22 julho, 2023

MENDES, J. M. Fragoso -
PSICOSES SINTOMÁTICAS.
Estudo clínico e análise estrutural de 509 casos. Lisboa, Edição do Autor, 1959. In-4.º (24,5x18,5 cm) de 389, [3] p. ; [1] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante ensaio psiquiátrico elaborado com casos recolhidos pelo autor no Hospital Júlio de Matos, e outros resultantes da sua observação pessoal.
Obra de fôlego. Trata-se da dissertação de candidatura ao grau de Doutor apresentada por Fragoso Mendes à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Estudo realizado na Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina de Lisboa, com a colaboração do Centro de Estudos Egas Moniz e do Laboratório de Química Fisiológica da F. M. L.
Ilustrado com inúmeros gráficos, esquemas e tabelas, sendo uma delas em folha desdobrável separada do texto.
"O problema das alterações da vida psíquica implica sempre o estudo das suas causas e o papel que desempenham na manifestação dos diferentes síndromes psicopatológicos.
Dos vários grupos da nosologia psiquiátrica actual, as psicoses sintomáticas, que se manifestam noutras doenças, com autonomia clínica, e dentro destas as formas confusionais, são as que maior contribuição têm dado para a compreensão biometabólica das doenças mentais. Consideram-se as perturbações psicóticas como as «mais internistas» de todas, colocadas no limiar da Psiquiatria para a Medicina Geral, entre o funcional e o orgânico, representando estas formas confusionais um elo da cadeia de processos de dissolução da personalidade."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio | I - Parte Geral: Introdução. Evolução histórica do conceito. Etiopatogenia. Predisposição para as psicoses somáticas. Análise estrutural. Pródomos. Formas de início. Análise dos sintomas. Análise sindromática. Sintomas somáticos. Estudos laboratoriais. Electroencefalografia. Anatomia patológica. Prognóstico e evolução. Tratamento das psicoses sintomáticas. Estados pós-psicóticos, tempo de doença e resultado final. II - Parte Especial: Análise das psicoses sintomáticas segundo os grupos etiológicos. Psicoses nas doenças infecciosas. Psicoses nas parasitoses. Psicoses nos estados carenciais e de esgotamento. Psicoses nas doenças do aparelho circulatório. Psicoses nos estados de uremia. Psicoses nas hemopatias. Psicoses no pós-operatório. Psicoses nas doenças pulmonares. Psicoses nas neoplasias malignas. Psicoses nas doenças gastrintestinais. Psicoses nas doenças hepáticas e das vias biliares. Psicoses na gravidez, puerpério e lactação. | Resumo e conclusões | Alguns casos clínicos | Bibliografia.
João Manuel Fragoso Mendes (1922-1981). "Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, de Psiquiatria, tendo sido o introdutor em Portugal, dos estudos sistemáticos e da linha de investigação em psicopatologia clínica."
(TEIXEIRA, J. Marques, Em Memória de... Paes de Sousa, Leituras/Readings - Vol.VI n.º 3 Maio Junho 2004)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
45€

21 julho, 2023

GUIMARÃES, Júlio - A SAÚDE PELAS PLANTAS. 250 receitas de remédios compostos com plantas medicianis e descriminação da utilidade das mesmas, de frutos, legumes, vegetais, preparação de tisanas, xaropes, etc. Coordenação de... 1.ª Parte [2.ª Parte].  Colecção Doméstica n.º 17/18-A. Lisboa, Livraria Barateira, [19--]. 2 vols in-8.º (19,5 cm) de 30, [2] p. (I) e 31, [1] p. (II) ; B.
1.ª edição.
Conjunto de mézinhas e panaceias preparadas a partir de frutos e plantas medicinais para resolução dos mais diversos problemas de saúde.
Interessante repositório de receitas em 2 volumes (completo). Raro e muito curioso. A BNP não menciona.
Contém no início do vol. I a "Significação de algumas palavras""Para mais fácil compreensão de alguns termos técnicos empregados na medicina, e que se encontram no decorrer dêste livro, publicamos a significação em linguagem popular."
Ex-libris nos dois exemplares de José Coelho (1887-1977), conhecido professor e arqueólogo viseense - conhecido carinhosamente por "Indiana Jones de Viseu".
Exemplares brochados, agrafado, em bom estado geral de conservação. Capa do 1.º volume apresenta falha de papel nos cantos exteriores. Inclui factura e documento de cobrança da Livraria Barateira em nome de José Coelho.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

20 julho, 2023

BALDY, Dr. -
PERFIS MORAES.
Devaneios poeticos. Pelo... Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real, 1880. In-8.º (17,5 cm) de [6], 324, [16] p. ; E.
1.ª edição.
Primeira obra poética de Luiz Baldy, dedicada à memória de seus pais e sua filha Hermínia.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao insigne médico e professor José Curry Cabral (1844-1920).

"Roberto era o filho que pensa em herdar
A larga fortuna, que o pae ajuntára;
E este um bom homem, que a sabe ganhar,
A cuja ambição ninguem mais se igualára.

A mãe, tal e qual... o mesmissimo estofo,
Chamava ás senhoras - tafues, lambisgoias.
E tinha um caracter tão vil e balofo,
Que só se empanava c'os bens e co'as as joias.
 
Se aos bailes concorre, se vae ao theatro,
A tola repete com vã presumpção:
Eu tenho riqueza bastante p'ra quatro...
P'ra ter meu marido - fidalgo varão.

O mundo é assim... é um cubo de tolos,
Aonde revendo-se ao brilho do ouro,
Se perdem cabeças de escaços miolos,
Se aviltam vaidades de triste desdouro."

(Excerto de O perdulario)

Luiz José Baldy (1822-1885). Médico e poeta humorista. Muito considerado entre os seus pares, e estimado pelos pacientes, a quem nunca negava auxílio, - fosse quem fosse -, mesmo a desoras. Escrevia nas (poucas) horas livres. A BNP tem recenseado dois títulos seus: Perfis moraes (1880) e Um meeting na parvonia (1881). Um livro de sonetos estaria na forja quando a morte o surpreendeu (1885).
Encadernação em percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

19 julho, 2023

A REGIÃO DO VOUGA.
Aveiro, Agueda, S. Pedro do Sul, Vizeu. Indicações geraes para uso dos viajantes - Sociedade Propaganda de Portugal. Lisboa, Composto e impresso na Typ. da «Gazeta dos Caminhos de Ferro», 1917. In-8.º (15,5 cm) de 63, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante roteiro turístico.
Assinala os locais e monumentos emblemáticos dos concelhos situados na região de Lafões, tudo devidamente acompanhado de apontamentos históricos e geográficos sobre as vilas e cidades mais relevantes.
"Esta linha que tem o seu inicio em Espinho e o seu terminus em Vizeu, desenvolve-se na mais pictoresca a accidentada directriz, na extensão de 141 kilometros, atravessando uma região verdadeiramente encantadora, bordejando precipicios, contornando montanhas e apresentando aos olhares extasiados do turista as mais diversas e variadas paisagens, os mais surprehendentes pontos de vista, os mais risonhos e alegres panoramas. [...]
A concepção do traçado e a sua execução rapida e feliz, constituem uma gloria da engenharia portugueza, incluindo as suas obras de arte pontes arrojadas e viaductos importantes, todos de alvenaria, e, alguns, de vãos muito superiores aos maiores até agora admitidos entre nós, o que representa, na phrase, concisa mas sobremodo justa, do illustre engenheiro Sr. J. Fernando de Sousa, «licção e exemplo valioso»."
(Excerto de A linha do Valle do Vouga)
Índice:
A linha do Valle do Vouga. | Aveiro. | Agueda. | S. Pedro do Sul. | Vizeu.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
25€
Reservado

18 julho, 2023

J. P. OLIVEIRA MARTINS : In Memoriam.
30 Abril 1845 - 24 Agosto 1894.
Oitavo anniversario do seu fallecimento. Preço 300 réis. [S.l.], [s.n.], [1902]. In-4.º (23,5x17,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894), ilustre historiador, político e cientista social português, por ocasião do 8.º aniversário da sua morte. O prefácio - Ao leitor - é assinado por seu irmão Guilherme, tendo o elogio/apontamento biográfico - Oito annos de repouso - ficado a cargo de Jaime de Magalhães Lima. Inclui no interior, à parte, as notas biográficas do homenageado por ordem cronológica e a lista de obras publicadas.
"O producto da venda d'este opusculo constituirá um fundo cujo rendimento será destinado á creação d'um premio escolar que receberá o nome de Premio Oliveira Martins".
"Que incerta a vida ultra-tumular dos que no mundo exerceram poder sobre os homens! Aqueles que pareciam destinados ao esquecimento, passando na terra apenas entre leves sussurros d'estranheza, ressurgem em espirito, a dominar gerações ininterrompidas; outros, cuja morte foi temeroso luto, lançando o pavor nas multidões, como abandonadas da protecção dos deuses, rapidamente se sepultam n'um desapparecimento de todo o vestigio, apagado para sempre, sem que a saudade jámais o descubra. [...]
Um amigo meu, vendo morta a seu lado uma pessoa querida e meditando o passado e tristes erros que alli terminavam, ao pressentir para ella esse esquecimento total, verdadeira anniquilação da alma, exclamou n'um impeto doloroso: - Afinal, o melhor é vivermos para deixar saudades.
Que saudades deixou Oliveira Martins? Como ressurgiu, depois que a escuridão de quatro estreitas paredes de marmore, rematando tormentosos dias, lhe encerrou para eterna paz o corpo fatigado?"
(Excerto de Oito annos de repouso)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequeno orifício e uma ou outra mancha.
Invulgar.
Com interesse biográfico.
15€

17 julho, 2023

CABRITA, António Alves - DIÁRIO DE UM PESCADOR NA PESCA DO BACALHAU. Corroios, Edição do autor, 2021. In-8.º (21 cm) de xiv, 120, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Memórias do autor, pescador de dóri, na «Faina Maior». Trata-se do seu "diário" composto por inúmeros episódios - relatos fieis - das campanhas da pesca do bacalhau em que participou. Inclui no final glossário de termos utilizados na pesca do "fiel amigo".
Livro ilustrado no texto com fotografias a p.b. e a cores.
Tiragem limitada a 210 exemplares.
"O meu pai sempre nos contou episódios e experiências da sua passagem pela pesca do bacalhau, e este «diário» com essas memórias é um sonho que ele há muito acalentava, e que agora se realizou. É um sonho, mas também é um testemunho vivido e escrito na primeira pessoa. Há várias publicações sobre a pesca do bacalhau à linha em que esta é descrita como uma epopeia, como um feito heroico e sobre humano. E sem dúvida que o foi! Mas também é verdade que essas descrições foram feitas da ponte de comando por capitães, por oficiais e por médicos. Talvez poucos pescadores nos tenham deixado por escrito o relato das suas experiências. Este é um testemunho da pesca do bacalhau mas que nos é relatado de dentro do dóri, e que talvez tenha por isso algum valor histórico.
Este «diário» conta-nos algumas histórias, mas muitas outras que ouvimos ao longo dos anos ficarão guardadas apenas na nossa memória: como eram as idas dos portugueses a terra na Gronelândia e na Terra Nova, o choque de culturas, as "aldrabices" com que os portugueses enganavam os esquimós, etc."
(Excerto de Prólogo)
"Para a construção da cultura, da identidade, da imagética e da perceção que as comunidades piscatórias têm de si próprias, a pesca do bacalhau, designadamente no contexto da ditadura do Estado Novo, foi determinante.
Para os membros destas comunidades, os relatos que entremeavam a dor, o sofrimento e a gestão das ausências com os feitos heroicos das grandes pescarias, com os dóris "a um palmo fora de água" de tão carregados, eram uma constante nos serões, à mesa das refeições ou nas tabernas durante os períodos em que era possível habitar esse espaço estranho e de múltiplos perigos para os homens do mar - a terra firme. [...]
O pescador António Alves Cabrita, de Armação de Pera - Algarve, presenteou-nos com esta descrição minuciosa e crua de uma realidade que, em muitos aspetos, foi tremendamente desumana."
(Excerto de Prefácio - Administração da Mútua dos Pescadores)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Esgotado.
35€

16 julho, 2023

SAMPAIO, Antonio Vicente Leal -
O MINISTERIO PUBLICO E O HOMICIDIO DE FRANCISCO RIBEIRO MARTINS DA COSTA
. Porto, Imprensa Moderna, 1902. In-8.º (21,5x15 cm) de 58, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Processo relativo ao homicídio de um insigne vimaranense - Francisco Martins da Costa, também conhecido por Francisco Agra - por Julio de Campos, natural de S. Torcato, -  crime, que teve por móbil o roubo.
Nas páginas do presente livro o autor procura justificar o seu trabalho, baseando-se nos indícios e provas recolhidas, sobre o crime que em 1901 chocou o país, e Guimarães em particular, tal a frieza de que se revestiu.
Exemplar valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Conde de Paçô Vieira.
"No dia 26 de Junho do anno de 1901, foi assassinado na sua quinta d'Agra um dos mais illustres habitantes de Guimarães, a quem a cidade tanto deve, o snr. Francisco Ribeiro Martins da Costa. Muito embora o homicidio fosse perpetrado á grande luz do dia, pelas onze ou onze e meia da manhã, de tal modo se acautelou o assassino, escolhendo um sitio ermo e arborisado, que ninguem viu. Mas se para a descoberta dos criminosos fossem indispensaveis testemunhas presenceaes, o maior numero d'elles, e os mais execrandos, ficariam impunes: por fortuna é raro o crime que não deixa vestigios; e no caso presente os que se acharam no decurso das minuciosas investigações administrativas e judiciaes, confrontados com exames de peritos e depoimentos verdadeiros, convenceram o Meretissimo Juiz, Dr. Antonio Augusto Fernandes Braga, que fôra auctor do crime Julio d'Abreu Lemos, tambem conhecido por Julio de Campos, e por isso o pronunciou.
Na audiencia porém de julgamento, o jury, em contrario á opinião do eminente magistrado, que organisou o processo, e com o mais desvellado escrupulo, durnte longos dias e noites, apreciou o merecimento das provas - o jury absolveu o reu por unanimidade. Eis porque venho hoje apresentar aos meus superiores hierarchicos e a todas as pessoas, que teem competencia para avaliar uma prova, a summula do meu procedimento, como representante do Ministerio Publico, e os factos em que me fundei para pedir a condemnação do reu."
(Apresentação)
Exemplar brochado, sem capas, em bom estado de conservação.
Muito raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

15 julho, 2023

MERELIM, Pedro de - AÇORIANOS MINISTROS DE ESTADO
. Angra do Heroísmo, [Joaquim Gomes da Cunha (Pedro de Merelim)], 1996. In-8.º (21x15,5 cm) de 81, [7] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa: José Simas.
Interessante colecção de apontamentos biográficos sobre insignes figuras açorianas que desempenharam altos cargos no Governo da nação.
Livro ilustrado com o retrato dos biografados, exceptuando nove, que o autor não conseguiu reunir.
Edição limitada a 300 exemplares.
"Quando pesquisamos elementos em busca de Açorianos que se integraram no Executivo nacional, supomos não haver qualquer omissão e deparamos com o total de vinte e cinco, alguns subiram à Presidência da República e do Conselho, outros secretários, decidimos com base no que encontramos, tratar os seus curriculus e inseri-los no Mensário ilustrado Ilha Terceira, de que fomos, desde o início, o Redactor Principal, não apenas com original nosso, mas também, como sucedeu com quatro textos procedentes doutras penas, como adiante no recheio se verá, além de tomarmos como alicerce trechos e apontamentos de cronistas antigos que para o efeito colhemos. [...]
Ao traçar estas simples biografias , logo acalentamos o firme propósito de as reunirmos numa edição, o que a efeito levamos a expensas próprias, oferecendo, assim, à História dos Açores esta agradável lembrança."
(Excerto da Apresentação)
Pedro de Merelim (1913-202). "Pedro de Merelim, nom de plume de Joaquim Gomes da Cunha. Saiu aos 18 anos da sua terra natal, São Pedro de Merelim (Braga). Cumprido o serviço militar, fixou residência em Lisboa, mas logo é reincorporado por ocasião da II Guerra Mundial, vindo cumprir serviço na ilha Terceira, onde se fixa. Passa aos quadros do Exército, após a guerra, e dá largas à sua verdadeira vocação, que é a de jornalista, usando o pseudónimo de Pedro de Merelim. Pertenceu ao corpo redatorial do jornal A União, durante 38 anos, chegando a exercer o cargo de redator-chefe e chefiou o gabinete de notícias do Rádio Clube de Angra. Escreveu milhares de textos (artigos, reportagens, locais, crónicas de viagem) que publicou em jornais açorianos, do continente e da Guiné-Bissau. Foi correspondente entre 1953 e 1972 de O Primeiro de Janeiro (Porto) e colaborador de O Século e do Jornal do Comércio, ambos de Lisboa. O mais importante do seu trabalho é constituído por obras que versam temas de grande relevância local e regional, num total de 22 títulos, e por artigos publicados na Atlântida, revista do Instituto Açoriano de Cultura. Foi autodidata, por não ter podido beneficiar de formação de nível superior e, por isso, nem sempre manuseou da forma mais adequada as normas da investigação; Pedro de Merelim foi, no entanto, um historiógrafo exemplar, pela sua grande seriedade e probidade intelectual, no que constitui um exemplo para qualquer investigador. Legou o seu espólio, em vida, à Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro."
(Fonte: https://bparlsr.azores.gov.pt/arquivo_regional/pme-pedro-de-merelim/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com significado histórico.
Indisponível

14 julho, 2023

OLIVEIRA, P. Miguel de -
HISTÓRIA ECLESIÁSTICA DE PORTUGAL. 2.ª edição. Lisboa, União Gráfica, 1948. In-8.º (19 cm) de 474, [6] p. ; il. ; B.
Importante subsídio para a história da Igreja em Portugal.
Trata-se da segunda edição desta interessante obra, melhorada e acrescentada.
"História Eclesiástica de Portugal é uma obra objectiva e não apologética sobre uma instituição que influenciou decisivamente o destino de Portugal.
 O Padre Miguel de Oliveira, cuja honestidade científica foi amplamente reconhecida, traça a evolução da Igreja Católica no nosso país, desde os alvores do cristianismo, com o domínio romano, até aos nossos dias, passando em revista vinte séculos de evangelização.
 Numa abordagem equilibrada e sintética, analisam-se, com rigor e isenção, assuntos como as relações entre a Igreja e o Estado ou a actividade missionária e pedagógica das ordens religiosas, entre muitos outros.
Conhecer a história eclesiástica de Portugal é um caminho fundamental para compreender a realidade em que vivemos e o legado de fé e de ecumenismo que os nossos antepassados nos transmitiram."
(Fonte: Wook)
Livro ilustrado no texto com desenhos, fotografias e reproduções de pintura e gravuras.
"Traçamos nesta edição, antes de cada período, breve resumo da história da Igreja, para mostrar como nela e inserem as particularidades respeitantes ao nosso país. Pusemos especial cuidado na revisão dos Catálogos episcopais, tarefa ingrata que Herculano dizia não invejar para si, tal a dificuldade de averiguar as datas."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Lombada "partida". Capas oxidadas. Com alguns trechos sublinhados a caneta no interior e notas manuscritas. Ostenta ex-libris de Carlos Marques na f. rosto.
Invulgar.
15€

13 julho, 2023

SILVESTRE, João - O PARQUE NACIONAL DA PENA. Sua conservação inalienavel como propriedade da Republica. Por... Lisboa, Typ. a vapor de Eduardo Rosa, 1912. In-8.º (19,5x14,5 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre o Parque Nacional da Pena, elaborado pouco tempo após a implantação da República, e respectivo confisco da propriedade a favor do Estado.
Nesta exposição o autor procura sensibilizar os decisores políticos do recém empossado regime para os males que poderão advir da atribuição de parte substancial do Parque da Pena a privados para construção e exploração de hotéis, casa de saúde, casino, etc., de acordo com o projecto de lei apresentado no Parlamento, contrapondo com uma gestão parcimoniosa dos recursos para usufruto de todos.
Contém história sucinta do Parque da Pena. Raro e muito interessante, com interesse para a bibliografia sintrense.
"A implantação da Republica, fez incorporar no dominio nacional, muitas propriedades de incontestavel valôr, historico, economico e esthetico. Se algumas d'ellas, podem saldar as despezas inherentes á sua manutenção, outras ha, que com pequeno dispendio exercem directamente, uma funcção educativa e que pelas suas condições excepcionaes, são um elemento demonstrativo da fecundidade do nosso solo e das suas bellezas panoramicas.
Radicar no espirito publico, o amôr pelos seus monumentos, pelas suas propriedades de reconhecido merecimento intellectual e material, é um dever de patriotismo, que na prezente hora de resurgimento administrativo e politico se impõe a todos os bons portuguezes.
Na execução do vasto programma em que se devem assentar as bases d'uma bôa administração, é necessario collocar em primeiro logar os interesses do paiz; assim o entendeu o Governo Provisorio, tomando posse de predios, que estavam ha muito no usufructo da monarchia deposta e que eram pertença exclusiva da nação..." [...]
Pelo motivo da extincção das ordens religiosas, foi o convento da Pena e terrenos annexos, posto em praça e comprado a 3 de novembro de 1838, por D. Fernando, pela quantia de 761$000 réis, com a clausula expressa de cuidar da sua bôa conservação, visto ser um monumento nacional.
Esse edificio, havia sido restaurado em 1511, por D. Manoel I, com um dispendio superior a trinta mil cusados somma importante n'aquella epocha, sendo as obras dirigidas pelo mestre Botaca, o architecto dos Jeronymos. D. Fernando com aquella intuição artistica, que imparcialmente, não se lhe pode negar, iniciou a construcção do Palacio da Pena e os trabalhos de arborisação do Parque, coadjuvado pelo architecto alemão Barão de Eschwege e depois do fallecimento d'este, por outro architecto da mesma nacionalidade, o Barão de Kesseler."
(Excerto da exposição)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

12 julho, 2023

DICIONÁRIO DAS ALCUNHAS ALFACINHAS.
Introdução e notas de Francisco Santana. Lisboa, Livros Horizonte, 2001. In-4.º (24x17 cm) de 132, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso repositório (anónimo) de alcunhas referentes aos "nativos" de Lisboa, com evidente interesse olisiponense.
"De autor anónimo e fazendo parte do arquivo dos "Amigos de Lisboa", é constituído por cerca de 1250 entradas, todas manuscritas num milhar de folhas de bloco de pequeno formato, sendo repositório de variada e interessante informação.
Dando à alcunha uma latitude de sentido hoje de todo inusitada, vemos aparecerem ao lado de autênticas alcunhas, nomes e sobrenomes, apelidos e cognomes, pseudónimos e títulos nobiliárquicos, que recuam vários séculos dentro da nossa história.
É para um olisipógrafo um passatempo e um prazer percorrer as diversas entradas e tomar conhecimento do retrato pitoresco de Lisboa do princípio do século que findou."
(Texto retirado da contracapa)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

11 julho, 2023

ARANTES, Tito -
O RISCO DA PROFISSÃO E A PROFISSÃO DO RISCO. (A colhida dum moço de forcado não constitue acidente de trabalho).
Alegações da recorrida Sociedade do Campo Pequeno, Ltd.ª Contra Estevão Carraça. Pelo Advogado... Supremo Tribunal Administrativo. [S.l.], [s.n. - Soc. Nac. de Tip. - Lisboa], [1942]. In-4.º (24x18 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa peça jurídica relacionada com a colhida de um forcado de Alcochete - "marítimo" de profissão -, em 6 de Abril de 1941, na Praça do Campo Pequeno.
Tiragem: 500 exemplares.
"As breves alegações que se seguem não têm qualquer valor que justifique a sua impressão, visto o trabalho do advogado ter equivalido ao de arrombar uma porta aberta.
O que determinou, pois, a distribüição do presente folheto foi exclusivamente o desejo de pôr em foco um processo onde se ousou formular, pela primeira vez em Portugal, um pedido que, a triunfar, poria em grave risco, não só os interêsses de todos aqueles que aparenta defender, mas o próprio desenvolvimento da Causa Desportiva Portuguesa."
(Preâmbulo)
"Numa corrida de touros na Praça do Campo Pequeno, foi colhido o forcado Carraça, ora Recorrente.
Pretendem os Hospitais Civis de Lisboa (porque ao sinistrado, honra lhe seja, nunca ocorreu semelhante fantasia) que êste acidente envolve a responsabilidade da Empreza exploradora da Praça, como se se tratassem dum vulgar acidente de trabalho."
(Excerto de Alegações da Recorrida...)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse jurídico e tauromáquico.
25€

10 julho, 2023

RODRIGUES, Manuel Augusto -
GRAMÁTICA ELEMENTAR DE HEBRAICO. Com Textos Bíblicos e Léxico Hebraico-Português. [Por]... Professor de História do Cristianismo e de Árabe na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra]. Coimbra, [s.n. - Imprensa de Coimbra, Limitada, Coimbra], 1967. In-4.º (23,5 cm) de XIX, [3], 174, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Edição original desta importante gramática hebraica, obra pioneira no nosso país. Em 1993 foi reeditada em fac-símile.
Ilustrada com portadas de livros históricos relacionados com o assunto.
"A presença de grande número de Judeus, pelo menos desde o século III, muito veio contribuir para a divulgação do Hebraico em Portugal. As primeiras Tipografias existentes no nosso país eram judaicas, o que certamente tinha de constituir um elemento de extraordinária importância para a difusão de obras hebraicas e, desse modo, para a expansão da Língua."
(Excerto de Prefácio)
Para suprir uma grande lacuna que existia entre nós, pensámos há já bastante tempo na preparação dum manual de Hebraico. [...]
Dividimos o nosso trabalho em três partes: Elementos da língua e escrita, Morfologia e Sintaxe. Ao fim, apresentamos alguns exercícios que podem ajudar a compreender melhor as explicações teóricas fornecidas no decorrer daquelas partes."
(Excerto de Apresentação)
"O hebraico pertence ao ramo das línguas semíticas, designação que se começou a usar de 1781 em diante (o primeiro a fazê-lo foi Luís Schlözer).
Não se conhece a primitiva língua semítica da qual provieram as outras línguas derivadas e seus dialectos, a maior parte das quais já hoje não são faladas. [...]
O hebraico é o resultado da evolução da língua cananeia depois da entrada do povo hebreu. Ao entrar na Terra Prometida herdaram, como era natural, o idioma que ali era falado, o cananeu. Porém, antes que que fosse escrito qualquer dos livros bíblicos naquela língua tomou nova fisionomia e características fonéticas e sintáticas especiais. O vocabulário foi enriquecido com novos termos e alguns dos já existentes assumiram assumiram outro significado. [...]
Depois do século III d.C. dava-se a decadência do hebraico médio. O aramaico impusera-se definitivamente e mantinha-se agora como o idioma falado por todos os judeus até que no século VII o árabe lhe tirava o primeiro posto. Este período fulgurante da cultura islâmica marca todavia, porém, o início de um ressurgimento literário e gramatical que conduzia anos depois à fixação definitiva do texto masotérico.
Depois do século III o hebraico caía no abandono quase absoluto. Foi no século passado que, sob o impulso do movimento sionista, o hebraico voltou a florescer e difundiu-se bastante, sendo hoje em dia o idioma oficial do estado de Israel."
(Excerto de Introdução)
Manuel Augusto Rodrigues (1936-2016). "Formado em Teologia e Ciências Bíblicas e Línguas Semíticas, respectivamente pela Pontifícia Universidade Gregoriana e pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (1955-1962). Frequentou ainda a École Biblique et d’Archéologie Française de Jerusalém (1962-1963). Em 1963, foi convidado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra como professor extraordinário além do quadro para reger a cadeira de História do Cristianismo. Doutorou-se em 1975 em História da Cultura Medieval e Moderna com a defesa da tese "A Cátedra de Sagrada Escritura na Universidade de Coimbra (1537-1640)". Prestou provas para professor extraordinário em 1978 e para professor catedrático em 1980.
Teve a seu cargo diversas disciplinas como História da Cultura Moderna, Antiguidade Oriental, História da Península Hispânica, História da Universidade de Coimbra, História das Religiões e Línguas e Culturas Árabe e Hebraica. Dirigiu várias teses de mestrado e de doutoramento. É autor de mais de duas centenas de estudos sobre Exegese Bíblica, História da Teologia e da Igreja, Línguas Semíticas, Humanismo e História da Universidade de Coimbra, áreas em que tem desenvolvido as suas investigações em arquivos e bibliotecas nacionais e estrangeiros. Entre os cargos exercidos contam-se o de Pró-Reitor para as comemorações dos 700 anos da Universidade de Coimbra (1990-1994) e o de Director do Arquivo desta Universidade (1980-2003)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

09 julho, 2023

MALHEIRO, Alexandre - POR VIA DA GUERRA
(contos). Porto, Edição de A «Renascença Portuguesa», 1923. In-8.° (18,5 cm) de 124, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de pequenas novelas relacionadas com a Grande Guerra, aparentando serem verídicas todas elas.
Obra invulgar e muito interessante, com relevância para a bibliografia WW1.
"O capitão Sales era o meu companheiro favorito, nêsses passeios circulatórios, em que, contando, distraïdamente, voltas sem fim, nós contornávamos, não raro, silenciosos, a agressiva vedação de arame farpado formado pelo Campo de Prisioneiros de Breesen, no Gran Ducado de Mecklemburgo, onde então nos encontrávamos.
Decorria caricioso o mês de junho de 1918; e, naquele dia, um domingo, se me não engano, o sol doirava as vastíssimas searas de Roggendorf, onde gritava uma verdadeira constelação de papoilas. [...]
Dizia-se que naquele dia, seria distribuído um grande maço de correspondência. Eu e o meu companheiro procurávamos obter a confirmação de tão agradável boato, quando o sargento alemão Pells, encarregado da censura, se nos depara, casualmente, saindo da secretaria do comando.
- Muitas cartas não é verdade? - inquiriu o capitão.
Oh! sim! muitas cartas da Suzana... - informou, sorrindo, o nosso intérprete."
(Excerto de Suzana)
Índice:
Alexandra | O Dever | Alvorada sinistra | O cabo Mário | Suzana | Viagem de Núpcias.
Alexandre José Malheiro Madeira (1870-1948). Militar e escritor. "Nasceu em Martim, do concelho de Murça, em 1870, falecendo em Lisboa, em 1948. Seguiu a carreira militar, a partir de 1889, chegando ao posto de General. Concluiu o Curso de Oficial de Infantaria e foi promovido a Alferes em 1893, a Capitão em 1906 e a General em 1932. Durante a I Guerra Mundial comandou a 6.ª Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português, em França. Participou na Batalha do 9 de Abril, ficando prisioneiro dos alemães. Foi libertado em 1918 com o armistício. Regressado a Portugal desempenhou os cargos de Comandante da Escola Central de Oficiais, de Inspector de Infantaria da l. ª e 2.ª Regiões Militares, Comandante Geral da Guarda Fiscal e de Inspector Geral Interino dos Fósforos. Recebeu algumas das mais importantes condecorações: Grã Cruz da Ordem de Aviz, Medalha da Vitória e do Oficialato de Santiago."
Encadernação simples em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e bibliográfico.
Indisponível

08 julho, 2023

PAIVA, José Pedro de Matos - FEITIÇARIAS, BRUXARIAS E CURAS SUPERSTICIOSAS.
As visitas pastorais como fonte para o estudo das práticas da magia. Os agentes da magia na Diocese de Coimbra na segunda metade do século XVII. Por... Coimbra, Publicações do Arquivo da Universidade de Coimbra, 1985. In-4.º (23,5 cm) de [2], 36, [2] p. ; (359-394 pp.) ; il. ; B. Separata do Boletim do Arquivo da Universidade de Coimbra - vol. VII
1.ª edição independente.
Interessante estudo histórico sobre a superstição popular no Distrito de Coimbra, e a repressão exercida pela Igreja sobre as práticas "esotéricas".
Livro ilustrado no texto com três gráficos: 1 - Frequência de acusados 1630-1700 : Mulheres/Homens; 2 - Tipo de acusações /Homens; 3 - Tipo de acusações / Mulheres.
Exemplar duplamente valorizado pela dedicatória e cartão - ambos autografados pelo autor - dirigido ao conhecido historiador Prof. Francisco Bethencourt.
"Como em todos os domínios da história, a busca afanosa de novas fontes que permitam conhecer melhor um certo fenómeno também tingiu o estudo da magia. Até há alguns anos, este problema era estudado na maioria das vezes tendo como base os processos da Inquisição, a poesia e prosa que se escreviam sobre o assunto, os processos judiciais. Foi também frequentemente utilizada, obviamente, legislação régia e eclesiástica. [...]
As visitas pastorais são uma fonte de inestimável valor e que se prestam a fornecer informações variadíssimas sobre vários aspectos da vida quotidiana das populações, do clero, da prática religiosa, etc.
Um dos motivos que explica o sucesso das visitas com o forma de inquirição dos pecados públicos (entre eles a feitiçaria, bruxaria e curas), radica no facto de que ao nível das pequenas comunidades pré-industriais o direito à privacidade é totalmente inexistente. Mais do que isso, os vizinhos, a comunidade, têm, o dever e o direito de conhecer as actividades de cada um. É deste conhecimento que a Igreja se vai apropriar ao realizar periodicamente a visita. E não se pense que só em casos devidamente provados a Igreja actuava. Em face da legislação eclesiástica, a má reputação é suficiente para que se proceda contra alguém. [...]
A informação que as «visitas» encerram para estudar o interessante fenómeno da magia encontra-se nos depoimentos das populações visitadas e nas «pronúncias», ou seja, as penas que eram aplicadas aos acusados de magia durante o processo visitacional. Além disto, existem os «exames», que eram interrogatórios feitos  alguns dos acusados. Toda esta informação está disponível num dos livros que eram produzidos durante uma visita: o «livro de devassas». Vejamos pois qual a aplicabilidade de tudo isto no estudo da magia.
O principal valor das visitas pastorais para o estudo da «magia negra» liga-se profundamente ao facto de que aquilo que era registado pelo visitador durante a «devassa» que efectuava, ser o depoimento as testemunhas. Os livros de devassas de visitas estão pois repletos de acusações de vários crimes entre eles os de feitiçaria e bruxaria. Através das «visitas» podem-se portanto estudar as acusações e, em grande parte dos casos, as relações entre o acusador e o acusado."
(Excerto de 1 - As visitas pastorais como fonte para o estudo das práticas de magia)
Índice:
Introdução. | 1 -  As visitas pastorais como fonte para o estudo das práticas da magia. 2 - «Os agentes da magia na Diocese de Coimbra na segunda metade do século XVII».
José Pedro de Matos Paiva (n. 1960). "É professor na Universidade de Coimbra, investigador no Centro de História da Sociedade e da Cultura e no Centro de Estudos de História Religiosa. A sua área de pesquisa central é a história religiosa e cultural em Portugal, séculos XVI-XVIII. Entre outros livros é autor de Bruxaria e superstição num país sem "caça às bruxas" (Lisboa, 1997), Os bispos de Portugal e do império (1495-1777) (Coimbra, 2006), Baluartes da fé e da disciplina (Coimbra, 2011)."
(Fonte: wook)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com sublinhados e notas marginais, tudo a lápis.
Raro.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico.
25€

07 julho, 2023

LIVRO CASTANHO SOBRE O INCÊNDIO DO REICHSTAG E TERROR HITLERIANO -
Publicado pelo Comité Internacional de Auxílio às Vítimas do Fascismo Hitleriano
. [S.l.], Edições ao Serviço do Direito [Composto e impresso na Gráfica da Lousan - Lousan], 1933. In-8.º (18,5 cm) de [4], 196 p. ; E.
1.ª edição.
Edição original portuguesa deste livro-denúncia, iniciativa de Petrus (Pedro Veiga), publicado em 1933, aquando dos acontecimentos.
O incêndio do Parlamento alemão marca o início da acção musculada do Partido Nacional-Socialista de Adolf Hitler contra os seus opositores, pretexto para a aniquilação de milhares de pessoas. Obra prevista para dois volumes, apenas o primeiro - este - terá sido dado aos prelos.
"O Reichstag é, em termos simples, a sede do parlamento alemão, hoje chamado Bundestag, e situa-se em Berlim. O edifício foi construído no século XIX para albergar o parlamento – então chamada Dieta – da Alemanha Imperial e, depois da I Guerra Mundial, da república de Weimar.
A 27 de fevereiro de 1933, à noite, deflagrou um grande incêndio que o destruiu quase completamente. Este facto teve um enorme impacto na cena política da Alemanha e é considerado pelos historiadores como o episódio que apressou a tomada do poder por Hitler e a instauração do nazismo na Alemanha."
(Fonte: https://ensina.rtp.pt/artigo/o-incendio-do-reichstag/)
"A numerosa documentação reunida no «Livro Castanho sobre o Incêndio do Reichstag e o Terror Hitleriano», sôbre os verdadeiros instigadores do incêndio do Parlamento alemão, assim como sôbre as atrocidades e assassinatos políticos cometidos no Reich nos primeiros seis meses de 1933 é verdadeiramente impressionante. No prefácio escrito por Lord Marley, algumas das suas palavras elucidam-nos sôbre o método que presidiu à compilação do material publicado: «Não utilisamos, diz êle, os documentos mais sensacionais. Cada facto consignado nêste livro foi submetido previamente a um exame minucioso e os casos que foram mencionados são a expressão duma série de factos análogos. Nós poderiamos fazer detalhes muito mais horriveis mas abstivemo-nos de o fazer precisamente por causa do caracter excepcional que estes casos apresentam»."
(Introdução - Libelo)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

06 julho, 2023

AMARAL, Abílio Mendes do - OS TEIVES. Vinhó : na vida do país e do mundo. [S.l.], Separata do «Notícias de Gouveia», 1966-1967. In-8.º (21,5 cm) de 45, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio histórico e genealógico para a aldeia de Vinhó, localidade portuguesa pertencente ao concelho de Gouveia.
Exemplar valorizado pelo autógrafo do autor na f. rosto.
"Vinhó é uma localidade portuguesa do município de Gouveia, na província da Beira Alta, região do Centro e sub-região da Serra da Estrela, com 578 habitantes (Censos 2011) numa área de 7,86 km² (densidade populacional: 73,5 hab/km²). Dista 4 km de Gouveia e 50 km da Guarda, capital do distrito.
Vem mencionada nas inquirições de 1258, dizendo ser um couto limitado por padrões, coutado por D. Afonso Henriques."
(Fonte: Wikipédia)
"Teive é nome já citado muitas vezes e fica bem no historial de Vinhó. Dona Antónia de Teive aqui viveu em suas casas, possuiu grossos capitais, morreu e foi metida em túmulo ainda existente na capela do seu mosteiro da Madre de Deus, hoje igreja matriz.
D. Antónia e seu marido, o cavaleiro-fidalgo Francisco de Sousa, da nobre casa dos Sousas, com suas sobrinhas, constituíam a mais notável família do Vinhó do século XVI. [...] Esta família, (D. Florença e D. Richarte) descendente do rei João Sem Terra, teria vindo para Portugal no tempo do nosso D. Pedro I.
Em breve surgem os Teives no plano da vida nacional, ocupando situações compatíveis com a sua gerarquia. Não vou trazer para aqui a sua história, nem me propus tal tarefa; simplesmente desejo vincar o facto indesmentível de eles, de tão alta qualidade e merecimento, se acharem ligados à sociedade, vida e escol renascentista desta pequena e linda póvoa que ainda hoje é Vinhó."
(Excerto de Em Vinhó)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com alguns sublinhados a caneta na pág. 8.
Raro.
Com interesse histórico e genealógico.
15€

04 julho, 2023

AS MAIS LINDAS POESIAS LIRICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA.
Compilação da A. Machado. Lisboa, Emprêsa Literária Universal, 1935. In-8.º (21 cm) de 77, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Capa muito bela de Alfredo Moraes (1872-1971).
"As poesias de reuni nêste volume foram compiladas entre alguns milhares delas; não direi que sejam as melhores, porém, pareceram-me serem as mais lindas, para o nosso espírito sentimentalista de poetas.
Eu quis quasi, formar com elas um cancioneiro de amor, e esta compilação, dará uma ideia exacta das produções dos nossos poetas e poetisas, alguns até ignorados do público que lê.
Se abusei em apresentar poesias de Camões, Bocage e outros, foi porque julguei não ser nunca demasiado torna-las conhecidas do leitor, que nem sempre pode consultar tantos livros como de maravilhas êste contém."
(Excerto do Prefacio)

"O antigo Portugal traja de festa
As galas juvenis d'antiga glória,
Brilham hoje os quarenta herois da história,
Que a história é tudo quanto emfim nos resta.

É tudo? Não! Oh pátria, que voz esta,
Por ti é Portugal sem vangloria
O luso coração sonha a vitoria
E a tua independência audaz protesta.

Já não flamejam teus balsões na frota
Que um novo mundo viu; enquebrantado
Por mil revezes, sim, não por derrota.

Mas, Portugal, ressurgirás honrado
Nas bandeiras leais de Aljubarrota,
Se um dia o nome teu fôr afrontado."

(Camilo Castelo Branco)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, com falhas e pequenos defeitos. A f. ante-rosto foi "transplantada" do seu lugar habitual para depois da contracapa(?!). Assinatura de posse na capa anterior.
Muito invulgar.
15€

03 julho, 2023

MACHADO, F. Falcão -
NOTAS SOBRE OS CEGOS.
Separata do Boletim da Assistência Social. Ano 10.º / N.ºs 107 a 110 : Janeiro a Dezembro-1952. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso por E. Silva, Silvas, Limitada - Lisboa], 1953. In-4.º (241x17 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Estudo pioneiro sobre a problemática dos invisuais em meados do século XX - a sua condição e plena integração na sociedade.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Alfredo de Melo e Mota.
"Quem é que deve considerar-se como cego?
Têm variado as respostas, consoante o conceito de cegueira.
Para alguns autores cego é quem sofreu perda total da vista. Para outros é quem sofreu uma perda parcial que, todavia, impede o exercício das faculdades de direcção e orientação espontânea; ou incapacita para o exercício dum trabalho remunerador, ou duma profissão em que a vista é essencial, ou, mesmo, o exercício da profissão exercida anteriormente à perda da vista."
(Excerto de 2 - Conceito do Cego)
Índice:
1) Os cegos em Portugal e sua distribuição corográfica. 2) Conceito do Cego. 3) Suplecção sensorial. 4) Personalidade do Cego. 5) Destino do Cego. 6) Possibilidades profissionais do Cego. 7) Soluções simples. 8) A resposta do Governo. | A facilidade dos cegos para o aprendizado de um ofício | Exploração de quiosques | O «Dia do Cego».
Fernando Falcão Machado (Coimbra, 1904 - Porto, 1993). Nasceu em 28 de Maio de 1904 no Largo da Castelo, Coimbra. Professor e publicista. Casou com Maria Ana Cabedo Garcia, natural de Setúbal. Publicou trabalho de temática diversa - etnográfica, sociológica, geográfica, etc. - relacionada sobretudo com a zona de Coimbra, de onde era natural, e Setúbal, a sua cidade por adopção. Faleceu em 23 de novembro de 1993 na freguesia de Paranhos, Porto (89 anos de idade).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa manchada à cabeça.
Muito invulgar.
10€

02 julho, 2023

BILÓ, Júlia de Barros - CONSTANTINO, REI DOS FLORISTAS. Uma Quási-Biografia. Leiria, Magno Edições, 2003. In-4.º (23 cm) de 296, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Biografia romanceada de Constantino de Sampaio e Melo - o Rei dos Floristas (1802-1873), natural de Torre de Moncorvo (ou simplesmente Moncorvo), que do nada construi um império na indústria das flores artificiais em Paris. Amante das flores, estudioso de Botânica, cultivava o seu interesse com viagens de prospecção e recolha. Os seus arranjos eram requisitados pela alta burguesia e casas reais europeias para as grandes ocasiões, sendo os seus trabalhos alvo de curiosidade e admiração, tal a excelência atingida, sendo muito difícil distinguir as suas plantas das naturais, sobretudo quando apresentava bouquets mistos. Amélia, rainha consorte de França (1782-1866), em certa ocasião, disse-lhe o seguinte: "As suas flores têm apenas uma diferença das naturais, estas murcham; as suas não". Dá nome a um dos mais conhecidos parques da capital - o Jardim Constantino.
Livro ilustrado, a cores e a p.b., com fotografias de notícias, edifícios e imóveis relevantes, correspondência e documentos oficiais, sendo a maioria em página inteira.
"A pequena obra que ora vos apresento é constituída por duas partes distintas.
1. Na primeira, a que chamei "Uma Quási-Biografia", tentei dar a conhecer Constantino-criança, Constantino-rapaz, Constantino-soldado, Constantino-artista, enfim, Constantino, Rei dos Floristas. [...]
2. A segunda parte consiste num conjunto de fotocópias, fotografias e digitalizações de documentos autênticos, de artigos de jornais e revistas da época, de cartas pessoais e de negócios, páginas dos "Anuários do Comércio e Indústria de Paris", ao longo de mais de 3.5 anos, alguns mapas e fotografias e ainda 5 ou 6 curtas biografias do grande florista."
(Excerto de Nota Introdutória)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Esgotado.
Indisponível

01 julho, 2023

GUEDES, Fernando -
OS LIVREIROS FRANCESES EM PORTUGAL NO SÉC. XVIII.
Tentativa de compreensão de um fenómeno migratório e mais alguma história. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 1998. In-4.º (25,5x19,5 cm) de 103, [9] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre o fluxo migratório de mestres livreiros franceses para Portugal ao longo do século XVIII. Enriquecido pelo prefácio do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão.
Bonita monografia, impressa em papel encorpado, com ilustrações a p.b. e a cores em página inteira, reproduzindo desenhos, fotografias e documentos fac-símile.
"Em Novembro de 1754 um tal François Grasset, antigo primeiro-caixeiro dos Cramer, importantes livreiros de Genebra, escrevia a Malesherbes, o homem de leis que haveria de defender Luís XVI perante a Convenção e posteriormente o iria seguir na guilhotina:
«O comércio de livraria em Espanha e Portugal, como também em muitas cidades de Itália, está totalmente nas mãos de Franceses, todos saídos de uma aldeia situada num vale do Briançonês, no Delfinado. Estas gentes, activas, laboriosas e extremamente sóbrias, vão sucessivamente para Espanha e aliam-se quase sempre entre si (...); não somente o comércio de livraria está nas suas mãos mas também o dos mapas geográficos, de estampas (...), etc.»"
(Excerto do Estudo)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€