte: Wikipédia)
"Tres legoas ao nascente da antiga Myrtilis Julia, hoje Mertola, edificada sobre o rio Guadianna, via-se ha poucos annos a serra de S. Domingos tão erma como nua de vegetação.
A meia encosta do lado poente via-se apenas um humilde hermiterio com a invocação do Santo que deu nome á serra: a cruz hasteáda na empêna convidava o viandante ou o pastor a descançar á sombra de duas annosas oliveiras, emquanto os pequennos rebanhos iam, de passagem, pelando o magro pasto que a aridez do solo deixava com custo vegetar. [...]
A mina de S. Domingos tem hoje um logar impotante entre os primeiros estabelecimentos mineiros da Europa, posição conquistada á custa de um capital avultado sob a egide de uma administração prudente e de uma acertada direcção techinca. É com estes elementos que se tem sabido aproveitar todas as condições naturaes que a riqueza e posição do jazigo offerecem. É por este modo de James Mason e F. T, Barry, director commercial em Londres, têm conseguido collocar a mina de S. Domingos na vanguarda de todas as suas congeneres da provincia de Huelva em Hespanha, dominando completamente o mercado inglez, o verdadeiro mercado do mundo, d'onde afastam todos os concorrentes que não podem medir-se em forças productivas com a mina de S. Domingos. [...]
Em dezembro de 1858 via-se apenas na encosta da serra a pequena ermidinha de S. Domingos, hoje é tal a transformação que custa distinguil-a entre as numerosas edificações que constituem a povoação mineira, com,posta de mais de 300 fogos, com uma bella igreja, casa para escola, hospital, palacio da empreza, laboratorio, sala de desenho, theatro, casa de philarmonica, casa de recreio com bilhar e gabinete de leitura, hoetl, cavallariças, e officinas apropriadas para todos o serviços.
Todos estes edificios, constuidos em seis annos, estão assentes em torno das excavações antigas que seguem alinhadas a crista da serra. [...]
A extracção tem logar por galerias inclinadas que communicam os dois andares com a superficie; e o transporte é feitos em waggons puxados por meio de um malacate de cavalgaduras no tunel do andar inferior, e em zorras puxadas por muares no tunel do andar superior.
A mesma machina a vapor, que hoje é empregada no esgoto, deverá em pouco tempo substituir na extracção o emprego do motor de sangue.
Um caminho de ferro communica a mina com o Pomarão, porto de embarque situado na margem esquerda do Guadiana, junto á foz da ribeira de Chança que separa o Alemtejo da provincia de Huelva. A distancia a percorrer é proximadamente de 18 kilometros, e o transporte, feito primeiramente por meio de muares, depois por um systema mixto de muares e locomotivas, é agora completamente executado por locomotivas de construcção especial.
O porto do Pomarão não existia, fez-se. As margens foram aprumadas do Guadiana foram rasgada e formou-se o espaço necessario para as differentes vias de resguardo do caminho de ferro, para deposito de mineral, para casas de habitação, escriptorios e armazens.
Um excellente caes reveste em grande extensão a margem e a elle encostam numerosos navios de vela e a vapor que ali vêm receber carga. O serviço está de tal modo montado que os waggons vêm directamente descarregar o mineral nos porões dos navios.
Um vapor da empreza anda constantemente em viagens entre o Pomarão e a barra de Villa Real de Santo Antonio, dando reboque aos navios de vela quando não tem vento de feição. São oito legoas de rio on de até 1859 se ouvia apenas o som compassado e monotono dos remos de algum batel; hoje as aguas do Guadiana agitam-se aos impulsos dados pelo movimento de centanares de navios de vela e pelos propulsores dos barco de vapor, que dão ao rio uma animação e uma vida acima de toda a descripção, e tornam admiravel o panolrama que o Pomarão hoje nos offerece."
(Excerto de A mina de S. Domingos)
Para além da descrição da mina e dos elementos naturais circundantes, o autor discrimina lista de objectos a apresentar na Exposição do Porto:
- Pinturas, photografias, modelos, e desenhos.
- Specimens de mineraes e alguns objectos encontrados nos trabalhos antigos.
- Collecção especial de moedas e de diversos objectos de pequenas dimensões, encontrados nos trabalhos antigos.
James Mason (1824-1903). "Nasceu no condado de Norfolk em Inglaterra a 24 de Julho de 1824, filho de James Mason e Elizabeth Peowans.
Licenciado em Engenharia de Minas pela Escola de Minas de Paris, foi membro das sociedades: Sociedade de Química de Londres; Sociedade Geológica de Londres e Real Associação dos Arquitetos Civis e Arqueólogos Portugueses.
A 9 de Outubro de 1858 James Mason celebra em Paris com a La Sabina um contrato de arrendamento e cessão de direitos de exploração da Mina de S. Domingos por 50 anos, para o efeito funda com o seu cunhado Francis Tress Barry a sociedade Mason And Barry Ltd.
Em Julho de 1860 James Mason foi vitima de um atentado, não consumado, perpetrado por uma Quadrilha de Banditti da Aldeia de Corte do Pinto. O atentado foi preparado por João Félix e José Félix Mourinho, o "Chato", ambos envolvidos no movimento da Patuleia (movimentos de revoltas populares como o liderado pela jovem Maria da Fonte) e fugitivos do Limoeiro e do Forte do Bugio. Os dois tornaram-se célebres pelos atos criminosos, apoiados pelas populações autóctones e por amigos em várias povoações das duas margens do Guadiana, personificando um tipo de banditismo descrito por, (E. J. Hobsbawn e Gorge Rudé, Revolucion Industrial y Revuelta Agraria. El Capitán Swing. Madrid, 1978. Também descrito pelo primeiro autor em, "Rebeldes Primitivos", estudo sobre as formas arcaicas dos movimentos socias nos séculos XIX e XX).
Em 1866, recebe o título de 1º Barão de Pomarão. A 7 de Dezembro de 1868 recebe o título de Visconde de S. Domingos. A 25 de Novembro de 1897 recebe o título de Conde do Pomarão. James foi ainda agraciado em vida com a Comenda da Ordem de Cristo.
James Mason faleceu no dia 2 de Abril de 1903, aos 79 anos, no condado de Oxford em Inglaterra."
(Fonte: https://www.cemsd.pt/node/5770)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo sujas, com pequenos defeitos. Mancha de humidade antiga atinge últimas páginas.
Raro.
A BNP dispõe de um exemplar "sem acesso", e um outro, disponível em microfilme.
Indisponível
20 abril, 2022
TESTA, C. - A ARTILHARIA MODERNA E A CANHONEIRA DE PEÇA FIXA
E SUA IMPORTANCIA PARA A DEFENSA DE PORTOS. Por... Capitão de fragata da armada, Socio do Instituto dos architectos navaes, de Londres. Lisboa, [s.n.], Maio
1879. In-8.º (21 cm) de 36 p. ; [1] f. desdob. ; B.No dia 18 de setembro de 1859 começou a prestar serviço no Ministério da Marinha, como Ajudante de Ordens do Ministro da Marinha, o que lhe permitiu vir a conhecer profundamente a organização da Marinha. Anos mais tarde foi nomeado comandante interino da corveta Sá da Bandeira e em 1866 lança o seu primeiro livro, Considerações sobre os navios de guerra em relação aos sistemas de construção e armamento."
(Fonte: https://ccm.marinha.pt/pt/museumarinha_web/multimedia_web/Paginas/efemeride-150-anos-anais-clube-militar-naval-17nov20.aspx)


























